{"id":20132,"date":"2014-02-03T12:11:28","date_gmt":"2014-02-03T14:11:28","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=20132"},"modified":"2014-02-03T12:11:28","modified_gmt":"2014-02-03T14:11:28","slug":"pequi-tem-cheiro-de-festa-e-renda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=20132","title":{"rendered":"Pequi tem cheiro de festa e renda"},"content":{"rendered":"<p>Para superar a seca e a falta de trabalho, comunidades rurais do Norte de Minas apostam no pequi, um fruto do cerrado, que ganha cada vez mais consumidores pelo pa\u00eds. A fruta retirada do quintal gera renda e auxilia na preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/pequi.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em>(Foto: Dione Afonso)<\/em><\/p>\n<p>Na comunidade rural Samba\u00edba, em Janu\u00e1ria, os produtores rurais aliam o extrativismo com a consci\u00eancia ambiental. Proteger c\u00f3rregos e rios e preservar as \u00e1rvores frut\u00edferas do cerrado s\u00e3o algumas das medidas adotadas pelas 300 fam\u00edlias que participam do projeto de divulga\u00e7\u00e3o do pequi no Estado.<\/p>\n<p>No pequeno centro de beneficiamento, mulheres da comunidade s\u00e3o respons\u00e1veis pelo manuseio do fruto, que vai desde a retirada da polpa at\u00e9 a venda do pequi beneficiado. \u201cFazemos a retirada do fruto da caba\u00e7a, higienizamos e cozinhamos. Daqui o pequi vai direto para a mesa do consumidor\u201d, disse a produtora rural Sercina Lopes de Ara\u00fajo, de 53 anos. <\/p>\n<p>A receita tradicional de \u201carroz com pequi\u201d deu espa\u00e7o a novas iguarias. Farinha, conservas, licores, \u00f3leo e at\u00e9 sab\u00e3o s\u00e3o alguns dos itens vendidos pelos cooperados. \u201cDescobrimos que do pequi podemos extrair v\u00e1rias coisas\u201d, disse o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Usu\u00e1rios da Sub-bacia do Rio dos Pochos, Jos\u00e9 Geraldo Ribeiro Matos.<\/p>\n<p>As comunidades tamb\u00e9m apostam em novas receitas, como tortas, doces e bolos. \u201cAinda estamos em fase de teste\u201d, completou a produtora rural Jucelina da Mota Almeida, de 57 anos. <\/p>\n<p>H\u00e1 nove anos, 186 fam\u00edlias de Japonvar s\u00e3o respons\u00e1veis pela comercializa\u00e7\u00e3o do pequi em Minas e em S\u00e3o Paulo e Goi\u00e1s. \u201cAt\u00e9 na merenda escolar nosso pequi est\u00e1 presente. A crian\u00e7ada gosta porque est\u00e1 acostumada a comer em casa\u201d, disse o presidente da Cooperativa de Produtores Rurais e Catadores de Pequi, Josu\u00e9 Barbosa de Ara\u00fajo. <\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de pequi movimenta a economia da cidade de 8.822 habitantes. \u201cO pequi gera trabalho, movimenta o turismo e auxilia na preserva\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o do Norte de Minas\u201d, disse o secret\u00e1rio municipal de Agropecu\u00e1ria, Jos\u00e9 Afonso Pereira de Aquino. <\/p>\n<p>Para se ter uma ideia da dimens\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, no ano passado, apenas a cidade de Japonvar escoou uma m\u00e9dia de 10 toneladas do fruto. Neste ano, no auge da produ\u00e7\u00e3o, a prefeitura contabiliza 15 toneladas do fruto in natura.