{"id":181475,"date":"2021-09-05T16:15:28","date_gmt":"2021-09-05T19:15:28","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=181475"},"modified":"2021-09-06T01:17:07","modified_gmt":"2021-09-06T04:17:07","slug":"brasil-encerra-jogos-paralimpicos-de-toquio-com-seu-melhor-desempenho-de-todos-os-tempos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=181475","title":{"rendered":"Brasil encerra Jogos Paral\u00edmpicos de T\u00f3quio com seu melhor desempenho de todos os tempos"},"content":{"rendered":"\n<p>Os Jogos Paral\u00edmpicos de T\u00f3quio se encerraram e,\u00a0com eles, mais um ciclo de grandes exemplos de supera\u00e7\u00e3o e humanismo se completa. O mundo teve, no evento encerrado h\u00e1 pouco no Est\u00e1dio Ol\u00edmpico de T\u00f3quio, mais uma amostra da riqueza que a diversidade proporciona.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1420714&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1420714&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"383\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/brasil_em_toquio.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"181477\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/brasil_em_toquio.jpeg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=181477\" class=\"wp-image-181477\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/brasil_em_toquio.jpeg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/brasil_em_toquio-300x169.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Daniel Dias foi o porta-bandeira do Brasil na cerim\u00f4nia de encerramento &#8211; Foto: F\u00e1bio Chey\/CPB<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Supera\u00e7\u00e3o que, do ponto de vista brasileiro, foi confirmada nas 72 medalhas conquistadas (22 ouros; 20 pratas; e 30 bronzes), dando ao pa\u00eds a s\u00e9tima coloca\u00e7\u00e3o no quadro geral. Tr\u00eas dessas medalhas foram parar no peito do nadador Daniel Dias, a quem coube a honrosa tarefa de carregar a bandeira brasileira durante o evento de encerramento dos jogos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os tr\u00eas bronzes conquistados, Daniel entra para a hist\u00f3ria como o maior medalhista paral\u00edmpico brasileiro, ap\u00f3s 27 p\u00f3dios. Ap\u00f3s empunhar a bandeira, o nadador n\u00e3o p\u00f4de se juntar \u00e0 delega\u00e7\u00e3o brasileira que, a exemplo das demais delega\u00e7\u00f5es, j\u00e1 se encontrava no est\u00e1dio. Ele teve de se dirigir aos bastidores para se preparar para a posse no novo comit\u00ea paral\u00edmpico, do qual \u00e9 integrante.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil foi o 117\u00ba&nbsp;pa\u00eds a&nbsp;ter&nbsp;sua bandeira desfilada, em uma cerim\u00f4nia que contou com a participa\u00e7\u00e3o de 160 pa\u00edses, al\u00e9m das representa\u00e7\u00f5es dos refugiados e do Comit\u00ea Ol\u00edmpico Russo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Hospitalidade, aceita\u00e7\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 oito anos prometemos hospitalidade. Estou confiante de que cada atleta sentiu esse esp\u00edrito aqui\u201d, discursou a presidenta do Comit\u00ea Organizador dos Jogos Paral\u00edmpicos de T\u00f3quio, Seiko Hashimoto ao ressaltar que os paratletas \u201cinspiraram muitos de n\u00f3s a come\u00e7ar nossas pr\u00f3prias jornadas&#8221; em busca de &#8220;um futuro mais inclusivo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente do Comit\u00ea Paral\u00edmpico Internacional, o brasileiro Andrews Parsons disse que os jogos n\u00e3o foram apenas hist\u00f3ricos. \u201cAtletas fant\u00e1sticos abriram nossos cora\u00e7\u00f5es e mentes, e mudaram vidas\u201d, disse ele pouco antes de citar uma \u201cfilosofia japonesa\u201d que defende n\u00e3o apenas a aceita\u00e7\u00e3o, mas \u201ca celebra\u00e7\u00e3o de todas as imperfei\u00e7\u00f5es que todos temos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje&nbsp;o que fazemos n\u00e3o \u00e9 uma cerim\u00f4nia de encerramento, mas a abertura de um futuro olhar para 1,2 bilh\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia, que