{"id":53817,"date":"2015-02-25T15:14:58","date_gmt":"2015-02-25T18:14:58","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=53817"},"modified":"2015-02-25T15:14:58","modified_gmt":"2015-02-25T18:14:58","slug":"familiares-de-vitimas-do-amianto-conseguem-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=53817","title":{"rendered":"Familiares de v\u00edtimas do amianto conseguem indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h4><strong><em>Doen\u00e7a fatal leva at\u00e9 40 anos para se manifestar em trabalhadores expostos ao mineral.<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>Maria do Carmo Vieira de Souza vivenciou em sua fam\u00edlia os efeitos que o amianto pode causar \u00e0 sa\u00fade de uma pessoa. Ela \u00e9 presidente da Associa\u00e7\u00e3o Mineira de Expostos ao Amianto (Amea), entidade que criou em 2005 ap\u00f3s a morte de seu pai, Nelson Vieira de Souza, v\u00edtima de mesotelioma (c\u00e2ncer da pleura). O caso foi o primeiro em Minas Gerais a ser divulgado como comprovadamente relacionado \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o ao amianto. O uso dessa fibra mineral &#8211; amplamente utilizada pela ind\u00fastria e tamb\u00e9m em produtos de uso dom\u00e9stico &#8211; foi proibido pela Lei 21.114, aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 2013, que determina prazos at\u00e9 2023 para que a subst\u00e2ncia seja abolida do Estado.<\/p>\n<p>Nelson Vieira de Souza trabalhou entre os anos de 1960 e 1964 na empresa Brasilit, na qual, segundo Maria do Carmo, atuava em diversas atividades, inclusive no preparo da massa de amianto, utilizada na produ\u00e7\u00e3o de telhas de fibrocimento e caixas d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/amianto_2_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>Giovani Rodrigues \u00e9 produtor e vendedor de pe\u00e7as em pedra-sab\u00e3o. Segundo ele, h\u00e1 muitos anos fala-se sobre a possibilidade da presen\u00e7a do amianto na rocha &#8211; Foto: Pollyanna Maliniak \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Um laudo do Centro de Refer\u00eancia Estadual em Sa\u00fade do Trabalhador do Hospital das Cl\u00ednicas da UFMG, feito durante o per\u00edodo de interna\u00e7\u00e3o, apontou que o pai de Maria do Carmo tamb\u00e9m trabalhava como ajudante de carregamento de caminh\u00f5es com telhas e caixas d&#8217;\u00e1gua de amianto e com lixo e restos de materiais e que a empresa n\u00e3o oferecia equipamentos de prote\u00e7\u00e3o aos trabalhadores nem assist\u00eancia m\u00e9dica. Ainda segundo o laudo, Nelson de Souza trabalhava uma m\u00e9dia de 12 horas por dia, seis dias na semana.<\/p>\n<p>Maria do Carmo Souza conta que a doen\u00e7a de seu pai se manifestou 40 anos depois que ele deixou de trabalhar na Brasilit. De acordo com ela, o primeiro sinal da doen\u00e7a foi em fevereiro de 2005, quando seu pai sentiu uma dor no peito e desmaiou. At\u00e9 junho do mesmo ano, quando faleceu aos 77 anos, Nelson de Souza teve sintomas como falta de ar, febres e dores intensas.<\/p>\n<p>Conforme Maria do Carmo Souza, o pai \u201cperdia a no\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o\u201d e precisou tomar medicamentos \u00e0 base de morfina. Em 2006, a fam\u00edlia ganhou a a\u00e7\u00e3o judicial movida contra a Brasilit, que foi condenada a pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o no valor de R$ 100 mil. \u201cO valor foi irris\u00f3rio, mas nenhum valor pagaria a vida do meu pai\u201d, diz ela.