{"id":33298,"date":"2014-06-30T09:43:02","date_gmt":"2014-06-30T12:43:02","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=33298"},"modified":"2014-06-30T09:43:02","modified_gmt":"2014-06-30T12:43:02","slug":"programa-caminhos-de-minas-asfalta-so-05-dos-8-122-quilometros-previstos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=33298","title":{"rendered":"Programa Caminhos de Minas asfalta s\u00f3 0,5% dos 8.122 quil\u00f4metros previstos"},"content":{"rendered":"<p>Lan\u00e7ado em junho de 2010 como um dos principais projetos do governo estadual, o programa Caminhos de Minas, que prev\u00ea a pavimenta\u00e7\u00e3o de 8.122 km de estradas por todo o Estado, ainda n\u00e3o conseguiu traduzir em quil\u00f4metros asfaltados as melhorias previstas para 307 munic\u00edpios. Depois de quatro anos, apenas 41,4 km de rodovias foram pavimentadas \u2013 o equivalente a 0,5% da extens\u00e3o estipulada. Caso continue nesse ritmo, o programa precisar\u00e1 asfaltar, em m\u00e9dia, a mesma quantidade que fez at\u00e9 agora a cada 11 dias, para que consiga alcan\u00e7ar a previs\u00e3o estimada de conclus\u00e3o dos trechos em dez anos de iniciativa, ou seja, em 2020.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/caminhos_de_minas_fail_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Foto: Denilton Dias \/ Jornal O Tempo)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de seu antecessor, o ProAcesso \u2013 que pavimentou 5.237,6 km desde 2004, sendo 1.581 km nos primeiros quatro anos \u2013, o Caminhos de Minas ainda n\u00e3o avan\u00e7ou de forma significativa. Dos 248 trechos previstos, 101 j\u00e1 t\u00eam projetos prontos, mas apenas seis foram conclu\u00eddos. Outras 39 obras est\u00e3o em andamento, oito j\u00e1 foram contratadas e uma est\u00e1 em processo de licita\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, 194 trechos, que somam 6.795 km, nem sequer foram licitados. (veja mais ao lado).<\/p>\n<p>Apesar dos pequenos avan\u00e7os, investimentos milion\u00e1rios j\u00e1 foram feitos no Caminhos de Minas, gerenciado pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras P\u00fablicas (Setop) e executado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER\u2013MG). Segundo o governo, j\u00e1 foram destinados mais de R$ 580 milh\u00f5es para o programa, sendo R$ 75 milh\u00f5es relativos aos projetos de engenharia e R$ 505,4 milh\u00f5es referentes \u00e0s obras executadas at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>Os valores, por\u00e9m, s\u00e3o inferiores \u00e0s previs\u00f5es de investimento. Conforme o Portal da Transpar\u00eancia do Estado, mais de R$ 3 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos foram autorizados pelo governo para o programa entre 2011 e 2014.<\/p>\n<h4><strong>Posi\u00e7\u00e3o do Governo de Minas<\/strong><\/h4>\n<p>Em nota, o Estado diz que o valor aplicado no programa em um ano depende \u201cde uma s\u00e9rie de fatores como cronograma de obra, elabora\u00e7\u00e3o de projetos e medi\u00e7\u00f5es\u201d, e nem sempre atinge o valor or\u00e7ado para a projeto. Para o diretor de Infraestrutura Rodovi\u00e1ria do DER-MG, Marcos Ant\u00f4nio Frade, \u201ca execu\u00e7\u00e3o do programa \u00e9 satisfat\u00f3ria\u201d, entre o que foi previsto e o realizado. \u201cN\u00e3o considero atraso. O Estado tem uma capacidade de investimento que \u00e9 limitada. N\u00e3o fazemos 7.000 km simultaneamente\u201d, argumentou. \u201cCada etapa tem a sua vez. Eu fa\u00e7o o projeto, contrato e executo a obra. \u00c9 uma sequ\u00eancia l\u00f3gica\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o diretor, a primeira etapa de elabora\u00e7\u00e3o dos projetos \u2013 cuja contrata\u00e7\u00e3o \u00e9 mais longa que a da pr\u00f3pria obra \u2013 demora, em m\u00e9dia, um ano. Em seguida, s\u00e3o feitos os licenciamentos ambientais. \u201cTodas as etapas s\u00e3o demoradas, e, at\u00e9 iniciar a obra efetivamente, existe um trabalho muito grande\u201d, justificou. \u201cMesmo se hoje eu tivesse 100% do recurso assegurado eu n\u00e3o conseguiria fazer (as obras), j\u00e1 que a capacidade do mercado em termos