{"id":31381,"date":"2014-06-08T12:42:32","date_gmt":"2014-06-08T15:42:32","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=31381"},"modified":"2014-06-08T12:43:45","modified_gmt":"2014-06-08T15:43:45","slug":"projeto-de-artesanato-com-capim-dourado-muda-a-vida-de-artesaos-no-vale-do-jequitinhonha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=31381","title":{"rendered":"Projeto de artesanato com Capim Dourado muda a vida de artes\u00e3os no Vale do Jequitinhonha"},"content":{"rendered":"<p>Sirley Ferreira Alves, de 36 anos, caminha com cuidado na relva cheia de capim dourado, uma esp\u00e9cie de sempre-viva da fam\u00edlia euriocaulaceae, que ela e outros 24 artes\u00e3os cultivam em Raiz, povoado de Presidente Kubitschek, a 50 quil\u00f4metros de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. O vegetal \u00e9 a principal mat\u00e9ria-prima para a confec\u00e7\u00e3o de colares, brincos, an\u00e9is, bolsas, lumin\u00e1rias, vasos, fruteiras e outros objetos que conquistaram vitrines de shoppings de grandes capitais e come\u00e7am a projetar a fama do lugarejo nos quatro cantos do pa\u00eds. Em m\u00e9dia, o faturamento do grupo avan\u00e7a 50% de um ano para outro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/capim_dourado_no_avle.jpg\" alt=\"\" \/><strong><em>As artes\u00e3s Maria Alice e Shirley Ferreira Alves exibem os cestos feitos com planta nativa da Regi\u00e3o Central de Minas que mudou suas vidas &#8211; Jair Amaral \/ Estado de Minas<\/em><\/strong><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>Os pre\u00e7os das pe\u00e7as douradas que ganham forma nas m\u00e3os dos artes\u00e3os do pacato povoado do Jequitinhonha, onde residem cerca de 50 pessoas, oscilam de R$ 12 a R$ 200, mas sobem em torno de 200% quando s\u00e3o revendidas por comerciantes de grandes centros urbanos. A comunidade come\u00e7ou a ganhar a vida com o vegetal em 2007, quando Sirley fez curso de capacita\u00e7\u00e3o e descobriu o quanto valiosa pode ser a esp\u00e9cie nas m\u00e3os de um artista. A cor e o brilho das pe\u00e7as despertaram a aten\u00e7\u00e3o de vizinhos, que migraram para a atividade.<\/p>\n<p>\u201cNaquela \u00e9poca, produz\u00edamos em torno de 100 pe\u00e7as por m\u00eas. Agora, em torno de 1 mil\u201d, recorda a artes\u00e3. O capim dourado ajudou a melhorar a vida das fam\u00edlias do lugarejo. Sirley, por exemplo, se lembra de um caso pitoresco envolvendo o carro que comprou com o aumento da renda. \u201cDurante uma reuni\u00e3o com um consultor do Sebrae, ele perguntou ao grupo o que a gente sonhava conquistar num prazo de cinco anos. Eu respondi que desejava um carro. Muita gente riu de mim. Pois, menos de um ano depois, comprei um carro usado. Meses depois, um mais novo\u201d.<\/p>\n<p>Em 2011, o grupo foi auxiliado pelo Sebrae, que implantou na comunidade o projeto Artesanato de capim dourado em Presidente Kubitschek. \u201cTrabalhamos em tr\u00eas eixos: associativismo, designer e gest\u00e3o (forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, por exemplo). Focamos (a presen\u00e7a) deles em feiras e, em cada uma, com linhas e designer diferentes. Paralelamente, desenvolvemos o cultivo do capim dourado para evitar a extin\u00e7\u00e3o\u201d, disse Luciana Teixeira Silva, analisa do Sebrae em Diamantina.<\/p>\n<h4><strong>Sucesso<\/strong>  <\/h4>\n<p>Os produtos do lugarejo fazem sucesso nas feiras. H\u00e1 casos em que todas as pe\u00e7as s\u00e3o negociadas. Maria Alice Alves, de 50, \u00e9 uma das artes\u00e3s que j\u00e1 vendeu pe\u00e7as em v\u00e1rias cidades do pa\u00eds: \u201cBelo Horizonte, S\u00e3o Paulo, Tiradentes, S\u00e3o Louren\u00e7o (Sul de Minas)&#8230;\u201d. Da mesma forma, Eliad Gisele, de 25, que aproveita as m\u00eddias sociais, como o facebook, para propagandear os acess\u00f3rios que faz com os fios dourados.<\/p>\n<p>Outra estrat\u00e9gia do grupo foi criar uma identidade visual para as pe\u00e7as. Na pr\u00e1tica, Sirley, Maria Alice, Eliad e os outros vizinhos passaram a produzir acess\u00f3rios com faixas do capim escuras mescladas \u00e0 cor clara. Mas os associados n\u00e3o se esqueceram de preservar a natureza. Com o apoio da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Sebrae, eles cultivam dois campos experimentais de capim dourado. Dessa forma, produzem o ano todo, evitando a extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie que, em Minas, s\u00f3 ocorre na Regi\u00e3o Central. <\/p>\n<p><em>Veja v\u00eddeo do capim dourado:<\/em><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/XF-sQ485S-8\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>(Fonte: Estado de Minas)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sirley Ferreira Alves, de 36 anos, caminha com cuidado na relva cheia de capim dourado, uma esp\u00e9cie de sempre-viva da fam\u00edlia euriocaulaceae, que ela e outros 24 artes\u00e3os cultivam em Raiz, povoado de Presidente Kubitschek, a 50 quil\u00f4metros de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. 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