querem ser cidad\u00e3os ativos em um mundo inclusivo\u201d, completou ao declarar o encerramento dos jogos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, foi apresentado um v\u00eddeo com autoridades internacionais e personalidades selecionadas pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas, ligadas ao movimento #wethe15, em uma un\u00edssona mensagem em favor da inclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Apresenta\u00e7\u00f5es<\/h3>\n\n\n\n<p>M\u00fasicos e dan\u00e7arinos \u2013 com e sem defici\u00eancia \u2013 proporcionaram sons e imagens contendo elementos de diversidade, em uma celebra\u00e7\u00e3o ao brilho de cada ser humano. Tudo resultou na constru\u00e7\u00e3o da \u201ccidade em que as diferen\u00e7as brilham\u201d, termo referente \u00e0 capital japonesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em destaque, a torre&nbsp;Sky Tree, onde cada atleta colou um espelho, de forma a compor o cen\u00e1rio que, aos poucos, ia sendo constru\u00eddo. O peso da torre, no entanto, acabou causando um contratempo na hora de ergu\u00ea-la. Felizmente todos ali est\u00e3o habituados a superar dificuldades, e o elemento cenogr\u00e1fico foi erguido e colocado no devido lugar ap\u00f3s uma&nbsp;segunda&nbsp;tentativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o, v\u00e1rios elementos urbanos e da natureza se misturavam, lembrando a associa\u00e7\u00e3o entre divindades e natureza, caracter\u00edsticos da cultura japonesa. Com vestimentas bastante coloridas, os dan\u00e7arinos faziam refer\u00eancias a trajes tradicionais japoneses e aos chamados cosplayers \u2013 pessoas que se fantasiam de personagens fict\u00edcios da cultura pop japonesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns m\u00fasicos portadores de defici\u00eancia que participaram dos primeiros momentos da cerim\u00f4nia retornaram mostrando que a m\u00fasica \u00e9 tamb\u00e9m espa\u00e7o para supera\u00e7\u00e3o. Solos de guitarra \u00e0 base de legatos (t\u00e9cnica da qual se tira som apenas com a press\u00e3o dos dedos da m\u00e3o esquerda na escala da guitarra) eram tocados por um guitarrista que n\u00e3o tinha um dos bra\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Tecladistas na mesma situa\u00e7\u00e3o enriqueceram ainda mais a harmonia das notas musicais, que eram complementadas pelas percuss\u00f5es que vinham de bateristas e de cadeiras de rodas adaptadas para servirem de instrumentos musicais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Paris \u00e9 logo ali<\/h3>\n\n\n\n<p>Vieram ent\u00e3o a queima de fogos e o an\u00fancio de Paris como sede dos pr\u00f3ximos Jogos Paral\u00edmpicos, a serem realizados em 2024. V\u00eddeos de artistas e personalidades parisienses foram apresentados, em sinal de boas vindas \u00e0queles que participar\u00e3o dos jogos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, a pira ol\u00edmpica foi, aos poucos, se apagando, em meio a uma vers\u00e3o da m\u00fasica What a Wonderfull World, de Louis Armstrong. Apaga-se a chama, mas mant\u00eam-se a eterna mensagem de supera\u00e7\u00e3o, humanismo e diversidade t\u00e3o bem proporcionada pelos jogos paral\u00edmpicos. Agora \u00e9 esperar. Paris \u00e9 logo ali.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Melhor campanha de todos os tempos<\/h1>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"383\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/carol_santiago.jpg\" alt=\"\" data-id=\"181476\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/carol_santiago.jpg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=181476\" class=\"wp-image-181476\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/carol_santiago.