{"id":51652,"date":"2015-02-03T10:00:50","date_gmt":"2015-02-03T13:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=51652"},"modified":"2015-02-03T10:00:50","modified_gmt":"2015-02-03T13:00:50","slug":"acabou-a-fartura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=51652","title":{"rendered":"ACABOU A FARTURA"},"content":{"rendered":"<p>A vida \u00e9 assim: quando temos tudo na m\u00e3o nos acomodamos e, muitas vezes, n\u00e3o nos sentimos motivados a buscar novos desafios. Mas quando vivemos situa\u00e7\u00f5es de aperto e que colocam em risco at\u00e9 mesmo as nossas vidas, come\u00e7amos a nos mexer e criar alternativas, pois o instinto de sobreviv\u00eancia do homem, assim como de todos os animais, fala mais alto. Um dos t\u00e9cnicos da Sabesp em entrevista coletiva informou sobre a possibilidade da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo ter fornecimento de \u00e1gua para a sua popula\u00e7\u00e3o em apenas dois dias por semana, ou seja, cinco dias por semana sem \u00e1gua na torneira!  Imaginem agora no Rio de Janeiro, o carioca ficar sem \u00e1gua em pleno ver\u00e3o onde a sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica passa quase todos os dias dos 40\u00ba C. Ser\u00e1 que em S\u00e3o Paulo, por exemplo, nesta situa\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 conformada com a redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do fornecimento de \u00e1gua tratada ou partir\u00e1 em busca de alternativas? E o governo? Continuar\u00e1 apenas com as a\u00e7\u00f5es emergenciais para evitar uma cat\u00e1strofe no abastecimento de \u00e1gua ou partir\u00e1 para o investimento serio em a\u00e7\u00f5es permanentes na implanta\u00e7\u00e3o de modelos eficientes e no desenvolvimento de novas tecnologias para o abastecimento?<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es ligadas aos consumidores s\u00e3o claras: em primeiro lugar aumentar os seus reservat\u00f3rios particulares com o objetivo de evitar que per\u00edodos de racionamento  e de desabastecimento atinjam o cidad\u00e3o de surpresa. Muitos, por n\u00e3o se precaverem ou n\u00e3o terem reservas adequadas, ficam sem \u00e1gua nas resid\u00eancias ate mesmo para saciar a sede.  Mas, o mais importante \u00e9 economizar e ter a consci\u00eancia de que o tempo de fartura e esbanjamento acabou e a nova ordem \u00e9 redu\u00e7\u00e3o do consumo. Uso de torneiras econ\u00f4micas, redutores de vaz\u00e3o nos chuveiros, reduzir o tempo dos banhos, escovar os dentes com a torneira fechada, n\u00e3o utilizar a \u00e1gua como vassoura na lavagem do quintal ou das cal\u00e7adas dentre outros. Em sistemas residenciais  mais avan\u00e7ados fazer a capta\u00e7\u00e3o da \u00e1gua das chuvas armazenando em um reservat\u00f3rio exclusivo para uso no vaso sanit\u00e1rio, na lavagem do quintal e de ve\u00edculos e irriga\u00e7\u00e3o de jardins.<\/p>\n<p>Para os governos a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais complexa pois o crescimento das cidades e a urbaniza\u00e7\u00e3o crescente tendem a reduzir as \u00e1reas de recarga de \u00e1gua que abastecem por  longos per\u00edodos os reservat\u00f3rios e interferem no ciclo hidrol\u00f3gico da regi\u00e3o.  Os gestores devem focar sua aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas na transfer\u00eancia  de \u00e1gua entre setores (rios e represas), mas nas zonas de recarga h\u00eddrica localizadas dentro das bacias hidrogr\u00e1ficas. Estas \u00e1reas foram comprometidas n\u00e3o apenas pelo processo de urbaniza\u00e7\u00e3o mas por processos passiveis de recupera\u00e7\u00e3o como o desmatamento para retirada de  madeira e implanta\u00e7\u00e3o de culturas agr\u00edcolas e pastagens, principalmente em \u00e1reas onde a altera\u00e7\u00e3o da paisagem n\u00e3o \u00e9 permitida como as \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o permanente e a reserva legal. Parcerias com o produtor rural, fomentar de forma efetiva o programa produtor de \u00e1gua e o pagamento por servi\u00e7os ambientais s\u00e3o passos fundamentais  que os Estados e a Uni\u00e3o devem dar  visando melhorar a oferta de \u00e1gua para a popula\u00e7\u00e3o, principalmente nos per\u00edodos de crise.<\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p>[image src=&#8221;http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg&#8221; width=&#8221;372&#8243; height=&#8221;220&#8243; lightbox=&#8221;yes&#8221; align=&#8221;left&#8221; float=&#8221;left&#8221;]- Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida \u00e9 assim: quando temos tudo na m\u00e3o nos acomodamos e, muitas vezes, n\u00e3o nos sentimos motivados a buscar novos desafios. 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