{"id":25157,"date":"2014-03-30T12:18:49","date_gmt":"2014-03-30T15:18:49","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=25157"},"modified":"2014-03-30T12:24:37","modified_gmt":"2014-03-30T15:24:37","slug":"bioquerosene-e-a-nova-fronteira-do-desenvolvimento-sustentavel-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=25157","title":{"rendered":"Bioquerosene \u00e9 a nova fronteira do desenvolvimento sustent\u00e1vel em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>Ao perceber o movimento mundial das companhias a\u00e9reas, que estabeleceram metas ambiciosas para reduzir a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa \u2013 entre elas atingir crescimento neutro em carbono at\u00e9 2020 \u2013, Minas d\u00e1 os primeiros passos para criar uma cadeia produtiva de bioquerosene para avia\u00e7\u00e3o. A alternativa energ\u00e9tica, apontada pela Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Transporte A\u00e9reo (IATA) como a principal solu\u00e7\u00e3o para mitigar as emiss\u00f5es, ganha impulso no estado com a inaugura\u00e7\u00e3o, neste m\u00eas, do primeiro Aeroporto Industrial do pa\u00eds e a assinatura do acordo entre o Governo de Minas e 17 institui\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento e consolida\u00e7\u00e3o da Cadeia Produtiva de Bioquerosene para a Avia\u00e7\u00e3o no Estado.<\/p>\n<p>Localizado no s\u00edtio do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), o Aeroporto Industrial \u00e9 um recinto alfandeg\u00e1rio credenciado para a realiza\u00e7\u00e3o de atividades de industrializa\u00e7\u00e3o, abrigando empresas n\u00e3o poluentes, voltadas principalmente para a exporta\u00e7\u00e3o via a\u00e9rea. Foram investidos R$ 17 milh\u00f5es por meio da Companhia de Desenvolvimento Econ\u00f4mico de Minas Gerais (Codemig), para a constru\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o da infraestrutura do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Segundo a IATA, no mundo, a demanda potencial para o uso de bioquerosene \u00e9 de cerca de 140 bilh\u00f5es de litros por ano. De acordo com o memorando de entendimento assinado pelo governador Antonio Anastasia, o objetivo do Estado \u00e9 transformar Minas na primeira plataforma integrada de produ\u00e7\u00e3o de bioquerosene do pa\u00eds. A ideia \u00e9 incentivar toda a cadeia de pesquisa, produ\u00e7\u00e3o, log\u00edstica e consumo para combater as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, diversificar a economia mineira e favorecer o desenvolvimento da aerotr\u00f3pole de Belo Horizonte e a expans\u00e3o brasileira e mundial da ind\u00fastria da avia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cCertamente, essa ser\u00e1 a nova fronteira do desenvolvimento sustent\u00e1vel com reflexos positivos no campo, abrindo novas oportunidades de pesquisa, al\u00e9m de transformar o Aeroporto Internacional Tancredo Neves no primeiro terminal a\u00e9reo verde do Brasil\u201d, esclarece o subsecret\u00e1rio de Investimentos Estrat\u00e9gicos, da Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico (Sede), Luiz Ant\u00f4nio Athayde Vasconcelos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/aeroporto_bioquerosene_30.jpg\" alt=\"\" \/><em>(Foto: L\u00facia Sebe)<\/em><br \/>\n<\/br><\/p>\n<h4><strong>Copa do Mundo ser\u00e1 ponto de partida<\/strong><\/h4>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 usar a Copa do Mundo de 2014 como ponto de partida do projeto. Com a proximidade dos grandes eventos esportivos, o Brasil vai se tornar o quarto maior mercado de tr\u00e1fego a\u00e9reo dom\u00e9stico do mundo. Devido \u00e0 relev\u00e2ncia do tema, empresas como Boing, Embraer, GE Turbinas, Gol e Azul Linhas A\u00e9reas, destilarias de etanol, universidades e consultorias, al\u00e9m das secretarias de Estado de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento e Ci\u00eancia, Tecnologia e Ensino Superior, al\u00e9m da Fapemig e Epamig, aderiram \u00e0 iniciativa.<\/p>\n<p>\u201cJuntamos esfor\u00e7os e compet\u00eancias para fazer com que Minas seja reconhecida, em futuro pr\u00f3ximo, como polo produtor e distribuidor mundial de combust\u00edvel limpo para os jatos. Esta iniciativa vai nos preparar para o desafio de ter uma pol\u00edtica de sequestro de carbono com o uso de combust\u00edvel de avia\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel a partir de mat\u00e9rias-primas\u201d, explica o subsecret\u00e1rio.<\/p>\n<p>Atualmente, os voos considerados verdes usam cerca de 10% de biocombust\u00edvel. \u201cA ideia da ind\u00fastria \u00e9 ampliar os estudos e ver at\u00e9 onde podemos irem Minas Gerais\u201d, frisa o coordenador do projeto, Bernardo Bahia. Al\u00e9m de ser uma tecnologia ainda em evolu\u00e7\u00e3o, com sua aplica\u00e7\u00e3o sendo testada com cuidado, j\u00e1 que a turbina de uma aeronave n\u00e3o pode falhar, a biomassa ainda \u00e9 muito cara e \u00e9 preciso produzi-la em escala para reduzir os custos.