{"id":51592,"date":"2015-02-02T18:43:36","date_gmt":"2015-02-02T21:43:36","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=51592"},"modified":"2015-02-02T18:43:36","modified_gmt":"2015-02-02T21:43:36","slug":"homossexuais-adeptos-do-bareback-usam-internet-para-incentivar-contaminacao-pelo-hiv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=51592","title":{"rendered":"Homossexuais adeptos do \u201cbareback\u201d usam internet para incentivar contamina\u00e7\u00e3o pelo HIV"},"content":{"rendered":"<h4><strong><em>Homens adeptos do bareback &#8211; sexo gay sem camisinha &#8211; trocam dicas na internet para contaminarem jovens e adolescentes com a AIDS.<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>Eles n\u00e3o costumam revelar seus nomes verdadeiros. As trocas de experi\u00eancias s\u00e3o feitas em sites cujos colaboradores n\u00e3o s\u00e3o identificados. Outras conversas acontecem em grupos fechados, de redes sociais e aplicativos. \u00c9 assim, secretamente, que homens de diversas partes do Brasil t\u00eam se unido para difundir o bareback, modalidade de sexo sem camisinha cujos adeptos, homossexuais soropositivos ou n\u00e3o, \u201cbrincam de roleta-russa\u201d com a possibilidade de contra\u00edrem e transmitirem o HIV. E o problema vai al\u00e9m: alguns est\u00e3o usando t\u00e1ticas para enganar jovens mais ing\u00eanuos e tamb\u00e9m deix\u00e1-los vulner\u00e1veis \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica foi denunciada por um estudante de medicina, no m\u00eas passado, em um grupo de discuss\u00e3o sobre quest\u00f5es LGBT no Facebook. O jovem de 24 anos, morador do interior de S\u00e3o Paulo, contou que recebeu o alerta de outros m\u00e9dicos e resolveu compartilhar com o m\u00e1ximo de pessoas poss\u00edvel. \u201cO que me motivou a divulgar este absurdo foi saber que adolescentes est\u00e3o sendo enganados por esses monstros\u201d, disse ele, que preferiu manter o anonimato, ao Terra. \u201cEles fazem isso por pura maldade, puro prazer em estragar a vida de pessoas que ainda s\u00e3o novas\u201d, completou.<\/p>\n<p>De acordo com o universit\u00e1rio, alguns barebackers, como s\u00e3o chamados, utilizam a web para conhecer jovens gays, marcam encontros e usam diferentes t\u00e9cnicas para conseguirem transar sem prote\u00e7\u00e3o. Inicialmente, tentam convencer o parceiro de que a camisinha atrapalharia o prazer da rela\u00e7\u00e3o. Quando a persuas\u00e3o n\u00e3o funciona, furam os preservativos e fazem com que estourem no momento da penetra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Muitas dessas dicas foram facilmente encontradas pela reportagem em um blog chamado &#8220;Novinho Bareback&#8221;, que foi exclu\u00eddo, assim que a den\u00fancia come\u00e7ou a circular nas redes sociais. Na p\u00e1gina, integrantes de um &#8220;clube&#8221; autodenominado &#8220;Clube do Carimbo&#8221; publicavam, al\u00e9m de fotos e v\u00eddeos pornogr\u00e1ficos, textos repletos de g\u00edrias pr\u00f3prias, em que explicavam os procedimentos e incentivavam os praticantes mais antigos a buscarem novos garotos para se unirem a eles.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/bareback_1.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><em>&#8220;Lembre-se de aproveitar que agora que s\u00e3o f\u00e9rias escolares e tem muitos \u2018putinhos\u2019 universit\u00e1rios puros na pra\u00e7a prontinhos para virem para o nosso clube. Como voc\u00eas sabem, o sexo bare tem se tornado a modalidade de sexo mais difundida no mundo! Nosso Brasil tem seguido a tend\u00eancia e cada dia \u00e9 mais comum encontrarmos adeptos do bare! Todo macho rec\u00e9m-convertido ao bare, l\u00e1 no fundo, quer ser \u2018carimbado\u2019 para ser convertido para nosso lado, para o bare \u2018vitaminado\u2019 (risos)\u201d<\/em>, havia escrito um membro do grupo. \u201cVitaminado\u201d, no caso, faz refer\u00eancia aos que s\u00e3o portadores da Aids.