{"id":191310,"date":"2022-10-06T19:01:45","date_gmt":"2022-10-06T22:01:45","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=191310"},"modified":"2022-10-06T21:28:30","modified_gmt":"2022-10-07T00:28:30","slug":"policias-do-rio-de-janeiro-matam-mais-que-as-de-outros-seis-estados-juntos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=191310","title":{"rendered":"Pol\u00edcias do Rio de Janeiro matam mais que as de outros seis estados juntos"},"content":{"rendered":"\n<p>Novo relat\u00f3rio divulgado hoje (6) pela Rede de Observat\u00f3rios de Seguran\u00e7a aponta que as for\u00e7as policiais do Rio de Janeiro foram respons\u00e1veis por 306 mortes entre agosto de 2021 e julho de 2022. O n\u00famero \u00e9 superior aos 281 \u00f3bitos registrados conjuntamente em outros seis estados analisados.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio traz os resultados de um estudo feito pelo terceiro ano consecutivo com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a viol\u00eancia e a seguran\u00e7a p\u00fablica. Foram compilados dados da Bahia, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Pernambuco, Piau\u00ed e S\u00e3o Paulo, al\u00e9m do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os n\u00fameros demonstram que o confronto como pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 um modelo falido. A principal justificativa dessas a\u00e7\u00f5es \u00e9 a guerra \u00e0s drogas, que s\u00f3 afeta pessoas negras e pobres e nem mesmo resulta em apreens\u00f5es de entorpecentes ou desarticula\u00e7\u00e3o do crime&#8221;, afirma a Rede de Observat\u00f3rios de Seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pol\u00edcia do Rio<\/h2>\n\n\n\n<p>Em nota, a Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) informou que tem apresentado os melhores \u00edndices de seguran\u00e7a p\u00fablica em tr\u00eas d\u00e9cadas, conforme dados do Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica (ISP), autarquia vinculada ao governo estadual. Tamb\u00e9m apresentou um comparativo entre os per\u00edodos de janeiro a agosto de 2022 e 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os n\u00fameros revelam uma redu\u00e7\u00e3o de 11% no \u00edndice de letalidade violenta, 7% nas les\u00f5es corporais seguidas de morte e de 11% nos roubos seguidos de morte, os menores indicativos dos \u00faltimos 31 anos. Vale destacar que, somente neste ano de 2022, a PMRJ prendeu mais de 24,2 mil criminosos, apreendeu mais de 2,8 mil adolescentes envolvidos com a criminalidade, e retirou das ruas mais de 4,8 mil armas de fogo, entre as quais 275 fuzis id\u00eanticos aos utilizados em guerras convencionais&#8221;, diz o texto.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m com base em dados do ISP, a Pol\u00edcia Civil afirmou que o n\u00famero de mortes por interven\u00e7\u00e3o de agentes do Estado est\u00e1 no menor patamar desde 2017 e sustentou que as opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o realizadas com base no trip\u00e9 intelig\u00eancia, investiga\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o. &#8220;Os confrontos s\u00f3 existem quando os agentes t\u00eam de reagir a a\u00e7\u00e3o de criminosos&#8221;, alega.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">V\u00edtimas negras<\/h2>\n\n\n\n<p>A Rede de Observat\u00f3rios de Seguran\u00e7a \u00e9 um projeto impulsionado pelo Centro de Estudos de Seguran\u00e7a e Cidadania (CESeC) da Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro. Os estudos contam com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Ford. As duas primeiras edi\u00e7\u00f5es deste relat\u00f3rio reuniram dados de cinco estados. A partir desta edi\u00e7\u00e3o, Maranh\u00e3o e Piau\u00ed tamb\u00e9m passam a fazer parte do estudo, tendo em vista a integra\u00e7\u00e3o de grupos de pesquisa das universidades federais do Maranh\u00e3o (UFMA) e do Piau\u00ed (UFPI). Entre outros participantes que j\u00e1 compunham a rede, h\u00e1 cientistas da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) e da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, o estudo divulgado hoje avaliou 16 indicadores. Os resultados mostram que pessoas negras s\u00e3o as principais v\u00edtimas da viol\u00eancia, raz\u00e3o pela qual o relat\u00f3rio foi batizado de M\u00e1quina de Moer Gente Preta: A Responsabilidade da Branquitude.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma barreira f\u00edsica, real e concreta permite a divis\u00e3o da sociedade em pessoas que podem todas as coisas \u2013 com prote\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e sil\u00eancio da m\u00eddia para os crimes mais abjetos, inclusive contra a vida \u2013, e todas as demais, que est\u00e3o sempre a um passo do c\u00e1rcere, por caminhar \u00e0 noite nas ruas do seu bairro, ou da cova, porque uma b\u00edblia ou um guarda-chuva s\u00e3o &#8216;muito parecidos&#8217; com um fuzil&#8221;, registra o artigo de abertura do relat\u00f3rio escrito pelo historiador Dudu Ribeiro, coordenador do Observat\u00f3rio da Seguran\u00e7a na Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse estudo \u00e9 resultado de um monitoramento di\u00e1rio a partir de ve\u00edculos de imprensa: os pesquisadores coletam informa\u00e7\u00f5es e alimentam um banco de dados que posteriormente \u00e9 revisado e consolidado. Entre agosto de 2021 e julho de 2022, foram contabilizados 21.563 eventos violentos nos sete estados, o que significa 59 por dia.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es policiais representam mais da metade desses registros. Particularmente no Rio de Janeiro, eles respondem por 67% dos eventos, superando a m\u00e9dia nacional de 55%. Em n\u00fameros absolutos, no entanto, S\u00e3o Paulo \u00e9 o estado que apresenta o maior n\u00famero de eventos violentos envolvendo a pol\u00edcia: foram 3.622 registros.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio destaca ainda que a Bahia registrou um aumento de 47% no \u00edndice de viol\u00eancia contra a mulher, que Pernambuco \u00e9 o estado onde mais mulheres trans foram mortas, que Maranh\u00e3o e Piau\u00ed t\u00eam os maiores \u00edndices de viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as considerando os estados do Nordeste e que S\u00e3o Paulo contabilizou uma alta de 15% na viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br><br><strong>Sabia que o Aconteceu no Vale est\u00e1 tamb\u00e9m no Telegram? <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/t.me\/aconteceunovaleoficial\" target=\"_blank\">Inscreva-se no canal<\/a>.<\/strong><br><br><strong>J\u00e1 curtiu ou seguiu nossas p\u00e1ginas nas redes sociais?\u00a0Receba as not\u00edcias em primeira m\u00e3o:<\/strong><br>\u2022 <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMNjklQswi4etAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\" target=\"_blank\">Google News<\/a><br>\u2022 <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/aconteceunovale\/\" target=\"_blank\">Facebook<\/a><br>\u2022 <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/noticiadosvales\" target=\"_blank\">Twitter<\/a><br>\u2022 <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/aconteceunovale\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><br>\u2022 <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/AconteceunoValeOficial\" target=\"_blank\">Youtube<\/a><br>\u2022 <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@aconteceunovale\" target=\"_blank\">TikTok<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo relat\u00f3rio divulgado hoje (6) pela Rede de Observat\u00f3rios de Seguran\u00e7a aponta que as for\u00e7as policiais do Rio de Janeiro foram respons\u00e1veis por 306 mortes entre agosto de 2021 e julho de 2022. 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