{"id":39335,"date":"2014-09-05T12:11:10","date_gmt":"2014-09-05T15:11:10","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=39335"},"modified":"2014-09-05T12:11:10","modified_gmt":"2014-09-05T15:11:10","slug":"a-alimentacao-do-brasileiro-alexandre-sylvio-vieira-da-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=39335","title":{"rendered":"A ALIMENTA\u00c7\u00c3O DO BRASILEIRO &#8211; Alexandre Sylvio Vieira da Costa"},"content":{"rendered":"<p>Quando vamos ao supermercado comprar arroz, escolhemos pelo pre\u00e7o e pela apar\u00eancia. Preferimos o arroz branquinho, brilhante e sem imperfei\u00e7\u00f5es, de melhor cozimento, soltinho, etc. A parte mais rica em prote\u00ednas do arroz chama-se aleurona e se localiza na parte externa do gr\u00e3o. Esta camada deixa o gr\u00e3o opaco, sem brilho, com aspecto de sujo, pouco atrativo para quem compra. Basta uma visita ao setor de produtos naturais do supermercado e verificar o aspecto do arroz integral. <\/p>\n<p>Devido a este aspecto pouco atrativo o arroz passa por um equipamento chamado polidor que tira a camada de aleurona e deixa o arroz branquinho. Mas, para onde vai esta prote\u00edna? Para alimentar peixes, porcos e outros animais enquanto ficamos com o arroz branco, brilhante e&#8230; cheio de amido. O arroz tem predominantemente amido que \u00e9 um elemento pouco nutritivo. O gr\u00e3o de soja, por exemplo, \u00e9 rico em \u00f3leo e prote\u00ednas. O Brasil \u00e9 o segundo maior produtor de soja do mundo, ent\u00e3o, tamb\u00e9m somos grandes produtores de \u00f3leo e prote\u00ednas. Mas, no nosso dia a dia consumimos apenas o \u00f3leo. O farelo de soja, rico em prote\u00ednas \u00e9 muito utilizado pelos vegetarianos e destinado principalmente para a alimenta\u00e7\u00e3o animal na forma de ra\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Porque ser\u00e1 que ficamos apenas com as partes menos nobres dos gr\u00e3os? Utilizamos o \u00f3leo, o amido, mas as prote\u00ednas s\u00e3o destinadas aos animais. \u00c9 claro que estas prote\u00ednas quando consumidas pelos animais s\u00e3o convertidas em carne, tamb\u00e9m rica em prote\u00ednas, mas ser\u00e1 que a maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira tem condi\u00e7\u00f5es de consumir carne diariamente? Acredito que n\u00e3o. <\/p>\n<p>Diversos produtos poderiam ser produzidos com estes ingredientes ricos da soja como bolo, p\u00e3o, sopa, e outros. A carne de soja preparada com a sobra da extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo, quando bem temperada fica com sabor semelhante a da carne. H\u00e1 algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s, o governo tentou misturar a soja com o feij\u00e3o para ser consumido pela popula\u00e7\u00e3o, enriquecendo o seu card\u00e1pio com prote\u00ednas, mas infelizmente esqueceram que o tempo de cozimento destes gr\u00e3os \u00e9 muito diferente. Quando o feij\u00e3o ficava cozido a soja ainda estava dura para consumo e quando a soja ficava macia o feij\u00e3o desmanchava. <\/p>\n<p>Estas \u201csobras\u201d, nutricionalmente ricas em prote\u00ednas, poderiam ajudar significativamente a reduzir a desnutri\u00e7\u00e3o no pa\u00eds principalmente nas merendas das crian\u00e7as das escolas p\u00fablicas. Tivemos uma grande evolu\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos em rela\u00e7\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o da subnutri\u00e7\u00e3o e da mortalidade infantil e materna, n\u00e3o apenas com a melhoria da assist\u00eancia m\u00e9dica, mas tamb\u00e9m na qualidade alimentar. Apesar disto ainda estamos longe dos resultados obtidos pelos pa\u00edses desenvolvidos. No interior de Brasil os \u00edndices de pobreza extrema ainda s\u00e3o altos. Em algumas cidades do interior mineiro, mais de 30% das pessoas tem que sobreviver com menos de 75 reais por m\u00eas, ou 2,50 reais por dia, morando em casas r\u00fasticas sem \u00e1gua pot\u00e1vel, esgoto ou energia el\u00e9trica. Para estas pessoas dar o peixe resolve o problema apenas momentaneamente. Devemos tamb\u00e9m, ensina-los a pescar.<\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando vamos ao supermercado comprar arroz, escolhemos pelo pre\u00e7o e pela apar\u00eancia. 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