<\/p>\n<p><em>&#8220;O bom e velho prego ou agulha&#8230; Fura essa p**** toda! Quando gozar, vai vazar vitamina dentro do puto. Funciona melhor em dark rooms e sex clubs com pouca ilumina\u00e7\u00e3o. Recomendo que fure a ponta, apenas a ponta, por que o passivo pode sentir durante a f*** a fric\u00e7\u00e3o do preservativo, da\u00ed \u2018mela a f***\u2019, ou melhor, n\u00e3o mela! Hahaha Furando s\u00f3 a ponta, quando gozar, d\u00e1 uma segurada dentro para dar tempo de escorrer o suficiente&#8221;<\/em>, havia comentado outro.<\/p>\n<p>Em outro blog chamado &#8220;Aventuras de um Becker&#8221; encontramos mais dicas ilustradas com imagens, v\u00eddeos e gifs. <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/bareback_2.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><em>&#8220;Cortar a ponta ou furar a ponta dos preservativos \u00e9 algo f\u00e1cil de se fazer, d\u00e1 tes\u00e3o e estimula um novo fetiche feito por poucos e por alguns. O legal \u00e9 quando voc\u00ea sabota o preservativo no dia que vai f****&#8221;, disse o autor, que se identifica como Mauro Machado Becker, antes de escrever um passo a passo do processo. &#8220;\u00c9 preciso pr\u00e1tica e discri\u00e7\u00e3o sobre tal ato (n\u00e3o saia ai contando isso para todo mundo). N\u00e3o fez ainda? Fa\u00e7a! Pois \u00e9 bem prov\u00e1vel que j\u00e1 tenham feito em voc\u00ea. \u00c9 algo sigiloso, uma pr\u00e1tica feita por alguns e que decidi compartilhar com voc\u00eas a ideia que pode acontecer por acidente ou de prop\u00f3sito&#8221;<\/em>, completou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/bareback_3.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Em seguida, ele ainda demonstrou certa preocupa\u00e7\u00e3o: &#8220;Este texto \u00e9 s\u00f3 uma ideia, comentada nacionalmente e internacionalmente, um fato que ocorre e que n\u00e3o quer dizer que eu fa\u00e7a isso&#8221;. <\/p>\n<p>Outros endere\u00e7os da internet que exploram o conceito de bareback servem como f\u00f3rum de discuss\u00f5es sobre o tema e espa\u00e7o de integra\u00e7\u00e3o entre os participantes, que combinam abertamente eventos de sexo grupal e grava\u00e7\u00f5es de v\u00eddeos.<\/p>\n<p>O Terra tentou entrar em contato com Mauro Machado Becker, mas, at\u00e9 o fechamento da reportagem, n\u00e3o obteve retorno.<\/p>\n<h4>Por dentro do bareback<\/h4>\n<p>Os primeiros registros da palavra bareback (cujo sentido original indicava o ato de cavalgar em um cavalo sem cela) como pr\u00e1tica sexual datam do in\u00edcio dos anos 1980 nos Estados Unidos. Na mesma d\u00e9cada, a modalidade come\u00e7ou a chegar a alguns pa\u00edses europeus e tamb\u00e9m ao Brasil como uma &#8220;moda&#8221; importada das comunidades gays norte-americanas. Simultaneamente, explodiu o boom da Aids em todo o mundo. Nos anos 1990, ele deixou de ser conhecido apenas em pequenos guetos homossexuais e se tornou mais popular (o que aumentou de vez gra\u00e7as \u00e0 internet).<\/p>\n<p>O aliciamento sem consentimento de novos jovens, no entanto, n\u00e3o \u00e9 praticado por todos os barebackers. Muitos deles n\u00e3o aprovam a conduta e somente mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es com outros adeptos da modalidade. Mesmo assim, a hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples.<\/p>\n<p>Em 2009, Lu\u00eds Augusto Vasconcelos da Silva, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), escreveu um artigo sobre o tema \u2013 decorrente de uma tese de doutorado defendida em 2008 no Instituto de Sa\u00fade Coletiva da Universidade Federal da Bahia \u2013 que foi publicado no Caderno de Sa\u00fade P\u00fablica, revista da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica S\u00e9rgio Arouca da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (RJ). No processo de cria\u00e7\u00e3o do trabalho, intitulado Barebacking e a Possibilidade de Soroconvers\u00e3o, ele entrevistou praticantes para descobrir qual seria o intuito daqueles homens. A conclus\u00e3o: n\u00e3o h\u00e1 unanimidade de ideias e inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, o