{"id":48531,"date":"2014-12-22T10:55:36","date_gmt":"2014-12-22T13:55:36","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=48531"},"modified":"2014-12-22T10:55:36","modified_gmt":"2014-12-22T13:55:36","slug":"as-chuvas-e-as-bacias-hidrograficas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=48531","title":{"rendered":"AS CHUVAS E AS BACIAS HIDROGR\u00c1FICAS"},"content":{"rendered":"<p>Ao que parece o homem nunca est\u00e1 satisfeito. Grande parte do Brasil passou por um grande aperto nos \u00faltimos meses por conta da falta de chuvas e, consequentemente, a falta de \u00e1gua nas torneiras, principalmente das grandes cidades onde o n\u00famero de pessoas e o consumo s\u00e3o maiores. Finalmente chegamos ao per\u00edodo das \u00e1guas, das chuvas, mas agora, muitas pessoas est\u00e3o clamando aos c\u00e9us para parar de chover. Diversos fatores levam as pessoas a estas a\u00e7\u00f5es aparentemente contradit\u00f3rias. Em primeiro lugar podemos citar a regularidade das chuvas. Em grande parte do territ\u00f3rio brasileiro existe uma divis\u00e3o muito clara entre per\u00edodo chuvoso e per\u00edodo seco. Um outro problema \u00e9 a intensidade das chuvas.  Algumas chuvas duram pouco tempo mas s\u00e3o extremamente fortes e intensas capazes de fazer grandes estragos. Bom seria se as chuvas fossem bem distribu\u00eddas ao longo do ano e de intensidade m\u00e9dia e constante, mas a natureza n\u00e3o funciona com a nossa l\u00f3gica e sim com a l\u00f3gica do planeta.<\/p>\n<p>Estudamos durante d\u00e9cadas e at\u00e9 mesmo s\u00e9culos sobre o clima, o seu comportamento, temos equipamentos de ultima gera\u00e7\u00e3o, sat\u00e9lites espalhados pela estratosfera indicando o movimento das massas de ar, mas ainda n\u00e3o aprendemos a nos ajustar e a evitar seus impactos. Conhecemos o que acontece com as \u00e1guas das chuvas quando penetram nos solos formando os len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos e artesianos, nascentes, rios, lagos, mas mesmo assim permitem que se construa em \u00e1reas totalmente inapropriadas e de alt\u00edssimo risco. As bacias hidrogr\u00e1ficas s\u00e3o casos espec\u00edficos de ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os de forma desordenada. <\/p>\n<p>Uma bacia hidrogr\u00e1fica ou microbacia s\u00e3o \u00e1reas onde as \u00e1guas convergem para um ponto em comum, geralmente rios e riachos. Dependendo do tamanho da \u00e1rea da bacia e do seu tipo de solo esta  convers\u00e3o ser\u00e1 mais r\u00e1pida ou mais lenta. Em bacias com grandes \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o e reflorestamento os solos se tornam grandes reservat\u00f3rios reduzindo os riscos das enchentes. Quando o homem ocupa esta bacia de forma desordenada impermeabilizando o solo com constru\u00e7\u00f5es, cal\u00e7adas e asfaltos, todas as \u00e1guas passam a fluir superficialmente aumentando seu volume e as enxurradas. As redes pluviais n\u00e3o resolvem o problema apenas transferem para outro local, geralmente para quem est\u00e1 nas partes mais baixas da bacia, pr\u00f3ximo aos rios.  Em muitos casos as cidades crescem de forma muito r\u00e1pida e desordenada a ponto de at\u00e9 mesmo as redes pluviais n\u00e3o resolverem o problema, com as enchentes acontecendo; vide o caso da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em muitas regi\u00f5es, infelizmente as ocupa\u00e7\u00f5es desordenadas j\u00e1 ocorreram de forma intensa, restando apenas reavaliar a capacidade das redes pluviais considerando que as redes geralmente s\u00e3o antigas, criando dentro do planejamento de expans\u00e3o das cidades, o famoso plano diretor, uma proposta de troca do sistema de drenagem visando uma maior capta\u00e7\u00e3o das \u00e1guas e redu\u00e7\u00e3o dos riscos para a maioria da popula\u00e7\u00e3o. Infelizmente, para pessoas que moram pr\u00f3ximo ou at\u00e9 mesmo nas margens dos rios n\u00e3o resta outra alternativa a n\u00e3o ser estudar a sua realoca\u00e7\u00e3o para \u00e1reas mais seguras.<\/p>\n<p>Devemos ter em mente que o planejamento de ocupa\u00e7\u00e3o de uma bacia hidrogr\u00e1fica \u00e9 item fundamental para qualquer projeto de expans\u00e3o residencial ou industrial nas grandes e m\u00e9dias cidades e centros urbanos que atraem cada vez mais pessoas.<\/p>\n<p><\/br><\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao que parece o homem nunca est\u00e1 satisfeito. 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