{"id":37458,"date":"2014-08-15T21:37:15","date_gmt":"2014-08-16T00:37:15","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=37458"},"modified":"2014-08-15T21:37:15","modified_gmt":"2014-08-16T00:37:15","slug":"um-novo-olhar-para-o-interior-alexandre-sylvio-vieira-da-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=37458","title":{"rendered":"UM NOVO OLHAR PARA O INTERIOR &#8211; Alexandre Sylvio Vieira da Costa"},"content":{"rendered":"<p>Avaliando alguns dados interessantes sobre os munic\u00edpios brasileiros verificamos as desigualdades existentes e, por conta disto, as condi\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e as caracter\u00edsticas do deslocamento das pessoas do campo para as cidades e entre as cidades. Na microrregi\u00e3o de Governador Valadares, por exemplo, composta por 25 munic\u00edpios, constatou-se entre os anos de 2000 e 2010 que a popula\u00e7\u00e3o total dos munic\u00edpios reduziu em dez deles, ou seja, 40% do total.  Quando analisamos a popula\u00e7\u00e3o rural dos munic\u00edpios a situa\u00e7\u00e3o piora com queda do numero de pessoa em 22 deles, 88% do total. A renda per capta destes munic\u00edpios gira em torno de 70% do sal\u00e1rio m\u00ednimo, muito abaixo se compararmos a cidade sede desta microrregi\u00e3o em que a renda per capta da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1,4 sal\u00e1rio m\u00ednimo. <\/p>\n<p>Mas, de todos os fatores analisados o que mais impressiona \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o de renda. Quando avaliamos este fator, mais da metade da receita  das cidades fica nas m\u00e3os dos 20% mais ricos, enquanto menos da metade da renda das cidades vai para as m\u00e3os dos 80% restante das pessoas. Isto acontece de forma mais intensa em algumas cidades da regi\u00e3o como Nacip Raydan onde 63% da renda da cidade fica nas m\u00e3os dos 20% mais ricos enquanto 37% nas m\u00e3os dos 80% das pessoas de menor renda. Outras cidades da regi\u00e3o como  S\u00e3o Jos\u00e9 do Divino,  Mathias Lobato, S\u00e3o Geraldo da Piedade e Itanhomi apresentam distribui\u00e7\u00e3o de renda muito desigual, com valores pr\u00f3ximos a Nacip Raydan.  Este problema pode ser observado pelo \u00edndice GINI que avalia a desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de renda dos munic\u00edpios. Nestes casos os valores est\u00e3o pr\u00f3ximos a 0,6 em uma escala que vai at\u00e9 1,0, valor considerado elevado. Para se ter um par\u00e2metro de compara\u00e7\u00e3o, o \u00edndice GINI de Minas Gerais \u00e9 de 0,476. <\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o claros e podem explicar o grande \u00eaxodo que ocorre nas pequenas cidades de diversas microrregi\u00f5es do Brasil. As atividades agropecu\u00e1rias dos pequenos produtores rurais s\u00e3o pouco valorizadas e de reduzido retorno econ\u00f4mico, isto quando n\u00e3o d\u00e1 preju\u00edzo. Nas sedes destas cidades os empregos tamb\u00e9m s\u00e3o escassos e quando surgem, s\u00e3o de baixa remunera\u00e7\u00e3o.  Alguns empreendedores que se instalam nestes munic\u00edpios costumam dominar os setores comerciais e produtivos pela falta de concorr\u00eancia concentrando a renda e pagando baixos sal\u00e1rios. A sa\u00edda imediata passa a ser o munic\u00edpio sede da microrregi\u00e3o onde se concentra a grande maioria dos recursos financeiros, os sal\u00e1rios s\u00e3o melhores e se tem uma maior garantia do cumprimento das normas trabalhistas. Algumas pessoas sonhando com voos mais altos se deslocam para a capital do estado e at\u00e9 mesmo para o exterior.<\/p>\n<p>Uma pol\u00edtica de fixa\u00e7\u00e3o do homem no interior deve ser implementada rapidamente e de forma efetiva considerando que o incha\u00e7o das cidades sede de regi\u00f5es administrativas est\u00e3o  cada vez mais intensas por conta das migra\u00e7\u00f5es em busca de oportunidades de crescimento e melhoria da qualidade de vida. Enquanto isto, as pequenas cidades reduzem de tamanho, praticamente desaparecendo do mapa, servindo apenas para atividades pol\u00edticas de grupos espec\u00edficos. O estado deve levar o desenvolvimento para o interior sob o risco de aumentar cada vez mais os problemas dos grandes centros urbanos como a ocupa\u00e7\u00e3o desordenada do solo e a viol\u00eancia. <\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avaliando alguns dados interessantes sobre os munic\u00edpios brasileiros verificamos as desigualdades existentes e, por conta disto, as condi\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e as caracter\u00edsticas do deslocamento das pessoas do campo para as cidades e entre as cidades. 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