{"id":36252,"date":"2014-07-31T09:59:04","date_gmt":"2014-07-31T12:59:04","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=36252"},"modified":"2014-07-31T09:59:04","modified_gmt":"2014-07-31T12:59:04","slug":"espionar-o-parceiro-nas-redes-sociais-pode-virar-compulsao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=36252","title":{"rendered":"Espionar o parceiro nas redes sociais pode virar compuls\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Que atire a primeira pedra quem nunca se valeu da internet para espiar os passos do parceiro. Pelo menos no Brasil, a pr\u00e1tica \u00e9 bastante comum, como mostra um estudo realizado pela AVG Technologies (empresa fabricante de softwares de seguran\u00e7a para computadores e dispositivos m\u00f3veis). As pesquisas atestaram que 66% das pessoas assumiram j\u00e1 ter consultado, pelo menos uma vez, o hist\u00f3rico de acesso dos c\u00f4njuges.<\/p>\n<p>Para especialistas, essa \u00e9 uma prova de que, quando se trata de internet, muita gente ainda n\u00e3o aprendeu os limites do que \u00e9 p\u00fablico e privado. \u201cCom a tecnologia, o que antes era considerado vida particular se tornou acess\u00edvel a outras pessoas. Ao mesmo tempo que os internautas querem a intimidade preservada, exp\u00f5em-se demais nas redes sociais ou deixam pistas no computador\u201d, observa Sylvia Flores, psic\u00f3loga e professora no Centro Universit\u00e1rio Newton Paiva. De certa forma, afirma ela, \u00e9 como se o usu\u00e1rio desse permiss\u00e3o para ser vigiado.<\/p>\n<p>Mesmo que o comportamento seja mal visto, h\u00e1 quem reconhe\u00e7a n\u00e3o conseguir conter os impulsos. A arquiteta Luisa Guimar\u00e3es, de 29 anos, por exemplo, considera-se especialista em espionar a vida alheia. J\u00e1 vistoriou e-mails e rede social de um ex-namorado e, agora, est\u00e1 de olho no Facebook de Andr\u00e9, com quem se relaciona h\u00e1 mais de dois anos.<\/p>\n<p>Ciumenta assumida, chegou a marcar a conta do rapaz na rede social como \u201cmelhor amigo\u201d, s\u00f3 porque o recurso lhe permitia saber as fotos que ele curtia, comentava ou at\u00e9 mesmo as novas amizades virtuais que fazia.<\/p>\n<p>\u201cUma vez, bisbilhotei o e-mail de um namorado e descobri que ele trocava mensagens com outras meninas\u201d, lembra. A briga foi feia. E n\u00e3o foi a \u00fanica em que ela se meteu por causa da internet.<\/p>\n<p>Atualmente, Luisa garante estar mais contida. Com uma terapia iniciada h\u00e1 dois meses, percebeu que o v\u00edcio de espreitar os parceiros pela internet \u00e9 alimentado pela inseguran\u00e7a em si mesma. \u201cN\u00e3o tenho orgulho da forma como agi\u201d.<\/p>\n<p>Psic\u00f3loga cl\u00ednica e professora da PUC Minas, Heloisa Can\u00e7ado Lasmar acredita que atos como esse eram mais facilmente reprimidos no passado. Com a internet, por\u00e9m, transformam-se, rapidamente, em compuls\u00e3o. \u201cO que est\u00e1 em jogo \u00e9 a possibilidade de controlar. Mas a espiada que dou no Facebook agora n\u00e3o me garante que, nos pr\u00f3ximos cinco minutos, nada tenha mudado\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Fonte de conflitos<\/strong><\/h4>\n<p>Graziela Veloso, de 26 anos, tamb\u00e9m faz parte do grupo de pessoas que j\u00e1 investigaram os passos virtuais do companheiro. Ap\u00f3s se casar, em 2011, passou a compartilhar o mesmo computador com Emerson e, vez ou outra, confessa, monitorava as conversas do marido. \u201cCom o consentimento dele\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>No entanto, o comportamento deixou de ser saud\u00e1vel, durante um per\u00edodo em que estavam separados. Nessa \u00e9poca, ela percebeu que a senha do Facebook dele estava salva no celular por causa de outro aplicativo. Silenciosamente, passou a vigiar os lugares para onde Emerson sa\u00eda, bem como as pessoas com quem andava. No entanto, n\u00e3o podia sequer reclamar para n\u00e3o ser descoberta.