{"id":55906,"date":"2015-03-27T15:42:39","date_gmt":"2015-03-27T18:42:39","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=55906"},"modified":"2015-03-27T15:45:45","modified_gmt":"2015-03-27T18:45:45","slug":"cachorra-atropelada-em-taiobeiras-ganha-cadeira-de-rodas-e-volta-a-se-locomover","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=55906","title":{"rendered":"Cachorra que foi atropelada em Taiobeiras ganha cadeira de rodas e volta a se locomover"},"content":{"rendered":"<h4><strong><em>Minie foi resgatada pela ONG S.O.S M\u00e3os &#038; Patas. Ela conseguiu voltar a se locomover com cadeira de rodas feita de PVC. <\/em><\/strong><\/h4>\n<p>Ap\u00f3s ser atropelada na Avenida S\u00e3o Jo\u00e3o, no Centro de Taiobeiras (MG), a cadela Minie ficou parapl\u00e9gica. O caso chegou at\u00e9 a ONG S.O.S M\u00e3os &#038; Patas, que mobilizou a popula\u00e7\u00e3o da cidade para procurar pela cachorrinha, que foi encontrada em um matagal com as patas quebradas e v\u00e1rios ferimentos, j\u00e1 que precisa se arrastar para conseguir se locomover. Um m\u00eas ap\u00f3s o acidente, ela conseguiu voltar a andar, gra\u00e7as a uma cadeira de rodas adaptada, feita com tubos de PVC.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico veterin\u00e1rio Leonardo Lanna \u00e9 volunt\u00e1rio na ONG e foi o primeiro a atender Minie. Ele explica que a cadela tinha uma les\u00e3o na medula, o que costuma causar paralisia nas patas. No caso dela, as de tr\u00e1s foram afetadas e, para que voltasse a se locomover, a solu\u00e7\u00e3o seria uma cadeira de rodas.<\/p>\n<p>\u201cQuando o animal n\u00e3o responde ao tratamento cir\u00fargico, sugiro esta alternativa [cadeira de rodas], para que ele n\u00e3o fique se arrastando e sofra com les\u00f5es. Assim, o bicho pode voltar a ter bem estar. Mas mesmo com a possibilidade de uma vida normal, h\u00e1 alguns donos que optam pela eutan\u00e1sia, solu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o aconselho\u201d, diz o veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Leonardo Lanna tamb\u00e9m destaca que os cachorros se adaptam bem \u00e0 cadeira. E ainda afirma que, inicialmente, os animais precisam us\u00e1-la por per\u00edodos curtos, at\u00e9 se acostumarem.<\/p>\n<p>\u201cAo optar por um suporte deste tipo, os donos dos bichos precisam saber que ele \u00e9 feito sob medida, com base nas dimens\u00f5es de cada cachorro. Al\u00e9m disso, os que s\u00e3o de ra\u00e7as de maior porte podem demorar mais tempo at\u00e9 se acostumarem\u201d, ressalta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/cadela_minie_taiobas.jpg\" alt=\"\" \/><em>Minie com a cadeira de rodas feita de PVC (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ ONG S.O.S M\u00e3os &#038; Patas)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<h4><strong>Cadeiras s\u00e3o feitas por engenheiro<\/strong><\/h4>\n<p>A cadeira de PVC foi feita em Montes Claros (MG), pelo engenheiro eletricista Renato Dias Ata\u00edde. A filha dele, que tamb\u00e9m \u00e9 veterin\u00e1ria e tem especializa\u00e7\u00e3o na reabilita\u00e7\u00e3o de animais, atendeu a Minie e contou o caso para o pai.<\/p>\n<p>\u201cComecei a fazer as cadeiras h\u00e1 dois anos, j\u00e1 fiz umas 30. Pesquisei na internet e resolvi colocar em pr\u00e1tica depois que a minha filha atendeu a outra cadela, que tamb\u00e9m n\u00e3o iria conseguir mais andar. Quando terminei e coloquei a cadeirinha nela, a cachorrinha come\u00e7ou a correr e a dona olhava e s\u00f3 conseguia chorar. \u00c9 uma satisfa\u00e7\u00e3o e tanto, que recompensa o trabalho\u201d, fala.