{"id":181357,"date":"2021-09-02T20:10:49","date_gmt":"2021-09-02T23:10:49","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=181357"},"modified":"2021-09-02T20:15:00","modified_gmt":"2021-09-02T23:15:00","slug":"pimenta-do-reino-melhora-renda-de-agricultores-familiares-no-vale-do-mucuri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=181357","title":{"rendered":"Pimenta-do-reino melhora renda de agricultores familiares no Vale do Mucuri"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma cultura que \u00e9 valorizada h\u00e1 s\u00e9culos, mas que ainda era pouco difundida em Minas Gerais, come\u00e7a a ganhar espa\u00e7o nas propriedades do estado: a pimenta-do-reino. De acordo com a\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.emater.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\">Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG)<\/a>, existem cerca de 110 hectares ocupados com os plantios em munic\u00edpios do Vale do Mucuri e Norte de Minas, como Novo Oriente de Minas, Te\u00f3filo Otoni, Atal\u00e9ia, Ouro Verde de Minas, \u00c1guas Formosas, Serra dos Aimor\u00e9s, Cris\u00f3lita, Itabirinha e Bocai\u00fava.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"668\" height=\"450\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pimenta_do_reino_1.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"181359\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pimenta_do_reino_1.jpeg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=181359\" class=\"wp-image-181359\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pimenta_do_reino_1.jpeg 668w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pimenta_do_reino_1-300x202.jpeg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pimenta_do_reino_1-623x420.jpeg 623w\" sizes=\"auto, (max-width: 668px) 100vw, 668px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"> <em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Emater-MG<\/em> <\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>A maioria das lavouras \u00e9 conduzida por agricultores familiares, que est\u00e3o investindo na atividade como uma alternativa de renda. \u00c9 o caso do munic\u00edpio de Atal\u00e9ia, no Vale do Mucuri, que hoje conta com aproximadamente 13 hectares de pimenta e uma produ\u00e7\u00e3o anual de 60 toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA principal atividade econ\u00f4mica de Atal\u00e9ia \u00e9 a pecu\u00e1ria leiteira extensiva, com baixa produtividade, de tr\u00eas litros de leite por cabe\u00e7a\/dia. Diante desta realidade, a cultura de pimenta-do-reino virou uma alternativa de renda, com custo de implanta\u00e7\u00e3o baixo, comparando com os investimentos necess\u00e1rios para melhorar a produtividade da pecu\u00e1ria leiteira\u201d, afirma o t\u00e9cnico da Emater-MG do munic\u00edpio, M\u00e1rio de Souza Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m explica que outro fator que levou \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da cultura foi a migra\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria e anual de aproximadamente 500 pessoas para o norte do Esp\u00edrito Santo, nos per\u00edodos de colheita de caf\u00e9 e de pimenta no estado vizinho. \u201cNestas \u00e9pocas, trabalhadores, agricultores familiares e principalmente os jovens rurais buscam estes trabalhos para complementa\u00e7\u00e3o da renda familiar. Diante deste quadro, eles decidiram buscar alternativas no munic\u00edpio como forma de evitar esta migra\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>In\u00edcio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para come\u00e7ar a produ\u00e7\u00e3o no munic\u00edpio, a Emater-MG organizou v\u00e1rios eventos e excurs\u00f5es a propriedades e viveiros nas regi\u00f5es produtoras do Esp\u00edrito Santo, onde a cultura da pimenta-do-reino j\u00e1 est\u00e1 implantada, organizada e, inclusive, \u00e9 exportada. A Emater-MG tamb\u00e9m contou com o apoio do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural (Incaper) para o repasse de tecnologia, capacita\u00e7\u00e3o na introdu\u00e7\u00e3o da cultura e interc\u00e2mbios guiados pelos t\u00e9cnicos da empresa do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o das mudas pelos produtores de Atal\u00e9ia foi feita em viveiros credenciados junto ao Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria de Abastecimento (Mapa). Os primeiros plantios foram em 2016, com seis agricultores familiares que adquiriram as mudas com recursos pr\u00f3prios, sem financiamentos. Os primeiros experimentos foram na faixa de 0,5 a um hectare, j\u00e1 que os produtores estavam conhecendo os tratos culturais e aprendendo a conduzir a lavoura. A partir de 2019, com a cultura consolidada, os agentes financeiros come\u00e7aram a disponibilizar cr\u00e9dito para os agricultores.