{"id":40317,"date":"2014-09-20T10:53:33","date_gmt":"2014-09-20T13:53:33","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=40317"},"modified":"2014-09-20T10:53:33","modified_gmt":"2014-09-20T13:53:33","slug":"redes-sociais-auxiliam-na-investigacao-e-prisao-de-criminosos-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=40317","title":{"rendered":"Redes sociais auxiliam na investiga\u00e7\u00e3o e pris\u00e3o de criminosos em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<h4><strong><em>Facebook, Twitter, WhatsApp e Instagram ajudam no cumprimento da lei, mas tamb\u00e9m s\u00e3o usados de forma ilegal, como passar informa\u00e7\u00f5es sobre blitzes<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>Aplicativos de redes sociais, como Facebook, Twitter, WhatsApp e Instagram, se tornaram febre entre usu\u00e1rios de smartphones em todo o mundo, e s\u00e3o usados para trocas de mensagens entre amigos, publica\u00e7\u00e3o de textos e fotos e para paquera, mas tamb\u00e9m para burlar a lei. De olho na tend\u00eancia, as pol\u00edcias Civil e Militar descobriram como contra-atacar usando esses servi\u00e7os como aliados nas investiga\u00e7\u00f5es. O mais recente caso ocorreu nesta semana, quando investigadores da Delegacia de Homic\u00eddios de Santa Luzia, na Grande BH, conseguiram prender um jovem de 18 anos, em Governador Valadares, Vale do Rio Doce, acusado de assassinar um amigo de inf\u00e2ncia. Com ajuda de um programa de troca de mensagens, os agentes n\u00e3o s\u00f3 obtiveram a confiss\u00e3o do suspeito, como descobriram o local onde estava escondido. O mesmo mecanismo vem sendo usado ainda para compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es entre policiais, que tamb\u00e9m come\u00e7aram a se infiltrar e divulgar mensagens falsas em f\u00f3runs criados para burlar a Lei Seca.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/rede_pega_bandido.jpg\" alt=\"\" \/><em>Autoridades de seguran\u00e7a p\u00fablica combatem as &#8216;tuitadas&#8217; para divulga\u00e7\u00e3o de pontos da Opera\u00e7\u00e3o Lei Seca &#8211; Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o da internet \/ site da campanha Opera\u00e7\u00e3o Tweet<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>No caso de Santa Luzia, o delegado Christiano Xavier contou que uma pessoa ligada \u00e0 v\u00edtima, Raphael Felipe Borges Ferreira, ajudou nos levantamentos. Segundo ele, a testemunha criou um perfil falso no WhatsApp, passando-se por uma garota interessada no acusado, Jefferson Alves da Silva, o Dentinho. Nas conversas, o rapaz confessou ter matado o amigo por causa de uma desaven\u00e7a envolvendo uma pipa. Contou ainda que estava escondido na casa de uma tia, na cidade do interior de Minas. <\/p>\n<p>Todo o conte\u00fado do bate-papo entre o acusado e a testemunha era encaminhado a uma conta de e-mail de um dos investigadores do homic\u00eddio. As conversas refor\u00e7aram o pedido de mandado de pris\u00e3o contra Dentinho, e ainda ser\u00e3o usadas no inqu\u00e9rito. \u201cFoi a primeira vez que usamos o WhatsApp como ferramenta de trabalho. Normalmente, monitoramos o Facebook e o Instagram de suspeitos. Por meio dessas redes, conseguimos identificar v\u00e1rios integrantes de organiza\u00e7\u00f5es criminosas. Monitoramos os passos deles e vamos tra\u00e7ando o perfil de cada um e de seus amigos\u201d, disse o delegado.<\/p>\n<h4>Grupo de investiga\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>No dia 1\u00ba, o WhatsApp tamb\u00e9m foi usado como ferramenta pelos mais de 100 policiais civis e militares mobilizados para apurar o assassinato da investigadora Maria Regina de Almeida, de 48, v\u00edtima de latroc\u00ednio (roubo seguido de morte). A policial foi abordada e morta por criminosos no momento em que sa\u00eda em seu Hyundai HB20 da garagem do pr\u00e9dio onde morava, na Rua Monte Simplon, Bairro Nova Su\u00edssa, Oeste de BH, a caminho do trabalho. Rapidamente a not\u00edcia do assassinato de Maria Regina chegaram aos celulares de colegas da Pol\u00edcia Civil, assim como a foto de um dos supostos autores \u2013 o traficante Cl\u00e1udio Cordeiro dos Santos, de 35, o Piui. <\/p>\n<p>A imagem do suspeito foi transmitida para telefones de investigadores, subinspetores, inspetores e delegados, soldados, cabos, sargentos, subtenentes, tenentes e do capit\u00e3o que estavam envolvidos na miss\u00e3o de prender os respons\u00e1veis pelo crime. Cl\u00e1udio dos Santos foi detido dias depois do crime, no Aglomerado Ventosa, em uma casa pr\u00f3xima ao local em que o carro da investigadora foi abandonado ap\u00f3s o roubo. A Pol\u00edcia Civil n\u00e3o passou detalhes da pris\u00e3o e nem confirmou se o traficante est\u00e1 ligado \u00e0 morte da policial.