{"id":30691,"date":"2014-05-31T19:36:48","date_gmt":"2014-05-31T22:36:48","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=30691"},"modified":"2014-06-01T11:25:38","modified_gmt":"2014-06-01T14:25:38","slug":"estudantes-ocupam-residencia-estudantil-abandonada-na-ufvjm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=30691","title":{"rendered":"Estudantes ocupam resid\u00eancia estudantil abandonada na UFVJM"},"content":{"rendered":"<h4><strong>Pr\u00e9dio est\u00e1 abandonado desde 2012. Estudantes lutam por uma assist\u00eancia estudantil que garanta perman\u00eancia na Universidade.<\/strong><\/h4>\n<p>Estudantes da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Diamantina, ocuparam na madrugada deste s\u00e1bado, 31 de maio, apartamentos da moradia estudantil, cuja constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 emperrada h\u00e1 um ano e meio. O grupo alega que parte do alojamento est\u00e1 pronta para receber quem precisa do benef\u00edcio. A maioria dos pr\u00e9dios teve a constru\u00e7\u00e3o interrompida pela metade, e outros est\u00e3o em fase inicial de obras. Mesmo sem condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de estrutura, como \u00e1gua encanada e luz, os alunos n\u00e3o pretendem deixar o local, no Bairro Cidade Nova, na periferia da cidade, e aguardam um posicionamento da reitoria.<\/p>\n<p>O imbr\u00f3glio da moradia estudantil come\u00e7ou em 29 de setembro de 2011, quando foi lan\u00e7ado o edital para a constru\u00e7\u00e3o dos pr\u00e9dios tr\u00eas, quatro e cinco, referentes aos dormit\u00f3rios. O projeto inclui, ainda, uma \u00e1rea de conviv\u00eancia, com restaurante e biblioteca. O valor m\u00e1ximo da obra foi estipulado em R$ 14,5 milh\u00f5es. Documentos postados em abril, em um blog que acompanha as obras paradas na universidade, mostram que, um m\u00eas depois da abertura da licita\u00e7\u00e3o, cinco empresas se candidataram, saindo vencedora de um contrato de 20 meses, a Baracho e Souza Engenharia. <\/p>\n<p>O edital 13\/2011 determinava a conclus\u00e3o no prazo de 12 meses, a partir do in\u00edcio das obras. Mas de acordo com os estudantes, as obras est\u00e3o paradas desde dezembro de 2012 e, ao que tudo indica, por causa de um desacerto de contas. O blog divulgou nota da UFVJM, de janeiro do ano passado, informando que todos os servi\u00e7os executados pela empresa contratada foram pagos. J\u00e1 a empreiteira, tamb\u00e9m por meio de nota na mesma \u00e9poca, disse que recebeu dinheiro por um contrato, mas pelo menos outros sete estavam pendentes e, por isso, n\u00e3o seria poss\u00edvel continuar as obras.<\/p>\n<p><strong>PAGAMENTO:<\/strong> Aluno do 3\u00ba per\u00edodo do curso de humanidades, D\u00eanis James conta que eles procuraram a empresa, mas ela teria fechado o escrit\u00f3rio de representa\u00e7\u00e3o em Diamantina. \u201cA Baracho diz que recebeu pela moradia estudantil, mas n\u00e3o continuou a constru\u00e7\u00e3o por falta de pagamento de outras obras. A universidade, por sua vez, argumenta que, juridicamente, se pagou por uma parte, n\u00e3o podem deixar o servi\u00e7o por causa de outra\u201d, relata. Pelo projeto arquitet\u00f4nico, ser\u00e3o constru\u00eddos mil apartamentos, todos individuais, em pr\u00e9dios de tr\u00eas andares.<\/p>\n<p>Cerca de 40 alunos entraram nos apartamentos. Eles passaram o s\u00e1bado organizando \u201ca futura casa\u201d e formando comiss\u00f5es. Os apartamentos prontos, j\u00e1 pintados, t\u00eam capacidade para abrigar de 160 a 180 estudantes. A luz para ligar os eletrodom\u00e9sticos foi puxada do canteiro de obras \u2013 o mesmo recurso seria usado para os apartamentos. O grupo tentava tamb\u00e9m levar a \u00e1gua encanada que abastecia a obra. Durante a manh\u00e3, a \u00e1gua foi carregada em baldes para que a limpeza pudesse ser feita. <\/p>\n<p>Aluna do 10\u00ba per\u00edodo de agronomia, Ma\u00edra Santiago conta que, como as obras est\u00e3o embargadas, ser\u00e1 preciso fazer nova licita\u00e7\u00e3o para contratar outra empresa. Ela relata que a primeira ocupa\u00e7\u00e3o, que motivou a a\u00e7\u00e3o de ontem, foi simb\u00f3lica e ocorreu em abril, nas ru\u00ednas do restaurante universit\u00e1rio, outra obra parada. \u201cFicaremos aqui, porque esse \u00e9 um direito nosso e a reitoria est\u00e1 fazendo pouco caso. Todos os setores de assist\u00eancia estudantil est\u00e3o prec\u00e1rios e muitos estudantes est\u00e3o tendo de largar a universidade por n\u00e3o terem condi\u00e7\u00f5es de pagar os alugu\u00e9is cobrados na cidade\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O reitor da universidade, professor Pedro Angelo Almeida Abreu, informou que, nesta segunda-feira, a institui\u00e7\u00e3o entrar\u00e1 com uma a\u00e7\u00e3o de reintegra\u00e7\u00e3o de posse para que os estudantes sejam retirados do local. \u201cAs moradias n\u00e3o est\u00e3o prontas. Mesmo na parte mais adiantada, os pr\u00e9dios n\u00e3o t\u00eam instala\u00e7\u00f5es de \u00e1gua e luz\u201d, argumenta. Segundo ele, a construtora parou a execu\u00e7\u00e3o das obras depois que a universidade suspendeu o pagamento de outras constru\u00e7\u00f5es, \u201cpor m\u00e1 qualidade do servi\u00e7o.