{"id":44374,"date":"2014-11-03T21:25:40","date_gmt":"2014-11-04T00:25:40","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=44374"},"modified":"2014-11-03T21:26:28","modified_gmt":"2014-11-04T00:26:28","slug":"mundo-tem-mais-de-35-milhoes-de-escravos-modernos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=44374","title":{"rendered":"Mundo tem mais de 35 milh\u00f5es de escravos modernos"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>\t\t\t\t<script>(function(d, s, id) {\n\t\t\t\t  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];\n\t\t\t\t  if (d.getElementById(id)) return;\n\t\t\t\t  js = d.createElement(s); js.id = id;\n\t\t\t\t  js.src = \"\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js#xfbml=1&appId=691575364226355&version=v2.0\";\n\t\t\t\t  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);\n\t\t\t\t}(document, 'script', 'facebook-jssdk'));<\/script><\/p>\n<div class=\"fb-like\" data-href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aconteceunovale\" data-layout=\"button_count\" data-action=\"like\" data-show-faces=\"true\" data-share=\"true\"><\/div>\n<p><\/br><\/p>\n<p>Dados in\u00e9ditos da funda\u00e7\u00e3o internacional\u00a0<a href=\"http:\/\/www.walkfree.org\/pt-br\/\" target=\"_blank\">Walk Free<\/a>\u00a0revelam que cerca de 35,8 milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o mantidas em situa\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o no mundo. O relat\u00f3rio de 2014 da organiza\u00e7\u00e3o ainda ser\u00e1 lan\u00e7ado no dia 18 de novembro e a vers\u00e3o em portugu\u00eas ser\u00e1 apresentada em 1\u00ba de dezembro, no Rio de Janeiro, durante a entrega do Pr\u00eamio Jo\u00e3o Canuto, de direitos humanos.<\/p>\n<p>Em entrevista, a representante da Walk Free no pa\u00eds, Diana Maggiore, conta que o n\u00famero de pessoas escravizadas hoje cresceu 20%, em rela\u00e7\u00e3o aos 29,8 milh\u00f5es de pessoas apontadas no\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.globalslavderyindex.org\/\" target=\"_blank\">The Global Slavery Index 2013<\/a><\/em>, o primeiro relat\u00f3rio da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo a Walk Free, no Brasil h\u00e1 cerca de 220 mil pessoas trabalhando como escravos. Diana Maggiore explicou que, em 2013, pela primeira vez, o n\u00famero de pessoas resgatadas de situa\u00e7\u00f5es de escravid\u00e3o no setor urbano foi maior que no setor rural no pa\u00eds. \u201cPor causa dos eventos esportivos, tivemos muitos registros na constru\u00e7\u00e3o civil e a tend\u00eancia deve continuar at\u00e9 as Olimp\u00edadas. O Brasil est\u00e1 crescendo, daqui a alguns anos pode ser diferente\u201d, disse.<\/p>\n<p>Entre as formas de escravid\u00e3o est\u00e3o o tr\u00e1fico de pessoas, o trabalho infantil, a explora\u00e7\u00e3o sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho for\u00e7ado em condi\u00e7\u00f5es degradantes, com extensas jornadas, sob coer\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, amea\u00e7a ou d\u00edvida fraudulenta. Os \u00faltimos dados da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ilo.org\/wcmsp5\/groups\/public\/---ed_norm\/---declaration\/documents\/publication\/wcms_181953.pdf\" target=\"_blank\">Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), de 2012<\/a>, \u00a0apontam que quase 21 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adultos est\u00e3o presos em regimes de escravid\u00e3o em todo o mundo.