<\/p>\n<h4>\u2018Criminosos\u2019 v\u00e3o agradecer dicas <\/h4>\n<p>Apesar de estarem sendo usadas para ajudar nos trabalhos policiais, as redes sociais nem sempre operam a favor da lei. Al\u00e9m de boatos de bomba, acidentes e ataques que circulam pela internet, h\u00e1, por exemplo, quem use as ferramentas para passar informa\u00e7\u00f5es sobre localiza\u00e7\u00e3o de blitzes montadas nos principais corredores de tr\u00e2nsito, principalmente nos fins de semana. Para a PM, trata-se de um desservi\u00e7o \u00e0 sociedade. Para combat\u00ea-lo, tamb\u00e9m ser\u00e1 usada a estrat\u00e9gia da infiltra\u00e7\u00e3o, associada \u00e0 contrainforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o tenente Nagib Magela Jorge de Oliveira, assessor de comunica\u00e7\u00e3o do Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia de Tr\u00e2nsito (BPTran), al\u00e9m de contribuir com motoristas imprudentes que misturam volante e \u00e1lcool, essas pessoas acabam ajudando criminosos. \u201cAs opera\u00e7\u00f5es no tr\u00e2nsito n\u00e3o s\u00e3o montadas s\u00f3 para pegar condutores que beberam: tamb\u00e9m t\u00eam objetivo de evitar sequestros-rel\u00e2mpago, prender foragidos da Justi\u00e7a e flagrar bandidos que t\u00eam a inten\u00e7\u00e3o de cometer roubos e assaltos\u201d, informou.<\/p>\n<p>O tenente confirma que, embora n\u00e3o seja regra institucional, militares do BPTran optam por lan\u00e7ar informa\u00e7\u00f5es falsas na mesma rede usada por quem quer escapar de blitzes, para confundir os usu\u00e1rios. Para alertar sobre o perigo da dissemina\u00e7\u00e3o desses alertas, foi criada uma campanha para conscientizar os usu\u00e1rios. Todas as vezes em que forem postados pontos em que h\u00e1 a fiscaliza\u00e7\u00e3o, perfis falsos de criminosos v\u00e3o responder aos internautas, agradecendo pela \u201cdica\u201d.<\/p>\n<p>A professora Joana Ziller, do curso de comunica\u00e7\u00e3o social da UFMG e pesquisadora de comunica\u00e7\u00e3o digital, afirma que as redes sociais vieram para ficar e, gra\u00e7as a elas, v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es do cotidiano est\u00e3o se tornando cada vez mais p\u00fablicas. Os usu\u00e1rios, segundo ela, normalmente n\u00e3o pensam nas consequ\u00eancia de uma divulga\u00e7\u00e3o pessoal, e uma simples informa\u00e7\u00e3o pode ser usada contra eles. Em contrapartida, pessoas que cometem crimes tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam preocupa\u00e7\u00e3o com suas postagens, o que acaba ajudando o trabalho da pol\u00edcia. <\/p>\n<p>\u201cAs pessoas em geral n\u00e3o t\u00eam no\u00e7\u00e3o desse car\u00e1ter p\u00fablico quando fazem uma postagem, diferentemente de quem monitora ou investiga. Por isso, usar redes sociais como ferramenta de trabalho \u00e9 uma excelente op\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica. S\u00f3 precisamos ter cuidado com essa vigil\u00e2ncia. Todo meio de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 democr\u00e1tico e temos que saber os pontos ben\u00e9ficos e os malef\u00edcios desse monitoramento\u201d, alertou.<\/p>\n<h4>App policial<\/h4>\n<p><em>Em julho, a Pol\u00edcia Civil do munic\u00edpio de Cama\u00e7ari, na Regi\u00e3o Metropolitana de Salvador, lan\u00e7ou para download um aplicativo voltado para a seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o. A ferramenta foi criada para auxiliar na identifica\u00e7\u00e3o e localiza\u00e7\u00e3o de criminosos e de pessoas desaparecidas. Com o Sistema de Informa\u00e7\u00e3o para Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (SIPP), como foi chamado o app, \u00e9 poss\u00edvel fazer den\u00fancias contra homicidas e assaltantes. Quem baixa o SIPP tem acesso ao banco com dados dos criminosos. <\/em><\/p>\n<p><strong>(Estado de Minas)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Facebook, Twitter, WhatsApp e Instagram ajudam no cumprimento da lei, mas tamb\u00e9m s\u00e3o usados de forma ilegal, como passar informa\u00e7\u00f5es sobre blitzes Aplicativos de redes sociais, como Facebook, Twitter, WhatsApp e Instagram, se tornaram febre entre usu\u00e1rios de smartphones em todo o mundo, e s\u00e3o usados para trocas de mensagens entre amigos, publica\u00e7\u00e3o de textos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":40318,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"amp_status":"","footnotes":""},"categories":[123],"tags":[16420,4624,247,16419,16422,16421,16423,1498,13748,4625],"class_list":["post-40317","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gerais","tag-divulgar-mensagens-falsas-em-foruns-criados-para-burlar-a-lei-seca","tag-facebook","tag-governador-valadares","tag-instagram","tag-jefferson-alves-da-silva","tag-raphael-felipe-borges-ferreira","tag-redes-sociais-auxiliam-na-investigacao-e-prisao-de-criminosos-em-minas-gerais","tag-santa-luzia","tag-twitter","tag-whatsapp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/40317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=40317"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/40317\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/40318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=40317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=40317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=40317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}