{"id":179056,"date":"2021-06-05T17:31:58","date_gmt":"2021-06-05T20:31:58","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=179056"},"modified":"2021-06-05T17:35:10","modified_gmt":"2021-06-05T20:35:10","slug":"brasil-e-o-primeiro-do-mundo-em-potencial-de-descoberta-de-especies","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=179056","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 o primeiro do mundo em potencial de descoberta de esp\u00e9cies"},"content":{"rendered":"\n<p>Um pa\u00eds de propor\u00e7\u00f5es continentais, com uma varia\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande de biomas, climas e altitudes que pode, com facilidade, abrigar a maior variedade do mundo de esp\u00e9cies de plantas e animais que ainda n\u00e3o foram catalogados pela ci\u00eancia. Este \u00e9 o Brasil em 2021, segundo um estudo publicado no peri\u00f3dico cient\u00edfico\u00a0<em>Nature, Ecology and Evolution<\/em>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"406\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/brasil_floresta.jpg\" alt=\"\" data-id=\"179057\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/brasil_floresta.jpg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=179057\" class=\"wp-image-179057\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/brasil_floresta.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/brasil_floresta-300x180.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Foto: Valter Campanato \/ Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>A pesquisa revela, por meio de modelos matem\u00e1ticos calculados por computador, que 70% do potencial de descoberta de esp\u00e9cies concentra-se em apenas dez pa\u00edses, dentre os quais o Brasil, que, sozinho, tem 10% de todas as esp\u00e9cies ainda n\u00e3o descritas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Amaz\u00f4nia e as florestas de Mata Atl\u00e2ntica respondem por 60% do potencial de descoberta no pa\u00eds, afirma o bi\u00f3logo brasileiro Mario Moura, pesquisador da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), que liderou o estudo e criou o algoritmo de c\u00e1lculo de probabilidade de descoberta de novas esp\u00e9cies baseado em animais vertebrados terrestres.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm grupos de animais menores, como invertebrados e pequenos anf\u00edbios, o potencial de descoberta \u00e9 imenso. Em bot\u00e2nica, tamb\u00e9m temos biodiversidade capaz de gerar muitas novas esp\u00e9cies o tempo todo\u201d, afirma o bi\u00f3logo Paulo de Tarso Antas, pesquisador de aves silvestres, membro da Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Natureza (Funatura) e integrante da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Identificar, estudar e catalogar esp\u00e9cies \u00e9 um trabalho extenso e \u00e1rduo. Estimativas recentes revelam que o planeta Terra conta com 8,7 milh\u00f5es de esp\u00e9cies de fauna e flora, das quais apenas 1,5 milh\u00e3o s\u00e3o descritas em documentos cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom certeza, temos potencial para descoberta de novas esp\u00e9cies. Isso se deve \u00e0 grandeza em extens\u00e3o e \u00e0 diversidade de ambientes. S\u00e3o 3,5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados de costa marinha. Nessa faixa, temos manguezais, restingas, dunas e outros biomas associados. Em altitude, o Brasil tem biomas com varia\u00e7\u00e3o de 3 mil metros. Conhecer e entender a din\u00e2mica das esp\u00e9cies e dos ecossistemas \u00e9 extremamente necess\u00e1rio\u201d, afirma a gerente de Ci\u00eancia e Conserva\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio, Marion Silva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Descobertas cient\u00edficas<\/h2>\n\n\n\n<p>O processo para identificar e catalogar novas esp\u00e9cies de fauna e flora exige conhecimento t\u00e9cnico apurado e muita experi\u00eancia com a biodiversidade existente em determinados locais. S\u00f3 assim \u00e9 poss\u00edvel diferenciar esp\u00e9cies mais raras e as mais comuns, explica Hudson Pinheiro, cientista do Centro de Biologia Marinha da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e mergulhador profundo da Academia de Ci\u00eancias da Calif\u00f3rnia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o cientista, \u00e9 poss\u00edvel achar esp\u00e9cies que j\u00e1 foram descritas, mas nunca foram catalogadas em determinadas regi\u00f5es. O papel dos museus \u00e9 fundamental, j\u00e1 que guardam vastos arquivos cient\u00edficos com registros e exemplares de animais e plantas, com suas devidas caracter\u00edsticas e habitats.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa minha \u00e1rea [mergulhos profundos], descobrimos seis esp\u00e9cies nunca visualizadas e catalogadas em apenas duas expedi\u00e7\u00f5es diferentes. A taxa de descoberta \u00e9 de duas novas esp\u00e9cies por hora de explora\u00e7\u00e3o em ambientes profundos\u201d, explica Pinheiro, que tamb\u00e9m \u00e9 membro da Rede Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o registro final, por\u00e9m, o prazo para cataloga\u00e7\u00e3o e nomea\u00e7\u00e3o de determinada descoberta pode chegar a dez anos, diz Pinheiro. \u201c\u00c9 um trabalho que precisa de compara\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos, compara\u00e7\u00e3o entre muitas outras esp\u00e9cies. \u00c9 muito espec\u00edfico. Existem esp\u00e9cies descobertas h\u00e1 muito tempo que ainda est\u00e3o no processo, infelizmente. A ci\u00eancia \u00e9 carente de taxonomistas &#8211; profissionais que d\u00e3o nome e classificam as esp\u00e9cies.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A gen\u00e9tica \u2013 processo de compara\u00e7\u00e3o de exemplares usando caracter\u00edsticas de similaridade entre o DNA \u2013 \u00e9 uma das ferramentas que v\u00eam sendo usadas para encurtar o processo de descoberta e classifica\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies, lembra o cientista.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dia Mundial do Meio Ambiente<\/h2>\n\n\n\n<p>Neste s\u00e1bado (5), comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, institu\u00eddo em 1974 pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para conscientizar pa\u00edses sobre a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica da fauna e da flora em escala mundial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para 2021, a campanha Reimagine. Recrie. Restaure foi lan\u00e7ada como evento inicial da chamada D\u00e9cada da Restaura\u00e7\u00e3o de Ecossistemas 2021-2030 \u2013 um plano estrat\u00e9gico para pa\u00edses signat\u00e1rios da ONU que busca financiar a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes devastadas em todos os continentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com sede no Paquist\u00e3o, o evento apresenta um relat\u00f3rio global que trata da restaura\u00e7\u00e3o de ecossistemas que chegaram perto da extin\u00e7\u00e3o e tiveram a \u00e1rea reduzida drasticamente. De acordo com as metas apresentadas, os pa\u00edses signat\u00e1rios devem se comprometer a restaurar 1 bilh\u00e3o de hectares de biomas desflorestados em dez anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVivemos em um mundo finito e dependemos do nosso entorno, o meio ambiente. Tudo que demandamos no dia a dia tem um p\u00e9 na natureza. Precisamos chamar a aten\u00e7\u00e3o para a interdepend\u00eancia dos seres vivos e para o ponto de vista \u00e9tico: chegamos ao planeta como esp\u00e9cie e precisamos preservar tamb\u00e9m as outras esp\u00e9cies\u201d, afirma o bi\u00f3logo Paulo de Tarso Antas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br><em>Quer receber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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