{"id":29906,"date":"2014-05-23T12:07:17","date_gmt":"2014-05-23T15:07:17","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=29906"},"modified":"2014-05-23T12:33:52","modified_gmt":"2014-05-23T15:33:52","slug":"rosilene-avila-o-valor-do-velho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=29906","title":{"rendered":"Rosilene \u00c1vila &#8211; O valor do velho!"},"content":{"rendered":"<p>Tenho refletido bastante sobre a onda do \u201cnovo\u201d que se instalou em nossas culturas super modernas. Muito se fala em renovar, inovar, criar&#8230; Nada contra. Eu mesmo uso sempre estes termos. O que tem me incomodado \u00e9 o fato de que constantemente, essas palavras vem carregadas de uma certa arrog\u00e2ncia e prepot\u00eancia. Como se tudo que foi feito no passado n\u00e3o tivesse valor. Vemos isso mais claramente entre jovens (a gera\u00e7\u00e3o do futuro). N\u00e3o gosto de ser generalista, mas o fato \u00e9 que a cada dia que passa nos distanciamos mais de nossa ess\u00eancia, de nossa cultura, valorizamos em demasia as novidades e nos esquecemos do caminho trilhado at\u00e9 chegarmos aqui.<\/p>\n<p>Entendo que estamos passando por mudan\u00e7as significativas no modo de viver e que com o clima pol\u00edtico de liberdade, prop\u00edcio \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es da cultura, os povos tendem a evoluir mais rapidamente. Isso \u00e9 indiscutivelmente necess\u00e1rio e eu amo ser livre pra pensar e expressar meus pensamentos.<\/p>\n<p>Pretendo neste texto ater-me \u00e0 nossa realidade mineira interiorana, para propor uma reflex\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da cultura na constru\u00e7\u00e3o da nossa identidade, da nossa individualidade, do nosso modo de ser. Neste sentido vamos partir da fam\u00edlia, suas tradi\u00e7\u00f5es e seus valores. Muita coisa mudou. At\u00e9 a\u00ed tudo bem, \u00e9 normal que uma cultura seja incorporada por outra, um costume modificado por outro, um valor ou princ\u00edpio repensado e substitu\u00eddo por outro. Sem nostalgia ou regressionismo, vamos pensar praticando.<\/p>\n<p>H\u00e1 algum tempo atr\u00e1s, \u201coutro dia mesmo\u201d, a fam\u00edlia seguia algumas tradi\u00e7\u00f5es que serviam de base para alguns princ\u00edpios e valores. E hoje? Como ensinar valores, se as tradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o levadas em considera\u00e7\u00e3o? Cada um vai decidir de acordo com a sua capacidade de entender o mundo? Quais princ\u00edpios ir\u00e3o sobreviver \u00e0 era capitalista, competidora, globalizada e mercantilizada?<\/p>\n<p>Dia desses era assim: Ningu\u00e9m sa\u00eda ou entrava em casa sem dizer: \u201cben\u00e7a pai, ben\u00e7a m\u00e3e, ben\u00e7a v\u00f3!\u201d&#8230; Fora as quest\u00f5es religiosas, pedir a ben\u00e7\u00e3o era sinal de respeito, de educa\u00e7\u00e3o, de valoriza\u00e7\u00e3o dos mais velhos e at\u00e9 de comunica\u00e7\u00e3o. Podia n\u00e3o haver di\u00e1logo, mas ningu\u00e9m ia dormir sem pedir a ben\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lembro que l\u00e1 em casa, esse costume n\u00e3o era limitado \u00e0 fam\u00edlia. Minha m\u00e3e me obrigava a pedir a b\u00ean\u00e7\u00e3o a torto e a direito. Apontava D. Felisbina l\u00e1 na rua, minha m\u00e3e j\u00e1 dizia: _Toma ben\u00e7a menina! Tem educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o? Acho que \u00e9 por isso que eu sou t\u00e3o \u201caben\u00e7oada!\u201d.<\/p>\n<p>Este costume est\u00e1 quase extinto nas fam\u00edlias. S\u00e3o raros os her\u00f3is que conseguem mant\u00ea-lo. O que perdemos com isso? Na verdade, podemos pensar como \u201co que deixamos de ganhar?\u201d Os filhos dizem: \u201cE a\u00ed v\u00e9i\u201d? N\u00e3o h\u00e1 obrigatoriedade, nem disciplina nesse cumprimento! Alguns, quase sempre bem intencionados sentem-se amigos de seus pais. Quando querem, cumprimentam, quando est\u00e3o de \u201cmal humor\u201d, viram as costas e saem. N\u00e3o h\u00e1 aprendizado, n\u00e3o h\u00e1 transmiss\u00e3o de valores, n\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancias. Quando esses filhos tiverem filhos, o que v\u00e3o ensinar? Os pais passam a ser \u201cuma pessoa qualquer\u201d. Tenho medo disso, tenho medo de que no futuro, pais s\u00f3 sirvam para gerar!