{"id":46799,"date":"2014-11-30T10:32:17","date_gmt":"2014-11-30T13:32:17","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=46799"},"modified":"2014-11-30T10:32:17","modified_gmt":"2014-11-30T13:32:17","slug":"hermafrodita-registrado-como-mulher-luta-por-identidade-masculina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=46799","title":{"rendered":"Hermafrodita registrado como mulher luta por identidade masculina"},"content":{"rendered":"<h4><strong><em>Luan, como gosta de ser chamado, j\u00e1 foi preso ao mostrar documento com nome feminino<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>Um hermafrodita que vive em Santa Luzia, na regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte, foi registrado e criado como mulher, mas, aos 24 anos, ele luta pelo direito de usar um nome masculino. O \u00fanico documento que tem \u00e9 a certid\u00e3o de nascimento que consta Luana Jos\u00e9 da Silva.<\/p>\n<p>Luan, como prefere ser identificado, foi preso aos 18 anos por falsidade ideol\u00f3gica ao mostrar a pr\u00f3pria certid\u00e3o de nascimento para policiais. Na delegacia, onde ficou durante uma semana, ele foi agredido e s\u00f3 conseguiu sair porque seu pai pagou a fian\u00e7a.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de n\u00e3o conseguir usar a certid\u00e3o, ele n\u00e3o consegue fazer novos documentos. Sempre que vai at\u00e9 os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis por expedir carteiras de identidade ou de trabalho e CPF Silva sai frustrado.<\/p>\n<p>\u2014 Eles [funcion\u00e1rios] olham para mim, n\u00e3o acreditam que sou eu e me mandam ir a outros lugares. Eu acabo me estressando e vou embora.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/luan_luana30.jpg\" alt=\"\" \/><em>Al\u00e9m de n\u00e3o conseguir usar a certid\u00e3o, ele n\u00e3o consegue fazer novos documentos &#8211; Foto: Record Minas<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Silva tem uma s\u00edndrome rara que atinge uma em cada 15 mil pessoas. Ele possui todos os \u00f3rg\u00e3os do aparelho reprodutor feminino mas, com o excesso de horm\u00f4nio masculino provocado pela s\u00edndrome, desenvolveu um \u00f3rg\u00e3o similar a genit\u00e1lia masculina. Aos cinco anos, ele teve o \u00f3rg\u00e3o retirado cirurgicamente. Ele conta que lamenta ter passado pelo procedimento, pois sofreu muito preconceito.<\/p>\n<p>\u2014 Fizeram muito errado em me operar, porque eu conhe\u00e7o gente que nasceu hermafrodita e cresceu para escolher. Eu n\u00e3o tive essa oportunidade. Meus irm\u00e3os sempre me aceitaram e minha m\u00e3e nunca questionou nada, mas meus tios e meus av\u00f3s n\u00e3o aceitavam. A humilha\u00e7\u00e3o sempre acontece, com piadinhas, por exemplo.<\/p>\n<p>Para o chefe de departamento de urologia em Minas Gerais, Otto Henrique Chaves, o procedimento cir\u00fargico foi tardio.<\/p>\n<p>\u2014 Se essa crian\u00e7a j\u00e1 tem uma estrutura cerebral masculina e uma postura masculina, ela n\u00e3o deve retornar para o sexo feminino. Poderia ser conduzida, do ponto de vista cir\u00fargico, para ser um homem.<\/p>\n<h4>O sonho<\/h4>\n<p>Sem dinheiro para pagar um advogado, Luan abriu um processo na Justi\u00e7a para poder ser identificado como homem por meio da Defensoria P\u00fablica. A defensora Junia Roman, que o representa, afirma que o caminho ser\u00e1 longo.<\/p>\n<p>\u2014 H\u00e1 necessidade de diversas a\u00e7\u00f5es e procedimentos porque o problema de Silva \u00e9 complicado. Tem quest\u00f5es de sa\u00fade que n\u00e3o s\u00e3o adequadamente tratadas. A retifica\u00e7\u00e3o do nome \u00e9 um primeiro conforto para ele n\u00e3o passar pelo constrangimento de ser chamado por um nome que n\u00e3o se reconhece.<\/p>\n<p>Luan atualmente trabalha como pedreiro e vive com sua mulher e um filho. Ele sonha em constituir uma fam\u00edlia formalmente.<\/p>\n<p>\u2014 Quero casar, registrar meu filho, poder comprar minha casa, trabalhar fichado para financiar um lote e construir minha casa. Quero uma vida normal. N\u00e3o \u00e9 querer demais. \u00c9 direito meu.<\/p>\n<p><iframe width='610' height='315' frameborder='0' marginheight='0' marginwidth='0' scrolling='no' src='http:\/\/player.r7.com\/video\/i\/547b163808c6bb622f00735c?layout=wide252p'><\/iframe><\/p>\n<p><strong><em>(Fonte: Record Minas \/ R7)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luan, como gosta de ser chamado, j\u00e1 foi preso ao mostrar documento com nome feminino Um hermafrodita que vive em Santa Luzia, na regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte, foi registrado e criado como mulher, mas, aos 24 anos, ele luta pelo direito de usar um nome masculino. 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