{"id":21961,"date":"2014-02-21T10:24:44","date_gmt":"2014-02-21T13:24:44","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=21961"},"modified":"2014-02-21T10:24:44","modified_gmt":"2014-02-21T13:24:44","slug":"turismo-aliado-a-gastronomia-ajuda-a-promover-cidades-mineiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=21961","title":{"rendered":"Turismo aliado \u00e0 gastronomia ajuda a promover cidades mineiras"},"content":{"rendered":"<p>Valorizar o desenvolvimento local \u00e9 um dos conceitos mais usados atualmente em muitos pa\u00edses que buscam o crescimento de determinada regi\u00e3o, aliando, principalmente, turismo e gastronomia. E aqui em Minas Gerais n\u00e3o \u00e9 diferente. Um dos \u00f3rg\u00e3os que t\u00eam se preocupado com o reconhecimento de produtos locais, de caracteriza\u00e7\u00e3o de bens imateriais, de melhoria na produ\u00e7\u00e3o \u00e9 a Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural de Minas Gerais (Emater-MG). Um dos trabalhos feitos por sua equipe nesse sentido foi o de valorizar o queijo do Serro e agregar aos produtos selos de qualidade e de origem. E esse tipo de pol\u00edtica pode ser adotada para diversas mercadorias Made in Minas, como os m\u00f3veis e o artesanato de Bichinho (perto de Tiradentes), os trabalhos em barro de Ara\u00e7ua\u00ed, malhas do Sul de Minas, quitandas variadas, os doces de Arax\u00e1, enfim, uma infinidade de comidas, receitas, objetos que levam a marca de artistas e cozinheiros daqui.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/maria_biscoiteira_pote.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em><strong>Marina Gomes de Almeida se apaixonou pelos biscoitos depois de um curso de panifica\u00e7\u00e3o. Bastou para ela fazer disso um neg\u00f3cio &#8211; Foto: Beto Magalh\u00e3es<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Segundo a cientista social \u00c9lida Abrantes, coordenadora Regional de Bem-Estar Social da Emater-MG em Te\u00f3filo Otoni, no Vale do Mucuri, essa \u00e9 uma tend\u00eancia e Minas est\u00e1 antenada para a quest\u00e3o. \u201cEstamos trabalhando demais neste aspecto de agrega\u00e7\u00e3o de valor e de boas pr\u00e1ticas de fabrica\u00e7\u00e3o. Um fator que levou o agricultor a participar mais ativamente dessas propostas foi a divulga\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas e os programas de inclus\u00e3o social. Quando ele come\u00e7aram a conhecer exemplos de sucesso, passaram a vislumbrar o mercado e a se capacitar. Hoje, temos in\u00fameros casos de sucesso, como a Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres da Comunidade de Floresta, que ganhou um pr\u00eamio em dinheiro, al\u00e9m de trof\u00e9u das m\u00e3os da presidente Dilma Rousseff\u201d, conta.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o nasceu em 1999, quando, reunidas, mulheres da comunidade de Floresta, na zona rural de Malacacheta, decidiram colocar energia positiva em algo que j\u00e1 faziam nas horas vagas e por lazer: quitandas e doces. Nilza Ferreira Couy e Almerinda Pereira Marques Quadros tomaram a frente do neg\u00f3cio, compraram m\u00e1quinas, reformaram um espa\u00e7o e come\u00e7aram a produzir saborosos biscoitos. Hoje, elas e outras seis mulheres comandam o fornecimento de sequilhos de polvilho e milho para o com\u00e9rcio e para as escolas da regi\u00e3o. Al\u00e9m da grande produ\u00e7\u00e3o, Nilza e Almerinda ensinam o of\u00edcio para as jovens da comunidade, por meio de aulas te\u00f3ricas e pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Fazer turismo e conhecer casos pitorescos como esses, aprender uma nova forma de usar a pimenta ou escaldar um biscoito de polvilho \u00e9 de uma riqueza \u00edmpar. \u201cExistem projetos sustent\u00e1veis de cooperativas de muito sucesso. E precisamos de um estudo acad\u00eamico mais aprofundado, al\u00e9m de vontade pol\u00edtica, para fazermos essa identifica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de produtos, assim como foi feito com a cacha\u00e7a de Salinas e o seu selo de identifica\u00e7\u00e3o. Hoje ainda n\u00e3o conseguimos colocar em pr\u00e1tica esse desafio, mas fica minha sugest\u00e3o para que as universidades do Norte de Minas se engajem nessa proposta\u201d, acrescenta \u00c9lida Abrantes.<\/p>\n<p><strong>BISCOITEIRA <\/strong><\/p>\n<p>Em Pot\u00e9, um exemplo de gente que quer brilhar com sua pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o \u00e9 Marina Gomes de Almeida. Conhecida como Marina Biscoiteira, ela n\u00e3o nega, em nada, o apelido. Depois de fazer um curso de panifica\u00e7\u00e3o, se apaixonou pelo of\u00edcio e dele nunca mais quis largar. Come\u00e7ou a fazer biscoitos para \u201ctreinar a m\u00e3o\u201d e doava toda a produ\u00e7\u00e3o para hospitais e creches. Com isso, ela foi ganhando clientela, que sempre a procurava, atr\u00e1s das guloseimas. Foi quando Marina pensou em transformar sua experi\u00eancia em neg\u00f3cio. Foi para o mercado de Pot\u00e9 e levou alguns pacotes para comercializar, vendendo-os a R$ 0,50. Voltou na semana seguinte com mais produtos e vendeu tudo. A partir da\u00ed, n\u00e3o parou mais. Da carro\u00e7a que transportava os produtos at\u00e9 o mercado, ela comprou uma bicicleta, passou para uma moto e, mais recentemente, uma caminhonete. \u201cEmprego tr\u00eas pessoas na minha cozinha e tenho marca pr\u00f3pria: Biscoitos da Marina. Fa\u00e7o tudo com amor e dedica\u00e7\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/maria_biscoiteira_pote_2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em><strong>(Estado de Minas)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valorizar o desenvolvimento local \u00e9 um dos conceitos mais usados atualmente em muitos pa\u00edses que buscam o crescimento de determinada regi\u00e3o, aliando, principalmente, turismo e gastronomia. E aqui em Minas Gerais n\u00e3o \u00e9 diferente. 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