{"id":195658,"date":"2025-01-16T12:19:00","date_gmt":"2025-01-16T15:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=195658"},"modified":"2025-01-18T00:05:19","modified_gmt":"2025-01-18T03:05:19","slug":"brasil-registra-reducao-no-numero-de-criancas-e-jovens-abaixo-da-linha-da-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=195658","title":{"rendered":"Brasil registra redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de crian\u00e7as e jovens abaixo da linha da pobreza"},"content":{"rendered":"\n<p>O Brasil reduziu o percentual de crian\u00e7as e adolescentes com renda abaixo da linha da pobreza monet\u00e1ria. Em 2017, 25,44%, ou seja, uma a cada quatro crian\u00e7as e adolescentes de at\u00e9 17 anos estavam nessa situa\u00e7\u00e3o. Em 2023, esse percentual caiu para 19,14%, o que equivale a aproximadamente, uma a cada cinco crian\u00e7as e adolescentes em fam\u00edlias com renda inferior a R$ 355 mensais por pessoa. Em n\u00fameros, s\u00e3o 9,8 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o do estudo Pobreza Multidimensional na Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia no Brasil \u2013 2017 a 2023, lan\u00e7ado pelo Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) nesta quinta-feira (16). \u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostra tamb\u00e9m que, apesar dos avan\u00e7os, 8,1% das crian\u00e7as e adolescentes ainda est\u00e3o em fam\u00edlias com renda inferior a linha da pobreza extrema, ou seja, 4,2 milh\u00f5es t\u00eam renda, por pessoa, inferior a R$ 209 mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da renda, o estudo, que \u00e9 baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), analisou outras dimens\u00f5es que considera fundamentais para garantir o bem-estar de crian\u00e7as e adolescentes: educa\u00e7\u00e3o, acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, \u00e1gua, saneamento, moradia, prote\u00e7\u00e3o contra o trabalho infantil e seguran\u00e7a alimentar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando falamos de pobreza multidimensional, estamos falando de um entendimento diferente ao tradicional que temos de pobreza monet\u00e1ria, que \u00e9 baseado basicamente na aus\u00eancia de renda. A pobreza multidimensional est\u00e1 diretamente relacionada com os direitos. \u00c9 um resultado da rela\u00e7\u00e3o entre as priva\u00e7\u00f5es, exclus\u00f5es e vulnerabilidades que afetam o bem-estar de meninas e meninos. Como sabemos, os direitos humanos s\u00e3o indivis\u00edveis. E quando uma crian\u00e7a n\u00e3o tem acesso a um ou mais direitos, dizemos que est\u00e1 em pobreza multidimensional&#8221;, explica a chefe de Pol\u00edticas Sociais do Unicef no Brasil, Liliana Chopitea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outras dimens\u00f5es da pobreza<\/h2>\n\n\n\n<p>No geral, consideradas todas as categorias analisadas, o Brasil reduziu o n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes de 0 a 17 anos vivendo na pobreza, em suas m\u00faltiplas dimens\u00f5es. Em 2017, eram 34,3 milh\u00f5es, o que equivale a 62,5%. Em 2023, o n\u00famero caiu para 28,8 milh\u00f5es, ou 55,9%. S\u00e3o&nbsp;crian\u00e7as e adolescentes com algum tipo de priva\u00e7\u00e3o em alguma das dimens\u00f5es analisadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar&nbsp;cada uma das categorias, o estudo mostra que o percentual de crian\u00e7as e adolescentes sem acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel, caiu 6,8% para 5,4%, entre 2017 e 2023. Na dimens\u00e3o de saneamento, o percentual caiu de 42,3% para 38% no mesmo per\u00edodo. A porcentagem daqueles sem acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o caiu de 17,5% para 3,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Eram 13,2% crian\u00e7as e adolescentes sem acesso adequado \u00e0&nbsp;moradia em 2017, percentual que caiu para 11,2% em 2023. Com rela\u00e7\u00e3o a crian\u00e7as e adolescentes em trabalho infantil, houve estabilidade, de 3,5% para 3,4%, o que ainda significa 1,7 milh\u00e3o de meninos e meninas nessa situa\u00e7\u00e3o.<br><br>O percentual daqueles com alguma priva\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o caiu de 8,6% em 2017 para 7,8% em 2023. A inseguran\u00e7a alimentar tamb\u00e9m reduziu de 50,5% das crian\u00e7as em 2018 para 36,9%, em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra ainda que houve redu\u00e7\u00e3o entre aqueles em situa\u00e7\u00e3o de pobreza extrema, ou seja, crian\u00e7as e adolescentes que n\u00e3o tem nenhum acesso a alguma das dimens\u00f5es analisadas. Ao todo, eram 13 milh\u00f5es, ou 23,8% em 2017. Em 2023, eram 9,8 milh\u00f5es, ou 18,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Chopitea, \u00e9 importante que as diversas dimens\u00f5es da pobreza sejam mensuradas pelo pa\u00eds e que haja pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas especificamente para a inf\u00e2ncia. &#8220;\u00c9 muito importante que o pa\u00eds tenha