{"id":41088,"date":"2014-10-02T21:30:04","date_gmt":"2014-10-03T00:30:04","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=41088"},"modified":"2014-10-02T21:30:04","modified_gmt":"2014-10-03T00:30:04","slug":"devemos-temer-o-ebola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=41088","title":{"rendered":"DEVEMOS TEMER O EBOLA?"},"content":{"rendered":"<p>O mundo se tornou um lugar pequeno. As passagens a\u00e9reas, cada vez mais acess\u00edveis, a quantidade de voos pelo mundo sem contar os outros transportes de massa via terrestre que tornaram as dist\u00e2ncias menores, facilitando a movimenta\u00e7\u00e3o das pessoas para turismo, trabalho e estudo. Esta movimenta\u00e7\u00e3o em massa ao redor do planeta traz uma s\u00e9rie de benef\u00edcios, principalmente econ\u00f4micos e sociais, mas pode ser acompanhada de graves problemas, principalmente na dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as. Apesar de todos os sistemas de barreiras e quarentenas nos aeroportos e portos pelo mundo, as doen\u00e7as sempre acham um jeito de entrar e se instalar, principalmente os v\u00edrus. <\/p>\n<p>Tivemos problemas com a gripe espanhola no inicio do s\u00e9culo passado e recentemente a gripe avi\u00e1ria e a gripe su\u00edna, de origem asi\u00e1tica e americana, mas que disseminaram pelo mundo. V\u00edrus que se espalham pelo ar e pelo contato entre pessoas. Apesar de toda a preocupa\u00e7\u00e3o e precau\u00e7\u00e3o, estes v\u00edrus n\u00e3o se mostraram de elevada letalidade e ocorreu um n\u00famero pequeno de mortes e um r\u00e1pido controle. Agora \u00e9 diferente: temos o v\u00edrus ebola de origem africana e de elevada letalidade, ou seja, leva quase todos os infectados a morte. Uma morte r\u00e1pida e dolorosa com n\u00e1useas, v\u00f4mitos, diarreias e hemorragias pelo corpo.<\/p>\n<p>Este v\u00edrus, conhecido h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas sempre foi controlado na sua origem evitando a sua dissemina\u00e7\u00e3o, mas agora fugiu do controle. Cidades de pa\u00edses do Oeste da \u00c1frica est\u00e3o com altos \u00edndices de transmiss\u00e3o do v\u00edrus com as suas popula\u00e7\u00f5es sendo dizimadas. Muitas pessoas ao tentar fugir da epidemia est\u00e3o levando com elas o v\u00edrus espalhando-os cada vez mais para diversos pa\u00edses africanos, pa\u00edses que n\u00e3o tem a m\u00ednima condi\u00e7\u00e3o de conter este v\u00edrus altamente mortal. <\/p>\n<p>E um Liberiano que recentemente chegou aos Estados Unidos foi detectado com o v\u00edrus. Desde a sua chegada ao pa\u00eds at\u00e9 a interna\u00e7\u00e3o hospitalar e confirma\u00e7\u00e3o ele teve contato direto com dezenas de pessoas. S\u00f3 para lembrar: o v\u00edrus \u00e9 transmitido por contato com fluidos corporais. Ele est\u00e1 internado em estado grave e as pessoas, cerca de oitenta, est\u00e3o sendo monitoradas pelo servi\u00e7o americano de sa\u00fade. Ser\u00e1 que tem volta?<\/p>\n<p>Mas tudo que \u00e9 ruim pode piorar. Segundo o chefe da miss\u00e3o da ONU para o controle do ebola, o v\u00edrus pode sofrer uma muta\u00e7\u00e3o e se espalhar pelo ar como o v\u00edrus da gripe. Um cen\u00e1rio de pesadelo que n\u00e3o pode ser descartado, considerando que os v\u00edrus s\u00e3o de f\u00e1cil adapta\u00e7\u00e3o e muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, principalmente considerando que ele ir\u00e1 se desenvolver em um novo ambiente, diferente do africano. <\/p>\n<p>Os v\u00edrus mudam mais rapidamente do que criamos novas tecnologias. Infelizmente milhares de pessoas do continente africano que j\u00e1 sofrem com a pobreza, a fome, as guerras civis, est\u00e3o condenadas a morte por conta do ebola. <\/p>\n<p>E o Brasil? Estamos preparados para evitar a sua entrada no territ\u00f3rio nacional? E se entrar, estamos preparados para cont\u00ea-lo e evitar que se espalhe? Em 2016 teremos as olimp\u00edadas no Brasil, evento que re\u00fane milh\u00f5es de pessoas de todo o mundo e de todos os pa\u00edses, afinal, das olimp\u00edadas todos participam, diferentemente da copa do mundo.  Estamos vivendo intensamente a pol\u00edtica, mas n\u00e3o podemos ser alienados, esquecendo o que acontece ao nosso redor. Outras informa\u00e7\u00f5es acessem o blog <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com<\/a>.<\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo se tornou um lugar pequeno. 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