<\/p>\n<p>O maior n\u00famero de trabalhadores for\u00e7ados, segundo a OIT, est\u00e1 na \u00c1sia e regi\u00e3o do Pac\u00edfico, com 11,7 milh\u00f5es de pessoas nessas condi\u00e7\u00f5es. No \u00faltimo dia 23 de outubro, Sandra Miranda, de Bras\u00edlia, recebeu uma encomenda do\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.aliexpress.com\/br_home.htm\" target=\"_blank\"><em>site<\/em>\u00a0chin\u00eas AliExpress<\/a>\u00a0com um pedido de socorro: \u201c<em>I slave. Help me<\/em>\u00a0[Sou escravo, ajude-me]\u201d. A filha da advogada colocou a foto da mensagem nas redes sociais e j\u00e1 teve mais de 15 mil compartilhamentos. \u201cFiquei perplexa, pensei at\u00e9 que fosse brincadeira, mas o pacote estava muito bem fechado, ent\u00e3o veio mesmo de quem embalou\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cA alega\u00e7\u00e3o feita contra um dos vendedores da plataforma AliExpress est\u00e1 sendo investigada\u201d, respondeu a empresa do\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2014-07\/correios-e-alibaba-group-querem-facilitar-comercio-entre-brasil-e-china\" target=\"_blank\">Grupo Alibaba<\/a>\u00a0\u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil. Segundo Sandra Miranda, um representante da empresa entrou em contato e explicou que o site apenas revende os produtos que j\u00e1 chegam embalados de diversas f\u00e1bricas e que precisaria rastrear de qual vendedor veio o seu produto.<\/p>\n<p>A Embaixada da China no Brasil respondeu dizendo que o pa\u00eds asi\u00e1tico tem leis que pro\u00edbem rigorosamente o trabalho escravo e um \u00f3rg\u00e3o que atua para sua erradica\u00e7\u00e3o, similar ao Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE) no Brasil. Sobre o pedido de socorro no pacote de Sandra Miranda, n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o, segundo a embaixada, j\u00e1 que no bilhete n\u00e3o havia nome, nem nada que pudesse levar \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o da v\u00edtima.<\/p>\n<p>A mensagem, entretanto, chamou aten\u00e7\u00e3o para a situa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores daquele pa\u00eds. Segundo o coordenador Nacional do Programa de Combate ao Trabalho For\u00e7ado da OIT no Brasil, Luiz Machado, j\u00e1 houve outras mensagens semelhantes, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, e mostra um problema grave que deve ser endere\u00e7ado \u00e0s autoridades chinesas.<\/p>\n<p>Machado explica que, independente da China n\u00e3o ter ratificado as conven\u00e7\u00f5es sobre trabalho escravo da organiza\u00e7\u00e3o, a OIT lan\u00e7ou em 1998 a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oitbrasil.org.br\/sites\/default\/files\/topic\/oit\/doc\/declaracao_oit_547.pdf\" target=\"_blank\">Declara\u00e7\u00e3o de Princ\u00edpios e Direitos Fundamentais no Trabalho<\/a>, que prega a erradica\u00e7\u00e3o do trabalho escravo e infantil, a n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o no trabalho e a liberdade sindical. \u201cA China fez avan\u00e7os e vem trabalhando melhor a regula\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de trabalho, coisa que nem existia por l\u00e1. A OIT tem escrit\u00f3rio no pa\u00eds e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ilo.org\/wcmsp5\/groups\/public\/---asia\/---ro-bangkok\/documents\/genericdocument\/wcms_242126.pdf\" target=\"_blank\">projetos de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica na \u00e1rea<\/a>, ela [China] vem se abrindo a aceitar essa coopera\u00e7\u00e3o, aceitar observar os direitos humanos\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Segundo Machado, o perfil de trabalhadores escravizados na \u00c1sia n\u00e3o \u00e9 muito diferente de outros lugares do mundo. S\u00e3o pessoas pobres, a maioria mulheres e crian\u00e7as, por serem mais vulner\u00e1veis, que geralmente migram do seu local de origem, dentro do pr\u00f3prio pa\u00eds ou n\u00e3o, por conta pr\u00f3pria ou for\u00e7ados, e sem educa\u00e7\u00e3o formal aceitam qualquer proposta de trabalho; podem ser enganadas ou ter a liberdade cerceada e acabam aceitando a explora\u00e7\u00e3o por ser a \u00fanica forma de ganhar um pouco de dinheiro ou comida.