{"id":42372,"date":"2014-10-16T15:56:35","date_gmt":"2014-10-16T18:56:35","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=42372"},"modified":"2014-10-16T15:56:35","modified_gmt":"2014-10-16T18:56:35","slug":"mais-de-60-das-rodovias-mineiras-apresentam-problemas-de-conservacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=42372","title":{"rendered":"Mais de 60% das rodovias mineiras apresentam problemas de conserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h4><em><strong>Essa alta incid\u00eancia de buracos, trincas, afundamentos e oscila\u00e7\u00f5es nas rodovias contribui para o aumento de combust\u00edvel dos ve\u00edculos e tamb\u00e9m da polui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>Quase 10 mil quil\u00f4metros das rodovias que cortam Minas Gerais apresenta problemas de conserva\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que aponta Pesquisa CNT de Rodovias 2014 divulgada nesta quinta-feira (16). O estudo revela que 65,9% das estradas mineiras foram classificados como regular, ruim ou p\u00e9ssima. Somente 4.937 km (34,1%) foram consideradas \u00f3timas ou boas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/br_367_jequitinhonha.jpg\" alt=\"\" \/><em>BR-367, no Vale do Jequitinhonha, \u00e9 uma vergonha. Rodovia \u00e9 palco de v\u00e1rios acidentes devido a falta de pavimenta\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o dos trechos asfaltados &#8211; Foto: Zilmar Gomes Rocha\/Facebook<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a pavimenta\u00e7\u00e3o, o levantamento mostrou que 53,3% da malha rodovi\u00e1ria apresenta algum tipo de defici\u00eancia, como buracos, trincas, afundamentos, ondula\u00e7\u00f5es, entre outros problemas. A pesquisa classificou como regular, ruim ou p\u00e9ssimo, 7.731 km das rodovias do Estado, ante 6.776 km (46,7%) consideradas como sendo \u00f3timas e boas.<\/p>\n<p>A sinaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se mostrou prec\u00e1ria em Minas. Conforme o CNT, 59,8% (8.675 km) das estradas est\u00e3o com sinaliza\u00e7\u00e3o abaixo do recomend\u00e1vel. O estudo apontou que apenas 40,2% (5.832 km) est\u00e3o \u00f3timas ou boas.<\/p>\n<p>A 18\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa CNT de Rodovias 2014 avaliou 98.475 km, que correspondem a toda a malha federal pavimentada e aos principais trechos estaduais do Brasil. Foram 30 dias de coleta, entre 19 de maio e 17 de junho.<\/p>\n<h4>Quase a metade no Brasil<\/h4>\n<p>No pa\u00eds, praticamente a metade (49,9%) do pavimento das rodovia apresenta algum tipo de defici\u00eancia. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie do pavimento, 44,7% da extens\u00e3o pesquisada est\u00e1 desgastada. Ao se considerar que 87,1% dos trechos s\u00e3o formados por pistas simples de m\u00e3o dupla, torna-se ainda mais grave a constata\u00e7\u00e3o de que 39,9% n\u00e3o t\u00eam acostamento. E, em 49,7% da extens\u00e3o com curvas perigosas, n\u00e3o h\u00e1 placas de advert\u00eancia nem defensas completas. Em 57,4% dos trechos, foi encontrado algum tipo de problema na sinaliza\u00e7\u00e3o, sendo que em 26,4% n\u00e3o h\u00e1 placas de limite de velocidade e em 47,6% a pintura da faixa central est\u00e1 desgastada ou \u00e9 inexistente.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o do sistema rodovi\u00e1rio brasileiro continua grave, comprometendo a seguran\u00e7a das pessoas, tanto de motoristas, como de passageiros e pedestres. \u00c9 cada vez maior o n\u00famero de mortes e de acidentes. Essa situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m compromete a log\u00edstica, devido ao elevado custo do transporte, tornando o pa\u00eds menos competitivo\u201d, afirma o presidente da CNT, Cl\u00e9sio Andrade.<\/p>\n<p>Em 2013, morreram 8.551 pessoas em cerca de 186 mil acidentes nas rodovias federais do pa\u00eds. \u201cAs condi\u00e7\u00f5es gerais ruins das rodovias aumentam os riscos e muitas vidas poderiam ser poupadas, caso as rodovias oferecessem uma melhor infraestrutura. Com certeza, seriam 90 mil acidentes a menos e 4.000 mortes a menos\u201d, diz Cl\u00e9sio Andrade.