{"id":35118,"date":"2014-07-17T14:19:48","date_gmt":"2014-07-17T17:19:48","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=35118"},"modified":"2014-07-17T14:19:48","modified_gmt":"2014-07-17T17:19:48","slug":"conhecer-para-preservar-alexandre-sylvio-vieira-da-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=35118","title":{"rendered":"CONHECER PARA PRESERVAR \u2013 Alexandre Sylvio Vieira da Costa"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds continental, desta forma os fatos clim\u00e1ticos devem ser analisados regionalmente e com cuidado, considerando a avalanche de informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas que s\u00e3o inseridas diariamente nos sistemas e na internet. <\/p>\n<p>Temos atualmente em S\u00e3o Paulo e em grande parte de Minas Gerais extensos territ\u00f3rios sofrendo com a escassez de \u00e1gua, enquanto no Sul do Brasil, acompanhamos a poucas semanas grandes enchentes nos tr\u00eas estados daquela regi\u00e3o onde at\u00e9 mesmo uma vaca foi parar no topo de um poste por conta do volume das \u00e1guas. <\/p>\n<p>Mas se voltarmos um pouco mais no tempo, mais precisamente em dezembro de 2013, lembraremos das enchentes que atingiram parte do Estado de Minas Gerais e arrasaram o Esp\u00edrito Santo. Em algumas regi\u00f5es as chuvas atingiram quase 900 mil\u00edmetros, valores esperados para quase todo o ano. Mas agora, em grande parte de Minas Gerais, temos a preocupa\u00e7\u00e3o com a estiagem e os reduzidos volumes de chuvas. <\/p>\n<p>Os relat\u00f3rios da CPRM indicam que de janeiro a mar\u00e7o deste ano nas bacias do Rio Doce e Jequitinhonha as chuvas foram, em m\u00e9dia, 45% das chuvas m\u00e9dias hist\u00f3ricas dos \u00faltimos 15 anos. No Vale do Mucuri este valor foi um pouco melhor: 65%.  Em cidades de m\u00e9dio porte como Governador Valadares, na bacia do Rio Doce o pr\u00f3prio Rio Doce atingiu n\u00edveis muito baixos a ponto de amea\u00e7ar o processo de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pela empresa de abastecimento. <\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se agrava considerando que temos ainda pela frente pelo menos tr\u00eas meses de per\u00edodo seco, ou seja, existe a tend\u00eancia do Rio Doce baixar ainda mais. Em Tumiritinga, tamb\u00e9m as margens do Rio Doce e onde \u00e9 realizada uma das leituras de volume de \u00e1gua, os valores medidos em mar\u00e7o foram de 280 metros c\u00fabicos de \u00e1gua por segundo com registro m\u00ednimo hist\u00f3rico de 207 metros c\u00fabicos por segundo, ou seja, ao que tudo indica, o volume do Rio Doce, este ano ir\u00e1 bater o recorde de baixa no volume de \u00e1gua. <\/p>\n<p>Estamos colocando como exemplo o Rio Doce, mas diversos outros rios do Estado encontram-se na mesma situa\u00e7\u00e3o. Mas, porque esta situa\u00e7\u00e3o agora? Temos que avaliar considerando os fatores clim\u00e1ticos globais e locais al\u00e9m \u00e9 claro, da a\u00e7\u00e3o do homem. <\/p>\n<p>Onde foi parar aqueles 900 mil\u00edmetros de chuvas que ca\u00edram em dezembro do ano passado. Uma parte vai direto para os rios, mas outra grande parte deveria infiltrar no solo e ser armazenada nos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos e artesianos para serem liberados lentamente ao longo dos meses, principalmente no per\u00edodo de estiagem, evitando uma redu\u00e7\u00e3o excessiva na vaz\u00e3o dos rios e no comprometimento do abastecimento das cidades, mas infelizmente, isto n\u00e3o tem acontecido. <\/p>\n<p>A degrada\u00e7\u00e3o das matas e a eros\u00e3o dos solos tem impedido que este processo do ciclo hidrol\u00f3gico ocorra, prejudicando n\u00e3o apenas o homem, mas todos os seres vivos que dependem destes recursos h\u00eddricos. <\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o deste problema n\u00e3o est\u00e1 em medidas mirabolantes ou projetos complexos, mas no conjunto da atitude que passa pelos governos, pelos empres\u00e1rios, produtores rurais at\u00e9 chegar as cidades e a popula\u00e7\u00e3o. Apenas a consci\u00eancia ambiental no campo e nas cidades poder\u00e1 reverter este quadro que est\u00e1 se mostrando extremamente cr\u00edtico em um futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<h4><strong>Quem \u00e9 Alexandre Sylvio Vieira da Costa?<\/strong><\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/alexandre_coluna_agro.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>&#8211; Nascido na cidade de Niter\u00f3i, RJ;<br \/>\n&#8211; Engenheiro Agr\u00f4nomo Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Mestre em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Embrapa-Agrobiologia\/Universidade Federal Rural do<br \/>\nRio de Janeiro;<br \/>\n&#8211; Doutor em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa;<br \/>\n&#8211; P\u00f3s doutorado em Geoci\u00eancias pela Universidade Federal de Minas Gerais;<br \/>\n&#8211; Foi Coordenador Adjunto da C\u00e2mara Especializada de Agronomia e Coordenador da<br \/>\nComiss\u00e3o T\u00e9cnica de Meio Ambiente do CREA\/Minas;<br \/>\n&#8211; Foi Presidente da C\u00e2mara T\u00e9cnica de eventos Cr\u00edticos do Comit\u00ea da Bacia<br \/>\nHidrogr\u00e1fica do Rio Doce;<br \/>\n&#8211; Atualmente, professor Adjunto dos cursos de Engenharia da Universidade Federal dos<br \/>\nVales do Jequitinhonha e Mucuri, Campus Te\u00f3filo Otoni;<\/p>\n<p>&#8211; Blog: <a href=\"http:\/\/asylvio.blogspot.com.br\" target=\"_blank\">asylvio.blogspot.com.br<\/a><br \/>\n&#8211; E-mail: alexandre.costa@ufvjm.edu.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds continental, desta forma os fatos clim\u00e1ticos devem ser analisados regionalmente e com cuidado, considerando a avalanche de informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas que s\u00e3o inseridas diariamente nos sistemas e na internet. 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