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/carol_santiago-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Carol Santiago exibe suas medalhas conquistadas no Centro Aqu\u00e1tico de T\u00f3quio &#8211; Foto: Al\u00ea Cabral\/CPB<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>As disputas dos Jogos Paral\u00edmpicos de T\u00f3quio se encerraram no in\u00edcio da madrugada deste domingo (5\/9\/2021) e o Brasil se despediu com 72 medalhas, sendo 22 de ouro, 20 de prata e 30 de \u00a0bronze, na s\u00e9tima coloca\u00e7\u00e3o no quadro, cumprindo a meta do top 10 estabelecida no planejamento estrat\u00e9gico do CPB de 2017. Trata-se da melhor participa\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria dos Jogos Paral\u00edmpicos.<br><br><em>&#8220;O Comit\u00ea Paral\u00edmpico Brasileiro celebra, al\u00e9m da maior campanha de todos os tempos, o atingimento de todas as metas, como de participa\u00e7\u00e3o de mulheres, participa\u00e7\u00e3o de atletas jovens, participa\u00e7\u00e3o de atletas de classes baixas [atletas com as defici\u00eancias mais severas]. Aprendemos muitas li\u00e7\u00f5es que vamos coloc\u00e1-las em pr\u00e1tica nos tr\u00eas anos que restam at\u00e9 a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o de Jogos Paral\u00edmpicos, em Paris 2024&#8221;, <\/em>comentou Mizael Conrado, bicampe\u00e3o paral\u00edmpico de futebol de 5, em Atenas 2004 e Pequim 2008, e presidente do Comit\u00ea Paral\u00edmpico Brasileiro.<br><br>A delega\u00e7\u00e3o brasileira foi composta por 259 atletas (incluindo atletas-guia, calheiros, goleiros e timoneiro), al\u00e9m de comiss\u00e3o t\u00e9cnica, m\u00e9dica e administrativa, totalizando 435 pessoas. Dos atletas com defici\u00eancia, 68 eram das chamadas &#8220;classes baixas&#8221; (com defici\u00eancia severa). Foram 42 homens e 26 mulheres. Trinta e nove participantes tinham menos de 23 anos, cerca de 17% do total da equipe nacional paral\u00edmpica. \u00a0<br><br>Em nenhuma outra edi\u00e7\u00e3o a miss\u00e3o brasileira havia conquistado tantas medalhas de ouro. As 22 l\u00e1ureas obtidas na capital japonesa superaram as 21 de Londres 2012. No n\u00famero total de p\u00f3dios, o Brasil igualou a marca alcan\u00e7ada no Rio 2016. Foram 72 medalhas no Jap\u00e3o, tal qual nos Jogos Paral\u00edmpicos disputados em solo brasileiro, h\u00e1 cinco anos. \u00a0<br><br>Tais recordes foram puxados pela nata\u00e7\u00e3o, que obteve o seu melhor desempenho em toda a hist\u00f3ria dos Jogos, com 23 medalhas (oito de ouro, cinco de prata e dez de bronze). O atletismo foi a modalidade que mais garantiu medalhas ao Brasil em T\u00f3quio: 28 (oito de ouro, nove de prata e 11 de bronze) e tamb\u00e9m na soma de todas as participa\u00e7\u00f5es brasileiras nas edi\u00e7\u00f5es anteriores do megaevento (170 no total).<br><br>O \u00faltimo brasileiro a pisar no p\u00f3dio em solo japon\u00eas foi o ga\u00facho Alex Douglas da Silva, na classe T46 (defici\u00eancia em membros superiores). No come\u00e7o da noite de s\u00e1bado, ele que finalizou a maratona no segundo lugar com o tempo de 2h27min, e recorde sul-americano, conquistando a medalha de prata.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil tamb\u00e9m conquistou resultados expressivos na canoagem, esporte que est\u00e1 apenas em sua segunda participa\u00e7\u00e3o no programa dos Jogos Paral\u00edmpicos &#8211; a estreia foi no Rio 2016. Fernando Rufino obteve a medalha de ouro nos 200m da classe VL2. Lu\u00eds Carlos Cardoso, nos 200m (KL1) e Giovane de Paula, 200m, (VL3) ficaram com a prata. As tr\u00eas medalhas colocaram o pa\u00eds na terceira coloca\u00e7\u00e3o da modalidade em T\u00f3quio.<br><br><em>&#8220;Este ouro eu dedico ao ano dif\u00edcil de pandemia que as pessoas tiveram. Eu dedico a todos que perderam pessoas queridas, eu perdi gente que amava. Este ouro \u00e9 uma forma de alegrar o povo. O brasileiro \u00e9 um povo lutador e vibrou comigo&#8221;, <\/em>disse Rufino, ap\u00f3s sua conquista.<br><br>No halterofilismo, o Brasil subiu ao lugar mais alto do p\u00f3dio pela primeira vez na hist\u00f3ria. A respons\u00e1vel pelo feito foi Mariana D\u2019Andrea, que levantou 137 kg na disputa entre atletas da categoria at\u00e9 73kg.<br><br>Outro ouro in\u00e9dito para a miss\u00e3o brasileira foi conquistado pela judoca Alana Maldonado (categoria at\u00e9 70kg), primeira mulher brasileira a ser campe\u00e3 no jud\u00f4 na hist\u00f3ria dos Jogos Paral\u00edmpicos.