{"id":179417,"date":"2021-06-19T15:42:21","date_gmt":"2021-06-19T18:42:21","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=179417"},"modified":"2021-06-19T15:45:05","modified_gmt":"2021-06-19T18:45:05","slug":"distribuicao-de-variantes-do-novo-coronavirus-em-minas-gerais-e-heterogenea-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=179417","title":{"rendered":"Distribui\u00e7\u00e3o de variantes do novo coronav\u00edrus em Minas Gerais \u00e9 heterog\u00eanea, revela estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisa coordenada pelo Laborat\u00f3rio de Biologia Integrativa do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (ICB) da UFMG produziu um panorama das variantes do Sars-CoV-2 mais presentes em Minas Gerais. O estudo, considerado o mais abrangente desse tipo j\u00e1 realizado no estado, analisou 1.198 restos de\u00a0amostras coletadas para exames de PCR\u00a0em 282 munic\u00edpios mineiros. Elas\u00a0s\u00e3o representativas das\u00a028 Unidades Regionais de Sa\u00fade (URS).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"616\" height=\"450\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/distribuicao_corona_mg_1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-179418\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/distribuicao_corona_mg_1.png 616w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/distribuicao_corona_mg_1-300x219.png 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/distribuicao_corona_mg_1-575x420.png 575w\" sizes=\"auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><figcaption><em>Mapa mostra predomin\u00e2ncia das variantes do Sars-CoV-2 no estado &#8211; Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>As an\u00e1lises, que tiveram in\u00edcio em mar\u00e7o deste ano, mostraram que a variante gama (anteriormente chamada de P.1 e de variante de Manaus) \u00e9 a mais presente em Minas Gerais, sendo encontrada em 74,12% das amostras analisadas. Essa variante tamb\u00e9m foi observada em 100% das amostras coletadas nas URSs&nbsp;dos munic\u00edpios de Patos de Minas e Uberl\u00e2ndia.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cQuer\u00edamos uma fotografia fiel das variantes da covid-19 que circulam em Minas Gerais. A\u00a0covid-19 \u00e9 uma\u00a0doen\u00e7a infecciosa\u00a0transmitida pela intera\u00e7\u00e3o e pelo contato sociais, e\u00a0esse tipo de estudo mostra os padr\u00f5es de deslocamento de bens, servi\u00e7os e pessoas, favorecendo a observa\u00e7\u00e3o da progress\u00e3o das variantes nas diversas regi\u00f5es de Minas Gerais\u201d<\/em>, explica Renan Pedra de Souza, professor do Departamento de Gen\u00e9tica, Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o do ICB e um dos coordenadores da pesquisa, juntamente\u00a0com o\u00a0colega de departamento\u00a0Renato Santana de Aguiar.<\/p>\n\n\n\n<p>As an\u00e1lises tamb\u00e9m mostraram que T\u00e9ofilo Otoni e Pedra Azul foram as URSs com menores frequ\u00eancias da variante gama, com 23,68% e 30,30%, respectivamente. Ao fim do estudo, os pesquisadores constataram que as variantes alfa (B.1.1.7, identificada pela primeira vez no Reino Unido) e gama (P.1), juntamente com a variante zeta (P.2, identificada inicialmente no Rio de Janeiro), respondem por quase 98% das amostras analisadas. Todas elas apresentam maior infectividade quando comparadas \u00e0s linhagens presentes no Brasil no primeiro semestre do ano passado. J\u00e1 a variante delta, registrada pela primeira vez na \u00cdndia, neste ano, n\u00e3o foi encontrada nas amostras mineiras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Informa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de tr\u00eas\u00a0em cada quatro\u00a0amostras encontradas no estado serem da variante gama (P.1), Souza destaca que isso n\u00e3o quer dizer que ela\u00a0est\u00e1 igualmente distribu\u00edda em Minas Gerais. <em>\u201cNosso estado \u00e9 heterog\u00eaneo. No Tri\u00e2ngulo Mineiro e no Alto Parana\u00edba, por exemplo, 100% das amostras eram dessa variante, mas, em outras regi\u00f5es do estado, outras variantes foram predominantes\u201d<\/em>, diz.