{"id":30374,"date":"2014-05-28T15:56:00","date_gmt":"2014-05-28T18:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=30374"},"modified":"2014-05-28T18:16:18","modified_gmt":"2014-05-28T21:16:18","slug":"grupo-do-vale-do-jequitinhonha-e-libertado-de-trabalho-escravo-no-leste-de-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=30374","title":{"rendered":"Grupo do Vale do Jequitinhonha \u00e9 libertado de trabalho escravo no Leste de Minas"},"content":{"rendered":"<h4><strong>Vinte trabalhadores de Jenipapo de Minas estavam em situa\u00e7\u00e3o degradante. Eles foram liberados e viajar\u00e3o para o Vale do Jequitinhonha.<\/strong><\/h4>\n<p>Vinte trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas a de escravos foram libertados de uma lavoura de caf\u00e9, a aproximadamente 35 quil\u00f4metros de Caratinga, no Leste de Minas Gerais, na manh\u00e3 desta quarta-feira (28). Uma den\u00fancia dos pr\u00f3prios trabalhadores levaram os fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho at\u00e9 a fazenda onde havia a lavoura de caf\u00e9. Um \u00f4nibus esteve no local e levou os trabalhadores para Caratinga.<\/p>\n<p>Os trabalhadores estavam no local h\u00e1 14 dias. Eles s\u00e3o da cidade de Jenipapo de Minas, no Vale do Jequitinhonha, a aproximadamente 500 quil\u00f4metros de Caratinga. Em um im\u00f3vel com cerca de 100m\u00b2, 16 pessoas viviam em condi\u00e7\u00f5es degradantes, entre eles um adolescente de 16 anos. Na \u00faltima semana, dois trabalhadores foram at\u00e9 Caratinga e fizeram uma den\u00fancia no Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/trabalho_escravo_jequi_cara.jpg\" alt=\"\" \/><em><strong>Fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho liberaram os trabalhadores na manh\u00e3 desta quarta-feira. (Foto: Diego Souza\/G1)<\/strong><\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<p>\u201cDois dos trabalhadores estiveram h\u00e1 cerca de uma semana em Caratinga e nos informaram das condi\u00e7\u00f5es, ou melhor, da falta de condi\u00e7\u00f5es que encontraram quando chegaram para trabalhar no dia 14 deste m\u00eas. Al\u00e9m disso, nenhum deles tinha registro em carteira. A situa\u00e7\u00e3o encontrada no local caracteriza um trabalho degradante pela situa\u00e7\u00e3o que os trabalhadores estavam alojados\u201d, explica Carlos Paix\u00e3o, auditor-fiscal.<\/p>\n<p>O grupo de trabalhadores foi seduzido por uma proposta de trabalho na lavoura de caf\u00e9 que duraria pelo menos at\u00e9 o m\u00eas de setembro. Ao chegar no local eles perceberam aquilo que havia sido combinado n\u00e3o seria cumprido. Um dos trabalhadores que fez a den\u00fancia no Minist\u00e9rio do Trabalho \u00e9 \u00c2ngelo Gomes Ribeiro, de 27 anos. Ele disse que tudo que havia sido acordado n\u00e3o foi cumprido.<\/p>\n<p>\u201cUma pessoa que seria o representante do dono da fazenda foi quem combinou com um agente em Jenipapo. Este agente receberia um percentual nos valores que receber\u00edamos para nos indicar. A nossa expectativa era de um faturamento di\u00e1rio de at\u00e9 R$ 160, de acordo com aquilo que hav\u00edamos acordado com o agente. Mas quando chegamos receb\u00edamos R$ 30 por dia e ainda eram descontados R$ 10 da nossa alimenta\u00e7\u00e3o. Nem a nossa carteira de trabalho que ele prometeu assinar e ele fez\u201d, afirma \u00c2ngelo Ribeiro.<\/p>\n<p>Em outro im\u00f3vel, dois casais que tamb\u00e9m fazia parte do grupo de trabalhadores enfrentavam os mesmos problemas. Houveram dias em que os trabalhadores foram impedidos at\u00e9 de comer, diz \u00c2ngelo.<\/p>\n<p>\u201cAssim que vimos que as coisas n\u00e3o estavam sendo cumpridas fomos reclamar com o representante do dono da fazenda. O dono mesmo \u00e9 um m\u00e9dico que nunca esteve aqui para falar conosco. Depois que reclamamos, o representante veio at\u00e9 a casa e trancou os alimentos. Ficamos dois dias sem comer. Numa destas noites, tivemos que sair do im\u00f3vel durante a madrugada porque a instala\u00e7\u00e3o do chuveiro come\u00e7ou a pegar fogo. Fizemos uma fogueira e ficamos ao relento com medo de um inc\u00eandio\u201d, revela \u00c2ngelo Ribeiro.<\/p>\n<h4><strong>De volta para casa<\/strong><\/h4>\n<p>Segundo o auditor-fiscal Carlos Paix\u00e3o, os trabalhadores ser\u00e3o encaminhados de volta \u00e0 Jenipapo de Minas na noite desta quinta-feira (29).