<\/p>\n<h4>Pa\u00eds tem s\u00f3 12% de suas rodovias pavimentadas<\/h4>\n<p>Embora apenas 12% das rodovias brasileiras sejam pavimentadas, de acordo com levantamento realizado pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportes (CNT), 62,1% dos trechos pesquisados ainda apresentam algum tipo de problema. Al\u00e9m disso, os pontos cr\u00edticos na malha rodovi\u00e1ria aumentaram 32% nos \u00faltimos quatro anos.<br \/>\nOs resultados divulgados nesta quinta-feira, 16, mostram que 44,7% da malha pavimentada pesquisada apresentam desgastes e 19,1% t\u00eam trincas e remendos. Em outros 3,3% existem afundamentos, ondula\u00e7\u00f5es e buracos, enquanto em 0,5% a pista est\u00e1 simplesmente destru\u00edda. Dos 98.475 quil\u00f4metros percorridos pela CNT, somente 32,4% estavam em condi\u00e7\u00f5es perfeitas de rodagem.<\/p>\n<p>O levantamento abordou quase a metade dos 203.599 quil\u00f4metros de rodovias pavimentadas do Pa\u00eds. Os trechos asfaltados, por\u00e9m, representam apenas 12% do mais de 1,691 milh\u00e3o de quil\u00f4metros de estradas brasileiras. &#8220;\u00c9 muito pouco para um Pa\u00eds que quer crescer. A nossa densidade \u00e9 muito menor do que a de pa\u00edses como a Argentina e o M\u00e9xico. O Brasil precisa melhorar a extens\u00e3o e a qualidade da sua malha rodovi\u00e1ria&#8221;, afirmou o diretor executivo da CNT, Bruno Batista.<\/p>\n<h4>Pontos cr\u00edticos<\/h4>\n<p>Entre os pontos cr\u00edticos encontrados est\u00e3o 28 quedas de barreira, 13 pontes ca\u00eddas, 100 eros\u00f5es na pista e 148 buracos grandes. O total de 289 ocorr\u00eancias cr\u00edticas em 2014 supera os 250 pontos identificados em 2013 e \u00e9 32% superior aos 219 problemas registrados em 2011. &#8220;Isso \u00e9 bastante preocupante porque \u00e9 um reflexo imediato sobre a seguran\u00e7a das pistas, com rela\u00e7\u00e3o direta sobre o n\u00famero de acidentes&#8221;, completou Batista.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sinaliza\u00e7\u00e3o das pistas, em 39,9% dos trechos rodovi\u00e1rios pesquisados, a pintura das faixas laterais estava desgastada e em 15,9% era simplesmente inexistente. No caso da faixa central, havia desgaste em 40,8% da extens\u00e3o analisada e em 6,8% n\u00e3o havia sequer sinaliza\u00e7\u00e3o. &#8220;Na chuva, por exemplo, esse desgaste aumenta muito a inseguran\u00e7a&#8221;, explicou o diretor da CNT.<\/p>\n<p>A confedera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m identificou falhas graves na aus\u00eancia de dispositivos de prote\u00e7\u00e3o cont\u00ednua &#8211; as chamadas muretas ou guardrails &#8211; em 45,9% dos trechos, todos eles com necessidade da estrutura. Em 11,8%, os dispositivos existiam de maneira adequada; em 17,7% estavam presentes apenas e parte do percurso; e nos 24,6% n\u00e3o havia a necessidade da estrutura. Como ponto positivo, as placas de sinaliza\u00e7\u00e3o vertical tiveram bom resultado, estando vis\u00edveis &#8211; sem obst\u00e1culos, como mato &#8211; em 82,3% dos trechos avaliados, e leg\u00edveis em 88% da extens\u00e3o pesquisada.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 geometria das vias, por\u00e9m, 49,7% da extens\u00e3o percorrida pela CNT contam com curvas perigosas sem placas e sem muretas de defesa completas. Apenas 11,5% dos trechos contam com os dois instrumentos de seguran\u00e7a e sinaliza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, em 60,1% delas n\u00e3o havia acostamento e 66,9% das pontes e viadutos n\u00e3o contavam com as estruturas de seguran\u00e7a ideais. <\/p>\n<p><strong><em>(Fonte: Hoje em Dia)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa alta incid\u00eancia de buracos, trincas, afundamentos e oscila\u00e7\u00f5es nas rodovias contribui para o aumento de combust\u00edvel dos ve\u00edculos e tamb\u00e9m da polui\u00e7\u00e3o Quase 10 mil quil\u00f4metros das rodovias que cortam Minas Gerais apresenta problemas de conserva\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que aponta Pesquisa CNT de Rodovias 2014 divulgada nesta quinta-feira (16). 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