<br><br>Os Jogos de T\u00f3quio tamb\u00e9m foram marcados pela primeira medalha de ouro para o goalball brasileiro. A Sele\u00e7\u00e3o masculina, bronze no Rio, venceu a Litu\u00e2nia &#8211; \u00a0at\u00e9 ent\u00e3o atual campe\u00e3 paral\u00edmpica &#8211; em duas oportunidades, inclusive com uma goleada por 11 a 2 na estreia. Na final, contra a China, os brasileiros conquistaram a medalha dourada com uma vit\u00f3ria por 7 a 2.<br><br>O grande nome brasileiro no Centro Aqu\u00e1tico de T\u00f3quio foi a pernambucana Carol Santiago, da classe S12 (para atletas com baixa vis\u00e3o), dona de cinco medalhas: quatro individuais (tr\u00eas de ouro e uma de bronze) e uma prata no revezamento 4x100m at\u00e9 49 pontos (soma do n\u00famero da classe dos integrantes). \u00a0<br><br>Ouro nos 50m e 100m livre, assim como nos 100m peito, a pernambucana bateu dois recordes paral\u00edmpicos em T\u00f3quio: nos 50m livre (26s82) e 100m peito (1min14s89). No primeiro estilo, inclusive, ela conseguiu o feito em duas oportunidades, primeiro nas eliminat\u00f3rias e depois quebrou a sua pr\u00f3pria marca na final.<br><br>Carol quebrou um jejum de 17 anos sem que Brasil pudesse celebrar uma campe\u00e3 paral\u00edmpica na nata\u00e7\u00e3o. At\u00e9 ent\u00e3o, Fabiana Sugimori, da classe carregava a honraria, conquistada em Sydney 2000 e Atenas 2004, ambas nos 50m livre da classe S11 (para cegos).<br><br>A paulista Mariana D&#8217;Andrea, de 23 anos, conquistou a primeira medalha de ouro brasileira no halterofilismo na hist\u00f3ria dos Jogos Paral\u00edmpicos. A atleta, da categoria at\u00e9 73kg, levantou 137 quilos e superou a chinesa Lili Xu, que ficou com a prata (134 quilos). O bronze foi para a francesa Souhad Ghazouani (132 quilos).<br><br><em>&#8220;Esperava muito por este momento. N\u00e3o tem gratid\u00e3o maior do que ganhar esta medalha ap\u00f3s cinco anos de treinamento. Agrade\u00e7o a todos pela torcida e pela ora\u00e7\u00e3o. Quero deixar registrado aqui, que se voc\u00ea tem sonho, corra atr\u00e1s dos seus objetivos e os conquiste&#8221;, <\/em>disse Mariana. Al\u00e9m do ouro da atleta, o Brasil tem outra medalha no halterofilismo paral\u00edmpico: a prata de Ev\u00e2nio Rodrigues da Silva nos Jogos Paral\u00edmpicos Rio 2016.<br><br>A judoca Alana Maldonado, de 26 anos, foi a primeira mulher brasileira da modalidade a subir no lugar mais alto do p\u00f3dio em uma edi\u00e7\u00e3o de Jogos Paral\u00edmpicos. Na decis\u00e3o, com um wazari, a paulista de Tup\u00e3 derrotou a georgiana Ina Kaldan e conquistou o primeiro e \u00fanico ouro para o jud\u00f4 brasileiro em T\u00f3quio. Vale ressaltar que Alana tamb\u00e9m j\u00e1 havia sido a primeira brasileira campe\u00e3 mundial de jud\u00f4, em 2018.<br><br><em>&#8220;Agrade\u00e7o a toda a minha fam\u00edlia e \u00e0 comiss\u00e3o t\u00e9cnica, que estiveram sempre do meu lado neste ciclo t\u00e3o dif\u00edcil. Sou outra atleta em rela\u00e7\u00e3o aos Jogos do Rio. No Brasil, estava do lado dos meus amigos e da minha fam\u00edlia. Agora, fui campe\u00e3 na terra do jud\u00f4. Obrigado a todos que torceram. Esta medalha n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 minha. \u00c9 de todos&#8221;, <\/em>disse Alana.<br><br>Destaque tamb\u00e9m para o parataekwondo, esporte estreante no programa paral\u00edmpico. Com tr\u00eas representantes na capital japonesa, o pa\u00eds conquistou tr\u00eas medalhas: um ouro com o paulista Nathan Torquato, uma prata, com a paulista D\u00e9bora Menezes, e um bronze com a paraibana Silvana Fernandes), terminando a competi\u00e7\u00e3o na lideran\u00e7a do ranking da modalidade.<br><br>O paulista Nathan Torquato, da classe K44 at\u00e9 61kg, subiu ao lugar mais alto do p\u00f3dio no primeiro dia do parataekwondo no programa paral\u00edmpico. Na final, ele derrotou o eg\u00edpcio Mohamed Elzayat, no Makuhari Messe Hall.<br><br>A luta decisiva nem deveria ter acontecido. O eg\u00edpcio sofreu uma les\u00e3o no rosto durante a semifinal e, por seguran\u00e7a, n\u00e3o voltaria para a final. Mas os atletas chegaram a subir na \u00e1rea de combate e, ap\u00f3s um golpe do brasileiro, os m\u00e9dicos interromperam o duelo e confirmaram Nathan como campe\u00e3o.