<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es familiares, de acordo com o Dr. Phil McGraw, a import\u00e2ncia destas atividades para a fam\u00edlia reside no fato das mesmas servirem \u201c(\u2026) de \u00e2ncoras psicol\u00f3gicas e comportamentais para os seus valores e para as suas cren\u00e7as, (\u2026) oferecem \u00e0 sua fam\u00edlia uma sensa\u00e7\u00e3o de estabilidade e de identidade, (\u2026) refor\u00e7am o patrim\u00f4nio familiar, (\u2026) d\u00e3o sentido \u00e0 sua fam\u00edlia e (\u2026) continuam a criar ritmo na sua vida familiar\u201d.<\/p>\n<p>Dia desses havia comemora\u00e7\u00f5es e celebra\u00e7\u00f5es religiosas em que toda a comunidade participava inclusive jovens e crian\u00e7as. Na minha comunidade, a tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica da semana santa era uma coisa m\u00e1gica, fant\u00e1stica, inesquec\u00edvel. Sempre digo que jamais, em nenhum lugar presenciei celebra\u00e7\u00f5es da semana santa como na minha inf\u00e2ncia. Come\u00e7ava na quarta-feira com a prociss\u00e3o do encontro. A semana santa era respeitada com sil\u00eancio e ora\u00e7\u00e3o. Hoje penso nisso com muito orgulho, pois entendo que partindo de uma comunidade que se afirma crist\u00e3, que professa a f\u00e9 em Jesus Cristo, na sua paix\u00e3o e ressurrei\u00e7\u00e3o, dedica a vida a Ele, nada mais honesto e coerente que ao relembrar o seu sofrimento, a sua morte, que o fa\u00e7amos de maneira respeitosa como Ele merece. Ent\u00e3o, a prociss\u00e3o do Encontro, onde o Padre fazia uma prega\u00e7\u00e3o, a qual cham\u00e1vamos de \u201cserm\u00e3o do encontro\u201d era carregada de emo\u00e7\u00e3o. Eu, ainda crian\u00e7a, chorava rios ao imaginar o sofrimento de Maria encontrando seu filho naquele estado de sofrimento. Assim como eu, muitos presentes chegavam \u00e0s l\u00e1grimas. Na sexta-feira santa, durante todo o dia havia um clima de respeito no ar. Com\u00e9rcios n\u00e3o abriam, n\u00e3o pod\u00edamos ouvir m\u00fasica, nem gritar, nem brigar&#8230; Enquanto isso na igreja era preparado o cen\u00e1rio. Por v\u00e1rias vezes j\u00e1 tentei entender aquela celebra\u00e7\u00e3o \u00fanica que s\u00f3 existia em S\u00e3o Jo\u00e3o da Chapada. H\u00e1 pouco tempo resolvi que ia me lembrar desta cena como a encena\u00e7\u00e3o do vel\u00f3rio de Jesus. Na igreja lotada, uma cortina preta separava o altar e agu\u00e7ava a curiosidade da comunidade. A celebra\u00e7\u00e3o se repetia todos os anos, mas a emo\u00e7\u00e3o era sempre nova. L\u00e1 fora, os atores se preparavam para representar o seu papel. Eram os ap\u00f3stolos, a samaritana, Maria, Marta, e muitos outros personagens que fizeram parte da hist\u00f3ria de Jesus. Eu sempre quis me vestir de Maria Madalena, pois sempre eram mulheres com os cabelos bem compridos. Muitas deixavam o cabelo crescer para este fim. Pois bem, ao iniciar a celebra\u00e7\u00e3o, os personagens eram chamados e percorriam toda a igreja at\u00e9 chegarem ao altar, onde entravam e ficavam l\u00e1 escondidos pela cortina. A cada personagem, correspondia um pequeno texto sobre sua vida e participa\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria de Cristo. Ap\u00f3s todos terem entrado, o padre fazia a prega\u00e7\u00e3o e em determinado momento, de acordo com a deixa, a cortina se abria ao som das lan\u00e7as dos guardas romanos batendo no ch\u00e3o e das matracas, que preenchiam o sil\u00eancio da noite. Atr\u00e1s da cortina um cen\u00e1rio maravilhoso com fundos preto e roxo, plantas espalhadas, ervas arom\u00e1ticas t\u00edpicas da \u00e9poca, o esquife do Senhor morto, ladeado por todos os personagens que entraram. Imagem linda! Vinha ent\u00e3o a prociss\u00e3o do enterro, ao som dos dobrados f\u00fanebres maravilhosamente entoados pela banda Santa Cec\u00edlia, e do be\u00fa (Oh vos omnes), cantado pela Ver\u00f4nica do ano. Acompanhavam tamb\u00e9m o cortejo, os guardas romanos e os matraqueiros. O s\u00e1bado de aleluia com a vig\u00edlia pascal iniciava um tempo de alegria; e por fim, o domingo de p\u00e1scoa. O domingo da ressurrei\u00e7\u00e3o era naturalmente alegre. Alguns dias antes pessoas da comunidade saiam em busca de areias coloridas para