{"id":181528,"date":"2021-09-06T19:53:17","date_gmt":"2021-09-06T22:53:17","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=181528"},"modified":"2021-09-06T19:58:30","modified_gmt":"2021-09-06T22:58:30","slug":"azeites-de-minas-gerais-sao-premiados-em-concurso-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=181528","title":{"rendered":"Azeites de Minas Gerais s\u00e3o premiados em concurso internacional"},"content":{"rendered":"\n<p>Os azeites de oliva extravirgens brasileiros seguem como destaque em premia\u00e7\u00f5es internacionais. Os resultados do Brazil International Olive Oil Competition 2021, concurso que reuniu produtos de pa\u00edses da Am\u00e9rica Sul, da Am\u00e9rica do Norte e da Europa, comprovam este fato. A&nbsp;<strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/braziliooc.com\/BraziliOOC-2021-awards-by-medal.pdf\" target=\"_blank\">lista de medalhistas<\/a>&nbsp;<\/strong>traz azeites produzidos nos estados de Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"675\" height=\"450\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/plantacao_oliva-1.jpg\" alt=\"\" data-id=\"181531\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/plantacao_oliva-1.jpg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=181531\" class=\"wp-image-181531\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/plantacao_oliva-1.jpg 675w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/plantacao_oliva-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/plantacao_oliva-1-630x420.jpg 630w\" sizes=\"auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">  <em>Planta\u00e7\u00e3o da Serra da Mantiqueira &#8211; Foto: Maria Eduarda Rocha Antonio \/ via Ag\u00eancia Minas<\/em>  <\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Os mineiros premiados s\u00e3o das marcas Vertentes, de Andrel\u00e2ndia, e Olivais Gamarra, de Baependi. O Azeite Vertentes consta no top 10 do concurso e conquistou medalha de ouro, j\u00e1 o Azeite Gamarra Arbequina Koroneiki conquistou a medalha de prata.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os produtos da Serra da Mantiqueira, j\u00e1 h\u00e1 alguns anos, t\u00eam conquistado paladares e despertado o interesse dos consumidores pelo frescor, sabor e notas espec\u00edficas. O cultivo de oliveiras na regi\u00e3o vem sendo estudado pela&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.epamig.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas Gerais (Epamig)<\/a>&nbsp;desde a d\u00e9cada de 1970. Em 2008, ela foi respons\u00e1vel pela extra\u00e7\u00e3o pioneira de azeite extravirgem no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas abrangem todo o processo produtivo, desde a escolha das mudas at\u00e9 a obten\u00e7\u00e3o do azeite e a avalia\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es sensoriais. \u201cA Epamig desenvolve trabalhos que buscam garantir qualidade ao insumo principal na hora de se implantar o olival, que s\u00e3o as mudas. A empresa tamb\u00e9m desenvolve pesquisas que ajudam na obten\u00e7\u00e3o, ao final do ciclo, de um produto de excel\u00eancia, que contempla tratos culturais, como poda e aduba\u00e7\u00e3o; controle fitossanit\u00e1rio; extra\u00e7\u00e3o e an\u00e1lises laboratoriais\u201d, destaca o coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, Luiz Fernando de Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Terroir da Mantiqueira<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A olivicultora Vanessa Bianco conta que a produ\u00e7\u00e3o dos azeites Gamarra se d\u00e1 em dois olivais, um de 14 e outro de nove anos, que totalizam 8,5 hectares, onde s\u00e3o cultivadas as variedades Arbequina, Koroneiki, Grappolo e Maria da F\u00e9. Ela acredita que o trabalho minucioso, do plantio das mudas at\u00e9 rotulagem, al\u00e9m do terroir da Mantiqueira s\u00e3o fundamentais para o sucesso dos azeites da marca, que v\u00eam recebendo pr\u00eamios em concursos por tr\u00eas anos consecutivos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o de azeites extravirgens exige que todo o processo seja feito de maneira a garantir a m\u00e1xima qualidade. Come\u00e7ando pelos frutos, que precisam estar saud\u00e1veis, passando pela colheita sem danificar esses frutos e o processamento o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Optamos pela prensa mec\u00e2nica, pois nossa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda pequena e estamos bastante surpreendidos com as premia\u00e7\u00f5es\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m destaca como diferenciais o frescor