<\/p>\n<p>\u201cEles foram retirados da fazenda e ser\u00e3o encaminhados para a cidade deles. O dono da fazenda j\u00e1 est\u00e1 ciente da ocorr\u00eancia e j\u00e1 foi feito um acordo com o advogado dele. Nesta quinta-feira ser\u00e1 feito o pagamento destes trabalhadores, ele v\u00e3o receber tudo o que t\u00eam direito, verbas rescis\u00f3rias, seguro-desemprego e ter\u00e3o as suas carteiras assinadas at\u00e9 o m\u00eas de setembro. Por volta das 23h, eles embarcam em um \u00f4nibus at\u00e9 Itaobim, embarcam em outro para Ara\u00e7ua\u00ed e em seguida ser\u00e3o levados para Jenipapo\u201d, diz Carlos Paix\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>Al\u00edvio<\/strong><\/h4>\n<p>Nelson Moreira de Caldas, de 29 anos, \u00e9 casado e tem uma filha. Ele \u00e9 um dos trabalhadores resgatados e diz que n\u00e3o v\u00ea a hora de rever os seus familiares. \u201cFoi um al\u00edvio para todos n\u00f3s. Nunca passamos por uma situa\u00e7\u00e3o humilhante como esta. Foi um abuso o que fizeram com a gente. O que a gente mais quer agora \u00e9 voltar para casa e rever os nossos familiares\u201d, diz Nelson.<\/p>\n<p>O auditor-fiscal fez um relat\u00f3rio que ser\u00e1 encaminhado ao Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho e Federal. \u201cAl\u00e9m disso, ser\u00e3o feitos Autos de Infra\u00e7\u00f5es que posteriormente se transformar\u00e3o em multas. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar o valor destas multas porque cada infra\u00e7\u00e3o vai gerar um valor. Inclusive a infra\u00e7\u00e3o de ter um menor trabalhando no local e pelo aliciamento de m\u00e3o de obra\u201d, explica Carlos Paix\u00e3o. <\/p>\n<h4><strong>Defesa do fazendeiro<\/strong><\/h4>\n<p>O propriet\u00e1rio da propriedade informou que estava em viagem. Em nota, os advogados respons\u00e1veis pela causa esclareceram que o propriet\u00e1rio foi procurado pelos trabalhadores e ele ofereceu o servi\u00e7o pelo valor de R$ 15,00 o balaio, sendo que, na regi\u00e3o, o pre\u00e7o m\u00e9dio \u00e9 de R$ 10,00.<\/p>\n<p>Ainda conforme exposto em nota, os trabalhadores apareceram na fazenda sem pr\u00e9vio ajuste da data de chegada, exigindo-lhe pre\u00e7o muito superior ao oferecido e ao praticado na regi\u00e3o, inviabilizando a presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e desconsiderando a proposta que fora feita originalmente ao propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Diante desse desacordo, com os trabalhadores pedindo o dobro do valor pago na regi\u00e3o, o propriet\u00e1rio n\u00e3o quis a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Os trabalhadores, ent\u00e3o, ingressaram na fazenda, instalando-se em casas de colonos existentes no local e se recusaram a sair, tendo se desentendido, tamb\u00e9m, com seus representantes e n\u00e3o tinham a inten\u00e7\u00e3o de voltar, manifestando o desejado em continuar na regi\u00e3o em busca de trabalho em outras lavouras.<\/p>\n<p>Os advogados afirmam ainda que em nenhum momento, houve qualquer tipo de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Salientando ainda que \u201dO Minist\u00e9rio do Trabalho, em sua a\u00e7\u00e3o, colheu os depoimentos e interpretou a quest\u00e3o do ponto de vista \u00fanico da narrativa dos trabalhadores. O propriet\u00e1rio, no entanto, atendeu a todas as exig\u00eancias do Minist\u00e9rio do Trabalho e, por zelo, aguarda os desdobramentos para se defender administrativa e judicialmente, inclusive, para prestar maiores esclarecimentos \u00e0 imprensa\u201d.<\/p>\n<p><strong>GALERIA DE FOTOS:<\/strong><br \/>\n<em>(Fotos: TV Super Canal)<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_2.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_9.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-30374 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_3.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_3-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_4.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_4-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_5.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_5-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_6.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_6-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_7.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_7-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_8.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_8-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_10.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_10-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_11.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_11-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_12.