{"id":46043,"date":"2014-11-22T11:00:15","date_gmt":"2014-11-22T14:00:15","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=46043"},"modified":"2014-11-22T11:00:15","modified_gmt":"2014-11-22T14:00:15","slug":"tres-simbolos-de-minas-gerais-sao-tombados-pelo-conselho-estadual-de-patrimonio-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=46043","title":{"rendered":"Tr\u00eas s\u00edmbolos de Minas Gerais s\u00e3o tombados pelo Conselho Estadual de Patrim\u00f4nio Cultural"},"content":{"rendered":"<h4><strong><em>O conjunto ferrovi\u00e1rio e arquitet\u00f4nico de Ribeir\u00e3o Vermelho, a Fazenda Santa Clara e o Col\u00e9gio Dom Bosco foram tombados pelo Conselho Estadual de Patrim\u00f4nio Cultural<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>Os caminhos de tr\u00eas monumentos simb\u00f3licos de Minas se cruzam este ano, embora sejam de regi\u00f5es diferentes, \u00e9pocas distintas e atividades bem distantes umas da outras. Em tombamento recente, o Conselho Estadual do Patrim\u00f4nio Cultural (Conep) aprovou, por unanimidade, a prote\u00e7\u00e3o do conjunto arquitet\u00f4nico, paisag\u00edstico e ferrovi\u00e1rio de Ribeir\u00e3o Vermelho, no Sul de Minas; do conjunto arquitet\u00f4nico da Fazenda Santa Clara, em Santa Rita de Jacutinga, na Zona da Mata; e do conjunto arquitet\u00f4nico, paisag\u00edstico e arqueol\u00f3gico do Col\u00e9gio Dom Bosco, antigo Quartel do Regime de Cavalaria de Minas, localizado em Cachoeira do Campo, Ouro Preto, na Regi\u00e3o Central.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bens_tombados_minas_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>Col\u00e9gio Dom Bosco, em Cachoeira do Campo &#8211; Foto: Sidney Lopes\/Estado de Minas<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>A iniciativa coroa antigas aspira\u00e7\u00f5es dos defensores do patrim\u00f4nio cultural. Segundo o presidente do Instituto Estadual do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico (Iepha-MG), Fernando Cabral, concluir um processo de tombamento significa que o bem cultural foi estudado e pesquisado detalhadamente at\u00e9 se submeter \u00e0 vota\u00e7\u00e3o dos integrantes do conselho. \u201cQuando a equipe t\u00e9cnica do instituto come\u00e7a as pesquisas hist\u00f3ricas, \u00e9 porque a constru\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 pedindo socorro. Entre agosto de setembro, os tr\u00eas conjuntos receberam a prote\u00e7\u00e3o de natureza material, mas \u00e9 importante ressaltar que o verdadeiro protetor da mem\u00f3ria cultural \u00e9 o cidad\u00e3o\u201d, diz o dirigente.<\/p>\n<p>Quem passa na Rodovia dos Inconfidentes, no sentido Ouro Preto, pode contemplar o Col\u00e9gio Dom Bosco, hoje Centro Dom Bosco, cujo port\u00e3o fica a poucos metros da estrada. Mas, para contempl\u00e1-lo melhor, \u00e9 preciso conhecer um pouco mais da sua hist\u00f3ria. O antigo Quartel do Regimento de Cavalaria das Minas Gerais tem sua escalada ligada a um longo processo de especializa\u00e7\u00e3o dos militares da regi\u00e3o das lavras, que se iniciou em 1719, com a chegada a Vila Rica, atual Ouro Preto, dos Drag\u00f5es d\u2019El Rey, divididos em duas companhias recrutadas em Portugal. A regi\u00e3o \u00e9 rica em hist\u00f3ria, pois foi palco da Guerra dos Emboabas, no in\u00edcio do s\u00e9culo 18, e das andan\u00e7as de Joaquim Jos\u00e9 da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792), m\u00e1rtir da Inconfid\u00eancia Mineira.<\/p>\n<p>Segundo pesquisa do Iepha, o conjunto teve v\u00e1rios usos desde sua implanta\u00e7\u00e3o: Quartel do Regimento de Cavalaria de Minas Gerais (1779); Estabelecimento das Manadas Reais (Coudelaria Real, 1819); Col\u00f4nia Agr\u00edcola Dom Pedro II\/Ces\u00e1rio Alvim (1889); Col\u00e9gio Dom Bosco (de 1897 a 1997); e, desde 2012, local parar abrigar trabalhadores da regi\u00e3o. Documento da institui\u00e7\u00e3o mostra que \u201cal\u00e9m de seu grande valor hist\u00f3rico adquirido ao longo do tempo, as edifica\u00e7\u00f5es preservam t\u00e9cnicas construtivas e estilos caracter\u00edsticos de v\u00e1rias \u00e9pocas\u201d. De acordo com t\u00e9cnicos encarregados do dossi\u00ea de tombamento, o conjunto do antigo Quartel do Regimento de Cavalaria de Minas Gerais \u00e9 composto de um pr\u00e9dio principal, mausol\u00e9u, moradia do caseiro, curral, serraria e resid\u00eancia. O tombamento deixou satisfeitos os integrantes do movimento \u201cO Dom Bosco \u00e9 nosso\u201d, entre eles o professor Jos\u00e9 Augusto Concei\u00e7\u00e3o. \u201cA medida impede a dilapida\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio e especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria\u201d, afirmou. A \u00e1rea e benfeitorias pertencem \u00e0 Inspetoria S\u00e3o Jo\u00e3o Bosco, da Congrega\u00e7\u00e3o dos Salesianos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bens_tombados_minas_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>Maior rotunda da Am\u00e9rica Latina \u00e9 