pesquisador descobriu que alguns dos entrevistados transavam sem prote\u00e7\u00e3o porque queriam, de fato, contrair o v\u00edrus HIV. Eles s\u00e3o conhecidos como bug chaser (em ingl\u00eas, \u201cca\u00e7ador de inseto\u201d), homens negativos que procuram um gift giver (\u201cdoador de presente\u201d), os positivos, para se contaminarem. Depressivos, eles manifestavam desejo de morrer, mas \u201cn\u00e3o tinham coragem\u201d de cometer suic\u00eddio. <\/p>\n<p>Outros demonstraram, segundo o professor, desejo \u201cindireto\u201d de se contaminarem \u2013 n\u00e3o mais por vontade de morrer, mas pela \u201cliberdade\u201d de, ao se tornarem soropositivos, pararem de se preocupar com a prote\u00e7\u00e3o. Seria como um \u201cal\u00edvio\u201d por contrair uma doen\u00e7a que parecia inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Alguns rapazes tamb\u00e9m justificaram a pr\u00e1tica alegando que gostavam da sensa\u00e7\u00e3o de perigo e subvers\u00e3o. Eles contaram ao estudioso que, a cada novo resultado negativo que recebiam em exames de HIV, sentiam a adrenalina subir e era \u201ccomo se estivessem ganhando o jogo\u201d. Em caso de resultado positivo, a sensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria diferente, pois gostavam at\u00e9 mesmo de se sentirem \u201cmais fortes que a infec\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cMinha postura \u00e9 subversiva, minha pr\u00e1tica tamb\u00e9m. \u00c9 para testar meus limites, para ver at\u00e9 onde encaro essa roleta-russa\u201d, afirmou um deles.<\/p>\n<p>Por fim, ainda de acordo com Vasconcelos da Silva, existiam aqueles que sentiam \u201ccuriosidade e fascina\u00e7\u00e3o\u201d por participar de uma \u201cidentidade soropositiva\u201d e, devido aos avan\u00e7os no tratamento da doen\u00e7a, simplesmente n\u00e3o tinham consci\u00eancia de sua gravidade. <\/p>\n<p>Vale lembrar que, consentida ou n\u00e3o, a pr\u00e1tica de dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis \u00e9 considerada criminosa. Segundo o artigo 130 do C\u00f3digo Penal, \u201cexpor algu\u00e9m, por meio de rela\u00e7\u00f5es sexuais ou qualquer ato libidinoso, a cont\u00e1gio de mol\u00e9stia ven\u00e9rea, de que sabe ou deve saber que est\u00e1 contaminado\u201d deve resultar em pena de deten\u00e7\u00e3o de tr\u00eas meses a um ano. Se a inten\u00e7\u00e3o for transmitir a mol\u00e9stia, passa para um a quatro anos de pris\u00e3o.<\/p>\n<h4>Falta de pol\u00edticas p\u00fablicas e informa\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>O autor do blog que foi deletado da web, rapaz que se identificava apenas como Matheus, costumava compartilhar fotos e v\u00eddeos dele e dos jovens \u201caliciados\u201d \u2013 a maioria com corpos musculosos e definidos.  <\/p>\n<p>\u201cEm um universo onde corpos sarados chamam a aten\u00e7\u00e3o, esses \u2018carimbados\u2019 tamb\u00e9m usam esse artificio para conquistar suas v\u00edtimas. Fazendo uma associa\u00e7\u00e3o com os dados apresentados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em 2014, foi justamente na idade entre 16 e 24 anos que subiu o n\u00famero de infectados. A\u00ed entra o papel do governo\u201d, afirmou o estudante autor da den\u00fancia.<\/p>\n<p>Para ele, o Estado tem responsabilidade direta no aumento dos casos de HIV entre os jovens quando cede a press\u00f5es de setores conservadores da sociedade e evita criar publicidades direcionadas a LGBTs que alertem sobre a import\u00e2ncia do uso do preservativo. Ele relembrou, por exemplo, o Carnaval de 2012, quando o governo federal retirou do ar uma campanha [imagem abaixo] voltada ao uso de camisinha que era ilustrada com dois garotos homossexuais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/bareback_4.