uma medida de pobreza infantil multidimensional que permita o desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas baseadas em evid\u00eancia. E nesse sentido tamb\u00e9m \u00e9 essencial que o Brasil priorize as crian\u00e7as e os adolescentes no or\u00e7amento e nas pol\u00edticas p\u00fablicas&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impacto do Bolsa Fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n<p>A dimens\u00e3o renda foi uma das que apresentaram a redu\u00e7\u00e3o mais significativa de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade no per\u00edodo analisado. A pesquisa destaca a expans\u00e3o do programa Bolsa Fam\u00edlia como um dos principais fatores que possibilitaram essa redu\u00e7\u00e3o. \u201cEsta melhora not\u00e1vel pode ser parcialmente atribu\u00edda \u00e0 expans\u00e3o do programa Bolsa Fam\u00edlia durante o per\u00edodo. De fato, o Brasil experimentou uma transforma\u00e7\u00e3o significativa em sua pol\u00edtica de transfer\u00eancia de renda, iniciando com a implementa\u00e7\u00e3o do Aux\u00edlio Emergencial em resposta \u00e0 crise provocada pela pandemia\u201d, diz o texto.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo ressalta que a transfer\u00eancia de renda, que incluem o Aux\u00edlio Emergencial em resposta \u00e0 crise provocada pela pandemia&nbsp;e,&nbsp;a partir de 2022, o Aux\u00edlio Brasil possibilitou que fam\u00edlias sa\u00edssem da linha da pobreza. Segundo a pesquisa, no primeiro trimestre de 2022, cerca de 17,9 milh\u00f5es de fam\u00edlias eram benefici\u00e1rias do programa. Esse n\u00famero aumentou para aproximadamente 21,6 milh\u00f5es de fam\u00edlias no primeiro trimestre de 2023, representando um aumento de cerca de 20%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos absolutos, o estudo mostra que em 2019, 750 mil crian\u00e7as e adolescentes sa\u00edram da pobreza devido ao Bolsa Fam\u00edlia. Em 2022, esse n\u00famero saltou para 2,9 milh\u00f5es, at\u00e9 crescer mais uma vez para 4 milh\u00f5es, em 2023.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desigualdades<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de todas as redu\u00e7\u00f5es, o pa\u00eds apresenta ainda diversas desigualdades. A pobreza multidimensional entre crian\u00e7as e adolescentes negros permanece, segundo o estudo, mais alta em compara\u00e7\u00e3o com brancos. Enquanto, entre meninas e meninos brancos, 45,2% est\u00e3o em pobreza multidimensional, entre negros o percentual \u00e9 de 63,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m diferen\u00e7as regionais e geogr\u00e1ficas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s priva\u00e7\u00f5es enfrentadas. Dados da pesquisa mostram que a maior parque das crian\u00e7as e adolescentes que residem em \u00e1reas rurais enfrentam priva\u00e7\u00f5es de direitos. Esse percentual passou de 96,3% em 2017 para 95,3%, em 2023. Em \u00e1reas urbanas esse percentual passou de 55,3% em 2017 para 48,5% em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A priva\u00e7\u00e3o ao saneamento b\u00e1sico \u00e9 o maior destaque, chegando a quase 92% das crian\u00e7as e adolescentes de \u00e1reas rurais, enquanto nas \u00e1reas urbanas \u00e9 de quase 28%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regi\u00f5es do pa\u00eds, Norte e Nordeste concentram os maiores percentuais de crian\u00e7as e adolescentes com alguma priva\u00e7\u00e3o, chegando a 90,6%, no Piau\u00ed, em 2023. Os menores percentuais est\u00e3o nas regi\u00f5es Sul e Sudeste, sendo S\u00e3o Paulo o estado com o menor percentual de crian\u00e7as e adolescentes privados dos direitos analisados no estudo, 31,8%<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Chopitea, a prioriza\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia \u00e9 importante tamb\u00e9m para o desenvolvimento do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A pobreza afeta mais as crian\u00e7as e adolescentes justamente porque est\u00e3o em um momento de desenvolvimento e, n\u00e3o s\u00f3 essas dimens\u00f5es, mas qualquer direito que n\u00e3o seja garantido na idade certa, pode ter consequ\u00eancias a longo prazo, a m\u00e9dio e longo prazo para o desenvolvimento das crian\u00e7as e a longo prazo tamb\u00e9m para a economia de um pa\u00eds. Porque se temos umas crian\u00e7as que n\u00e3o est\u00e3o devidamente desenvolvidas, naturalmente n\u00e3o vamos ter adultos que possam contribuir economicamente para o pa\u00eds. Ent\u00e3o, \u00e9 importante colocar como prioridade as pol\u00edticas que enderecem acesso a direitos das crian\u00e7as e dos adolescentes na idade certa&#8221;.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil reduziu o percentual de crian\u00e7as e adolescentes com renda abaixo da linha da pobreza monet\u00e1ria. Em 2017, 25,44%, ou seja, uma a cada quatro crian\u00e7as e adolescentes de at\u00e9 17 anos estavam nessa situa\u00e7\u00e3o. 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