\u201d Ainda segundo o reitor, a construtora foi multada e outra empresa est\u00e1 sendo contratada, por meio de licita\u00e7\u00e3o, para terminar os pr\u00e9dios. Ao todo, ser\u00e3o 900 quartos individuais, com estrutura de lavanderia, restaurante e sala de inclus\u00e3o digital. <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/ocupacao_ufvjm_31_05_2.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Foto divulgada pelos organizadores do protesto)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/ocupacao_ufvjm_31_05_3.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Estudantes realizam protesto pac\u00edfico e organizado)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/ocupacao_ufvjm_31_05_4.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Limpeza na \u00e1rea externa do pr\u00e9dio)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/ocupacao_ufvjm_31_05_5.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Limpeza na \u00e1rea interna do pr\u00e9dio)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/ocupacao_ufvjm_31_05_1.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Foto de um dos quartos da resid\u00eancia)<\/em><br \/>\n<\/br><br \/>\n<\/br><\/p>\n<h4><strong>Leia a carta aberta divulgada pelos estudantes:<\/strong><\/h4>\n<p><em>CARTA MANIFESTO DOS ESTUDANTES DA UFVJM &#8211; CAMPUS DIAMANTINA<\/p>\n<p>A UFVJM foi criada em 2004 e a partir de 2007, com sua ades\u00e3o ao REUNI, houve uma expans\u00e3o no n\u00famero de estudantes com a abertura de novos cursos e novos campi. Esse crescimento, por\u00e9m, n\u00e3o veio acompanhado de um aumento efetivo na assist\u00eancia estudantil e nem na estrutura dos campi.<\/p>\n<p>Segundo dados divulgados pelo F\u00f3rum Nacional de Pr\u00f3-Reitores de Assuntos Comunit\u00e1rios (FONAPRACE), presentes no relat\u00f3rio &#8220;III Perfil Socioecon\u00f4mico e Cultural dos Estudantes de Gradua\u00e7\u00e3o das Universidades Federais&#8221;, em torno de 15% dos estudantes abandonaram a Universidade por impedimentos financeiros. Da\u00ed a necessidade de uma assist\u00eancia estudantil que garanta a perman\u00eancia do estudante para a conclus\u00e3o do curso de gradua\u00e7\u00e3o com qualidade. Na UFVJM, a realidade n\u00e3o \u00e9 diferente, muitos estudantes tiveram que deixar seus cursos e voltar para suas cidades devido a falta de recursos para sua perman\u00eancia.<\/p>\n<p>Sendo que, um dos principais fatores que resultaram nesta evas\u00e3o \u00e9 a falta de moradia estudantil oferecida pela Universidade, bem como os altos custos de perman\u00eancia, incluindo os alugu\u00e9is, transporte e alimenta\u00e7\u00e3o. Ainda de acordo com o relat\u00f3rio do FONAPRACE, em 2004 apenas 2,5% dos estudantes das Universidades Federais moravam em alojamentos gratuitos, e em 2010 o \u00edndice manteve-se praticamente est\u00e1vel, com 2,6%. Neste contexto, a moradia estudantil da UFVJM encontra-se abandonada desde 2012. A institui\u00e7\u00e3o e a empresa respons\u00e1vel pela obra encontram-se em lit\u00edgio e apresentam justificativas diferentes para a paralisa\u00e7\u00e3o das obras, conforme notas divulgadas pelas partes. Neste intervalo de tempo, a reitoria n\u00e3o deixou claro quais t\u00eam sido as a\u00e7\u00f5es (ou se elas efetivamente existem) para a conclus\u00e3o das obras.<\/p>\n<p>Ainda que cerca de 160 quartos individuais estejam prontos, faltando apenas a liga\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e energia, o pr\u00e9dio continua vazio, sem previs\u00e3o para a disponibiliza\u00e7\u00e3o do mesmo aos estudantes, sobretudo, \u00e0queles que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de pagar pela moradia. Por todos estes motivos, n\u00f3s &#8211; Estudantes da UFVJM &#8211; Campus Diamantina &#8211; estamos organizados em um movimento aut\u00f4nomo, cultural, pac\u00edfico e pol\u00edtico, estamos ocupando este espa\u00e7o p\u00fablico como forma de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para sensibilizar a comunidade da UFVJM e a sociedade diamantinense sobre nossa situa\u00e7\u00e3o. A partir de agora, essa \u00c9 A NOSSA CASA e de todos os demais estudantes da UFVJM que precisam urgentemente de uma moradia. Sendo nossa casa, ESTAMOS EMPENHADOS EM CUIDAR E ZELAR pela mesma. Portanto estamos protagonizando este processo e trabalhando em mutir\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios de conviv\u00eancia no nosso lar.<\/p>\n<p>VENHAM NOS VISITAR E COLABORE CONOSCO!<\/em><\/p>\n<p><strong>(Estado de Minas \/ Aconteceu no Vale)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pr\u00e9dio est\u00e1 abandonado desde 2012. Estudantes lutam por uma assist\u00eancia estudantil que garanta perman\u00eancia na Universidade. Estudantes da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Diamantina, ocuparam na madrugada deste s\u00e1bado, 31 de maio, apartamentos da moradia estudantil, cuja constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 emperrada h\u00e1 um ano e meio. 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