{"id":32149,"date":"2014-06-16T11:49:33","date_gmt":"2014-06-16T14:49:33","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=32149"},"modified":"2014-06-16T11:49:33","modified_gmt":"2014-06-16T14:49:33","slug":"pintar-cabelo-aumenta-o-risco-de-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=32149","title":{"rendered":"Pintar cabelo aumenta o risco de c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<h4><strong>Pesquisa sueca encontrou concentra\u00e7\u00f5es mais altas de uma subst\u00e2ncia cancer\u00edgena no sangue de cabeleireiros<\/strong><\/h4>\n<p>Tingir e fazer permanente em cabelo n\u00e3o \u00e9 uma atividade que parece oferecer muito perigo \u00e0 sa\u00fade, mas um estudo publicado recentemente no peri\u00f3dico Occupational and Environmental Medicine acaba de colocar em xeque essa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a. A pesquisa desenvolvida na Universidade de Lund, na Su\u00e9cia, encontrou concentra\u00e7\u00f5es mais altas de uma subst\u00e2ncia cancer\u00edgena no sangue de cabeleireiros. Segundo especialistas, os ind\u00edcios s\u00e3o um motivo a mais para que as tinturas e outros produtos qu\u00edmicos usados em sal\u00f5es de beleza sejam investigados com mais aten\u00e7\u00e3o pelos cientistas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/pintar_cabelo_1.jpg\" alt=\"\" \/><em><strong>Segundo especialistas, ind\u00edcios s\u00e3o motivo a mais para que as tinturas e outros produtos qu\u00edmicos usados em sal\u00f5es de beleza sejam investigados com mais aten\u00e7\u00e3o (Foto: Reuters \/ Bogdan Cristel)<\/strong><\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Gabriella Johansson, principal autora do estudo, procurou, no sangue de cabeleireiros, ind\u00edcios de aminas arom\u00e1ticas carcinog\u00eanicas, compostos presentes nos produtos utilizados para tingir e fazer permanentes nas mechas e que j\u00e1 foram banidos da Uni\u00e3o Europeia. Pelo menos uma das subst\u00e2ncias do grupo, a ortotoluidina, est\u00e1 comprovadamente envolvida na express\u00e3o de c\u00e2ncer de bexiga, de mama e na leucemia.<\/p>\n<p>Johansson mediu os n\u00edveis de ortotoluidina e outras sete aminas arom\u00e1ticas no sangue de 295 cabeleireiras, 32 usu\u00e1rios regulares de tintura e 60 pessoas que n\u00e3o foram submetidas a tratamentos capilares durante 12 meses consecutivos. A equipe sueca procurou mol\u00e9culas de hemoglobina ligadas \u00e0s de toluidinas, estruturas que funcionam como indicativo da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s subst\u00e2ncias. Constatou que os cabeleireiros est\u00e3o realmente mais expostos n\u00e3o apenas \u00e0 ortotoluidina, mas tamb\u00e9m \u00e0 meta-toluidina, outra subst\u00e2ncia relacionada ao surgimento de c\u00e2nceres. \u201cEm geral, a exposi\u00e7\u00e3o foi baixa. Mas queremos alertar que esse contato deveria ser inexistente. Recomendamos que os cabeleireiros usem luvas e que sempre as troquem\u201d, recomenda Johansson.<\/p>\n<h4><strong>Mais cuidados<\/strong><\/h4>\n<p>O oncologista Cristiano Guedes Duque, da Oncocl\u00ednica do Rio de Janeiro, diz que o estudo mostra que outros produtos, al\u00e9m do formol, merecem aten\u00e7\u00e3o dos institutos de sa\u00fade e pesquisa. \u201cOs sal\u00f5es de beleza s\u00e3o repletos de subst\u00e2ncias vol\u00e1teis que s\u00e3o absorvidas pelas mucosas e podem resultar em c\u00e2nceres que se manifestam anos depois\u201d, diz o tamb\u00e9m m\u00e9dico do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/pintar_cabelo_2.jpg\" alt=\"\" \/><strong><em>Pesquisadores dizem que a maioria dos cabeleireiros n\u00e3o sabe dos riscos apontados no estudo (Foto: sxc.hu)<\/em><\/strong><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Rodrigo Medeiros, especialista da unidade de Bras\u00edlia do Centro de Oncologia do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, acredita que a maioria dos cabeleireiros n\u00e3o sabe dos riscos constatados na pesquisa de Johansson. \u201cEm longo prazo, essas subst\u00e2ncias resultam em uma s\u00e9rie de doen\u00e7as, como o c\u00e2ncer de bexiga, que \u00e9 muito agressivo. O tratamento \u00e9 sofrido e mutilante, e as chances de cura s\u00e3o muito baixas se o diagn\u00f3stico demorar a ser feito\u201d, pontua.<\/p>\n<p>O oncologista cl\u00ednico Vladmir Cordeiro de Lima, do A.C.Camargo Cancer Center, em S\u00e3o Paulo, pondera que o artigo \u00e9 interessante para levantar hip\u00f3teses, mas n\u00e3o demonstra uma associa\u00e7\u00e3o direta. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 motivo para criar p\u00e2nico entre os cabeleireiros e os clientes. \u201cO estudo n\u00e3o permite dizer que essas pessoas ter\u00e3o mais c\u00e2ncer. Seria preciso observ\u00e1-las durante muito tempo para confirmar isso. Existe a suspeita, mas, para ci\u00eancia, o que vale \u00e9 a certeza.\u201d <\/p>\n<p><strong>(Correio Braziliense)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa sueca encontrou concentra\u00e7\u00f5es mais altas de uma subst\u00e2ncia cancer\u00edgena no sangue de cabeleireiros Tingir e fazer permanente em cabelo n\u00e3o \u00e9 uma atividade que parece oferecer muito perigo \u00e0 sa\u00fade, mas um estudo publicado recentemente no peri\u00f3dico Occupational and Environmental Medicine acaba de colocar em xeque essa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a. 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