<br><br><em>\u201cPrimeira medalha da hist\u00f3ria do parataekwondo. Estou muito feliz por fazer parte disso e dessa conquista. Foi dif\u00edcil, senti um pouco na primeira luta, mas cresci ao longo da competi\u00e7\u00e3o e o resultado foi incr\u00edvel\u201d, <\/em>comemorou Nathan. <em>\u201cJ\u00e1 lutei no convencional, depois fiz a migra\u00e7\u00e3o para o paradesporto e foi a melhor escolha da minha vida\u201d, <\/em>completou o atleta.<br><br>No atletismo, Beth Gomes confirmou o favoritismo e conquistou a medalha de ouro no lan\u00e7amento de disco, na classe F52, com a marca de 17,62m, novo recorde mundial da prova. As ucranianas Iana Lebiedieva (15,48m) e Zoia Ovsii (14,37m) completaram o p\u00f3dio.<br><br>Aos 56 anos, a paulista foi a \u00faltima a fazer seus lan\u00e7amentos e superou suas advers\u00e1rias logo na primeira tentativa ao cravar 15,68m. Mesmo com a medalha garantida no peito, Beth seguiu competindo at\u00e9 alcan\u00e7ar a marca que lhe valeu o ouro e o recorde mundial.<br><br><em>\u201cMesmo sabedores da capacidade de nossa equipe, de nossos atletas, mais uma vez eles mostraram que podem ir al\u00e9m daquilo que a gente imagina, daquilo que a gente espera. S\u00e3o capazes de muito mais do que a gente pode prever. Tivemos performances espetaculares, com um brilho que me emocionou muitas vezes. Com certeza esses atletas nos mostram que faz todo o sentido esse trabalho, e isso traz ainda mais responsabilidade para seguirmos pensando num Brasil ainda melhor e que pode mais\u201d,<\/em> afirmou Mizael Conrado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Daniel Dias<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O nadador, agora aposentado oficialmente das piscinas ap\u00f3s os Jogos de T\u00f3quio, foi eleito neste s\u00e1bado membro do Conselho de Atletas do Comit\u00ea Paral\u00edmpico Internacional (IPC, em ingl\u00eas). O multimedalhista foi um dos seis escolhidos para o grupo, que representar\u00e1 os competidores pelos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos at\u00e9 os Jogos de Paris em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br><em>Quer receber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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Supera\u00e7\u00e3o que, do ponto de vista brasileiro, foi confirmada nas 72 medalhas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":181477,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"amp_status":"","footnotes":""},"categories":[6,59,28848],"tags":[250614,106159,142597,250613,1018,250609,250606,250603,250604,250608,250611,250612,250605,250607,250610,108293],"class_list":["post-181475","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-br","category-sports","category-mundo","tag-carol-santiago","tag-comite-paralimpico-brasileiro","tag-cpb","tag-daniel-dias","tag-destaque","tag-encerramento-dos-jogos-paralimpicos-de-toquio","tag-jogos-de-toquio","tag-jogos-paralimpicos-de-toquio","tag-jogos-paralimpicos-de-toquio-2020","tag-medalhas-do-brasil-nos-jogos-paralimpicos-de-toquio","tag-melhor-campanha-do-brasil-em-jogos-paralimpicos","tag-melhor-campanha-do-brasil-em-paralimpiadas","tag-paralimpiadas-de-toquio","tag-participacao-do-brasil-nos-jogos-paralimpicos-de-toquio","tag-porta-bandeira-do-brasil-no-encerramento-dos-jogos-paralimpicos-de-toquio","tag-toquio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/181475","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=181475"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/181475\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":181478,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/181475\/revisions\/181478"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/181477"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=181475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=181475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=181475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}