<\/p>\n<h4><strong>Cadeias de produ\u00e7\u00e3o podem ser diversas<\/strong><\/h4>\n<p>O projeto do Governo de Minas Gerais busca alavancar a estrutura agr\u00edcola para transformar o Estado em grande fornecedor de insumos para produ\u00e7\u00e3o de bioquerosene por meio da introdu\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas com potencial bioenerg\u00e9tico e de uma cadeia de suprimentos altamente integrada com as voca\u00e7\u00f5es regionais. Ou seja, al\u00e9m de usar cadeias j\u00e1 existentes, como da cana-de-a\u00e7\u00facar, novas rotas de produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e3o sendo pesquisadas.<\/p>\n<p>Entre elas destacam-se a cadeia extrativista da maca\u00faba (um tipo de palmeira muito comum no pa\u00eds), da maca\u00edba (um tipo de palmeira) e da camelina (uma esp\u00e9cie de arbusto importado). A necessidade de importar a camelina tem um motivo: enquanto seu ciclo \u00e9 de apenas tr\u00eas meses, a maca\u00faba demora cinco anos para come\u00e7ar a produzir. \u201cA semente da camelina, quando esmagada, gera um \u00f3leo. Estamos estudando a planta\u00e7\u00e3o dela em v\u00e1rias fazendas da Epamig para ver onde ela pode se adaptar melhor\u201d, conta Bernardo.<\/p>\n<p>O projeto prev\u00ea a realiza\u00e7\u00e3o de testes, tratamento tribut\u00e1rio diferenciado, programas de capacita\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia t\u00e9cnica, desenvolvimento de programas de integra\u00e7\u00e3o de silvicultura, lavoura e pecu\u00e1ria para incentivar os produtores.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo \u00e9 fomentar o desenvolvimento de uma rede integrada de refinarias, de modo a viabilizar a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e eficiente do bioquerosene. A ideia \u00e9 identificar refinarias e outras instala\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes, capazes de executar o esmagamento da biomassa, e viabilizar as mesmas para serem utilizadas como plataformas de apoio para as etapas de produ\u00e7\u00e3o, pr\u00e9-refino e exporta\u00e7\u00e3o do biocombust\u00edvel.<\/p>\n<h4><strong>Primeiro laborat\u00f3rio certificado do pa\u00eds<\/strong><\/h4>\n<p>Para que o bioquerosene tenha autoriza\u00e7\u00e3o para ser comercializado e utilizado nos tanques das aeronaves, ele precisar ser certificado. Atualmente, n\u00e3o existe no Brasil um laborat\u00f3rio que emita este tipo de certifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Considerando a necessidade de desenvolver compet\u00eancias e estruturas de laborat\u00f3rios para a certifica\u00e7\u00e3o, o Governo de Minas e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) est\u00e3o em tratativas para criar o primeiro laborat\u00f3rio certificado do pa\u00eds, apropriando-se das capacidades instaladas no Laborat\u00f3rio de Ensaio de Combust\u00edveis (LEC) pertencentes \u00e0 institui\u00e7\u00e3o de ensino superior.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 o interesse do Governo de Minas de fazer a certifica\u00e7\u00e3o e abrigar o primeiro laborat\u00f3rio do pa\u00eds a disponibilizar produtos para as empresas a\u00e9reas. Porque sem esta an\u00e1lise 100% segura, os avi\u00f5es n\u00e3o podem voar. O desafio do bioquerosene \u00e9 muito grande, ele n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de fazer, tem especifica\u00e7\u00f5es muito r\u00edgidas e n\u00e3o pode falhar\u201d, pontua a engenheira qu\u00edmica da UFMG, V\u00e2nya Pasa.<\/p>\n<p>Para V\u00e2nya, o movimento das companhias a\u00e9reas a favor dos biocombust\u00edveis \u00e9 natural. \u201cO setor automotivo j\u00e1 est\u00e1 incorporando o bioetanol e o biodiesel h\u00e1 mais tempo, exatamente para minimizar as emiss\u00f5es de seus produtos. As companhias a\u00e9reas tamb\u00e9m perceberam que precisam dar essa contribui\u00e7\u00e3o e t\u00eam adotado uma postura proativa em busca da tecnologia verde\u201d, analisa a engenheira.<\/p>\n<p>\u201cTudo que vier para impactar menos o meio ambiente \u00e9 bem-vindo. A avia\u00e7\u00e3o \u00e9 um setor que cresce muito. E o Brasil \u00e9 uma lideran\u00e7a mundial e com um hist\u00f3rico muito grande na produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis, com uma expertise que certamente pode ser usada neste segmento\u201d, acrescenta a especialista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao perceber o movimento mundial das companhias a\u00e9reas, que estabeleceram metas ambiciosas para reduzir a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa \u2013 entre elas atingir crescimento neutro em carbono at\u00e9 2020 \u2013, Minas d\u00e1 os primeiros passos para criar uma cadeia produtiva de bioquerosene para avia\u00e7\u00e3o. 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