<\/p>\n<p><strong>Castanha ser\u00e1 subproduto da fruta<\/strong><\/p>\n<p>Um desafio dos produtores rurais \u00e9 tornar o pequi atrativo para todos os paladares. O fruto, que \u00e9 conhecido pelo forte aroma, chega de forma t\u00edmida a regi\u00f5es em que \u00e9 pouco conhecido. <\/p>\n<p>Para conquistar mais apreciadores, o Departamento de Biologia da Unimontes est\u00e1 criando a castanha do pequi. Assim como a castanha de caju, o produto beneficiado do pequi possui alto valor nutricional e maior volume de \u00f3leo, conforme estudos da universidade. <\/p>\n<p>De acordo com o professor S\u00e9rgio Avelino Nobre, para que a castanha ganhe mercado \u00e9 preciso garantir maior durabilidade dela. \u201cEstudamos a melhor forma de extrair a \u00e1gua da castanha. Com isso, o produto poder\u00e1 ser fornecido para outras localidades\u201d, disse. A castanha do pequi \u00e9 extra\u00edda do embri\u00e3o do fruto presente na semente.<\/p>\n<p><strong>Visibilidade<\/strong><\/p>\n<p>A capacita\u00e7\u00e3o por meio de parcerias com universidades e entidades de classe est\u00e1 auxiliando as comunidades no aperfei\u00e7oamento da produ\u00e7\u00e3o e na amplia\u00e7\u00e3o nas vendas do pequi. \u201cAssim, o produto ganha uma visibilidade maior, o que ultrapassa as fronteiras de Minas\u201d, disse o professor. <\/p>\n<p>E, para isso, membros do Conselho Pr\u00f3-Pequi, uma entidade civil que auxilia os produtores rurais, querem conquistar uma esp\u00e9cie de selo geogr\u00e1fico. Com ele, o pequi ter\u00e1 uma identifica\u00e7\u00e3o de origem que comprova a qualidade do produto. A ideia \u00e9 a de que o fruto seja conhecido como \u201cPequi do Norte de Minas\u201d, assim como acontece com o queijo Canastra ou a cacha\u00e7a de Salinas.<\/p>\n<p><strong>Safra de dezembro a mar\u00e7o garante farra<\/strong><\/p>\n<p>O in\u00edcio da safra, entre dezembro e mar\u00e7o, \u00e9 marcado tamb\u00e9m por festejos e trabalhos nas comunidades do Norte de Minas. Em Montes Claros, a Festa Nacional do Pequi re\u00fane uma m\u00e9dia de 35 mil pessoas durante os cinco dias do evento, conforme a Secretaria Municipal de Cultura. <\/p>\n<p>O principal atrativo est\u00e1 nos pratos que valorizam o sabor do pequi. \u201c\u00c9, na verdade, uma oportunidade para o produtor rural colocar em evid\u00eancia as receitas tradicionais de fam\u00edlia. \u00c9 uma forma de manter a tradi\u00e7\u00e3o viva no Norte de Minas\u201d, disse o secret\u00e1rio Carlos Roberto Borges Muniz.<\/p>\n<p>E foi de uma brincadeira entre amigos durante o festival que surgiu outro evento que tem o mais famoso fruto do cerrado como prato principal. \u201cAp\u00f3s participar de um concurso culin\u00e1rio em que foi premiada, a receita ganhou tanta repercuss\u00e3o entre amigos e parentes que acabou virando festa\u201d, contou a jornalista Felicidade Tupinamb\u00e1. <\/p>\n<p>H\u00e1 14 anos, a Festa do Pequi, como \u00e9 conhecida na regi\u00e3o, preserva o sabor tradicional da iguaria, com o diferencial de trazer a polpa fora da semente. \u201cQuem n\u00e3o \u00e9 do Norte de Minas n\u00e3o sabe roer o pequi. Acho que isso torna a receita mais gostosa\u201d, brincou a jornalista. <\/p>\n<p><em>(Fonte: Jornal Hoje em Dia)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para superar a seca e a falta de trabalho, comunidades rurais do Norte de Minas apostam no pequi, um fruto do cerrado, que ganha cada vez mais consumidores pelo pa\u00eds. A fruta retirada do quintal gera renda e auxilia na preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. 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