{"id":185816,"date":"2022-01-14T17:23:54","date_gmt":"2022-01-14T20:23:54","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=185816"},"modified":"2022-01-14T17:27:05","modified_gmt":"2022-01-14T20:27:05","slug":"producao-de-marmelo-pode-ganhar-novo-impulso-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=185816","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de marmelo pode ganhar novo impulso em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de marmelo, que j\u00e1 foi uma importante atividade da agricultura em Minas Gerais, tem tudo para ganhar novo impulso nos pr\u00f3ximos anos. A\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.emater.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\">Emater-MG<\/a>\u00a0e a Universidade Federal de Lavras (Ufla) est\u00e3o com um projeto que pode alavancar novamente a atividade, usado prioritariamente na fabrica\u00e7\u00e3o do doce, conhecido como marmelada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"419\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/marmelo-1.jpg\" alt=\"\" data-id=\"185818\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/marmelo-1.jpg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=185818\" class=\"wp-image-185818\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/marmelo-1.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/marmelo-1-300x185.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/marmelo-1-356x220.jpg 356w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Foto: Emater-MG \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>A parceria teve in\u00edcio ap\u00f3s convite da universidade para que a Emater participasse de trabalho para avaliar o comportamento de diversas variedades de marmeleiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia tamb\u00e9m \u00e9 ajudar no resgate da cultura tradicional e que vem entrando em decad\u00eancia ao longo dos anos. A atividade j\u00e1 deu a Minas Gerais o t\u00edtulo de maior produtor de marmelos do pa\u00eds, nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970, em munic\u00edpios como Virginia, Marmel\u00f3polis, Delfim Moreira, Maria da F\u00e9 e Cristina, localizados na regi\u00e3o da Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Proposta<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o sendo distribu\u00eddas de seis a sete cultivares de marmeleiro a produtores de dez munic\u00edpios mineiros. S\u00e3o 23 mudas de cada cultivar, totalizando 161 mudas que cada um dos agricultores vai plantar em sua propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>As frut\u00edferas de marmelo ser\u00e3o monitoradas por t\u00e9cnicos da Emater e acad\u00eamicos da Ufla. A proposta \u00e9 que os produtores disponibilizem as \u00e1reas de cultivo para servirem de unidades demonstrativas e unidades de observa\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies.<br>&nbsp;<br>Segundo o coordenador t\u00e9cnico estadual de Fruticultura da Emater, Deny San\u00e1bio, o desenvolvimento das variedades ser\u00e1 monitorado nos munic\u00edpios de Coimbra, Concei\u00e7\u00e3o do Mato Dentro, Soledade de Minas, Coqueiral, Delfim Moreira, Marmel\u00f3polis, Lagoa Dourada, Rezende Costa, Machado e S\u00e3o Jo\u00e3o do Para\u00edso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente espera determinar quais s\u00e3o as variedades de melhor comportamento, desenvolvimento, produ\u00e7\u00e3o, tamanho e peso do fruto. E, no futuro, vamos poder estabelecer quais delas s\u00e3o recomendadas para as diferentes regi\u00f5es do estado\u201d, explica San\u00e1bio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tradi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o do Para\u00edso \u00e9 o \u00fanico, entre os participantes do projeto, que vai abrigar tr\u00eas unidades demonstrativas da pesquisa. Elas v\u00e3o sediar eventos como dias de campo, cursos com a demonstra\u00e7\u00e3o de poda, aduba\u00e7\u00e3o e colheitas, entre outras pr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O marmelo \u00e9 tradicional nesse munic\u00edpio e precisamos resgatar a cultura que enfrenta problemas fitossanit\u00e1rios. Ent\u00e3o, outras variedades est\u00e3o indo pra l\u00e1. Vamos ver quais s\u00e3o menos suscet\u00edveis a doen\u00e7as. A que est\u00e1 l\u00e1 hoje \u00e9 a da variedade Portugal\u201d, informa Deny San\u00e1bio.