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/amianto_2_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>Maria do Carmo criou uma associa\u00e7\u00e3o de expostos ao amianto &#8211; Foto: Ricardo Barbosa \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Legisla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da presidente da Amea, a Lei 21.114 \u201cdemorou muito, mas ainda chegou a tempo\u201d. Para ela, os prazos estabelecidos para que o amianto seja completamente abolido em Minas Gerais s\u00e3o muito longos, o que faz com que milhares de pessoas ainda possam se tornar v\u00edtimas da exposi\u00e7\u00e3o ao mineral.<\/p>\n<p>Na sua opini\u00e3o, o lobby das empresas que utilizam o amianto no Brasil \u00e9 muito grande, e n\u00e3o existe variedade do mineral que n\u00e3o ofere\u00e7a riscos \u00e0 sa\u00fade. Embora os m\u00e9dicos especialistas no assunto afirmem que a contamina\u00e7\u00e3o pelo amianto se d\u00e1 somente por via respirat\u00f3ria, atingindo principalmente trabalhadores expostos ao p\u00f3 do mineral, para Maria do Carmo Souza, nem mesmo o consumidor est\u00e1 livre dos riscos. \u201cAo longo dos anos, as telhas e caixas d&#8217;\u00e1gua de fibrocimento soltam um p\u00f3 de amianto. Quando lavamos as caixas d&#8217;\u00e1gua, por exemplo, o res\u00edduo que fica acumulado \u00e9 o suco do amianto, que ingerimos depois. Isso pode provocar doen\u00e7as\u201d, defende.<\/p>\n<p>Maria do Carmo Souza ainda refor\u00e7a a import\u00e2ncia do trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, que deve conhecer os riscos provocados pelo amianto. Segundo ela, a Amea, que ainda n\u00e3o \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o legalmente constitu\u00edda, busca atuar nesse sentido, al\u00e9m de dar apoio \u00e0s fam\u00edlias com pessoas contaminadas pelo mineral. \u201cSe as gera\u00e7\u00f5es de hoje n\u00e3o compreendem o perigo, as pr\u00f3ximas t\u00eam que compreender\u201d, afirma.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/amianto_2_3.jpg\" alt=\"\" \/><em>O amianto est\u00e1 presente em alguns tipos de pedra-sab\u00e3o, rocha amplamente utilizada no artesanato em Minas Gerais &#8211; Foto: Pollyanna Maliniak \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><strong>Amianto pode estar presente na pedra-sab\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O amianto faz parte de in\u00fameros produtos utilizados pelas pessoas no dia a dia. Mas poucos sabem que o material tamb\u00e9m est\u00e1 presente em alguns tipos de pedra-sab\u00e3o, rocha amplamente utilizada no artesanato mineiro, nas igrejas barrocas e nas famosas esculturas de Aleijadinho em cidades como Ouro Preto, Sabar\u00e1, S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei e Congonhas (Regi\u00e3o Central do Estado).<\/p>\n<p>De acordo com a professora da Escola de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Ol\u00edvia Maria de Paula Alves Bezerra, ao ficar exposta ao sol e \u00e0 chuva, a pedra-sab\u00e3o forma cristais de amianto do tipo anfib\u00f3lio, que surgem como um processo natural da a\u00e7\u00e3o do tempo.  <\/p>\n<p>Em 2002, em sua tese de doutorado, a professora fez uma pesquisa com artes\u00e3os da comunidade de Mata dos Palmitos, em Ouro Preto, que eram expostos \u00e0 poeira da pedra-sab\u00e3o. Segundo ela, entre as 117 pessoas radiografadas, foram confirmados cinco casos de uma doen\u00e7a pulmonar conhecida como talcose e outros onze casos suspeitos.