de execu\u00e7\u00e3o \u00e9 limitada\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Popula\u00e7\u00e3o aguarda melhorias <\/strong><\/h4>\n<p>Para quem escuta, h\u00e1 anos, a promessa de que o asfalto vai, enfim, chegar \u00e0 porta de casa, a lentid\u00e3o na execu\u00e7\u00e3o das obras do programa Caminhos de Minas \u00e9 motivo de des\u00e2nimo. Acostumados aos transtornos causados pelas estradas de terra, muitos j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam esperan\u00e7a de viver para ver as mudan\u00e7as. Dos 7,3 milh\u00f5es de mineiros que ser\u00e3o beneficiados, segundo o governo do Estado, quando o programa estiver conclu\u00eddo, 6,9 milh\u00f5es ainda aguardam pelas melhorias.<\/p>\n<p>A reportagem percorreu tr\u00eas trechos da regi\u00e3o Central que est\u00e3o inclu\u00eddos no Caminhos de Minas, e, em todos, os relatos eram os mesmos: sem asfalto, n\u00e3o tem transporte, n\u00e3o tem sa\u00fade, n\u00e3o tem educa\u00e7\u00e3o. \u201cJ\u00e1 aconteceu de as crian\u00e7as n\u00e3o irem para a escola porque chove, a estrada vira barro, e ningu\u00e9m passa\u201d, conta Raimundo Nonato Filho, 57, que mora \u00e0s margens da MG\u2013030, no trecho de 25 km que liga Rio Acima a Itabirito.<\/p>\n<p>\u201cDizem que no mapa isso aqui \u00e9 asfaltado. Falam disso h\u00e1 anos, mas at\u00e9 agora, nada\u201d, reclama Raimundo. O morador conta que o pai, que faleceu por causa de uma pneumonia, tinha dificuldade para conseguir chegar ao m\u00e9dico em Rio Acima. \u201cToda vez que ele ganhava alta do hospital, a ambul\u00e2ncia vinha sacolejando com ele at\u00e9 aqui em casa\u201d. <\/p>\n<p>O projeto de engenharia para pavimenta\u00e7\u00e3o da estrada est\u00e1 conclu\u00eddo, e a empresa que executar\u00e1 a obra j\u00e1 foi at\u00e9 contratada, mas, na pr\u00e1tica, nada de obras por enquanto. \u201cMinha m\u00e3e tem problema de asma e todo dia sofre para descer a p\u00e9 para trabalhar em Rio Acima, por causa de tanta poeira\u201d, diz o mototaxista Rodrigo Rosa, 32, que mant\u00e9m a esperan\u00e7a de melhora. \u201cAl\u00e9m de melhorar o deslocamento, o asfalto traz mais seguran\u00e7a, j\u00e1 que os carros da pol\u00edcia e as ambul\u00e2ncias podem cobrir uma \u00e1rea maior\u201d.<\/p>\n<p>A alguns quil\u00f4metros dali, no trecho de 18 km que liga Brumadinho ao povoado de Casa Branca, as reclama\u00e7\u00f5es se repetem. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas (DER-MG), o projeto est\u00e1 em andamento. <\/p>\n<p>\u201cEles falam que saiu verba, mas, se n\u00e3o sair da gaveta, n\u00e3o resolve\u201d, diz a dona de casa Maria Maia da Cruz, 73, uma das moradoras mais antigas da regi\u00e3o. Sua filha, V\u00e2nia Concei\u00e7\u00e3o de Moura, 47, completa: \u201cSomos muito prejudicados, ningu\u00e9m olha para c\u00e1. J\u00e1 passou da hora de arrumarem essa estrada. Para quem precisa ir a Belo Horizonte, \u00e9 um transtorno para descer a p\u00e9 e conseguir o \u00f4nibus\u201d. <\/p>\n<p>Nascido e criado na regi\u00e3o, o pedreiro Joelcio de Amorim Santos, 43, reclama dos transtornos. \u201c\u00c0s vezes a gente precisa de um m\u00e9dico em Brumadinho, mas n\u00e3o tem como chegar r\u00e1pido\u201d. A popula\u00e7\u00e3o de Casa Branca tem a op\u00e7\u00e3o de chegar \u00e0 cidade pelo asfalto, mas a viagem quase dobra. \u201cAqui ou \u00e9 barro ou poeira. O povo sofre muito\u201d, diz o aposentado Jos\u00e9 Pires, 65.<\/p>\n<h4><strong>Beneficiados<\/strong><\/h4>\n<p>Segundo dados do DER\u2013MG, os seis trechos de obras conclu\u00eddos pelo Caminhos de Minas atingem uma popula\u00e7\u00e3o de 399 mil pessoas, o equivalente a 5% dos 7,3 milh\u00f5es previstos.<\/p>\n<p><strong><em>(Fonte: Jornal O Tempo)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lan\u00e7ado em junho de 2010 como um dos principais projetos do governo estadual, o programa Caminhos de Minas, que prev\u00ea a pavimenta\u00e7\u00e3o de 8.122 km de estradas por todo o Estado, ainda n\u00e3o conseguiu traduzir em quil\u00f4metros asfaltados as melhorias previstas para 307 munic\u00edpios. 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