{"id":49167,"date":"2015-01-03T18:22:47","date_gmt":"2015-01-03T21:22:47","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=49167"},"modified":"2015-01-03T18:22:47","modified_gmt":"2015-01-03T21:22:47","slug":"a-agropecuaria-o-meio-ambiente-e-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=49167","title":{"rendered":"A AGROPECU\u00c1RIA, O MEIO AMBIENTE E 2015"},"content":{"rendered":"<p>E o ano novo chegou. A transi\u00e7\u00e3o entre o dia 31 de dezembro de 2014 e primeiro de janeiro de 2015 \u00e9 mais que um momento simb\u00f3lico de passagem de ano mas um momento de reflex\u00e3o sobre os acontecimentos de um per\u00edodo, mais precisamente, de um ano. Apesar de estarmos em 2015, as contas de 2014 n\u00e3o est\u00e3o totalmente fechadas, mas os n\u00fameros de v\u00e1rios segmentos indicam que ele n\u00e3o foi animador. N\u00e3o iremos analisar cada um deles apesar de estarem intimamente relacionados. <\/p>\n<p>A balan\u00e7a comercial brasileira, por exemplo. Ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada no azul, com super\u00e1vits superiores a 20 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, agora estamos amargando uma conta no vermelho em torno de cinco bilh\u00f5es de d\u00f3lares. As an\u00e1lises s\u00e3o feitas por especialistas de v\u00e1rios segmentos e por v\u00e1rios pontos de vista, mas podemos afirmar que, se n\u00e3o fosse o agroneg\u00f3cio, estas contas negativas seriam infinitamente maiores. Mesmo com todas as press\u00f5es internas e externas de ambientalistas, de preserva\u00e7\u00e3o ambiental e de outros segmentos da sociedade, o agroneg\u00f3cio brasileiro continua forte, sustentando a economia deste pais, gerando milh\u00f5es de empregos diretos e indiretos. Um setor que, considerando a \u00e1rea ocupada do territ\u00f3rio nacional, n\u00e3o precisa avan\u00e7ar sobre matas e florestas para aumentar o seu potencial produtivo, mas de investimentos em ci\u00eancia, tecnologia e profissionais especializados para aumentar os rendimentos e a produtividade nas mesmas \u00e1reas exploradas atualmente.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente foram criados v\u00e1rios parques naturais e reservas protegidas em remanescentes de biomas que est\u00e3o desaparecendo como a Mata Atl\u00e2ntica e Cerrados, mas o nosso maior problema na atualidade \u00e9 a Amaz\u00f4nia. S\u00e3o milhares de quil\u00f4metros quadrados de florestas sendo destru\u00eddas anualmente para extra\u00e7\u00e3o irregular de madeira, minera\u00e7\u00e3o, implanta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de agropecu\u00e1ria dentre outros. Apesar das tecnologias de monitoramento e controle, em 2014 os n\u00fameros do desmatamento aumentaram em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. O lado positivo \u00e9 que a Amaz\u00f4nia ainda possui uma grande capacidade de resili\u00eancia, ou seja, uma \u00e1rea desmatada, quando abandonada, \u00e9 capaz de se recuperar sozinha ap\u00f3s alguns anos ou algumas d\u00e9cadas, restabelecendo a mata existente no local. Mas at\u00e9 quando isto ir\u00e1 acontecer? Muitos pesquisadores citam que enquanto o clima local n\u00e3o for modificado esta capacidade de recupera\u00e7\u00e3o continuar\u00e1, mas caso o desmatamento atinja n\u00edveis muito elevados a ponto de comprometer o clima, a capacidade de recupera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 comprometida e um novo bioma ser\u00e1 instalado na regi\u00e3o, o bioma Cerrado, comprometendo al\u00e9m da flora, a fauna da regi\u00e3o e alterando o clima de parte do planeta. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s gastos descontrolados em 2014 dos governos Estaduais e Federal, o ano de 2015 come\u00e7a com diversas promessas. Apertos nas contas p\u00fablicas, redu\u00e7\u00e3o de gastos e aumentos de impostos com previs\u00e3o pessimista para o crescimento econ\u00f4mico com respingos diretos no setor produtivo da agropecu\u00e1ria e na \u00e1rea ambiental.<\/p>\n<p>Vamos aguardar e torcer para que 2015 n\u00e3o seja t\u00e3o ruim quanto est\u00e3o prevendo os especialistas. Que os nossos gestores possam atuar com seriedade em rela\u00e7\u00e3o aos gastos do dinheiro p\u00fablico, afinal, eles gastam e n\u00f3s pagamos a conta, e que eles pensem com mais carinho nos setores da agropecu\u00e1ria e ambiental. <\/p>\n<p><\/br><\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E o ano novo chegou. 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