<\/p>\n<p>De acordo com Ol\u00edvia Bezerra, a pesquisa n\u00e3o concluiu se os casos diagnosticados e suspeitos de talcose poderiam ser do tipo talcoasbestose, causado pela inala\u00e7\u00e3o da poeira do amianto, j\u00e1 que para isso seria necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de uma bi\u00f3psia.<\/p>\n<p>No entanto, a pesquisadora relata que a maior parte das amostras de pedra-sab\u00e3o coletadas apresentaram em sua composi\u00e7\u00e3o a presen\u00e7a de fibras respir\u00e1veis de amianto do grupo dos anfib\u00f3lios, o que fez com que a Fundacentro (\u00f3rg\u00e3o ligado ao Minist\u00e9rio do Trabalho), respons\u00e1vel pelas an\u00e1lises, conclu\u00edsse pelo grave risco de contamina\u00e7\u00e3o. Segundo Ol\u00edvia Bezerra, os artes\u00e3os de Mata dos Palmitos ainda s\u00e3o acompanhados pelo grupo de pesquisa, que oferece a realiza\u00e7\u00e3o de exames peri\u00f3dicos e o repasse de orienta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o da pesquisadora, apesar da possibilidade de presen\u00e7a do amianto na pedra-sab\u00e3o, o artesanato feito com a rocha n\u00e3o estaria amea\u00e7ado. \u201cO artes\u00e3o tem que ter um cuidado maior, para ter acesso a uma rocha de melhor qualidade, al\u00e9m de receber orienta\u00e7\u00e3o de como escolher a pedra-sab\u00e3o. Mas \u00e9 preciso ter cuidado para n\u00e3o associar automaticamente a pedra-sab\u00e3o ao amianto\u201d, alerta. Ainda segundo Ol\u00edvia Bezerra, a rocha que cont\u00e9m amianto n\u00e3o \u00e9 ideal para o artesanato porque \u00e9 mais quebr\u00e1vel, e por isso n\u00e3o pode ser usada na confec\u00e7\u00e3o de algumas pe\u00e7as.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/amianto_2_4.jpg\" alt=\"\" \/><em>Em sua tese de doutorado, Ol\u00edvia Bezerra fez uma pesquisa com artes\u00e3os expostos \u00e0 poeira da pedra-sab\u00e3o &#8211; Foto: Pollyanna Maliniak \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Para se precaver, o artes\u00e3o pode pedir ao fornecedor da rocha um laudo que comprove que ela n\u00e3o \u00e9 contaminada, bem como tentar identificar visualmente a pedra que contenha amianto. No entanto, Ol\u00edvia Bezerra tamb\u00e9m esclarece que h\u00e1 casos em que a rocha mostra-se aparentemente normal e o artes\u00e3o trabalha com o material contaminado sem saber.<\/p>\n<p>Ol\u00edvia Bezerra lembra que existem m\u00e9todos para prevenir a inala\u00e7\u00e3o da poeira da pedra-sab\u00e3o. Segundo a pesquisadora, o artes\u00e3o deve evitar a gera\u00e7\u00e3o de poeira, trabalhando sempre com a rocha imersa na \u00e1gua. Al\u00e9m do sistema de umidifica\u00e7\u00e3o, ela recomenda, sempre que poss\u00edvel, um sistema de exaust\u00e3o, para reduzir a poeira que fica no ar.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o estudo conduzido pela professora, uma Unidade Prot\u00f3tipo de Tecnologias Limpas para a Arte em Pedra-Sab\u00e3o, desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), foi instalada em Mata dos Palmitos. Segundo Ol\u00edvia Bezerra, al\u00e9m do trabalho a \u00famido e sob imers\u00e3o, essa unidade possui equipamentos fechados que evitam o contato direto do artes\u00e3o com a poeira. Mas de acordo com a pesquisadora, apesar de terem sido treinados para usar essa tecnologia, os artes\u00e3os ainda utilizam pouco a unidade. \u201cO modo de fazer artesanal \u00e9 cultural, hist\u00f3rico. Alguns artes\u00e3os ainda preferem fazer do modo tradicional\u201d, conta.