{"id":61897,"date":"2015-06-23T09:35:46","date_gmt":"2015-06-23T12:35:46","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=61897"},"modified":"2015-06-23T09:35:46","modified_gmt":"2015-06-23T12:35:46","slug":"o-sal-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=61897","title":{"rendered":"O SAL DA TERRA"},"content":{"rendered":"<p>A m\u00fasica sempre foi considerada, ao longo dos tempos, uma forma de comunica\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico. Muitas letras cont\u00eam mensagens para a sociedade nos seus diversos aspectos. Uma m\u00fasica do compositor e interprete Beto Guedes de 1981, com o t\u00edtulo \u201cSal da Terra\u201d, h\u00e1 34 anos manda uma clara mensagem para a sociedade: devemos cuidar do nosso planeta; todos n\u00f3s. Vou reproduzir alguns trechos da m\u00fasica neste texto e que considero de suma import\u00e2ncia para uma reflex\u00e3o coletiva:<\/p>\n<p>\u201cAnda, quero te dizer nenhum segredo; falo deste ch\u00e3o da nossa casa; bem que t\u00e1 na hora de arrumar\u201d. Nesta estrofe, o autor est\u00e1 descrevendo o planeta como a nossa casa, que todos n\u00f3s sabemos que o planeta est\u00e1 sendo explorado de forma desordenada e que muitos danos j\u00e1 foram causados pelo homem e que j\u00e1 passou da hora de se tomar as devidas provid\u00eancias para reverter este quadro de destrui\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Outro trecho diz: \u201cTerra, \u00e9s os mais bonito dos planetas; t\u00e3o te maltratando por dinheiro; tu que \u00e9s a nave nossa irm\u00e3\u201d. Neste trecho \u00e9 claro o elogio ao nosso planeta e que n\u00e3o existe outro que possa acolher a vida como conhecemos. N\u00f3s e o planeta somos um s\u00f3 pois interagimos com ele a todo momento, como irm\u00e3os. Mas que, apesar desta intera\u00e7\u00e3o, muitos insistem em explor\u00e1-lo al\u00e9m das necessidades pessoais, pensando \u00fanica e exclusivamente no enriquecimento pessoal, esgotando a sua capacidade de suporte da vida. <\/p>\n<p>Mas na pen\u00faltima estrofe  a esperan\u00e7a ainda persiste: \u201cVamos precisar de todo mundo; um mais um \u00e9 sempre mais que dois; para melhor juntar as nossas for\u00e7as; \u00e9 s\u00f3 repartir melhor o p\u00e3o; recriar o para\u00edso agora; para merecer quem vem depois.\u201d Ele cita que o planeta s\u00f3 ter\u00e1 um futuro melhor para n\u00f3s e para nossos descendentes se fizermos tamb\u00e9m a nossa parte e que as a\u00e7\u00f5es coletivas da popula\u00e7\u00e3o tem muito mais for\u00e7a do que as a\u00e7\u00f5es individuais e que todos n\u00f3s devemos atuar neste papel de preserva\u00e7\u00e3o do planeta. O processo de recupera\u00e7\u00e3o deve superar o processo de explora\u00e7\u00e3o restabelecendo novas \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o para que nossos filhos e netos possam conhecer os animais e as plantas em contato com eles e n\u00e3o apenas em livros e v\u00eddeos como esp\u00e9cies que, \u201cj\u00e1 existiram\u201d.  <\/p>\n<p>Na ultima estrofe ele descreve que devemos tratar o nosso planeta com mais respeito e carinho: \u201cDeixa nascer o amor; deixa fluir o amor; deixa crescer o amor; deixa viver o amor; o sal da terra.\u201d Viemos da terra e para terra voltaremos. Fomos gerados gra\u00e7as aos alimentos produzidos pela terra e consumidos pelos nossos pais que foram transformados em n\u00f3s. Nos alimentamos durante toda a vida, geramos os nossos filhos e ao morrer, o nosso corpo, literalmente, se transforma em adubo. Mesmo se cremados, as nossas cinzas, ricas em nutrientes, ser\u00e3o excelentes fertilizantes qu\u00edmicos para as plantas. Concluindo: somos o Sal da Terra.<\/p>\n<p>Esta reflex\u00e3o \u00e9 muito importante para todos n\u00f3s a respeito do nosso planeta e o que ele nos d\u00e1 em troca quando cuidamos dele ou quando o agredimos. N\u00e3o gostamos da nossa casa limpa, arrumada e protegida? O planeta tamb\u00e9m \u00e9 a nossa casa que deve ser cuidada e protegida.<\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><center><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><\/center><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00fasica sempre foi considerada, ao longo dos tempos, uma forma de comunica\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico. 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