{"id":61101,"date":"2015-06-13T09:14:42","date_gmt":"2015-06-13T12:14:42","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=61101"},"modified":"2015-06-13T09:14:42","modified_gmt":"2015-06-13T12:14:42","slug":"estado-desiste-de-projeto-e-usina-eolica-do-vale-do-jequitinhonha-vira-elefante-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=61101","title":{"rendered":"Estado desiste de projeto e usina e\u00f3lica do Vale do Jequitinhonha vira elefante branco"},"content":{"rendered":"<h4><strong><em>Cemig afirma n\u00e3o haver interesse imediato no investimento e prioriza plantas no Nordeste.<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>Minas Gerais poderia gerar tr\u00eas vezes a energia da hidrel\u00e9trica Belo Monte \u2013 que tem pot\u00eancia instalada de mais de 11 mil MW \u2013 apenas com vento, mas os custos de instala\u00e7\u00e3o n\u00e3o interessam nem \u00e0 Cemig nem \u00e0 Renova, empresa que faz parte do grupo da companhia. O atlas e\u00f3lico de Minas Gerais, que levantou esse potencial de gera\u00e7\u00e3o de energia na Serra do Espinha\u00e7o, na regi\u00e3o de Jana\u00faba e Gr\u00e3o Mogol, no Norte do Estado, foi finalizado em 2010, mas a Cemig informa n\u00e3o haver interesse imediato no investimento. \u201cA Renova \u00e9 a respons\u00e1vel por fazer a prospec\u00e7\u00e3o, e a Cemig est\u00e1 estudando quando vai usar esse potencial, mas n\u00e3o tem prazo\u201d, afirma o presidente da Efficientia, empresa do grupo Cemig de efici\u00eancia energ\u00e9tica, Alexandre Heringer.<\/p>\n<p>Os custos mais altos para a instala\u00e7\u00e3o de uma usina e\u00f3lica no Norte de Minas em compara\u00e7\u00e3o com regi\u00f5es pr\u00f3ximas do mar \u00e9 o motivo dessa falta de interesse, segundo Heringer. \u201c\u00c9 uma regi\u00e3o com muito morro, a topografia aumenta os custos. Ent\u00e3o, a Cemig e a Renova est\u00e3o investindo em parques e\u00f3licos no Nordeste\u201d, explica. A Cemig atualmente tem tr\u00eas usinas e\u00f3licas no Cear\u00e1. A Renova mant\u00e9m um complexo e\u00f3lico no Sudoeste da Bahia, nos munic\u00edpios de Caetit\u00e9, Guanambi e Igapor\u00e3. \u201cO vento no Nordeste e no Sul do pa\u00eds \u00e9 mais veloz. Isso d\u00e1 mais efici\u00eancia a essas usinas, e, por isso, o custo delas \u00e9 menor. Quem ganha os leil\u00f5es s\u00e3o os projetos mais baratos\u201d, diz a presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (Abee\u00f3lica), Elbia Gannoum.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como o petr\u00f3leo. Os investimentos v\u00e3o primeiro aonde o custo \u00e9 menor. Com o desenvolvimento de tecnologia, outras \u00e1reas s\u00e3o exploradas. A Cemig vai avan\u00e7ar seus estudos no aproveitamento do potencial e\u00f3lico (do Estado). Estamos esperando o momento certo\u201d, diz Heringer.<\/p>\n<p>O alto custo, mas desta vez de manuten\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 o motivo de a usina e\u00f3lica de Morro do Camelinho estar desativada, segundo Heringer. Essa foi a primeira usina e\u00f3lica conectada ao sistema el\u00e9trico integrado do pa\u00eds, em 1994, na cidade de Gouveia, no Vale do Jequitinhonha, mas hoje est\u00e1 defasada. \u201cA tecnologia se desenvolveu muito, ent\u00e3o os custos de manuten\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a ficar altos e n\u00e3o compensa mais produzir energia (em Camelinho). N\u00e3o vamos voltar a produzir energia com aquelas m\u00e1quinas. Mas j\u00e1 s\u00e3o 21 anos. Este \u00e9 o tempo de vida mesmo desse tipo de equipamento\u201d, declara Heringer.<\/p>\n<p>A Cemig ainda n\u00e3o sabe o que vai fazer com a usina parada. \u201cEstamos estudando algumas possibilidades. Uma delas \u00e9 criar um centro de experimenta\u00e7\u00e3o ou fazer um conv\u00eanio com uma universidade\u201d, diz Heringer.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/morro_do_camelinho.jpg\" alt=\"\" \/><em>Usina E\u00f3lica de Morro do Camelinho, em Gouveia, no Vale do Jequitinhonha, est\u00e1 desativada e hoje \u00e9 um \u201celefante branco\u201d &#8211; Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Usina E\u00f3lica de Morro do Camelinho<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Usinas e\u00f3licas no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Hoje existem 262 usinas e\u00f3licas no Brasil, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica. Juntas, elas representam 6,56 GW \u2013 5% da capacidade instalada para energia do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Faltam linhas de transmiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A falta de linhas de transmiss\u00e3o para enviar a energia que \u00e9 gerada nos parques e\u00f3licos do Norte e Nordeste do pa\u00eds \u00e9 um \u201cempecilho para esses parques\u201d, diz o consultor da Thymos Energia, Marcelo Ajzen. A francesa Voltalia divulgou, na \u00faltima segunda-feira, que um dos seus parques e\u00f3licos no Nordeste est\u00e1 atrasado \u201cdevido a uma demora na constru\u00e7\u00e3o das linhas de conex\u00e3o \u00e0 rede\u201d. A constru\u00e7\u00e3o das linhas \u00e9 responsabilidade do governo brasileiro.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Jornal O Tempo \/ Ludmila Pizarro)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cemig afirma n\u00e3o haver interesse imediato no investimento e prioriza plantas no Nordeste. 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