e o sabor dos produtos. \u201cNossos azeites t\u00eam aroma frutado, herb\u00e1ceo e com o m\u00e1ximo de sabor. As montanhas, o ar e a \u00e1gua pura fazem toda a diferen\u00e7a. O azeite chega fresco ao consumidor. E isso tamb\u00e9m \u00e9 muito importante, pois ao contr\u00e1rio do vinho, o azeite quanto mais fresco melhor\u201d, ressalta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A azeit\u00f3loga Ana Beloto, que atua no setor h\u00e1 quase 20 anos, tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para as caracter\u00edsticas diferenciadas do produto. \u201cO clima das montanhas e a diversidade da vegeta\u00e7\u00e3o mineira impactam positivamente na complexidade de aromas e sabores dos azeites da Mantiqueira, cada vez mais valorizados no Brasil e no exterior. Ao degustar esses azeites, percebemos notas de frutas tropicais como maracuj\u00e1, cacau e caf\u00e9 verde. Estamos construindo um caminho educativo, no sentido de reconhecer nossos sensoriais e de valorizar a qualidade do produto dessa regi\u00e3o\u201d, observa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos dois mineiros, os azeites das marcas Sabi\u00e1 da Mantiqueira e Oliq, originados na regi\u00e3o da Serra da Mantiqueira, em S\u00e3o Paulo, tamb\u00e9m foram premiados no Brazil International Olive Oil Competition 2021.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"675\" height=\"450\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/azeites_mg.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"181530\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/azeites_mg.jpeg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=181530\" class=\"wp-image-181530\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/azeites_mg.jpeg 675w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/azeites_mg-300x200.jpeg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/azeites_mg-630x420.jpeg 630w\" sizes=\"auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Azeites da Serra da Mantiqueira<em> &#8211; Foto: Maria Eduarda Rocha Antonio \/ via Ag\u00eancia Minas<\/em> <\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Exig\u00eancias clim\u00e1ticas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A oliveira \u00e9 uma planta exigente em per\u00edodos de frio, por isso, o cultivo \u00e9 restrito a regi\u00f5es que possuem microclimas favor\u00e1veis. \u201cEncontramos essas condi\u00e7\u00f5es nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paran\u00e1, na regi\u00e3o Sul, em \u00e1reas serranas do Sudeste, com destaque para a Serra da Mantiqueira, entre Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. Temos a regi\u00e3o Serrana do Esp\u00edrito Santo, que come\u00e7ou a produzir tamb\u00e9m\u201d, aponta o coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, Luiz Fernando de Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m destas, acredito que vamos encontrar microclimas espalhados por outras regi\u00f5es do pa\u00eds, no Centro-Oeste, por exemplo, que talvez possam atingir o frio necess\u00e1rio para a oliveira crescer e frutificar. Estamos desenvolvendo estudos para confirmar essa viabilidade no munic\u00edpio de Diamantina (MG), que tem altitude e frio suficiente, e temos o exemplo da Chapada Diamantina na Bahia, que teve um olivicultor j\u00e1 produzindo nesta safra\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador da Epamig Pedro Moura acrescenta que as condi\u00e7\u00f5es de topografia impactam a produ\u00e7\u00e3o em outros aspectos. \u201cAs caracter\u00edsticas que possibilitam um microclima frio e favor\u00e1vel ao cultivo de oliveiras s\u00e3o as altitudes elevadas da Serra da Mantiqueira. Por outro lado, nestas terras altas, a topografia pode dificultar o manejo das plantas, o que faz com que regi\u00e3o tenha propriedades com \u00e1reas menores de cultivo. J\u00e1 no Sul do Brasil, a latitude maior confere um clima mais frio, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio o cultivo em terras de altitudes elevadas, o que favorece a mecaniza\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A olivicultora Vanessa Bianco confirma que as dificuldades de mecaniza\u00e7\u00e3o e para encontrar m\u00e3o-de-obra est\u00e3o entre os principais gargalos da atividade. \u201cO custo de manuten\u00e7\u00e3o do olival e da colheita, que \u00e9 toda feita manualmente, encarecem bastante o produto final\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br><em>Quer receber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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