{"id":183426,"date":"2021-11-01T19:55:06","date_gmt":"2021-11-01T22:55:06","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=183426"},"modified":"2021-11-01T19:58:08","modified_gmt":"2021-11-01T22:58:08","slug":"criadores-devem-ficar-atentos-as-condicoes-fisicas-dos-animais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=183426","title":{"rendered":"Criadores devem ficar atentos \u00e0s condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas dos animais"},"content":{"rendered":"\n<p>A mastite, ou mamite, pode ser considerada a principal doen\u00e7a que afeta rebanhos leiteiros em todas as partes do mundo. Os impactos econ\u00f4micos da mastite s\u00e3o grandes, pois a doen\u00e7a \u00e9 respons\u00e1vel pela redu\u00e7\u00e3o da quantidade e da qualidade do leite produzido pelos animais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"439\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/vacas_leiteiras.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"183427\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/vacas_leiteiras.jpeg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=183427\" class=\"wp-image-183427\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/vacas_leiteiras.jpeg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/vacas_leiteiras-300x194.jpeg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/vacas_leiteiras-649x420.jpeg 649w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Foto: Epamig \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisadora da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.epamig.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas. Gerais (Epamig)<\/a>, Cristiane Ladeira, a mastite \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o da gl\u00e2ndula mam\u00e1ria causada por microrganismos, traumas f\u00edsicos e agentes qu\u00edmicos irritantes. Contudo, na maioria dos casos, a inflama\u00e7\u00e3o ocorre por invas\u00e3o de microrganismos patog\u00eanicos por meio do canal da teta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;V\u00e1rios s\u00e3o os agentes causadores da doen\u00e7a, sendo 137 esp\u00e9cies de microrganismos pertencentes a 35 g\u00eaneros, com predomin\u00e2ncia de bact\u00e9rias dos g\u00eaneros Staphylococcus spp. e Streptococcus spp.&#8221;, explica Cristiane.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora afirma, ainda,\u00a0 que a mastite \u00e9 uma doen\u00e7a ligada a diversos fatores, como ao pr\u00f3prio animal, aos agentes etiol\u00f3gicos e ao ambiente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fatores ligados aos animais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para evitar a mastite,&nbsp;\u00e9 preciso ficar atento \u00e0s condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas dos animais, a come\u00e7ar pela gl\u00e2ndula mam\u00e1ria. De acordo com Cristiane Ladeira, uma gl\u00e2ndula mam\u00e1ria possui mecanismos naturais de defesa. Mas, ap\u00f3s a ordenha, o canal da teta \u00e9 dilatado e permanece dessa forma por, aproximadamente, duas a quatro horas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para diminuir a incid\u00eancia da mastite \u00e9 necess\u00e1rio que as vacas permane\u00e7am em p\u00e9 durante um grande per\u00edodo de tempo para permitir o fechamento do canal da teta e evitar a entrada de pat\u00f3genos&#8221;, destaca Cristiane.<\/p>\n\n\n\n<p>A idade e o n\u00famero de partos das vacas tamb\u00e9m s\u00e3o fatores capazes de favorecer a mastite. \u00c0 medida que as lacta\u00e7\u00f5es s\u00e3o repetidas, o que coincide com o aumento da idade, as vacas s\u00e3o expostas com mais frequ\u00eancia a poss\u00edveis infec\u00e7\u00f5es e, dessa maneira, se tornam mais suscet\u00edveis \u00e0 mastite. Sem contar que os mecanismos de respostas imunes de animais mais velhos s\u00e3o menos eficientes em compara\u00e7\u00e3o com os de animais mais jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisadora da Epamig, Karina da Silva, as infec\u00e7\u00f5es das gl\u00e2ndulas mam\u00e1rias podem ocorrer em diferentes etapas da vida dos animais. Por\u00e9m, o periparto, a lactog\u00eanese e o per\u00edodo seco s\u00e3o fases mais cr\u00edticas para a mastite.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No per\u00edodo seco, as vacas n\u00e3o s\u00e3o ordenhadas e n\u00e3o h\u00e1 desinfec\u00e7\u00e3o das tetas. Com isso, muitas bact\u00e9rias n\u00e3o s\u00e3o removidas e ali se multiplicam. Na fase da colostrog\u00eanese, duas \u00faltimas semanas antes do parto, alguns mecanismos de defesa s\u00e3o acometidos. J\u00e1 no in\u00edcio da lacta\u00e7\u00e3o, as vacas est\u00e3o mais suscet\u00edveis \u00e0 mastite devido ao estresse sofrido no parto&#8221;, enfatiza Karina.