{"id":48177,"date":"2014-12-17T19:32:20","date_gmt":"2014-12-17T22:32:20","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=48177"},"modified":"2014-12-17T19:32:20","modified_gmt":"2014-12-17T22:32:20","slug":"um-em-cada-cinco-jovens-brasileiros-nao-trabalha-nem-estuda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=48177","title":{"rendered":"Um em cada cinco jovens brasileiros n\u00e3o trabalha nem estuda"},"content":{"rendered":"<p>Um em cada cinco jovens brasileiros entre 15 anos e 29 anos (20,3%) n\u00e3o estudava nem trabalhava em 2013. O dado \u00e9 da S\u00edntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). De acordo com o instituto, a faixa et\u00e1ria que mais concentra os chamados nem nem \u00e9 a de 18 anos a 24 anos, em que 24% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o nas escolas nem no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Entre os de 25 anos a 29 anos, a propor\u00e7\u00e3o dessas pessoas \u00e9 21,8%. De acordo com os dados do IBGE, os nem nem s\u00e3o proporcionalmente mais numerosos entre as mulheres e as pessoas com at\u00e9 o ensino fundamental incompleto localizadas na Regi\u00e3o Nordeste. Tamb\u00e9m est\u00e3o mais concentrados nos domic\u00edlios com renda per capita de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia de escolaridade dos jovens nem nem \u00e9 8,6 anos, enquanto a m\u00e9dia da faixa et\u00e1ria chega aos 9,4 anos. Enquanto a m\u00e9dia de jovens com filhos \u00e9 35%, entre aqueles que n\u00e3o estudam nem trabalham ultrapassa os 57%. Um em cada quatro desses jovens (26,3%) at\u00e9 chega a procurar emprego, mas n\u00e3o encontra, de acordo com a S\u00edntese de Indicadores Sociais do IBGE.<\/p>\n<p>O estudo comparou o mercado de trabalho de 2013 com o de 2004. Segundo a an\u00e1lise, no per\u00edodo, a popula\u00e7\u00e3o de 16 anos ou mais aumentou 18,7%, mas a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa, ou seja, aquela que trabalha ou procura emprego, cresceu apenas 13,6%. A maior parte dessa popula\u00e7\u00e3o acabou se deslocando para a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o economicamente ativa que n\u00e3o trabalha nem procura emprego, gerando um percentual de 30,6%.<\/p>\n<p>\u201cO crescimento da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o economicamente ativa pode ser explicada, por exemplo, por um prolongamento dos estudos [dos jovens]. Como voc\u00ea tem o mercado de trabalho exigindo mais qualifica\u00e7\u00e3o, voc\u00ea tem a possibilidade hoje, pela amplia\u00e7\u00e3o da oferta de vagas no ensino superior, do n\u00e3o trabalho para permanecer estudando\u201d, disse a coordenadora da S\u00edntese, Barbara Cobo.<\/p>\n<p>Mesmo assim, entre as pessoas n\u00e3o economicamente ativas, 22,2% eram jovens de 16 anos a 24 anos. Quarenta por cento deles tampouco estavam estudando. \u201c\u00c9 uma quest\u00e3o preocupante para as pol\u00edticas p\u00fablicas. Esse \u00e9 o momento essencial para saber se esses jovens est\u00e3o estudando e se qualificando, porque eles ser\u00e3o a for\u00e7a de trabalho dos pr\u00f3ximos anos\u201d, disse a pesquisadora do IBGE Cristiane Soares.<\/p>\n<p>A pesquisa do IBGE revelou que a popula\u00e7\u00e3o total desocupada, em todas as faixas et\u00e1rias, teve um crescimento maior (17,2%) do que a popula\u00e7\u00e3o ocupada (16,5%) no per\u00edodo. O emprego formal cresceu mais (47,8%) do que o informal (10,1%), mas o rendimento teve um crescimento mais expressivo nos trabalhos sem carteira assinada (51,8%) do que nos formais (26,7%).<\/p>\n<p>As mulheres tiveram um desempenho melhor do que os homens no mercado de trabalho, com crescimento de 18,1% na popula\u00e7\u00e3o ocupada e 56% no emprego formal. Entre os homens, os \u00edndices de crescimento foram 15,3% e 42,4%, respectivamente.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de pessoas empregadas em trabalhos formais cresceu de 45,7% em 2004 para 58% em 2013. O crescimento ocorreu em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, mas o Norte e o Nordeste apresentaram, em 2013, propor\u00e7\u00f5es de trabalhadores formais de 40,2% e 39,7%, respectivamente \u2013 \u00edndices inferiores \u00e0 m\u00e9dia nacional de nove anos antes. \u201cO pa\u00eds est\u00e1 avan\u00e7ando, mas h\u00e1 um crescimento diferenciado [entre as regi\u00f5es]\u201d, apontou Cristiane.<\/p>\n<h4>90% das mulheres jovens com filhos deixam de estudar<\/h4>\n<p>Apenas uma em cada dez mulheres brasileiras entre 15 anos e 29 anos com pelo menos um filho continua estudando. Outras 41,8% conseguiram concluir o ensino m\u00e9dio, mas n\u00e3o avan\u00e7aram nos estudos e 48,2% largaram a escola sem terminar a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Os dados s\u00e3o da S\u00edntese de Indicadores Sociais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Entre as mulheres sem filhos da mesma faixa et\u00e1ria, a propor\u00e7\u00e3o das que continuam a estudar supera 51,2%. Apenas 11,2% abandonaram a escola sem concluir o ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres de 15 anos a 17 anos, apenas 28,4% continuam a estudar, mesmo tendo filho. Entre as sem filhos, a propor\u00e7\u00e3o chega a 88,4%. \u201cIsso chama a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de um incentivo do governo ou para a constru\u00e7\u00e3o de creches, para que as pessoas n\u00e3o interrompam estudos ou que voltem a estudar\u201d, salientou a pesquisadora C\u00edntia Sim\u00f5es, do IBGE.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros tamb\u00e9m verificaram a raz\u00e3o de depend\u00eancia de jovens (abaixo de 15 anos) e idosos (acima de 60 anos) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em idade ativa (de 15 anos a 59 anos). A raz\u00e3o caiu de 58,3 pessoas, em 2004, para 54,6, em 2013. Esses dados significam que, para cada 100 pessoas em idade ativa, havia 54,6 jovens ou idosos.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia, no entanto, \u00e9 que a raz\u00e3o de depend\u00eancia volte a crescer nos pr\u00f3ximos anos, porque, apesar da redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mais jovem, haver\u00e1 aumento da popula\u00e7\u00e3o idosa. Em 2030, a raz\u00e3o subir\u00e1 para 59,4. Em 2080, haver\u00e1 mais dependentes do que pessoas em idade ativa: 104,5. Isso ocorrer\u00e1 principalmente por causa dos idosos, pois haver\u00e1 76,1 pessoas nesta faixa et\u00e1ria para cada 100 pessoas em idade ativa.<\/p>\n<p><strong><em>(Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um em cada cinco jovens brasileiros entre 15 anos e 29 anos (20,3%) n\u00e3o estudava nem trabalhava em 2013. O dado \u00e9 da S\u00edntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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