{"id":37196,"date":"2014-08-13T12:19:54","date_gmt":"2014-08-13T15:19:54","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=37196"},"modified":"2014-08-13T12:21:10","modified_gmt":"2014-08-13T15:21:10","slug":"conflitos-ambientais-sao-mapeados-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=37196","title":{"rendered":"Conflitos ambientais s\u00e3o mapeados em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>Quinhentos impasses ambientais e territoriais envolvendo povos e comunidades tradicionais ganharam visibilidade com o portal Observat\u00f3rio dos Conflitos Ambientais de Minas Gerais. Lan\u00e7ado nessa ter\u00e7a-feira (12) no audit\u00f3rio da Reitoria da UFMG, o observat\u00f3rio revela a saga de grupos sociais que reivindicam direitos e autonomia para estabelecer seus modos de viver e fazer. O mapa foi constru\u00eddo junto com os povos atingidos: quilombolas, vazanteiros, geraizeiros, ind\u00edgenas e pescadores artesanais. H\u00e1 ainda casos de moradores de 32 munic\u00edpios afetados pelo mineroduto da Anglo-Ferrous.<\/p>\n<p>O portal coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o um mapeamento qualitativo desenvolvido pelos pesquisadores com base nos conflitos ambientais da \u00faltima d\u00e9cada. O diferencial \u00e9 sua capacidade de receber das pr\u00f3prias comunidades afetadas os relatos sobre os casos mapeados, ou mesmo novos casos, por meio da ferramenta Comunidade Alerta. O portal re\u00fane v\u00eddeos, livros, monografias, teses de doutorado, disserta\u00e7\u00f5es de mestrado, artigos, relat\u00f3rios e pareceres t\u00e9cnicos. <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/conflitos_ambientais_mg.jpg\" alt=\"\" \/><em>Mineroduto de mais de 500 quil\u00f4metros afeta dezenas de cidades &#8211; Toninho Almada\/Hoje em Dia<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>\u201cA tend\u00eancia \u00e9 de radicaliza\u00e7\u00e3o dos conflitos diante da tibieza dos \u00f3rg\u00e3os do Estado que, em tese, deveriam proteger os direitos das popula\u00e7\u00f5es atingidas\u201d, afirmou o pesquisador \u00c9der Carneiro, um dos coordenadores do Observat\u00f3rio. Segundo ele, o portal fortalece o di\u00e1logo com as comunidades afetadas e ajuda a compreender a luta por justi\u00e7a ambiental. \u201cOs atingidos por esses empreendimentos n\u00e3o s\u00e3o seres passivos. Essas resist\u00eancias t\u00eam de ser organizadas para frear o rolo compressor da morte\u201d, disse.<\/p>\n<h4><strong>Pesquisa e extens\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>A ferramenta \u00e9 fruto de parceria do Grupo de Estudos em Tem\u00e1ticas Ambientais da UFMG com o N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00e3o em Justi\u00e7a Ambiental da Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o Del-Rei e o N\u00facleo Interdisciplinar de Investiga\u00e7\u00e3o Socioambiental da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).<\/p>\n<p>O portal mostra que as regi\u00f5es Norte e Noroeste do Estado concentram a maioria dos conflitos. \u201cOs biomas do cerrado e mata seca s\u00e3o muito cobi\u00e7ados pelo agroneg\u00f3cio e pela minera\u00e7\u00e3o\u201d, destacou a professora Felisa Anaya, coordenadora do Observat\u00f3rio pela Unimontes. <\/p>\n<p>Segundo ela, os povos tradicionais v\u00eam perdendo espa\u00e7o, sofrendo um processo de encurralamento por barragens e a monocultura (eucalipto e cana-de-a\u00e7\u00facar). \u201cA sociedade n\u00e3o conhece os conflitos ambientais existentes por tr\u00e1s das atividades produtivas e das formas de apropria\u00e7\u00e3o desiguais dos recursos da natureza, que afetam as popula\u00e7\u00f5es com menor representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d, observou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/barragem_de_irape.jpg\" alt=\"\" \/><em>Hidrel\u00e9trica de Irap\u00e9, no rio Jequitinhonha &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o\/Cemig<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<h4><strong>Diversidade de problemas<\/strong><\/h4>\n<p>Um dos conflitos relatados \u00e9 o da hidrel\u00e9trica de Irap\u00e9, no rio Jequitinhonha, que mereceu a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica pelos preju\u00edzos causados \u00e0s comunidades \u00e0 jusante da barragem. Outro destaque no portal \u00e9 sobre um mineroduto de 525 km, que passa por 32 munic\u00edpios. <\/p>\n<p>Projeto de minera\u00e7\u00e3o em Morro do Pilar tamb\u00e9m est\u00e1 no observat\u00f3rio. \u201cO mapa pesa muito para o Norte de Minas\u201d, disse o procurador regional dos direitos do cidad\u00e3o em MG, Edmundo Dias Netto. Por\u00e9m, o representante do MPF ressaltou que as comunidades amea\u00e7adas por projetos de minera\u00e7\u00e3o se multiplicam no Estado.<\/p>\n<p><strong><em>(Fonte: Hoje em Dia)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quinhentos impasses ambientais e territoriais envolvendo povos e comunidades tradicionais ganharam visibilidade com o portal Observat\u00f3rio dos Conflitos Ambientais de Minas Gerais. Lan\u00e7ado nessa ter\u00e7a-feira (12) no audit\u00f3rio da Reitoria da UFMG, o observat\u00f3rio revela a saga de grupos sociais que reivindicam direitos e autonomia para estabelecer seus modos de viver e fazer. 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