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora explica, tamb\u00e9m, que a resist\u00eancia das vacas \u00e0 mastite pode ser influenciada por fatores gen\u00e9ticos. &#8220;As caracter\u00edsticas anat\u00f4micas do \u00fabere n\u00e3o s\u00e3o iguais para todas as ra\u00e7as. Dessa forma, o formato do \u00fabere e a morfologia das tetas podem influenciar na sa\u00fade da gl\u00e2ndula mam\u00e1ria e na produ\u00e7\u00e3o de leite de vacas de uma determinada ra\u00e7a&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fatores ligados aos agentes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A epidemiologia da mastite varia de acordo com a esp\u00e9cie, quantidade, patogenicidade e infectividade dos agentes envolvidos. Dentre os agentes etiol\u00f3gicos, as bact\u00e9rias s\u00e3o mais incidentes, o que constitui cerca de 80 a 90% dos casos de mastite.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, as respostas \u00e0s infec\u00e7\u00f5es s\u00e3o vari\u00e1veis conforme as caracter\u00edsticas patog\u00eanicas dos pr\u00f3prios agentes. Em grande parte, s\u00e3o casos cl\u00ednicos agudos de evolu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, mais concentrados no p\u00f3s-parto e com altas taxas de novas infec\u00e7\u00f5es durante o per\u00edodo chuvoso. Os casos s\u00e3o mais frequentes em per\u00edodos secos, quando animais s\u00e3o pass\u00edveis de desenvolver mastite cr\u00f4nica e agir como reservat\u00f3rio de pat\u00f3genos&#8221;, afirma a pesquisadora da Epamig, Jaqueline de S\u00e1.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fatores ligados ao ambiente<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O manejo do ambiente, a limpeza e o conforto das instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o essenciais para reduzir as infec\u00e7\u00f5es intramam\u00e1rias. Para a equipe de pesquisadores em bovinocultura da Epamig, a presen\u00e7a de alta carga de mat\u00e9ria org\u00e2nica e de lama no local de perman\u00eancia das vacas favorece a ocorr\u00eancia da mastite.<\/p>\n\n\n\n<p>Vaca mantida a pasto geralmente tem risco reduzido de contrair mastite quando comparada a um animal confinado. Entretanto, algumas condi\u00e7\u00f5es na pastagem, como \u00e1reas baixas, alagadi\u00e7as ou sombreadas, forragem grosseira e \u00e1reas de aglomera\u00e7\u00e3o de animais, favorecem o desenvolvimento de microrganismos ambientais e, consequentemente, a probabilidade de contamina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o clima pode influenciar indiretamente na susceptibilidade \u00e0 mastite. Nos per\u00edodos de elevados \u00edndices pluviom\u00e9tricos, observa-se aumento na ocorr\u00eancia de mastite. Com as chuvas, as condi\u00e7\u00f5es de umidade e de temperatura favorecem a prolifera\u00e7\u00e3o e a sobreviv\u00eancia dos pat\u00f3genos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Observados as condi\u00e7\u00f5es das instala\u00e7\u00f5es e os fatores clim\u00e1ticos, \u00e9 necess\u00e1rio cumprir uma s\u00e9rie de requisitos sanit\u00e1rios durante a ordenha. Para come\u00e7ar, o local deve ser arejado e com boa ventila\u00e7\u00e3o. O piso deve facilitar o escoamento de \u00e1gua e a instala\u00e7\u00e3o deve dispor de torneiras com \u00e1gua pot\u00e1vel, sab\u00e3o, toalhas de papel em local acess\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>O local de ordenha deve ser limpo todos os dias. \u00c9 preciso remover o esterco e demais sujeiras para evitar a prolifera\u00e7\u00e3o de moscas e outros insetos. Al\u00e9m disso, todo o lixo deve ser descartado em recipientes apropriados. Outros animais, como gatos, cachorros, patos, galinhas e porcos, n\u00e3o s\u00e3o bem vindos nos espa\u00e7os de ordenha.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o adianta observar apenas cuidados de higiene no local de ordenha sem se atentar para as condi\u00e7\u00f5es de higiene do ordenhador. O profissional precisa manter as unhas cortadas e limpas, n\u00e3o fumar durante a ordenha, usar touca ou bon\u00e9 para evitar queda de cabelos no leite, lavar as m\u00e3os e bra\u00e7os antes de iniciar os trabalhos e sempre que suj\u00e1-los. Esses cuidados s\u00e3o importantes tanto para ordenha manual quanto para ordenha mec\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, mas n\u00e3o menos importante, o programa de nutri\u00e7\u00e3o de um rebanho leiteiro exerce forte influ\u00eancia na sa\u00fade e na produtividade das vacas. Nutrientes como as vitaminas E e A, \u03b2-caroteno e microminerais (sel\u00eanio, cobre e zinco) afetam diferentes mecanismos de resist\u00eancia \u00e0 mastite.<\/p>\n\n\n\n<p>A Epamig possui um\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.epamig.br\/ilct\/ilctvirtual\/videos\/\" target=\"_blank\">site<\/a>\u00a0com o objetivo unificar acessos a not\u00edcias, publica\u00e7\u00f5es, cartilhas, livros, conte\u00fados t\u00e9cnicos e eventos promovidos pelo setor laticinista em Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br><em>Quer receber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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