<\/p>\n<p>Hoje, as intrigas foram superadas. Junto novamente, e com um beb\u00ea de 1 m\u00eas, o casal optou por dividir o mesmo perfil no Facebook. \u201cEle prop\u00f4s e eu topei. N\u00e3o queremos fazer da rede social um novo motivo para briga\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Controle dos filhos<\/strong><\/h4>\n<p>Segundo a pesquisa da AVG Technologies, a preocupa\u00e7\u00e3o dos brasileiros com a vida online do companheiro \u00e9 maior que o interesse dos pais em verificar o hist\u00f3rico de acessos dos pr\u00f3prios filhos. Apenas 44% das pessoas admitiram ter feito alguma vistoria para descobrir o que crian\u00e7as e adolescentes fazem na rede.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o quer dizer que o uso da internet n\u00e3o passa por nenhum tipo de controle. Pelos estudos, 95% dos pais disseram j\u00e1 ter conversado com os filhos sobre como se comportar no mundo online.<\/p>\n<p>O principal assunto, citado por 47% dos entrevistados, \u00e9 o tempo de perman\u00eancia diante do computador. Outro tema abordado por 45% dos pais \u00e9 o uso da internet apenas quando a crian\u00e7a estiver sob a supervis\u00e3o de um adulto. Al\u00e9m disso, 43% das pessoas j\u00e1 recomendaram que os filhos s\u00f3 visitem os sites que foram previamente definidos entre eles.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa da AVG Technologies, a preocupa\u00e7\u00e3o dos brasileiros com a vida online do companheiro \u00e9 maior que o interesse dos pais em verificar o hist\u00f3rico de acessos dos pr\u00f3prios filhos. Apenas 44% das pessoas admitiram ter feito alguma vistoria para descobrir o que crian\u00e7as e adolescentes fazem na rede.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o quer dizer que o uso da internet n\u00e3o passa por nenhum tipo de controle. Pelos estudos, 95% dos pais disseram j\u00e1 ter conversado com os filhos sobre como se comportar no mundo online.<\/p>\n<p>O principal assunto, citado por 47% dos entrevistados, \u00e9 o tempo de perman\u00eancia diante do computador. Outro tema abordado por 45% dos pais \u00e9 o uso da internet apenas quando a crian\u00e7a estiver sob a supervis\u00e3o de um adulto. Al\u00e9m disso, 43% das pessoas j\u00e1 recomendaram que os filhos s\u00f3 visitem os sites que foram previamente definidos entre eles.<\/p>\n<p>O mesmo question\u00e1rio feito no Brasil tamb\u00e9m foi aplicado na Austr\u00e1lia, Canad\u00e1, Fran\u00e7a, Rep\u00fablica Tcheca, Alemanha, Nova Zel\u00e2ndia, Reino Unidos e Estados Unidos. O mesmo question\u00e1rio feito no Brasil tamb\u00e9m foi aplicado na Austr\u00e1lia, Canad\u00e1, Fran\u00e7a, Rep\u00fablica Tcheca, Alemanha, Nova Zel\u00e2ndia, Reino Unidos e Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>(Hoje em Dia)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que atire a primeira pedra quem nunca se valeu da internet para espiar os passos do parceiro. Pelo menos no Brasil, a pr\u00e1tica \u00e9 bastante comum, como mostra um estudo realizado pela AVG Technologies (empresa fabricante de softwares de seguran\u00e7a para computadores e dispositivos m\u00f3veis). 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