<\/p>\n<p>O coordenador da OIT explica que qualquer governo que tenha rela\u00e7\u00f5es comerciais com outro pa\u00eds e que perceba que, no processo de fabrica\u00e7\u00e3o de seus produtos, h\u00e1 a utiliza\u00e7\u00e3o de trabalho escravo, pode impor condi\u00e7\u00f5es para sua comercializa\u00e7\u00e3o, assim como faz o setor privado.<\/p>\n<p>\u201cTemos o caso cl\u00e1ssico de Myanmar, que sofreu condena\u00e7\u00e3o na OIT e san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas por causa da explora\u00e7\u00e3o de trabalho for\u00e7ado. Existem casos mais espec\u00edficos de empresas privadas, como o embargo da ind\u00fastria automotiva ao a\u00e7o brasileiro. Em determinado momento, descobriu-se que o carv\u00e3o utilizado em sider\u00fargicas vinha de trabalho escravo e infantil e do desmatamento ilegal. As pessoas come\u00e7aram a dar mais aten\u00e7\u00e3o a toda a cadeia de valor\u201d, contou Machado. Segundo o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, o Brasil n\u00e3o mant\u00e9m acordos bilaterais de combate ao trabalho escravo nem imp\u00f5e san\u00e7\u00f5es unilaterais a outros pa\u00edses por quest\u00f5es sociais. \u201cO Brasil defende que eventuais san\u00e7\u00f5es sejam determinadas por \u00f3rg\u00e3os multilaterais como o Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Na \u00e1rea de combate internacional ao trabalho escravo, o pa\u00eds participou neste ano, em Genebra, da\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2014-06\/conferencia-da-oit-aprova-atualizacao-de-convencao-sobre-trabalho\" target=\"_blank\">elabora\u00e7\u00e3o do novo protocolo da Conven\u00e7\u00e3o da OIT<\/a>\u00a0sobre trabalho escravo. O governo brasileiro dever\u00e1 ser um dos primeiros pa\u00edses a ratific\u00e1-lo\u201d, disse o Itamaraty, em nota.<\/p>\n<p>Segundo Machado, o Brasil \u00e9 um dos pouqu\u00edssimos pa\u00edses que tem estrutura espec\u00edfica de combate ao trabalho escravo, que s\u00e3o os grupos de fiscaliza\u00e7\u00e3o m\u00f3vel do MTE, em parceria com a Pol\u00edcia Federal. De 1995 at\u00e9 2013,\u00a0<a href=\"http:\/\/portal.mte.gov.br\/trab_escravo\/resultados-das-operacoes-de-fiscalizacao-para-erradicacao-do-trabalho-escravo.htm\" target=\"_blank\">quase 47 mil v\u00edtimas foram resgatadas<\/a>\u00a0da situa\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o no Brasil, entre brasileiros e estrangeiros. Historicamente, os setores agropecu\u00e1rio e sucroalcooleiro s\u00e3o os que mais aparecem na lista suja do trabalho escravo, mas a constru\u00e7\u00e3o civil e a moda v\u00eam ganhando destaque.<\/p>\n<p>Para o coordenador da OIT no Brasil, o pa\u00eds deve se preparar para enfrentar a quest\u00e3o da imigra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que cada vez mais latino-americanos, africanos e asi\u00e1ticos est\u00e3o vindo em busca de trabalho. \u201cN\u00e3o h\u00e1 um processo ainda desburocratizado para apoiar o trabalhador migrante. O\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l6815.htm\" target=\"_blank\">Estatuto do Estrangeiro, de 1980<\/a>, tem que ser revisado e adequado ao novo cen\u00e1rio global de fronteiras\u201d, argumentou Machado. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados in\u00e9ditos da funda\u00e7\u00e3o internacional\u00a0Walk Free\u00a0revelam que cerca de 35,8 milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o mantidas em situa\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o no mundo. 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