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_12-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_13.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_13-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_14.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/caso_trabalho_escravo_caratinga_28_08_14-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure>\n\t\t<\/div>\n<\/p>\n<p><strong>Leia na \u00edntegra a nota de esclarecimento dos advogados, que representam o propriet\u00e1rio da fazenda:<\/strong><\/p>\n<p><em>NOTA DE ESCLARECIMENTO \u00c0 IMPRENSA<\/p>\n<p>Com respeito \u00e0 mat\u00e9ria veiculada por este meio de comunica\u00e7\u00e3o, relativa \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego em fazenda da regi\u00e3o, tem o propriet\u00e1rio, por meio de seus procuradores, a informar o seguinte. Que foi procurado por pessoas que se disseram representantes dos trabalhadores perguntando se ele tinha interesse na contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra para a colheita do caf\u00e9, como notoriamente ocorre todos os anos em todas as fazendas da regi\u00e3o e com todos os propriet\u00e1rios.<\/p>\n<p>Tais pessoas n\u00e3o tinham nenhum v\u00ednculo com o propriet\u00e1rio e apenas o procuraram por ser ele um produtor de caf\u00e9. Naturalmente, ante a car\u00eancia de m\u00e3o-de-obra nessa \u00e9poca do ano, disse que necessitaria dos servi\u00e7os, que foi oferecido por R$ 15,00 o balaio, sendo que, na regi\u00e3o, o pre\u00e7o m\u00e9dio \u00e9 de R$ 10,00 o balaio. Os trabalhadores apareceram na fazenda sem pr\u00e9vio ajuste da data de chegada, exigindo-lhe pre\u00e7o muito superior ao oferecido e ao praticado na regi\u00e3o, inviabilizando a presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e desconsiderando a proposta que fora feita originalmente ao propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Diante desse desacordo, com os trabalhadores pedindo o dobro do valor pago na regi\u00e3o, o propriet\u00e1rio n\u00e3o quis a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Os trabalhadores, ent\u00e3o, ingressaram na fazenda, instalando-se em casas de colonos existentes no local e se recusaram a sair, tendo se desentendido, tamb\u00e9m, com seus representantes. Desde esse dia, veio o propriet\u00e1rio tentando por todos os meios a composi\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel para que deixassem o local, oferecendo-lhes, inclusive, para custear o retorno. Os trabalhadores disseram que n\u00e3o tinham inten\u00e7\u00e3o de voltar e que queriam continuar na regi\u00e3o em busca de trabalho em outras lavouras.<\/p>\n<p>Portanto, os trabalhadores s\u00f3 ficaram instalados na fazendo por iniciativa deles pr\u00f3prios, pois se recusaram a deixar a propriedade, mesmo sem ter trabalhado nenhum dia sequer. Quanto \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es degradantes, reafirma-se que n\u00e3o houve trabalho e que o propriet\u00e1rio tentou de todas as formas retirar os trabalhadores do local e custear seu retorno \u00e0 origem, mas estes insistiram em n\u00e3o sair da fazenda.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que, em nenhum momento, houve qualquer tipo de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, n\u00e3o tendo os trabalhadores colhido um \u00fanico gr\u00e3o de caf\u00e9. O Minist\u00e9rio do Trabalho, em sua a\u00e7\u00e3o, colheu os depoimentos e interpretou a quest\u00e3o do ponto de vista \u00fanico da narrativa dos trabalhadores.<\/p>\n<p>O propriet\u00e1rio, no entanto, atendeu a todas as exig\u00eancias do Minist\u00e9rio do Trabalho e, por zelo, aguarda os desdobramentos para se defender administrativa e judicialmente, inclusive, para prestar maiores esclarecimentos \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>Atenciosamente,<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Gon\u00e7alves Horsts e Ivan Barbosa Martins (Advogados)<\/em><\/p>\n<p><strong>(Inter TV \/ Super Canal)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinte trabalhadores de Jenipapo de Minas estavam em situa\u00e7\u00e3o degradante. Eles foram liberados e viajar\u00e3o para o Vale do Jequitinhonha. Vinte trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas a de escravos foram libertados de uma lavoura de caf\u00e9, a aproximadamente 35 quil\u00f4metros de Caratinga, no Leste de Minas Gerais, na manh\u00e3 desta quarta-feira (28). 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