<\/p>\n\n\n\n<p>A pimenta-do-reino \u00e9 uma planta trepadeira. \u00c9 preciso instalar estacas ou tutores vivos (moringa, nim indiano e gliric\u00eddia) nas \u00e1reas de cultivo para a sustenta\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s de pimenta. O plantio \u00e9 feito por mudas. De acordo com o t\u00e9cnico M\u00e1rio de Souza Silva, a cultura se adaptou bem na regi\u00e3o por causa do clima. \u201cA pimenta-do-reino \u00e9 ideal para regi\u00f5es quentes com disponibilidade de \u00e1gua. Toda a \u00e1rea de pimenta em Atal\u00e9ia usa a irriga\u00e7\u00e3o por microaspers\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A pimenta-do-reino come\u00e7a a produzir no segundo ano ap\u00f3s o plantio. Mas, segundo M\u00e1rio Souza, a produ\u00e7\u00e3o se torna vi\u00e1vel a partir de tr\u00eas anos. \u201cNo terceiro ano, a produ\u00e7\u00e3o chega a tr\u00eas quilos por p\u00e9. J\u00e1 no quarto ano, ela aumenta, chega a cinco quilos por planta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A colheita \u00e9 realizada de seis em seis meses. O est\u00e1gio de matura\u00e7\u00e3o das espigas (ou cachos) na colheita e o processo de secagem determinam a cor da pimenta. A pimenta branca, por exemplo, \u00e9 colhida mais madura e tem um processo de despolpa e secagem mais trabalhoso. As vendas s\u00e3o feitas coletivamente para as cooperativas do norte do Esp\u00edrito Santo ou empresas aut\u00f4nomas, que exportam o produto.<\/p>\n\n\n\n<p>O produtor Luiz Carlos Barbosa, produz pimenta junto com o filho. Ele faz parte do grupo de produtores de Atal\u00e9ia que come\u00e7aram a cultivar pimenta-do-reino h\u00e1 cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu Luiz formou uma lavoura de pimenta para complementar a renda que tem com a pecu\u00e1ria leiteira. Mas antes de investir na atividade, fez v\u00e1rias visitas ao Esp\u00edrito Santo. Atualmente ele tem tr\u00eas mil p\u00e9s plantados, em dois hectares irrigados. \u201cN\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. A fam\u00edlia pode tocar, n\u00e3o h\u00e1 grandes dificuldades. Mas como toda lavoura, \u00e9 preciso controlar as pragas, doen\u00e7as e adubar\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pre\u00e7os<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O t\u00e9cnico da Emater-MG informa que um hectare de pimenta-do-reino produz acima de oito mil quilos por ano. \u201cNesta safra de julho de 2021, o produto atingiu o pre\u00e7o de R$ 18,00 por quilo. O rendimento bruto foi pr\u00f3ximo a R$ 150 mil\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pre\u00e7os da pimenta-do-reino costumam variar de acordo com a oferta e demanda internacionais. Por isso, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a cultura seja um complemento de outras atividades, e que os primeiros investimentos sejam feitos em pequenas \u00e1reas, aos poucos. \u201cCom a estabilidade dos pre\u00e7os de comercializa\u00e7\u00e3o, a tend\u00eancia \u00e9 um aumento da atual \u00e1rea plantada em Atal\u00e9ia\u201d, prev\u00ea M\u00e1rio Souza.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a volatilidade de pre\u00e7os, o t\u00e9cnico da Emater-MG explica que, sabendo administrar os custos e mantendo a qualidade do produto, \u00e9 poss\u00edvel ter um bom retorno. \u201cUm hectare de pimenta-do-reino gera a mesma renda de quem produz 150 ou 200 litros de leite por dia em Atal\u00e9ia\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"432\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pimenta_do_reino_2.jpg\" alt=\"\" data-id=\"181358\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pimenta_do_reino_2.jpg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=181358\" class=\"wp-image-181358\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pimenta_do_reino_2.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pimenta_do_reino_2-300x191.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pimenta_do_reino_2-659x420.jpg 659w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Emater-MG<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A pimenta-do-reino recebeu este nome no Brasil porque era trazida pelas caravelas que vinham de Portugal na \u00e9poca da coloniza\u00e7\u00e3o. Mas ela \u00e9 origin\u00e1ria da \u00cdndia e foi muito valorizada no per\u00edodo das Grandes Navega\u00e7\u00f5es pelo poder de conservar alimentos, principalmente carnes.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje a pimenta-do-reino continua a ser um dos condimentos mais consumidos no mundo e o Brasil se transformou em um exportador do produto, principalmente para os Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br><em>Quer receber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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