<\/p>\n<p><strong>Artes\u00e3os tomam poucas precau\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Nat\u00e1lia Cristina Silva tem 30 anos e h\u00e1 tr\u00eas trabalha entalhando pe\u00e7as em pedra-sab\u00e3o na feira de artesanato em frente \u00e0 Igreja de S\u00e3o Francisco de Assis, em Ouro Preto. Com um cinzel em m\u00e3os, utilizado para esculpir o desenho em uma pequena pe\u00e7a de pedra sab\u00e3o, ela conta que a atividade garante a renda da fam\u00edlia e \u00e9 desenvolvida tamb\u00e9m por seus pais e irm\u00e3os.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/amianto_2_5.jpg\" alt=\"\" \/><em>Artes\u00e3os nem sempre tomam as precau\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias &#8211; Foto: Pollyanna Maliniak \/ ALMG<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>A artes\u00e3 diz saber da possibilidade de exist\u00eancia de amianto na rocha e afirma que, para evitar a inala\u00e7\u00e3o do p\u00f3, usa uma m\u00e1scara protetora. \u201cHoje n\u00e3o estou usando por causa do calor\u201d, justificou, com o avental j\u00e1 coberto de p\u00f3. A artes\u00e3, que trabalha uma m\u00e9dia de oito horas por dia durante toda a semana, diz que teme os riscos que a atividade pode causar \u00e0 sua sa\u00fade, mas confessa que n\u00e3o se preocupa em saber com que tipo de pedra-sab\u00e3o lida diariamente.<\/p>\n<p>Outra artes\u00e3 da feira de Ouro Preto, Cor Maria Fontes Lopes, de 50 anos, conta que apesar de conhecer os riscos que a pedra-sab\u00e3o pode oferecer, n\u00e3o toma nenhuma medida para se prevenir. \u201cMedo todo mundo tem, mas a necessidade \u00e9 maior\u201d, diz. Cor Maria, que se dedica \u00e0 atividade h\u00e1 28 anos, justifica que as m\u00e1scaras protetoras lhe causam falta de ar, raz\u00e3o pela qual prefere n\u00e3o us\u00e1-las.<\/p>\n<p>A artes\u00e3 tamb\u00e9m n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o do tipo de rocha que usa, trabalhando at\u00e9 mesmo quando sabe que a pedra cont\u00e9m amianto. Cor Maria diz que s\u00e3o poucas as pe\u00e7as com o mineral e que, na maioria das vezes, \u00e9 poss\u00edvel \u201csentir a diferen\u00e7a\u201d apenas tocando na pedra.<\/p>\n<p>Produtor e vendedor de pe\u00e7as de utilidade dom\u00e9stica feitas em pedra-sab\u00e3o, Giovani Rodrigues, 45 anos, trabalha h\u00e1 35 anos com o of\u00edcio. Ele disse que h\u00e1 muitos anos fala-se sobre a possibilidade da presen\u00e7a do amianto na pedra-sab\u00e3o. Apesar da preocupa\u00e7\u00e3o, ele garante trabalhar usando m\u00e1scara, protetor de ouvido, al\u00e9m de \u00e1gua em alguns processos. \u201cMas n\u00e3o tem como n\u00e3o fazer poeira. Voc\u00ea tem que trabalhar, usar m\u00e1scara e tomar as provid\u00eancias\u201d, diz Rodrigues, que faz exames peri\u00f3dicos para acompanhar sua sa\u00fade.<\/p>\n<p>O artes\u00e3o explica que a pedra-sab\u00e3o que cont\u00e9m mais amianto \u00e9 a do tipo talco e que ele trabalha com a pedra do tipo granito, segundo ele mais dura e pesada. Apesar disso, assim como Nat\u00e1lia e Cor Maria, ele n\u00e3o se preocupa com o tipo de pedra usada. \u201cSe voc\u00ea n\u00e3o trabalhar com a pedra que tiver, n\u00e3o vai ter outra. Quem \u00e9 artes\u00e3o tem que pegar o que est\u00e1 achando\u201d, justifica. <strong><em>(Fonte: ALMG)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen\u00e7a fatal leva at\u00e9 40 anos para se manifestar em trabalhadores expostos ao mineral. Maria do Carmo Vieira de Souza vivenciou em sua fam\u00edlia os efeitos que o amianto pode causar \u00e0 sa\u00fade de uma pessoa. 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