{"id":196705,"date":"2025-01-31T11:25:14","date_gmt":"2025-01-31T14:25:14","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=196705"},"modified":"2025-01-31T11:27:24","modified_gmt":"2025-01-31T14:27:24","slug":"plantas-nao-convencionais-ganham-espaco-na-alimentacao-dos-mineiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=196705","title":{"rendered":"Plantas n\u00e3o convencionais ganham espa\u00e7o na alimenta\u00e7\u00e3o dos mineiros"},"content":{"rendered":"\n<p>As hortali\u00e7as n\u00e3o convencionais, tamb\u00e9m chamadas de plantas aliment\u00edcias n\u00e3o convencionais (Pancs), v\u00eam conquistando, ainda que de forma t\u00edmida, um lugar nas mesas, bancadas de feiras livres e festivais gastron\u00f4micos de Minas Gerais. Essas plantas, al\u00e9m de trazerem novos sabores, carregam tradi\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias afetivas, promovendo um resgate cultural e alimentar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"675\" height=\"450\" data-id=\"196706\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/pequi_1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-196706\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/pequi_1.jpg 675w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/pequi_1-300x200.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/pequi_1-630x420.jpg 630w\" sizes=\"auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Um exemplo de sucesso entre as Pancs \u00e9 o pequi que, mesmo sem a produ\u00e7\u00e3o em grande escala, comp\u00f5e pratos e \u00e9 amplamente comercializado em feiras &#8211; Foto: Igor Rocha \/ Epamig<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>A Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas Gerais (Epamig) tem se destacado no estudo e incentivo ao cultivo das Pancs, com o intuito de diversificar a produ\u00e7\u00e3o rural, fortalecer a seguran\u00e7a alimentar e recuperar pr\u00e1ticas alimentares ancestrais. O projeto, iniciado no Campo Experimental de Santa Rita, em Prudente de Morais, levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de outros dois bancos gen\u00e9ticos no estado, nos campos experimentais da Epamig em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei e Orat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Sara Regina, produtora rural com 35 anos de atua\u00e7\u00e3o na propriedade da fam\u00edlia em Matozinhos, \u00e9 um exemplo do impacto positivo das pesquisas. Motivada pelas tradi\u00e7\u00f5es familiares, ela procurou apoio da Epamig para aprender a identificar e cultivar hortali\u00e7as Panc. \u201cA Epamig trouxe orienta\u00e7\u00f5es sobre as esp\u00e9cies. O que antes era visto como mato agora faz parte da minha alimenta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m das informa\u00e7\u00f5es, passei a receber acompanhamento t\u00e9cnico da Emater e Senar e incentivo para cultivar novas esp\u00e9cies, como a araruta, vinda de mudas disponibilizadas a partir dos estudos\u201d, conta a produtora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"675\" height=\"450\" data-id=\"196707\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/sara_regina.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-196707\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/sara_regina.jpg 675w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/sara_regina-300x200.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/sara_regina-630x420.jpg 630w\" sizes=\"auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Sara Regina &#8211; Foto: Igor Rocha \/ Epamig<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>O trabalho em conjunto entre pesquisadores e produtores \u00e9 fundamental para o sucesso dessas iniciativas. A pesquisadora da Epamig, Marinalva Woods, ressalta a import\u00e2ncia do di\u00e1logo. \u201cO produtor contribui com o seu conhecimento com a terra para, junto da pesquisa, trabalharmos para otimizar os sistemas de cultivo, aprimorar o produto final e difundir os resultados\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>As hortali\u00e7as Panc fazem parte de diversos projetos de pesquisa promovidos pela Epamig, em parceria com a Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) e universidades estaduais. Entre as esp\u00e9cies pesquisadas est\u00e3o a taioba, azedinha, capuchinha e araruta, que convivem com pr\u00e1ticas experimentais de consorcia\u00e7\u00e3o, como o cultivo conjunto de milho e feij\u00e3o-mangal\u00f4.<\/p>\n\n\n\n<p>No que diz respeito \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o, as hortali\u00e7as Panc t\u00eam presen\u00e7a em feiras livres em Minas Gerais, embora em pequena escala. De acordo com a Emater-MG, 614 dos 853 munic\u00edpios mineiros possuem feiras, sendo que 73% delas s\u00e3o realizadas semanalmente. Contudo, a sazonalidade das esp\u00e9cies e a baixa procura ainda dificultam a regularidade da oferta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para enfrentar esses desafios, projetos como o &#8220;Feira com Ci\u00eancia&#8221;, da Epamig, buscam promover a produ\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o das Pancs ao aproximar diretamente agricultores e consumidores nas feiras. O programa tamb\u00e9m distribui material informativo e fornece orienta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para incentivar o cultivo dessas hortali\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro importante passo para a amplia\u00e7\u00e3o do consumo das Pancs \u00e9 o Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (Pnae). Em Nova Lima, a parceria entre a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o e a Emater-MG tem proporcionado aos alunos o acesso a essas hortali\u00e7as no card\u00e1pio da merenda escolar, contribuindo para a populariza\u00e7\u00e3o dessas plantas na alimenta\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciativas de turismo gastron\u00f4mico, como o Festival de Ora-pro-n\u00f3bis em Sabar\u00e1, tamb\u00e9m t\u00eam ajudado a dar visibilidade e valorizar as hortali\u00e7as Panc, tornando-as mais conhecidas pela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, o resgate dessas plantas aliment\u00edcias ainda enfrenta obst\u00e1culos, como o desconhecimento do consumidor e a limitada escala de produ\u00e7\u00e3o. A pesquisadora Marinalva Woods acredita que o caminho para o sucesso das Pancs envolve investimentos em pesquisa, educa\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o. \u201cInvestir em pesquisa, educa\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para inserir as hortali\u00e7as Panc na dieta da popula\u00e7\u00e3o, valorizar o patrim\u00f4nio alimentar mineiro e fortalecer as rela\u00e7\u00f5es com o meio ambiente\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"675\" height=\"450\" data-id=\"196708\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/marinalva.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-196708\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/marinalva.jpg 675w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/marinalva-300x200.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/marinalva-630x420.jpg 630w\" sizes=\"auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Marinalva Woods &#8211; Foto: Igor Rocha \/Epamig<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As hortali\u00e7as n\u00e3o convencionais, tamb\u00e9m chamadas de plantas aliment\u00edcias n\u00e3o convencionais (Pancs), v\u00eam conquistando, ainda que de forma t\u00edmida, um lugar nas mesas, bancadas de feiras livres e festivais gastron\u00f4micos de Minas Gerais. 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