{"id":54586,"date":"2015-03-08T16:00:52","date_gmt":"2015-03-08T19:00:52","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=54586"},"modified":"2015-03-08T16:00:52","modified_gmt":"2015-03-08T19:00:52","slug":"educacao-e-capacitacao-podem-fortalecer-mulheres-destaca-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=54586","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o podem fortalecer mulheres, destaca ONU"},"content":{"rendered":"<p>A promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e da capacita\u00e7\u00e3o de mulheres \u00e9 um dos pontos para atingir a igualdade de g\u00eanero. A Plataforma de A\u00e7\u00e3o de Pequim, criada em 1995, estabelece a\u00e7\u00f5es para auxiliar os pa\u00edses nessa tem\u00e1tica. A representante da ONU Mulheres no Brasil, entidade para a igualdade de g\u00eanero e o empoderamento das mulheres. da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), Nadine Gasman, lista alguns itens no documento. \u201cAs mulheres t\u00eam que ter acesso a uma educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o sexista, de qualidade, os curr\u00edculos t\u00eam que ser reformados, tem que haver investimento para que professores e professoras saibam como educar de uma maneira n\u00e3o sexista\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisadora e doutoranda em pol\u00edtica social na Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Marjorie Chaves, explica que as mulheres t\u00eam avan\u00e7ado na quest\u00e3o de tempo de estudo e conclus\u00e3o do n\u00edvel superior, mas ainda ocupam \u00e1reas espec\u00edficas, como a de humanidades, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7o social, por exemplo. \u201cAinda prevalecem alguns princ\u00edpios sociais e culturais pelos quais as mulheres s\u00e3o associadas a profiss\u00f5es e ocupa\u00e7\u00f5es que requerem atributos femininos como delicadeza e paci\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/onu_mulheres.jpeg\" alt=\"\" \/><em>Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil &#8211; Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<\/br> <\/p>\n<p>Segundo ela, muitas dessas \u00e1reas t\u00eam menor remunera\u00e7\u00e3o e \u00e9 preciso fazer uma mudan\u00e7a desde a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, al\u00e9m de pol\u00edticas p\u00fablicas, para que as mulheres possam ampliar suas escolhas e a participa\u00e7\u00e3o em outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>A representante da ONU Mulheres aponta que o Brasil tem apresentado grandes avan\u00e7os educacionais nos \u00faltimos 20 anos ao desenvolver programas e pol\u00edticas e garantir o acesso de mulheres. Para Marjorie, um dos desafios que o pa\u00eds ainda tem que enfrentar \u00e9 o incentivo ao aumento de mulheres em \u00e1reas da ci\u00eancia, engenharia e ci\u00eancias b\u00e1sicas.<\/p>\n<p>A astrof\u00edsica Thaisa Bergmann venceu dificuldades e ganhou espa\u00e7o na profiss\u00e3o, uma \u00e1rea em que existem poucas mulheres. Com estudos sobre buracos negros, a pesquisadora foi uma das vencedoras da 17\u00ba edi\u00e7\u00e3o pr\u00eamio internacional Para Mulheres na Ci\u00eancia, promovido pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco) e pela Funda\u00e7\u00e3o L&#8217;Or\u00e9al.<\/p>\n<p>\u201cO pr\u00eamio d\u00e1 um reconhecimento nesse aspecto feminino de dificuldades, mas tamb\u00e9m frente aos pares, para a fam\u00edlia e os amigos\u201d. Ela acredita que, ao ter o trabalho de cientistas mulheres valorizado, as jovens podem ser incentivadas.<\/p>\n<p>A coordenadora de Educa\u00e7\u00e3o da Unesco, Rebeca Otero, ressalta a diversifica\u00e7\u00e3o. \u201cAlgumas profiss\u00f5es, como engenharia, por exemplo, s\u00e3o ainda muito masculinas. Tem toda uma quest\u00e3o cultural que, aos poucos, temos que ir desmistificando para que a mulher possa ter acesso a essas carreiras e possa fazer algo que goste, tendo uma remunera\u00e7\u00e3o equiparada com outra pessoa do sexo masculino\u201d. <\/p>\n<p>A diferen\u00e7a salarial \u00e9 outro desafio apontado pela ONU Mulheres. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) de 2012, no mercado formal, o rendimento dos homens era R$ 2.146,00. J\u00e1 o das mulheres, R$ 1.614, mesmo com aumento da escolaridade.<\/p>\n<p>M\u00e1rcio Guerra, gerente de Estudos e Prospectiva da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), explica que as mulheres v\u00eam se preparando para a inser\u00e7\u00e3o profissional e muitas delas est\u00e3o ocupando profiss\u00f5es consideradas tipicamente masculinas. Segundo uma an\u00e1lise elaborada pelo Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) com base em dados do Censo da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica de 2013, as mulheres s\u00e3o maioria em cursos t\u00e9cnicos e houve aumento na procura por cursos na \u00e1rea industrial. Outra an\u00e1lise mostra que, em 10 anos, o n\u00famero de mulheres matriculadas nas escolas do SENAI aumentou em quatro vezes.<\/p>\n<p>Raiane da Silva tem 25 anos e fez o curso t\u00e9cnico de seguran\u00e7a no trabalho. Entre as 20 pessoas formadas, apenas 5 eram homens. Hoje, ela trabalha em uma obra e diz que \u00e9 tratada com igualdade pelos colegas, mas revela que teve dificuldade de encontrar emprego na constru\u00e7\u00e3o civil. \u201cEu sofri muito preconceito quando comecei a procurar. Eles [empregadores] temem que as mulheres n\u00e3o sejam respeitadas na obra como um homem \u00e9\u201d.<\/p>\n<p>Para M\u00e1rcio Guerra, a esperan\u00e7a \u00e9 que, com o tempo, a diferen\u00e7a salarial diminua. \u201cA expectativa \u00e9 que a m\u00e9dio e longo prazo o mercado v\u00e1 se harmonizando mais e esses diferenciais diminuam. Isso vai depender da qualidade da qualifica\u00e7\u00e3o, da produtividade e das transforma\u00e7\u00f5es que a sociedade precisa passar\u201d.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o e a capacita\u00e7\u00e3o podem auxiliar at\u00e9 mesmo no combate \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres. Rebeca diz que ainda existe um contingente de mulheres com baixa escolaridade e \u00e9 preciso investir no empreendedorismo e na gera\u00e7\u00e3o de renda para que elas tenham liberdade financeira. \u201cPorque apesar dos avan\u00e7os que a sociedade brasileira teve de termos mulheres na escola, formadas, doutoras, ainda h\u00e1 casos de depend\u00eancia e casos de viol\u00eancia. E muitas vezes a mulher tolera a viol\u00eancia porque ela n\u00e3o tem como se sustentar se ela se separar daquela rela\u00e7\u00e3o\u201d. (Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e da capacita\u00e7\u00e3o de mulheres \u00e9 um dos pontos para atingir a igualdade de g\u00eanero. A Plataforma de A\u00e7\u00e3o de Pequim, criada em 1995, estabelece a\u00e7\u00f5es para auxiliar os pa\u00edses nessa tem\u00e1tica. 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