{"id":32617,"date":"2014-06-23T11:14:45","date_gmt":"2014-06-23T14:14:45","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=32617"},"modified":"2014-06-23T11:14:45","modified_gmt":"2014-06-23T14:14:45","slug":"cooperativa-de-artesas-de-diamantina-levara-tapetes-feitos-a-mao-a-feiras-de-todo-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=32617","title":{"rendered":"Cooperativa de artes\u00e3s de Diamantina levar\u00e1 tapetes feitos \u00e0 m\u00e3o a feiras de todo o Brasil"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 pouco mais de 39 anos, em 15 de junho de 1975, um casal de portugueses chegou a Diamantina, a 300 quil\u00f4metros de Belo Horizonte, com a miss\u00e3o de ensinar moradoras carentes da cidade hist\u00f3rica do Vale do Jequitinhonha a arte de confeccionar tapetes conhecidos como arraiolos. Trata-se de bordados em l\u00e3 sobre uma tela de juta, algod\u00e3o ou linho e cujo nome \u00e9 uma alus\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o do pa\u00eds europeu onde viveram fam\u00edlias de mouros, por volta de 1500, respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o desse tipo de pe\u00e7a. Quase quatro d\u00e9cadas depois, os arraiolos produzidos no munic\u00edpio mineiro ganharam fama fora das fronteiras do estado, mas as vendas ainda n\u00e3o decolaram tanto quanto as artes\u00e3s desejavam.<\/p>\n<p>Para alavancar os neg\u00f3cios, elas v\u00e3o partir para uma nova estrat\u00e9gia: participar de feiras nos quatro cantos do pa\u00eds, principalmente as voltadas para o atacado. A participa\u00e7\u00e3o das artes\u00e3s nesse tipo de evento \u00e9 uma das orienta\u00e7\u00f5es do Sebrae, que come\u00e7ou a acompanhar o trabalho das mulheres com a miss\u00e3o de ajud\u00e1-las a conquistar novos mercados. \u201cQueremos lev\u00e1-las a feiras com lojistas, ou seja, a eventos destinados ao atacado\u201d, refor\u00e7ou Luciana Teixeira Silva, analista do Sebrae na regi\u00e3o de Diamantina. O metro quadrado do arraiolo \u00e9 negociado, em m\u00e9dia, a R$ 292.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/tapetes_feito_a_mao_dtna.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Cooperativa Artes\u00e3s de Diamantina)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Os coloridos das pe\u00e7as e a diversidade dos desenhos, acredita a especialista, podem ser interpretados como importantes \u00edm\u00e3s tanto junto aos lojistas quanto aos consumidores pessoas f\u00edsicas. Anal\u00edcia dos Santos Almeida, de 49 anos, est\u00e1 animada com o projeto. Ela preside a Cooperativa Artesanal Regional de Dimantina (Ceag) e conta que o of\u00edcio, depois de ensinado pelo casal de portugueses, vem passando de pais para filhos.<\/p>\n<p>\u201cAprendi essa arte na d\u00e9cada de 1990, com mam\u00e3e. Duas filhas minhas, hoje, tamb\u00e9m fazem os tapetes\u201d, conta Anal\u00edcia, destacando que outra estrat\u00e9gia do grupo ser\u00e1 criar uma p\u00e1gina na internet para mostrar ao mundo as pe\u00e7as. \u201cTemos o email cooperativaartesanal@yahoo.com.br para receber pedidos, mas nossa meta \u00e9 ter uma p\u00e1gina virtual.\u201d<\/p>\n<h4><strong>BATE-PAPO <\/strong><\/h4>\n<p>O grupo, que conta com cerca de 30 artes\u00e3s em atividade, tra\u00e7a as pe\u00e7as num galp\u00e3o erguido na Vila Arraiolo. Em outro barrac\u00e3o, onde funciona a sede da cooperativa, h\u00e1 o show-room da entidade, com dezenas de tapetes expostos. Enquanto tra\u00e7am as pe\u00e7as, as mulheres conversam sobre diferentes assuntos. Afinal, como explica Helena Sofia de Melo, de 61, os tapetes demandam bastante tempo. \u201cEsse daqui, encomendado por uma fam\u00edlia de Diamantina, levar\u00e1 cerca de 20 dias para ficar pronto. A medida ser\u00e1 de 2,40 metros quadrados.\u201d<\/p>\n<p>Helena aprendeu o of\u00edcio h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas. Antes, recorda a senhora, ela ganhava a vida lavando roupas para fam\u00edlias com bom poder aquisitivo em Diamantina. Foi uma \u00e9poca dolorosa, diz a artes\u00e3, pois passava parte do dia em p\u00e9 e o sab\u00e3o danificava as m\u00e3os. Hoje, sentada e protegida pela sombra do barrac\u00e3o, ela trabalha na companhia de outras mulheres, que lhe garantem bom bate-papo.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de dona Anita de Paula, que, no auge de seus 80 anos, tem muitas hist\u00f3rias para contar. Tanto boas quanto ruins, garante ela, que classifica a arte de tra\u00e7ar arraiolos como uma terapia boa para a cabe\u00e7a de qualquer pessoa: \u201cO bom da tape\u00e7aria \u00e9 que, al\u00e9m de render produtos bonitos, \u00e9 uma terapia para n\u00f3s. Sem falar que a gente conversa com as amigas. \u00c9 divertido\u201d. Juracy Marlene Nunes F\u00e9lix, de 69, tamb\u00e9m aprendeu o of\u00edcio h\u00e1 bastante tempo: \u201cL\u00e1 se v\u00e3o 25 anos. Antes, eu era dona de casa na ro\u00e7a. Desde ent\u00e3o, come\u00e7ou a entrar um dinheirinho em casa\u201d.<\/p>\n<h4><strong>HIST\u00d3RIA TRA\u00c7ADA <\/strong><\/h4>\n<p>A chegada do casal de europeus a Diamantina foi orquestrada pelo ent\u00e3o arcebispo local, Dom Geraldo de Proen\u00e7a Sigaud, que planejou melhorar a renda das mulheres carentes no Vale do Jequitinhonha. A atividade chegou a reunir, em quase 30 localidades da regi\u00e3o, cerca de 2 mil tapeceiras. Ao longo do tempo, por\u00e9m, muitas delas deixaram o of\u00edcio, que agora procura ser resgatado pela cooperativa local em parceria com o Sebrae.<\/p>\n<p><em><strong>(Estado de Minas)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 pouco mais de 39 anos, em 15 de junho de 1975, um casal de portugueses chegou a Diamantina, a 300 quil\u00f4metros de Belo Horizonte, com a miss\u00e3o de ensinar moradoras carentes da cidade hist\u00f3rica do Vale do Jequitinhonha a arte de confeccionar tapetes conhecidos como arraiolos. 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