{"id":18523,"date":"2014-01-15T11:43:34","date_gmt":"2014-01-15T13:43:34","guid":{"rendered":"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=18523"},"modified":"2014-01-15T11:45:05","modified_gmt":"2014-01-15T13:45:05","slug":"pouco-conhecidas-brs-251-365-e-364-sao-novos-corredores-do-perigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=18523","title":{"rendered":"Pouco conhecidas, BRs 251, 365 e 364 s\u00e3o novos corredores do perigo em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>Estreitas, com poucos pontos de ultrapassagem, esquecidas por planos de implanta\u00e7\u00e3o de radares, malconservadas e fora dos processos de duplica\u00e7\u00e3o. A soma de fatores de risco, segundo a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF) e especialistas, tornou as pouco conhecidas 251, 364 e 365 as rodovias federais que cortam Minas onde houve maior aumento de mortes entre 2012 e 2013. Ao contr\u00e1rio das demais, a 251 apresentou tamb\u00e9m alta na m\u00e9dia mensal de acidentes (+11%) e feridos (28%). Os dados s\u00e3o da PRF. Duas trag\u00e9dias recentes que refor\u00e7am o estado cr\u00edtico da 251. Em 25 de novembro, 15 pessoas morreram e 24 ficaram feridas na altura do km 362 da rodovia, em Padre Carvalho, no Norte de Minas, depois que um micro-\u00f4nibus e uma carreta se chocaram de frente. Na noite do domingo passado, pai, m\u00e3e e duas filhas morreram tr\u00eas quil\u00f4metros \u00e0 frente, quando uma minivan bateu de frente em um caminh\u00e3o. O acidente ocorreu depois que o motorista do ve\u00edculo tentou se desviar de um buraco no pavimento e atingiu o ve\u00edculo de carga.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/251_apertada.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<em><strong>Estreito e sem acostamento, trecho da 251 entre Montes Claros e a BR-116 (rodovia rio-bahia) tem alto \u00edndice de acidentes e mortes, segundo a PRF (Foto: Solon Queiroz)<\/strong><\/em><\/p>\n<p>De forma geral, oito das 21 rodovias monitoradas pela corpora\u00e7\u00e3o tiveram proporcionalmente mais \u00f3bitos em acidentes no ano passado, at\u00e9 novembro, na compara\u00e7\u00e3o com todo o ano anterior. A BR-251 chegou a registrar 40,9% mais v\u00edtimas por m\u00eas, uma m\u00e9dia de 6,2 pessoas que perdem a vida a cada quatro semanas, contra 4,4 \u00f3bitos em 30 dias em 2012. Em seguida v\u00eam a 364, com 14,2% mais v\u00edtimas, e a 365 (11,3%.) As mortes de dezembro ainda n\u00e3o foram computadas.<\/p>\n<p>Duas das rodovias onde as mortes dispararam, a 251 e a 365, se encontram no Norte de Minas, na cidade polo de Montes Claros. Segundo o inspetor Nilmar Silva Ferreira, da PRF da regi\u00e3o, o trecho mais cr\u00edtico da 251 \u00e9 a serra de Francisco S\u00e1, entre o km 470 e o km 480, uma sequ\u00eancia de curvas numa \u00e1rea de declive acentuado, onde os acidentes s\u00e3o constantes. \u201cOs motoristas enfrentam uma subida em estrada muito estreita e sinuosa. Isso os leva a tentar ultrapassagens em pontos de pouca visibilidade, o que tem aumentado os acidentes\u201d, disse. O policial informou ainda que as chuvas de dezembro e janeiro pioraram as condi\u00e7\u00f5es de rodagem. \u201cO asfalto est\u00e1 muito deteriorado e precisa ser recuperado com urg\u00eancia. No acidente de domingo, o motorista da minivan tentou justamente se desviar de um buraco enorme e acabou morrendo com a fam\u00edlia ao bater numa carreta\u201d, afirma. <\/p>\n<p>A BR-365 foi revitalizada h\u00e1 poucos meses, mas ainda tem trechos perigosos onde o fluxo rodovi\u00e1rio e o urbano de Montes Claros entram em conflito. \u201cNo povoado de S\u00e3o Geraldo, a tr\u00eas quil\u00f4metros de Montes Claros, \u00e9 urgente a instala\u00e7\u00e3o de um trevo, pois os motoristas costumam atravessar a rodovia sem olhar direito. L\u00e1 \u00e9 onde ocorre a maioria das mortes nessa estrada\u201d, disse o inspetor. Em 7 de novembro, a estrada foi palco de um dos seus piores desastres, que resultou na morte de tr\u00eas pessoas, entre Patos de Minas e Patroc\u00ednio, no Alto Parana\u00edba. Um carro da Prefeitura de Alto Parana\u00edba e uma picape Strada bateram de frente em um dos trechos mais perigosos, a chamada Curva