{"id":59250,"date":"2015-05-13T09:32:30","date_gmt":"2015-05-13T12:32:30","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=59250"},"modified":"2015-05-13T09:32:30","modified_gmt":"2015-05-13T12:32:30","slug":"o-esgoto-e-as-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=59250","title":{"rendered":"O ESGOTO E AS CIDADES"},"content":{"rendered":"<p>Sempre que falamos de tratamento de esgoto dom\u00e9stico, imaginamos a constru\u00e7\u00e3o de enormes esta\u00e7\u00f5es de tratamento de esgoto, as chamadas ETEs. Estas ETEs s\u00e3o fundamentais na retirada da mat\u00e9ria org\u00e2nica da \u00e1gua, melhorando, e muito a sua qualidade antes de devolv\u00ea-la novamente para os rios. O esgoto despejado in natura nos cursos de \u00e1gua causa uma s\u00e9rie de problemas ambientais e tamb\u00e9m para o homem que faz uso direto desta \u00e1gua. Mas ser\u00e1 que \u00e9 preciso juntar todo o esgoto bruto e trat\u00e1-lo de uma forma \u00fanica? Nos modelos de tratamento de esgoto atuais, verifica-se que a descentraliza\u00e7\u00e3o do esgoto e o seu tratamento em miniesta\u00e7\u00f5es ao longo da rede de coleta \u00e9 uma alternativa vi\u00e1vel para cidades de pequeno e m\u00e9dio porte. <\/p>\n<p>A primeira etapa do processo j\u00e1 existe em praticamente todas as casas, sendo obrigat\u00f3rio nas obras de engenharia: as caixas de gordura. Estas pequenas estruturas separam parte da gordura oriunda da cozinha e que \u00e9 despejada pelo esgoto. A caixa de gordura tem como o objetivo evitar entupimentos de rede, pois as gorduras se acumulam nos canos. Esta t\u00e9cnica, diretamente tamb\u00e9m auxilia no processo de decomposi\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica do esgoto. As gorduras possuem grandes cadeias qu\u00edmicas que dificultam a atividade das bact\u00e9rias e a sua degrada\u00e7\u00e3o. Sem elas a decomposi\u00e7\u00e3o do esgoto fica mais f\u00e1cil. <\/p>\n<p>Para facilitar a degrada\u00e7\u00e3o do esgoto pelas bact\u00e9rias em muitos locais poderiam ser constru\u00eddas as fossas s\u00e9pticas logo ap\u00f3s a passagem do esgoto pela caixa de gordura. Estas fossas reteriam a parte s\u00f3lida do esgoto, um verdadeiro banquete para as bact\u00e9rias chamadas anaer\u00f3bicas e paralelamente, eliminando as bact\u00e9rias que causam doen\u00e7as. Esta atividade reduziria a quantidade de poluentes org\u00e2nicos no esgoto. Ap\u00f3s este primeiro processo de purifica\u00e7\u00e3o, o esgoto passaria pelo chamado filtro anaer\u00f3bico. Este filtro, ocupado por pedras de constru\u00e7\u00e3o, as chamadas britas, seriam a casa de outro grupo de bact\u00e9rias que tamb\u00e9m utilizariam a mat\u00e9ria org\u00e2nica do esgoto para sua alimenta\u00e7\u00e3o. Ao final deste processo o esgoto estaria cerca de 90% mais limpo ou at\u00e9 mais, dependendo da quantidade de esgoto gerado. Desta forma seria despejado na rede de esgoto uma \u00e1gua pr\u00e9 tratada com a sua purifica\u00e7\u00e3o final sendo feita nas esta\u00e7\u00f5es de esgoto. Mas, dependendo de sua quantidade, este esgoto previamente tratado poder\u00e1 ser tamb\u00e9m descartado em buracos abertos no solo, as chamadas fossas brancas. Este esgoto, bastante purificado, teria o seu arremate final de tratamento sendo realizado pelas bact\u00e9rias do solo que tamb\u00e9m utilizariam o restante de sua mat\u00e9ria org\u00e2nica como alimento, chegando as camadas mais profundas do solo uma \u00e1gua quase que totalmente tratada e sem risco de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que para implanta\u00e7\u00e3o deste sistema de tratamento e descarte temos que conhecer uma s\u00e9rie de fatores do solo, len\u00e7ol fre\u00e1tico, dentre outros, al\u00e9m \u00e9 claro, da mudan\u00e7a de h\u00e1bito da popula\u00e7\u00e3o evitando descartar nas pias e vasos, fios de cabelo, papel higi\u00eanico, camisinhas, absorventes, e tudo mais que comprometesse o processo de transforma\u00e7\u00e3o do esgoto. Para que novos modelos sustent\u00e1veis funcionem, dependemos n\u00e3o apenas de novas tecnologias mas tamb\u00e9m de mudan\u00e7as de h\u00e1bitos, ou seja, temos que fazer tamb\u00e9m a nossa parte.<\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><center><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><\/center><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre que falamos de tratamento de esgoto dom\u00e9stico, imaginamos a constru\u00e7\u00e3o de enormes esta\u00e7\u00f5es de tratamento de esgoto, as chamadas ETEs. 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