destaque do conjunto arquitet\u00f4nico, paisag\u00edstico e ferrovi\u00e1rio de Ribeir\u00e3o Vermelho: local \u00e9 considerado por muitos como o &#8216;Coliseu mineiro&#8217; &#8211; Foto: Jackson Romanelli\/Estado de Minas<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<h4>Rotunda<\/h4>\n<p>\u00c0s margens do Rio Grande, no Sul de Minas, encontra-se o que muitos consideram o \u201cColiseu mineiro\u201d, tal o seu formato, beleza e hist\u00f3ria. Trata-se do conjunto arquitet\u00f4nico, paisag\u00edstico e ferrovi\u00e1rio de Ribeir\u00e3o Vermelho, de propriedade municipal, que tem como destaque a rotunda, a maior da Am\u00e9rica Latina e maior edifica\u00e7\u00e3o do g\u00eanero de Minas no s\u00e9culo 19. Na \u00e9poca, de acordo com os estudiosos, a cidade era ponto estrat\u00e9gico, permitindo que o movimentado porto do Rio Grande, na cidade, se integrasse aos trilhos da estrada e garantisse a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos de todos os cantos.<\/p>\n<p>Com estrutura met\u00e1lica no telhado, que cont\u00e9m a parte central vazada, a rotunda funcionava como local de abrigo, manuten\u00e7\u00e3o e manobras de locomotivas, apresentando ao centro um dispositivo, chamado de girador de locomotivas, de onde irradiavam as linhas (como se fossem raios de um c\u00edrculo).<\/p>\n<p>Ribeir\u00e3o Vermelho nasceu na conflu\u00eancia das regi\u00f5es montanhosas dos Campos das Vertentes, Sul e Centro-Oeste de Minas, a partir do desmembramento pol\u00edtico-administrativo dos munic\u00edpios de Lavras e Perd\u00f5es. De acordo com pesquisas de M\u00e1rcio Salviano Vilela, o in\u00edcio de sua forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica se deu em 18\/12\/1880, com a inaugura\u00e7\u00e3o da Navega\u00e7\u00e3o do Rio Grande, entre a barra do Ribeir\u00e3o Vermelho, afluente da margem esquerda do Rio Grande, e a Cachoeira da Bocaina, no munic\u00edpio de Piumh\u00ed. A organiza\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio \u00e0s margens do rio levaram \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um povoado que se chamou inicialmente Porto Alegre.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/bens_tombados_minas_3.jpg\" alt=\"\" \/><em>Fazenda Santa Clara, em Santa Rita de Jacutinga &#8211; Foto: Beto Novaes\/Estado de Minas<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<h4>Caf\u00e9 e novela <\/h4>\n<p>Localizada na divisa de Minas e Rio de Janeiro, mais exatamente entre o Caminho Novo e o Caminho Velho da Estrada Real e \u00e0s margens do Rio Preto, a imponente Fazenda Santa Clara j\u00e1 foi at\u00e9 cen\u00e1rio de novela da tev\u00ea, contando a saga de imigrantes italianos. Nos \u00e1ureos tempos, a propriedade particular foi grande produtora de caf\u00e9 e teve centenas de escravos. Segundo o Iepha, a \u00e1rea tombada compreende o conjunto constitu\u00eddo pela sede e demais constru\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0s atividades produtivas. Os t\u00e9cnicos do patrim\u00f4nio estadual informam que o conjunto preserva sua t\u00e9cnica construtiva original \u2013 a antiga senzala, o silo, o reservat\u00f3rio d\u2019\u00e1gua, o lavador de caf\u00e9, os terreiros de caf\u00e9, latic\u00ednio, o paiol, a pocilga e o agenciamento do n\u00facleo, incluindo os jardins. Uma curiosidade \u00e9 que s\u00e3o 365 janelas \u2013 portanto, uma para cada dia do ano.<\/p>\n<h4>Guia de bens tombados<\/h4>\n<p>Uma ferramenta para pesquisas, fiscaliza\u00e7\u00e3o e maior conhecimento dos tesouros de Minas. O Instituto Estadual do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico (Iepha-MG) acaba de lan\u00e7ar a segunda edi\u00e7\u00e3o do Guia de Bens Tombados de Minas Gerais, obra que apresenta os trabalhos da institui\u00e7\u00e3o em benef\u00edcio da preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural. Na publica\u00e7\u00e3o, com textos e fotos, est\u00e3o 134 monumentos de 132 cidades mineiras, incluindo igrejas, fazendas, casar\u00f5es, conjuntos arquitet\u00f4nicos, paisag\u00edsticos, centros hist\u00f3ricos e arqueol\u00f3gicos. Os textos foram escritos pela equipe do Iepha, que recorreu aos estudos e processos que originaram cada um dos tombamentos. A edi\u00e7\u00e3o est\u00e1 dividida em dois volumes, pois houve a inclus\u00e3o de novos bens, aumentando, consequentemente, o n\u00famero de p\u00e1ginas, que passou de 400, da primeira edi\u00e7\u00e3o, para 552 nesta segunda.<\/p>\n<p><strong><em>(Fonte: Jornal Estado de Minas)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conjunto ferrovi\u00e1rio e arquitet\u00f4nico de Ribeir\u00e3o Vermelho, a Fazenda Santa Clara e o Col\u00e9gio Dom Bosco foram tombados pelo Conselho Estadual de Patrim\u00f4nio Cultural Os caminhos de tr\u00eas monumentos simb\u00f3licos de Minas se cruzam este ano, embora sejam de regi\u00f5es diferentes, \u00e9pocas distintas e atividades bem distantes umas da outras. 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