<\/p>\n<p>Renato Dias utiliza o tempo vago, geralmente depois do almo\u00e7o e \u00e0 noite, para fazer as cadeiras. Ele explica que enquanto uma de alum\u00ednio chega a custar R$ 900, as feitas por ele saem a R$ 100, praticamente o custo do material. Segundo ele, para a confec\u00e7\u00e3o, o primeiro passo \u00e9 analisar as medidas e a ra\u00e7a do c\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>S.O.S M\u00e3os &#038; Patas<\/strong><\/h4>\n<p>Depois de ser resgatada pela ONG, Minie foi levada para o abrigo da organiza\u00e7\u00e3o, onde conta com o acompanhamento de m\u00e9dicos veterin\u00e1rios, al\u00e9m de ter dispon\u00edveis ra\u00e7\u00e3o e rem\u00e9dios. Alex Sandro Mendes, presidente da S.O.S M\u00e3os &#038; Patas, explica que a cadela, assim como outros bichos, recebem o tratamento e depois ficam dispon\u00edveis para a ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 conseguimos dar novos lares a 113 cachorros. Depois que os animais s\u00e3o levados fazemos visitas peri\u00f3dicas, para sabermos se eles est\u00e3o sendo bem tratados pelos donos. Recebemos aqui muitos casos que precisam de aten\u00e7\u00e3o e carinho, s\u00e3o bichos que sofreram todos os tipos de maus tratos e outros doentes, com c\u00e2ncer, por exemplo\u201d, comenta o presidente da ONG.<\/p>\n<p>A M\u00e3os &#038; Patas come\u00e7ou a ser idealizada h\u00e1 um ano e meio, mas o processo burocr\u00e1tico de registro demorou cerca de seis meses.<\/p>\n<p>\u201cA iniciativa surgiu depois que um grupo de amigos come\u00e7ou a perceber a quantidade de c\u00e3es que viviam abandonados nas ruas da cidade. Decidimos que era preciso fazer algo e nos organizamos. Al\u00e9m das ado\u00e7\u00f5es, fazemos tamb\u00e9m uma campanha de castra\u00e7\u00e3o das f\u00eameas, para evitar ainda que a popula\u00e7\u00e3o de cachorros aumente ainda mais, j\u00e1 castramos 30. Todo o nosso trabalho \u00e9 volunt\u00e1rio e vivemos de doa\u00e7\u00f5es, sobrevivemos com a ajuda de pessoas que sensibilizadas com a nossa causa\u201d, esclarece Alex Sandro.<\/p>\n<h4><strong>Cora\u00e7\u00e3o dividido entre marido, filhos e cachorros<\/strong><\/h4>\n<p>Dois dos cachorros da ONG, apelidados de Nega e Pedrito, foram adotados por Vanusa Nascimento, de 43 anos, que \u00e9 moradora de Taiobeiras. Ela tem 18 animais, nove s\u00e3o adotados, os outros foram ganhados. Como o espa\u00e7o da casa, dividido com o esposo Jos\u00e9 Francisco dos Santos e quatro filhos, ficou pequeno, alguns dos bichos foram levados para o s\u00edtio.<\/p>\n<p>\u201cEu peguei o Pedrito filhote. J\u00e1 a Nega n\u00e3o tem uma das patas, que precisou ser amputada. Eu a ela no abrigo e pensava que ela teria dificuldade em ser adotada. Hoje, ela vive na ro\u00e7a e \u00e9 companheira fiel do meu marido. Um dia desses, uma mulher a viu e disse que era linda, pena que era aleijada, meu esposo respondeu que n\u00e3o, que era ela saud\u00e1vel, que apenas tinha perdido uma pata por causa de uma acidente\u201d, conta Vanusa. <\/p>\n<p>Al\u00e9m da cadela que n\u00e3o tem uma das patas, a auxiliar de limpeza tamb\u00e9m cuida de um cachorro com catarata, que foi encontrado na rua.<\/p>\n<p>\u201cVejo eles passando fome e frio, fico com muita pena e levo para casa. Meu amor por animais n\u00e3o depende se eles est\u00e3o feridos ou se t\u00eam algum tipo de defici\u00eancia\u201d, diz a mulher que ainda tem como bicho de estima\u00e7\u00e3o um potro que perdeu a m\u00e3e, depois que ela caiu de em uma ribanceira.<\/p>\n<p><strong><em>(Fonte: Inter TV Grande Minas)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minie foi resgatada pela ONG S.O.S M\u00e3os &#038; Patas. Ela conseguiu voltar a se locomover com cadeira de rodas feita de PVC. Ap\u00f3s ser atropelada na Avenida S\u00e3o Jo\u00e3o, no Centro de Taiobeiras (MG), a cadela Minie ficou parapl\u00e9gica. 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