{"id":60050,"date":"2015-05-23T10:40:50","date_gmt":"2015-05-23T13:40:50","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=60050"},"modified":"2015-05-23T10:40:50","modified_gmt":"2015-05-23T13:40:50","slug":"criticas-a-reforma-politica-marcam-debate-em-mantena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=60050","title":{"rendered":"Cr\u00edticas \u00e0 reforma pol\u00edtica marcam debate em Mantena"},"content":{"rendered":"<h4><strong><em>Vale do Rio Doce discute os desafios para a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na vida p\u00fablica.<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os recentes, o percentual de mulheres eleitas aumenta apenas 2% a cada elei\u00e7\u00e3o. E embora representem mais de 50% do eleitorado brasileiro, elas n\u00e3o conseguem preencher as cotas de candidaturas femininas estabelecidas na legisla\u00e7\u00e3o eleitoral. Para debater esses desafios e poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es para superar essa realidade, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou, nesta sexta-feira (22\/5\/15), em Mantena (Vale do Rio Doce), o primeiro da s\u00e9rie de encontros regionais do Ciclo de Debates Reforma Pol\u00edtica, Igualdade de G\u00eanero e Participa\u00e7\u00e3o: O que querem as mulheres de Minas.<\/p>\n<p>Durante o evento, estudiosos e autoridades discutiram a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas que ampliem a participa\u00e7\u00e3o da mulher na pol\u00edtica e nos espa\u00e7os de poder. No primeiro painel, a prefeita de Governador Valadares, Elisa Costa, proferiu a palestra \u201cReforma pol\u00edtica e a representa\u00e7\u00e3o das mulheres no Brasil\u201d. Ela destacou o avan\u00e7o do Pa\u00eds para uma democracia mais madura, com mais vozes nas ruas e mais participa\u00e7\u00e3o da sociedade e os desafios dessa nova realidade, sobretudo para as mulheres.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/debate_mantena.jpg\" alt=\"\" \/><em>Mantena sediou o primeiro da s\u00e9rie de cinco encontros regionais de ciclo de debates sobre reforma pol\u00edtica e igualdade de g\u00eanero &#8211; Foto: Ricardo Barbosa \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Segundo Elisa Costa, esse debate \u00e9 um importante momento de reflex\u00e3o, pois permite que se repensem as formas de organizar a sociedade. Para ela, a mulher tem perfil, capacidade e vis\u00e3o de mundo para assumir novos pap\u00e9is e contribuir para uma democracia mais madura. Ela abordou as recentes transforma\u00e7\u00f5es sociais, com novas concep\u00e7\u00f5es de fam\u00edlia e pluralidade de concep\u00e7\u00f5es, lembrando que tudo isso se reflete na pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u201cHoje a sociedade \u00e9 plural e possui grandes contradi\u00e7\u00f5es. N\u00f3s, mulheres, n\u00e3o fomos educadas para o p\u00fablico, mas isso tem mudado gradativamente. Atualmente muito mais mulheres se manifestam na sociedade, a despeito dos entraves para construir uma vida p\u00fablica. E vida p\u00fablica n\u00e3o significa apenas ter mandatos, mas sair da vida privada e participar da sociedade, em qualquer inst\u00e2ncia, como em associa\u00e7\u00f5es, sindicatos e igrejas\u201d, afirmou Elisa Costa.<\/p>\n<p>Ela destacou que essa sa\u00edda do espa\u00e7o privado para o p\u00fablico \u00e9 o primeiro entrave que a mulher enfrenta. \u201cA vida p\u00fablica exp\u00f5e todos, mas muito mais a mulher. \u00c9 preciso coragem para se expor, enfrentar os preconceitos e ajudar a elevar a consci\u00eancia pol\u00edtica. Precisamos de comportamentos, posturas e coragens novas\u201d, defendeu.<\/p>\n<p>Elisa Costa abordou ainda a necessidade de uma profunda reforma pol\u00edtica, criticando a proposta que tramita no Congresso Nacional. \u201cPrecisamos de passos mais largos para garantir n\u00e3o apenas a participa\u00e7\u00e3o efetiva das mulheres, mas tamb\u00e9m de outras minorias exclu\u00eddas\u201d, enfatizou. Para ela, a reforma pol\u00edtica precisa assegurar o financiamento p\u00fablico de campanha. \u201cPrecisamos nos mobilizar para n\u00e3o deixar os deputados federais avan\u00e7arem na atual proposta, que o presidente da C\u00e2mara quer votar em Plen\u00e1rio at\u00e9 junho &#8211; uma proposi\u00e7\u00e3o que s\u00f3 interessa a setores econ\u00f4micos da sociedade e que vai dificultar ainda mais a presen\u00e7a da mulher e das minorias\u201d, destacou.