{"id":21354,"date":"2014-02-15T09:34:54","date_gmt":"2014-02-15T11:34:54","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=21354"},"modified":"2014-02-15T09:34:54","modified_gmt":"2014-02-15T11:34:54","slug":"superacao-mesmo-sem-as-maos-dona-maria-aprendeu-a-escrever-costurar-e-bordar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=21354","title":{"rendered":"SUPERA\u00c7\u00c3O: Mesmo sem as m\u00e3os, dona Maria aprendeu a escrever, costurar e bordar"},"content":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de vida de dona Maria Geralda Silva, nascida no Turvo, em Itabira, \u00e9 um exemplo de supera\u00e7\u00e3o. Hoje com 80 anos, ela sofreu um acidente aos dez anos e perdeu as m\u00e3os e parte dos bra\u00e7os, quando ajudava as tias a moer cana na zona rural de Bom Jesus do Amparo. Como ainda era crian\u00e7a, muitos pensavam que nunca mais conseguiria trabalhar. Mas ela n\u00e3o desistiu.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/exemplo_superacao_itabira.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em>(Foto: S\u00e9rgio Santiago)<\/em><\/p>\n<p>Na \u00e9poca o pai havia desaparecido e a m\u00e3e trabalhava na ro\u00e7a para cuidar das filhas \u2013 ela era a mais velha e tamb\u00e9m ajudava. Mesmo sem as m\u00e3os e parte dos bra\u00e7os, Maria Geralda aprendeu a ler, escrever, faxinar, costurar e bordar. Fez muitos vestidos, inclusive de noiva, e ensinou outras pessoas a arte da alfaiataria. Durante todo o tempo, contribuiu com o INSS e se aposentou como trabalhadora algumas d\u00e9cadas depois.<\/p>\n<p>Conhecemos dona Maria no Centro Viva a Vida, durante consulta com o mastologista, Dr. Danilo Costa.<\/p>\n<p><strong>O caso<\/strong><\/p>\n<p>O acidente que quase custou a vida desta itabirana aconteceu durante uma tarde, na d\u00e9cada de 1940, quando ela colocava cana entre as moendas do engenho tocado \u00e0 for\u00e7a animal na casa de uma tia. Em um segundo de distra\u00e7\u00e3o, Maria Geralda teve as duas m\u00e3os esmagadas pelo equipamento. Diante da situa\u00e7\u00e3o, todos entraram em desespero, sem saber o que fazer.<\/p>\n<p>O triste fato aconteceu em uma comunidade rural de Bom Jesus do Amparo, onde na \u00e9poca nem acesso tinha direito. Maria lembra que carro n\u00e3o era comum naqueles anos, ent\u00e3o, sem condi\u00e7\u00e3o de ir a um hospital, ela passou a noite ferida em casa. Os parentes buscaram socorro s\u00f3 no dia seguinte pela manh\u00e3. Ainda consciente, mas muito abatida, ela se lembra de ter sido carregada em maca at\u00e9 Bom Jesus do Amparo, de onde seguiu para Santa B\u00e1rbara.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a cirurgia, o m\u00e9dico respons\u00e1vel pelo atendimento, doutor Darcy Mota, continuou ajudando-a. \u201cDigo que sempre encontrei anjos em meu caminho\u201d, afirma. Como o lugarejo onde morava era muito afastado, ela se mudou com a m\u00e3e para a cidade onde, num asilo, foi cuidada por uma irm\u00e3 francesa.<\/p>\n<p><strong>Supera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Maria Geralda afirma que pessoas pr\u00f3ximas, parentes inclusive, sugeriram que sua m\u00e3e a levasse \u00e0 Serra do Piedade para pedir esmolas. \u201cEles diziam que, devido \u00e0 minha triste condi\u00e7\u00e3o, ganharia muito dinheiro. Aquilo me deixava muito triste\u201d, recorda. Na casa onde passou a morar, ningu\u00e9m a for\u00e7ava a fazer nada. Mesmo assim, ela sempre queria aprender alguma coisa. \u201cQuanto eu conseguia fazer alguma coisinha, me sentia gente\u201d.<\/p>\n<p>Quando descobriram que ela estava escrevendo, foi uma festa. Sob os cuidados da irm\u00e3 de caridade, aprendeu a falar franc\u00eas e a fazer trabalhos de faxina considerados complicados para uma pessoa na sua situa\u00e7\u00e3o. \u201cFaxinava com muito cuidado para n\u00e3o quebrar nada. Pensava que, se eu fizesse tudo atrapalhado, seria uma tristeza. Ent\u00e3o trabalhava sem fazer bagun\u00e7a\u201d, conta.<\/p>\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o ao INSS foi feita com o que recebia dos trabalhados como costureira. Maria Geralda conta que at\u00e9 fiscal foi escalado pela institui\u00e7\u00e3o para verificar se ela trabalhava mesmo. Apesar de todas as dificuldades, ela nunca se desesperou. S\u00f3 n\u00e3o se casou porque as irm\u00e3s n\u00e3o eram de acordo, com medo de que pudesse sofrer com alguma exig\u00eancia do marido. Mas pretendente ele teve \u2013 e mais de um.<\/p>\n<p>Para quem acha que a vida n\u00e3o anda valendo a pena, Maria Geralda deixa um recado: \u201cA gente nunca deve se desesperar, porque tudo tem sa\u00edda. Minha alegria \u00e9 poder fazer alguma coisa todos os dias. Nunca devemos nos desesperar porque Deus est\u00e1 na frente e com ele a gente chega l\u00e1\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/qjGSdA7VKYs\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em><strong>(Fonte: Portal DeFato)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de vida de dona Maria Geralda Silva, nascida no Turvo, em Itabira, \u00e9 um exemplo de supera\u00e7\u00e3o. Hoje com 80 anos, ela sofreu um acidente aos dez anos e perdeu as m\u00e3os e parte dos bra\u00e7os, quando ajudava as tias a moer cana na zona rural de Bom Jesus do Amparo. 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