enfeitar as ruas. Logo de madrugada no domingo, j\u00e1 havia muita gente na rua, dando formas aos famosos \u201ctapetes\u201d para a passagem do Deus vivo. As janelas eram enfeitadas com as melhores colchas, vasos de flores e folhagens. E era um orgulho enfeitar a casa. Era uma alegria que muitos podem pensar que eu sentia porque era crian\u00e7a, mas era geral, todos sentiam e demonstravam esse orgulho em participar. Se houvesse facebook e m\u00e1quina fotogr\u00e1fica digital naquela \u00e9poca, ia ser uma sequ\u00eancia de flashs para poder exibir as obras de arte para o mundo. Havia os desentendimentos, claro, mas sempre se solucionavam e as ruas ficavam maravilhosas. Ap\u00f3s os festejos religiosos, havia a queima do Judas, o pau de sebo&#8230; Ah! Vale lembrar que ovos de chocolate nesta \u00e9poca n\u00e3o eram obrigat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 mais uma tradi\u00e7\u00e3o que anda capengando. Por exemplo, a semana santa para os cat\u00f3licos j\u00e1 n\u00e3o tem o mesmo sentido. Muitos (cat\u00f3licos, crist\u00e3os) s\u00f3 sabem que \u00e9 feriado e isso \u00e9 o que importa. Tamb\u00e9m n\u00e3o veem nenhum problema em beber, se divertir e at\u00e9 mesmo \u201ccomemorar\u201d a sexta-feira santa, quando celebramos a paix\u00e3o e morte de Jesus. N\u00e3o estou julgando, como certo ou errado e sim retratando uma realidade que pessoalmente considero incoerente para aqueles que professam a f\u00e9 cat\u00f3lica. \u00c9 claro que argumentos e justificativas n\u00e3o faltam. Cada um tem a sua e politicamente falando, ainda bem que vivemos em uma democracia.<\/p>\n<p>Seguindo o racioc\u00ednio, as tradi\u00e7\u00f5es religiosas trazem consigo valores morais e espirituais que v\u00e3o muito al\u00e9m da religi\u00e3o em si. Seja qual for a religi\u00e3o, \u00e9 muito importante o fato de existir uma refer\u00eancia, um norte, uma filosofia que leve em considera\u00e7\u00e3o o ser humano, sua rela\u00e7\u00e3o com o outro, com a comunidade em que vive, que possa discernir e separar o ser humano das coisas materiais. Vale lembrar que nascemos s\u00f3s e nus e \u00e9 assim mesmo que partiremos. Preocupo-me com a crescente onda de ate\u00edsmo entre os jovens, bem como me incomoda cada vez mais, a indiferen\u00e7a de muitos com rela\u00e7\u00e3o aos assuntos espirituais.<\/p>\n<p>Seria poss\u00edvel elencar aqui uma infinidade de tradi\u00e7\u00f5es e costumes que se perderam em fun\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o da sociedade e que continuar\u00e3o se perdendo pelo decorrer dos tempos. O fator que chega a ser desesperador \u00e9 perceber que nessa transi\u00e7\u00e3o que estamos vivenciando, valores t\u00e3o importantes para n\u00f3s tamb\u00e9m est\u00e3o sendo sepultados, e de maneira abrupta. Alguns, no entanto, ainda podem ser salvos.<\/p>\n<h4><strong>Fotos da Semana Santa de 1982 publicadas por Toninho Cunha no perfil do facebook \u2013 grupo S\u00e3o Jo\u00e3o da Chapada<\/strong><\/h4>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-29906 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_7.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_7-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_6.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_6-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_5.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_5-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_4.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_4-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_3.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_3-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_82_1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<h4><strong>Fotos da Semana Santa de 2013 publicadas por Jo\u00e3o Luiz no perfil do facebook \u2013 grupo S\u00e3o Jo\u00e3o da Chapada<\/strong><\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_13_1.jpg\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/semana_santa_sao_joao_da_chapada_13_2.jpg\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tenho refletido bastante sobre a onda do \u201cnovo\u201d que se instalou em nossas culturas super modernas. 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