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Procurado pela reportagem, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade enviou nota em que se posiciona contra a pr\u00e1tica de bareback e alegou que produz materiais de preven\u00e7\u00e3o especialmente desenvolvidos para a popula\u00e7\u00e3o de gays e travestis. Confira a \u00edntegra do comunicado:<\/p>\n<p><em>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 contra a pr\u00e1tica do \u201cbarebacking\u201d. Nas campanhas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0s DST e Aids promovidas pelo Minist\u00e9rios da Sa\u00fade (1\u00ba de dezembro e Carnaval, por exemplo), existem  materiais de preven\u00e7\u00e3o especialmente desenvolvidos para a popula\u00e7\u00e3o de gays, travestis e profissionais do sexo, onde \u00e9 refor\u00e7ado o uso do preservativo como uma das formas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a. Existem tamb\u00e9m campanhas regionais desenvolvidas em estados e munic\u00edpios por ocasi\u00e3o de eventos espec\u00edficos dessas popula\u00e7\u00f5es como em paradas gays.<\/p>\n<p>Outra forma de preven\u00e7\u00e3o divulgada nesses materiais espec\u00edficos \u00e9 Profilaxia P\u00f3s-Exposi\u00e7\u00e3o (PEP) \u2013 medida de preven\u00e7\u00e3o que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais pela pessoa que se exp\u00f4s ao v\u00edrus do HIV em rela\u00e7\u00f5es sexuais desprotegidas, como nas que ocorrem falha, rompimento ou n\u00e3o uso de preservativos.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que n\u00e3o cabe ao Minist\u00e9rio punir ou julgar civilmente quem pratica ou coopta pessoas para a dissemina\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica. Atualmente, existe um grupo de trabalho sobre a tem\u00e1tica gay e HSH (Homens que fazem sexo com homens) no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Dentre os assuntos em discuss\u00e3o no grupo est\u00e1 a pr\u00e1tica do \u201cbarebacking\u201d. O grupo analisa as implica\u00e7\u00f5es dessa pr\u00e1tica e o quanto ela est\u00e1 disseminada no Brasil, levando em considera\u00e7\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es regionais dos grupos que fazem preven\u00e7\u00e3o, de forma a embasar as a\u00e7\u00f5es educativas \/ preventivas junto a essa popula\u00e7\u00e3o desenvolvidas pelo minist\u00e9rio.<\/em><\/p>\n<h4>Crescimento do HIV no Brasil<\/h4>\n<p>Um relat\u00f3rio divulgado em julho do ano passado pela Unaids, a ag\u00eancia da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) dedicada \u00e0 luta contra a Aids, apontou que, entre 2005 e 2013, o Brasil registrou aumento de 11% em infec\u00e7\u00f5es por HIV. O n\u00famero de mortes no Pa\u00eds em decorr\u00eancia da doen\u00e7a, por sua vez, subiu 7%.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o ainda mais alarmantes quando comparados com os outros pa\u00edses: no mundo todo, houve queda de 27,6% nas infec\u00e7\u00f5es e de 35% nas mortes. Se levarmos em conta apenas a Am\u00e9rica Latina, as diminui\u00e7\u00f5es foram de 3% e 31%, respectivamente.<\/p>\n<p>Outro levantamento divulgado em dezembro do mesmo ano pela Secretaria da Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo mostrou que os casos aumentaram 23,2% no Estado entre jovens de 15 a 24 anos de 2009 a 2013. Em 2009, foram notificados 687 novos casos; em 2013, 847. <\/p>\n<p>Pesquisa mais recente do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, divulgada na semana passada, mostrou que, apesar de 94% dos brasileiros saberem da import\u00e2ncia do uso da camisinha na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, 45% dos sexualmente ativos n\u00e3o usaram preservativo em rela\u00e7\u00f5es ocasionais em 2013, percentual est\u00e1vel desde 2004.<\/p>\n<p><strong><em>(Fonte: Portal Terra)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homens adeptos do bareback &#8211; sexo gay sem camisinha &#8211; trocam dicas na internet para contaminarem jovens e adolescentes com a AIDS. Eles n\u00e3o costumam revelar seus nomes verdadeiros. As trocas de experi\u00eancias s\u00e3o feitas em sites cujos colaboradores n\u00e3o s\u00e3o identificados. 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