<\/p>\n<p>A palestrante defendeu a elei\u00e7\u00e3o de uma assembleia constituinte para cuidar apenas da reforma pol\u00edtica. \u201cSendo feita pelas pessoas que j\u00e1 est\u00e3o no sistema, a reforma n\u00e3o vai trazer as mudan\u00e7as necess\u00e1rias. A reforma pol\u00edtica deve ter participa\u00e7\u00e3o popular e direito de igualdade de condi\u00e7\u00f5es&#8221;, ressaltou. Ela defendeu a ado\u00e7\u00e3o do voto em lista, com reserva de 50% das cadeiras no Poder Legislativo para as mulheres; unifica\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es para todos os cargos (municipais, estaduais e federais); fim da reelei\u00e7\u00e3o e das coliga\u00e7\u00f5es proporcionais.<\/p>\n<p><strong>Autoridades criticam reforma pol\u00edtica em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso<\/strong><\/p>\n<p>O prefeito de Central de Minas, Genil Mata da Cruz, tamb\u00e9m avaliou negativamente a proposta de reforma politica em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional que, na vis\u00e3o dele, n\u00e3o representa os anseios da sociedade brasileira. Segundo ele, a proposi\u00e7\u00e3o \u201caniquila as mulheres na pol\u00edtica\u201d. Ele tamb\u00e9m defendeu que 50% das cadeiras do Poder Legislativo sejam destinadas \u00e0s mulheres. \u201cO Brasil precisa de uma reforma politica corajosa para acabar com um sistema viciado. \u00c9 essencial repensar o processo todo e garantir a exclusividade do financiamento p\u00fablico\u201d, declarou.<\/p>\n<p>O prefeito de Mantena, Wanderson Eliseu Coelho, tamb\u00e9m manifestou o seu apoio \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a das mulheres na pol\u00edtica. \u201cHistoricamente sempre houve mais homens com interesse em se candidatar, mas isso vem mudando paulatinamente e \u00e9 muito bom, pois as mulheres t\u00eam uma capacidade de resolu\u00e7\u00e3o maior do que os homens\u201d, afirmou. \u201cElas t\u00eam vis\u00e3o de futuro, e o aumento de lideran\u00e7as femininas pode contribuir para corrigir muitas distor\u00e7\u00f5es que existem hoje\u201d, completou.<\/p>\n<p><strong>Deputadas destacam desafios que precisam superar<\/strong><\/p>\n<p>A presidente da Comiss\u00e3o Extraordin\u00e1ria das Mulheres, deputada Ros\u00e2ngela Reis (Pros), e as deputadas Celise Laviola (PMDB) e Geisa Teixeira (PT) destacaram os desafios que enfrentaram para se eleger e tamb\u00e9m aqueles que enfrentam no dia a dia de sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, com a necessidade de concilia\u00e7\u00e3o da vida p\u00fablica com obriga\u00e7\u00f5es profissionais e familiares. Elas tamb\u00e9m receiam que a reforma pol\u00edtica em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso pode prejudicar a inser\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A deputada Ros\u00e2ngela Reis ressaltou a pequena presen\u00e7a das mulheres no Poder Legislativo e nas demais esferas de governo. &#8220;E n\u00e3o \u00e9 que as mulheres n\u00e3o queiram participar. Muitas vezes elas n\u00e3o t\u00eam informa\u00e7\u00f5es e muito menos o apoio b\u00e1sico da pr\u00f3pria fam\u00edlia para ingressar na pol\u00edtica. \u00c9 uma realidade injusta e dif\u00edcil, mas que podemos mudar\u201d, disse. Ela tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 16\/15, encabe\u00e7ada pela bancada de mulheres, que visa a garantir pelo menos uma mulher na Mesa da ALMG.<\/p>\n<p>A deputada Celise Laviola lembrou que \u00e9 preciso buscar o apoio dos homens a essa causa. \u201cQueremos ver candidaturas n\u00e3o s\u00f3 para preencher vagas, mas para uma disputa real. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas as mulheres t\u00eam condi\u00e7\u00f5es. N\u00e3o podemos desistir; \u00e9 preciso vontade de entrar na pol\u00edtica e mostrar o que querem as mulheres de Minas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para a deputada Geisa Teixeira, as mulheres t\u00eam determina\u00e7\u00e3o e sabem aonde querem chegar. &#8220;Nunca pensamos em prejudicar os homens, e sim em ampliar o espa\u00e7o democr\u00e1tico, da\u00ed a import\u00e2ncia de levar este debate a todos os cantos do Estado, ouvir as mulheres e avaliar por que a participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica ainda \u00e9 t\u00e3o pequena\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Palestrantes refletem sobre exclus\u00e3o das mulheres<\/strong><\/p>\n<p>Na parte da tarde, os palestrantes refletiram sobre a influ\u00eancia da educa\u00e7\u00e3o na reprodu\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es de exclus\u00e3o das mulheres. Renata Adriana Rosa, superintendente da Subsecretaria de Estado de Pol\u00edticas para Mulheres, ressaltou a necessidade de pensar pol\u00edticas para mulheres de forma universal, sem segrega\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 preciso ressignificar os pap\u00e9is e convocar toda a sociedade para participar, trazendo os homens para defender essa luta, desenvolvendo uma nova perspectiva para o exerc\u00edcio do poder\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>De acordo com ela, s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas que pensem a mulher em sua totalidade, e a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para dar visibilidade \u00e0s representa\u00e7\u00f5es femininas. \u201cSe n\u00e3o houver uma a\u00e7\u00e3o articulada dos movimentos sociais, n\u00e3o faremos a diferen\u00e7a. Vamos trabalhar para fortalecer de forma institucionalizada a pauta da participa\u00e7\u00e3o das mulheres\u201d, defendeu.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso somar reconhecimento, redistribui\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o; refletir sobre as assimetrias, mostrando que defender democracia de g\u00eanero n\u00e3o depende s\u00f3 das mulheres, mas tamb\u00e9m dos homens. Precisamos de pol\u00edticas p\u00fablicas emancipacionistas e de inclus\u00e3o. Estas devem levar em conta as m\u00faltiplas jornadas das mulheres e tamb\u00e9m a necessidade de coparticipa\u00e7\u00e3o dos homens nas tarefas dom\u00e9sticas, da\u00ed a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o, pois s\u00e3o as mulheres m\u00e3es que educam os homens\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Vis\u00e3o semelhante foi exposta pela enfermeira \u00c2ngela Muniz Freire Vinhal e pela empres\u00e1ria Martha Nazareth Machado Fulg\u00eancio, que tamb\u00e9m enfatizaram a preocupa\u00e7\u00e3o com a influ\u00eancia da educa\u00e7\u00e3o na reprodu\u00e7\u00e3o de atitudes de exclus\u00e3o da mulher. \u201cAs mulheres precisam vir para a pol\u00edtica sabendo o est\u00e3o fazendo, por isso \u00e9 essencial uma preocupa\u00e7\u00e3o com as escolas como espa\u00e7os de forma\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o pol\u00edtico\u201d, disse \u00c2ngela Vinhal. \u201cCreio que n\u00e3o podemos limitar a discuss\u00e3o a g\u00eanero, pois \u00e9 preciso reeduca\u00e7\u00e3o em todos os horizontes\u201d, alertou Martha Fulg\u00eancio.<\/p>\n<p>A vereadora Delci Gomes, \u00fanica mulher na C\u00e2mara Municipal de Resplendor, relatou as dificuldades que j\u00e1 enfrentou no exerc\u00edcio da pol\u00edtica. \u201cInfelizmente as mulheres n\u00e3o votam umas nas outras. \u00c9 preciso uma nova forma de pensar e de fazer pol\u00edtica, a fim de alcan\u00e7armos a igualdade\u201d, afirmou. Para ela, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel igualdade de g\u00eanero sem inclus\u00e3o e justi\u00e7a social. \u201cMulheres gostam de pol\u00edtica, sim, mas \u00e9 preciso tamb\u00e9m trabalharmos pela moraliza\u00e7\u00e3o: deve entrar na pol\u00edtica quem objetiva o bem comum. Vendo essa postura \u00e9tica imperando, mais mulheres se sentir\u00e3o motivadas a ingressar na vida p\u00fablica\u201d, finalizou. <\/p>\n<p><em>(Fonte: ALMG)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vale do Rio Doce discute os desafios para a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na vida p\u00fablica. Apesar dos avan\u00e7os recentes, o percentual de mulheres eleitas aumenta apenas 2% a cada elei\u00e7\u00e3o. E embora representem mais de 50% do eleitorado brasileiro, elas n\u00e3o conseguem preencher as cotas de candidaturas femininas estabelecidas na legisla\u00e7\u00e3o eleitoral. 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