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador acrescenta que identificar a\u00a0variante hegem\u00f4nica em determinada\u00a0regi\u00e3o do estado \u00e9 essencial para a elabora\u00e7\u00e3o\u00a0das pol\u00edticas p\u00fablicas de combate \u00e0 pandemia. <em>\u201c\u00c9 uma\u00a0informa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica\u00a0de sa\u00fade que possibilita\u00a0que o governo planeje a distribui\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio, de leitos e de capital humano, por exemplo. Se a variante delta chegar a\u00a0Belo Horizonte, por hip\u00f3tese, teremos mais condi\u00e7\u00f5es de\u00a0prever sua dispers\u00e3o, visto que j\u00e1 conhecemos\u00a0os padr\u00f5es de deslocamento\u00a0nas diversas regi\u00f5es&#8221;, <\/em>afirma Renan Souza.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o\u00a0professor,\u00a0\u00e0 medida que algumas variantes aumentaram sua frequ\u00eancia ao longo tempo, foram\u00a0observadas\u00a0altera\u00e7\u00f5es no perfil dos pacientes que manifestavam sintomas e eram internados. <em>\u201cNovas variantes podem configurar\u00a0perfis\u00a0de paciente diferentes. Esse tipo de informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 importante para o planejamento da sa\u00fade p\u00fablica. Enquanto a P.1 provoca interna\u00e7\u00f5es de\u00a0pessoas mais jovens e por mais tempo, a P.2 cria\u00a0menos complica\u00e7\u00f5es. \u00c9 importante evitar que as variantes mais complicadas cheguem a\u00a0regi\u00f5es com menos\u00a0estrutura de atendimento em sa\u00fade\u201d,<\/em> conclui.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"712\" height=\"474\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/distribuicao_corona_mg_2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-179419\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/distribuicao_corona_mg_2.jpg 712w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/distribuicao_corona_mg_2-300x200.jpg 300w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/distribuicao_corona_mg_2-696x463.jpg 696w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/distribuicao_corona_mg_2-631x420.jpg 631w\" sizes=\"auto, (max-width: 712px) 100vw, 712px\" \/><figcaption><em>Renato Santana e Renan Pedra de Souza: entender a evolu\u00e7\u00e3o das variantes \u00e9 essencial para a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de combate \u00e0 pandemia &#8211; Foto: Arquivo pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Vigil\u00e2ncia gen\u00f4mica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo, que foi coordenado pelo ICB, reuniu\u00a0outros laborat\u00f3rios da UFMG, a Funda\u00e7\u00e3o Ezequiel Dias, a Secretaria de Sa\u00fade de Minas Gerais, a Prefeitura de Belo Horizonte e as universidades Federal de Vi\u00e7osa (UFV) e\u00a0dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de desenvolver estudos sobre a presen\u00e7a de variantes do coronav\u00edrus em Minas Gerais, a\u00a0UFMG mant\u00e9m, em parceria\u00a0com a PBH,\u00a0o\u00a0Observat\u00f3rio de Vigil\u00e2ncia Gen\u00f4mica\u00a0para\u00a0receber amostras semanalmente\u00a0e caracteriz\u00e1-las em at\u00e9 10 dias. <em>\u201cEssa iniciativa, que\u00a0j\u00e1\u00a0existe em outras capitais brasileiras,\u00a0vai possibilitar a gera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida de\u00a0informa\u00e7\u00f5es. As amostras do nosso\u00a0\u00faltimo estudo foram coletadas no in\u00edcio deste ano, ent\u00e3o os dados que acabamos de divulgar mostram uma pandemia do passado. \u00c9 essencial que tenhamos informa\u00e7\u00f5es mais atualizadas, referentes aos\u00a0meses correntes. Quando disp\u00f5e de\u00a0dados concretos e em tempo real, a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica possibilita tomada de decis\u00f5es mais\u00a0\u00e1gil\u201d<\/em>, conclui Renan Pedra de Souza.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br><em>Quer receber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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