{"id":22097,"date":"2014-02-22T09:10:29","date_gmt":"2014-02-22T12:10:29","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=22097"},"modified":"2014-02-22T09:10:29","modified_gmt":"2014-02-22T12:10:29","slug":"mineiros-buscam-desenvolver-vacina-contra-leishmaniose-visceral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=22097","title":{"rendered":"Mineiros buscam desenvolver vacina contra leishmaniose visceral"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) caminham para desenvolver uma vacina capaz de proteger o homem contra a leishmaniose visceral. Em todo o pa\u00eds, a doen\u00e7a mata no m\u00ednimo dez vezes mais do que a dengue. O estudo, da Faculdade de Farm\u00e1cia e do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (ICB), tem como base uma vacina desenvolvida no mesmo laborat\u00f3rio contra leishmaniose visceral em animais, dispon\u00edvel no mercado h\u00e1 cinco anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/vacina_leishmaniose_visceral.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em>(Foto: Frederico Haikal\/Hoje em Dia)<\/em><\/p>\n<p>Chamada Leish-tec, a f\u00f3rmula teve a efic\u00e1cia cientificamente comprovada em c\u00e3es e gatos e rendeu \u00e0 equipe da UFMG o Pr\u00eamio P\u00e9ter Mur\u00e1nyi deste ano. <\/p>\n<p>A fa\u00e7anha despertou o interesse da GlaxoSmithKline. A multinacional do setor farmac\u00eautico est\u00e1 financiando os pesquisadores Ana Paula Fernandes e Ricardo Tostes Gazzinelli no desenvolvimento de uma nova droga para imuniza\u00e7\u00e3o, desta vez para humanos. <\/p>\n<p>\u201cO mundo inteiro tem investigado uma vacina aplic\u00e1vel ou adequada \u00e0s popula\u00e7\u00f5es humanas. Os resultados da pesquisa (com a Leish-tec) s\u00e3o altamente promissores, mostrando que a vacina induz \u00e0 prote\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, testes em macacos demonstraram a elimina\u00e7\u00e3o do parasita nos \u00f3rg\u00e3os dos animais testados. \u00c9 poss\u00edvel que dentro de alguns anos tenhamos uma vacina para humanos contra a leishmaniose\u201d, afirma a especialista. <\/p>\n<p>De acordo com a especialista, professora do Departamento de An\u00e1lises Cl\u00ednicas e Toxicol\u00f3gicas da Faculdade de Farm\u00e1cia, as pesquisas come\u00e7aram em 2013, quando foi assinado um conv\u00eanio entre a UFMG e a GlaxoSmithKline. \u201cA expectativa \u00e9 a de que at\u00e9 meados do ano que vem esses testes tenham sido conclu\u00eddos, o que ser\u00e1 um passo fundamental rumo a testes cl\u00ednicos em humanos\u201d, diz. <\/p>\n<p><strong>Controle<\/strong><\/p>\n<p>De modo geral, a preven\u00e7\u00e3o realizada pelos \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade abarca o controle de vetores, por meio do sacrif\u00edcio de animais doentes. Por\u00e9m, a medida nem sempre se mostra eficaz. De 2009 a 2013, foram confirmados, apenas na capital, 458 casos de leishmaniose em humanos; em 94 pessoas, a doen\u00e7a evoluiu para a morte.<\/p>\n<p>O \u00edndice \u00e9 bastante superior quando comparado \u00e0 dengue, que no mesmo per\u00edodo levou a 23 \u00f3bitos dentre os 162.693 casos registrados. <\/p>\n<p>Transmissor da doen\u00e7a, o mosquito-palha, como \u00e9 conhecido, vive pr\u00f3ximo a casas, preferencialmente em locais \u00famidos, escuros e onde h\u00e1 ac\u00famulo de mat\u00e9ria org\u00e2nica, como quintais com galinheiro ou canil. <\/p>\n<p>De acordo com a prefeitura, os m\u00e9todos de controle da leishmaniose em animais s\u00e3o eficazes, refletindo diretamente na redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de casos. \u201cAs a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 leishmaniose desenvolvidas na capital seguem as normas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade\u201d, informou a Secretaria Municipal de Sa\u00fade. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade foi procurado, mas n\u00e3o se pronunciou at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tratamento e preven\u00e7\u00e3o em c\u00e3es dividem opini\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Nos animais vetores da doen\u00e7a, tanto a aplica\u00e7\u00e3o da vacina quanto o tratamento medicamentoso s\u00e3o assuntos controversos. Uma portaria de 2008 assinada pelos minist\u00e9rios da Sa\u00fade e da Agricultura pro\u00edbe o tratamento da leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano. Mas, no Brasil, os \u00fanicos rem\u00e9dios aprovados e dispon\u00edveis no mercado s\u00e3o para o homem. <\/p>\n<p>\u201cOs medicamentos dispon\u00edveis hoje s\u00e3o de f\u00e1cil acesso para os veterin\u00e1rios, mas a conduta preconizada no pa\u00eds ainda \u00e9 a eutan\u00e1sia\u201d, afirma o veterin\u00e1rio e doutor em epidemiologia Lucas Maciel Cunha. Ele explica que a doen\u00e7a que acomete os animais n\u00e3o tem cura parasitol\u00f3gica, apenas cl\u00ednica: o animal tratado deixa de manifestar os sintomas, mas se mant\u00e9m como hospedeiro do parasita que transmite a doen\u00e7a. <\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vacinas, apesar da forte divulga\u00e7\u00e3o no mercado, ainda n\u00e3o h\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o gratuita garantida pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Segundo o veterin\u00e1rio, a efic\u00e1cia delas n\u00e3o \u00e9 100% comprovada. <\/p>\n<p>Apesar disso, a aposentada Suzana Pimenta, de 53 anos, apostou no m\u00e9todo para proteger Nicole, de 5 anos, e Lili, de 6. As cadelas receberam recentemente a \u00faltima das tr\u00eas doses contra a leishmaniose visceral. <\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a forma mais eficaz de proteg\u00ea-las. Se n\u00e3o fosse pela vacina, estariam vulner\u00e1veis \u00e0 doen\u00e7a e poderiam ser sacrificadas\u201d. Dois c\u00e3es contaminados de Suzana j\u00e1 tiveram que ser mortos. <\/p>\n<p>Em BH, somente no ano passado, foram recolhidas 113.997 amostras de c\u00e3es com suspeita da doen\u00e7a. Do total, 4.862 foram positivas. A Secretaria Municipal de Sa\u00fade n\u00e3o informou, por\u00e9m, quantos animais foram executados.<\/p>\n<p><strong>Letalidade duas vezes maior em BH<\/strong><\/p>\n<p>BH \u00e9 uma das cidades brasileiras com maior taxa de letalidade por leishmaniose visceral, segundo a infectologista Gl\u00e1ucia Fernandes Cota, doutora pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz. <\/p>\n<p>\u201cEnquanto no pa\u00eds a m\u00e9dia \u00e9 de 6% de mortes em fun\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o, na capital temos de 12% a 15%\u201d, diz.<\/p>\n<p>Estudos apontam rela\u00e7\u00e3o entre o diagn\u00f3stico 60 dias ap\u00f3s o cont\u00e1gio e uma maior taxa de mortalidade. Segundo a infectologista, entretanto, n\u00e3o h\u00e1 par\u00e2metros para definir em quanto tempo a infec\u00e7\u00e3o evolui para \u00f3bito.<\/p>\n<p><strong>(Jornal Hoje em Dia)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) caminham para desenvolver uma vacina capaz de proteger o homem contra a leishmaniose visceral. Em todo o pa\u00eds, a doen\u00e7a mata no m\u00ednimo dez vezes mais do que a dengue. 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