da Serrinha. <\/p>\n<p>O n\u00famero absoluto de mortos nesse per\u00edodo de 2013 \u00e9 maior na 381 (261) e na 040 (213), vias que apresentaram varia\u00e7\u00e3o menor de mortes por m\u00eas, superando em 3% e 5,4%, respectivamente, a quantidade de pessoas que morreram em batidas e atropelamentos em 2012.Para o consultor em transporte e tr\u00e2nsito, Silvestre de Andrade Puty Filho, o aumento de mortes est\u00e1 relacionado ao maior tr\u00e1fego de ve\u00edculos, impulsionado pelo crescimento da frota e pelo desenvolvimento do pa\u00eds. \u201cHouve incremento de autom\u00f3veis e ve\u00edculos pesados de forma geral e isso acabou modificando o uso de v\u00e1rias rodovias secund\u00e1rias. As taxas de mobilidade, tanto de ve\u00edculos leves quanto pesados, est\u00e3o associadas \u00e0 renda e ao desenvolvimento das regi\u00f5es\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Apesar dessa mudan\u00e7a na realidade, Silvestre critica o fato de a fiscaliza\u00e7\u00e3o e projeto de melhorias passarem longe dos destinos menos conhecidos: \u201cRodovias secund\u00e1rias t\u00eam apresentado grandes problemas tamb\u00e9m e muitas est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es inadequadas. A rede de rodovias menores tamb\u00e9m recebe menor aten\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o e os motoristas sentem liberdade para infringir as leis\u201d.<\/p>\n<p>O Dnit informou que existe um projeto de restaura\u00e7\u00e3o para refor\u00e7o e alargamento de pontes, viadutos, pista, melhorias em interse\u00e7\u00f5es e trechos de duplica\u00e7\u00e3o previstos para a BR-251, mas que ainda precisa ser aprovado e licitado. O \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o informou sobre melhorias nas demais rodovias.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/mortes_na_brs_251_365.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>PRECARIEDADE E IMPRUD\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p>Uma batida entre um Siena e uma carreta, no km 359, perto de Salinas, causou a morte de quatro pessoas, esta semana. O acidente foi apenas uma das sucessivas trag\u00e9dias na BR-251, que virou um dos &#8220;corredores da morte&#8221; em Minas. A estrada, que compreende 300 quil\u00f4metros entre Montes Claros e a BR-116 (Rio-Bahia), \u00e9 uma das rodovias mais movimentadas de Minas. Recebe grande fluxo de caminh\u00f5es e carretas que transportam cargas do Sul-Sudeste para o Nordeste-Norte. <\/p>\n<p>Com o tr\u00e1fego pesado, que gera longas filas de caminh\u00f5es e carretas, a pista estreita, a falta de acostamento e a sequ\u00eancia de curvas em alguns trechos elevam o perigo e transformam a 251 em rodovia de grande risco. Foi nela que aconteceu o pior acidente registrado no territ\u00f3rio mineiro em 2013, em 25 de novembro, quando um micro-\u00f4nibus que transportava pacientes que iriam fazer tratamento m\u00e9dico e acompanhantes, que tinha sa\u00eddo de Rubelita para Montes Claros, bateu em uma carreta, em Padre Carvalho, matando 14 e ferindo 13 pessoas. <\/p>\n<p>A m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o da pista \u00e9 outro fator de perigo na 251. Depois das chuvas de dezembro, a precariedade piorou, com o surgimento de muitos buracos, sobretudo, no trecho perto de Curral de Varas, em Gr\u00e3o Mogol. Neste m\u00eas, o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) iniciou o servi\u00e7o de tapa-buracos na rodovia.<\/p>\n<p>O inspetor Pedro Medeiros, da PRF em Montes Claros, informou que o elevado \u00edndice de acidentes na 251 n\u00e3o se deve apenas \u00e0 m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o e outros problemas da rodovia. \u201cO tra\u00e7ado \u00e9 perigoso, com muitas curvas e descidas longas em alguns trechos. Mas se todo mundo obedecesse o limite de velocidade, n\u00e3o ocorreriam tantos acidentes\u201d.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Jornal Estado de Minas)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estreitas, com poucos pontos de ultrapassagem, esquecidas por planos de implanta\u00e7\u00e3o de radares, malconservadas e fora dos processos de duplica\u00e7\u00e3o. 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