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor de Fruticultura de Clima Temperado do Departamento de Agricultura da Escola de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias (Esal), pertencente a Ufla, Rafael Pio, informa que as mudas s\u00e3o frutos de um trabalho na institui\u00e7\u00e3o h\u00e1 20 anos. O resultado foi a forma\u00e7\u00e3o de um banco de germoplasma, que hoje cont\u00e9m 31 cultivares de marmeleiro e \u00e9 considerado o maior da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pesquisa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo Rafael Pio, as pesquisas com marmeleiro resultaram numa s\u00e9rie de trabalhos cient\u00edficos, visando o aprimoramento e o incentivo do cultivo da frut\u00edfera. \u201cO trabalho come\u00e7ou em n\u00edvel de competi\u00e7\u00e3o de cultivares para definir as mais produtivas. Desenvolvemos a\u00e7\u00f5es tanto no munic\u00edpio de Jundia\u00ed, no Leste paulista, como em Lavras, em 2016. As pesquisas geraram v\u00e1rias disserta\u00e7\u00f5es em mestrado e teses de doutorado.<\/p>\n\n\n\n<p>O intuito \u00e9 fazer uma avalia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dessas mudas e, junto com a Emater, a divulga\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. Queremos incentivar novos produtores e validar essas cultivares de potencial para a diversifica\u00e7\u00e3o da marmelocultura mineira que, at\u00e9 ent\u00e3o, se baseia em uma \u00fanica cultivar, o marmeleiro Portugal\u201d, esclarece.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Agora a gente quer incentivar a atividade, entrando com cultivares que produzam mais frutos e sejam mais resistentes \u00e0s principais doen\u00e7as que incidem sobre o marmeleiro\u201d, justifica o acad\u00eamico da Ufla. As sete variedades de marmelo que est\u00e3o sendo testadas s\u00e3o: Portugal, Bereckey, Alongado, Fuller, Smyrna, Alaranjado e Reas Mamouth.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Doce<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Muitas fam\u00edlias j\u00e1 viveram do cultivo do marmeleiro e o estado chegou a ter 27 agroind\u00fastrias processadoras de marmelo. Entre elas grandes produtoras de marmelada como a Cica, Peixe e Colombo, famosas na \u00e9poca. Mas com o passar dos anos, por problemas fitossanit\u00e1rios das plantas e pela introdu\u00e7\u00e3o de outros doces no mercado, como a goiabada e o doce de batata, a produ\u00e7\u00e3o e o consumo de marmelada foi caindo.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00e9cada de 1970 foi o apogeu e o come\u00e7o do fim da marmelocultura em Minas Gerais, que at\u00e9 ent\u00e3o exportava marmelada. Os munic\u00edpios de Delfim Moreira, Maria da F\u00e9 e Marmel\u00f3polis, cujo nome \u00e9 uma refer\u00eancia ao grande volume de produ\u00e7\u00e3o de marmelo, abrigavam a maioria das f\u00e1bricas do doce no estado, entre grandes e pequenas agroind\u00fastrias familiares. Mas ano a ano o cultivo e produ\u00e7\u00e3o foram reduzindo.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Deny San\u00e1bio, em 1967, o estado tinha 7.582 hectares de plantio e produ\u00e7\u00e3o de 11,5 mil toneladas de marmelo. Em 1994, as lavouras ocupavam 1.097 hectares, com uma produ\u00e7\u00e3o de 1.632 toneladas. J\u00e1 em 2002, o plantio era de 170 hectares e produ\u00e7\u00e3o de 677 toneladas, chegando ao ano de 2021 com 55 hectares de plantio e produ\u00e7\u00e3o de 360 toneladas de marmelo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esses n\u00fameros ca\u00edram muito rapidamente, em fun\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a como a entomosporiose, provocada pelo fungo entomospoium sp e pela entrada de novos doces no mercado\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Marmelo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O marmeleiro tem como centro de origem o Oriente M\u00e9dio. Sendo de clima temperado, o marmelo \u00e9 bastante exigente em tratos culturais. O plantio \u00e9 feito por estacas enraizadas das cultivares eleitas para explora\u00e7\u00e3o ou por enxertia de variedades de copa em porta enxertos da cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Os frutos raramente s\u00e3o consumidos in natura, sendo industrializados para a produ\u00e7\u00e3o de marmelada, mas podendo ser usados em geleias, sopas, licores, xaropes e em pratos salgados finos. Um dos componentes do marmelo, a pectina, pode ser empregada em produtos farmac\u00eautico e de perfumaria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br><em>Quer receber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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