{"id":176706,"date":"2021-04-07T16:24:06","date_gmt":"2021-04-07T19:24:06","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=176706"},"modified":"2021-04-07T16:26:54","modified_gmt":"2021-04-07T19:26:54","slug":"ridesa-lanca-21-variedades-de-cana-de-acucar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=176706","title":{"rendered":"Ridesa lan\u00e7a 21 variedades de cana-de-a\u00e7\u00facar"},"content":{"rendered":"\n<p>A Rede Interuniversit\u00e1ria para o Desenvolvimento Sucroenerg\u00e9tico (Ridesa), formada por acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre dez universidades federais, est\u00e1 lan\u00e7ando neste ano 21 novas variedades de cana-de-a\u00e7\u00facar, mat\u00e9ria-prima para a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar, \u00e1lcool combust\u00edvel, mela\u00e7o e biodiesel. Juntas, as dez institui\u00e7\u00f5es lideram\u00a0o\u00a0mercado e constituem os principais n\u00facleos de pesquisa e desenvolvimento de variedades de cultivo de cana-de-a\u00e7\u00facar no Brasil. Criada entre 1990 e 1991, a Ridesa \u00e9, atualmente, o n\u00facleo central de pesquisa canavieira do governo federal, no \u00e2mbito do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, desenvolvendo as cultivares denominadas Rep\u00fablica do Brasil (RB).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"406\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/cana_ridesa.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"176707\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/cana_ridesa.jpeg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=176707\" class=\"wp-image-176707\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/cana_ridesa.jpeg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/cana_ridesa-300x180.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Foto: Arquivo\/Elza Fi\u00faza\/ABr<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>A Ridesa substituiu o Programa Nacional de Melhoramento da Cana-de-a\u00e7\u00facar (Planalsucar), criado pela Uni\u00e3o na d\u00e9cada de 70, cujo objetivo era promover a melhoria dos rendimentos da cultura, tanto no campo quanto na ind\u00fastria. As dez universidades federais absorveram as pesquisas, os recursos humanos e t\u00e9cnicos e a infraestrutura do Planalsucar, disse o coordenador do Programa de Melhoramento Gen\u00e9tico da Cana-de-A\u00e7\u00facar na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), professor Ricardo Augusto de Oliveira, em entrevista nesta quarta-feira (6) \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Das 21 variedades que est\u00e3o sendo lan\u00e7adas este ano pela Rede, que comemora 30 anos de cria\u00e7\u00e3o, quatro foram desenvolvidas na UFPR, cinco pela Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), seis pela Federal de Alagoas (Ufal), uma pela Federal de Goi\u00e1s (UFG), uma pela Federal de Vi\u00e7osa (UFV), uma pela Federal Rural do Rio&nbsp;de Janeiro&nbsp;(UFRRJ) e tr\u00eas pela Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Evolu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Considerando os 50 anos de pesquisa de melhoramento gen\u00e9tico, desde a cria\u00e7\u00e3o do Planalsucar, foram desenvolvidas 114 variedades de cana-de-a\u00e7\u00facar no Brasil. O principal volume, estimado em mais de 70 variedades liberadas para o setor agr\u00edcola, ocorreu nos \u00faltimos 30 anos, j\u00e1 com a Ridesa, salientou Oliveira. \u201cFoi uma sequ\u00eancia de evolu\u00e7\u00e3o de um trabalho feito a longo prazo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Oliveira explicou que, como se trata de uma grande malha de pesquisa espalhada por todo o pa\u00eds, s\u00e3o desenvolvidas variedades para todas as regi\u00f5es,&nbsp;com as caracter\u00edsticas espec\u00edficas de manejo e clima. \u201cS\u00e3o&nbsp;variedades desenvolvidas nessas realidades. Ent\u00e3o, tem variedades que&nbsp;t\u00eam&nbsp;maior teor de sacarose, que s\u00e3o precoces para in\u00edcio de safra; e h\u00e1 variedades mais r\u00fasticas, recomendadas para ambientes de mais restri\u00e7\u00e3o ambiental, isto \u00e9, menor fertilidade do solo, menor disponibilidade h\u00eddrica\u201d. H\u00e1 tamb\u00e9m variedades de alto poder produtivo em v\u00e1rios locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Oliveira, todas as novas variedades representam algo que est\u00e1 sendo considerado o melhor para cultivo e atendem, em v\u00e1rias lacunas, a demanda dos agricultores, dos produtores de etanol e a\u00e7\u00facar.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a Ridesa foi criada, apenas 5% de toda a \u00e1rea com cana-de-a\u00e7\u00facar era cultivada com variedades da sigla RB. Depois de 30 anos de pesquisa, o territ\u00f3rio que apresenta tais cultivares elevou-se para 60%, incluindo a safra 2020, o que equivale a 8,5 milh\u00f5es de hectares, conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Isso significa uma contribui\u00e7\u00e3o de mais de 12% na matriz energ\u00e9tica do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais cultivadas<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o professor Ricardo Oliveira, a variedade mais cultivada no pa\u00eds \u00e9 a RB867515, desenvolvida na Universidade Federal de Vi\u00e7osa, que pode ser cultivada em v\u00e1rios ambientes r\u00fasticos, o que acabou favorecendo a expans\u00e3o da cultura nos \u00faltimos 15 anos. \u201cPassamos de 6 milh\u00f5es de hectares para 8,5 milh\u00f5es de hectares\u201d. Segue-se a variedade RB966928, desenvolvida na UFPR, que foi liberada em 2010 e est\u00e1 presente em 14% da \u00e1rea nacional cultivada com cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de melhoramento gen\u00e9tico desde o in\u00edcio das pesquisas at\u00e9 a descoberta de uma nova variedade de cana-de-a\u00e7\u00facar leva 15 anos, em m\u00e9dia. \u201cTem variedades que levam 18 anos, outras, 12 anos, mas o ciclo m\u00e9dio para fechar um processo de melhoramento gen\u00e9tico leva 15 anos\u201d, disse. A UFPR j\u00e1 iniciou a s\u00e9rie de pesquisas de 2021, visando ao lan\u00e7amento de variedades novas daqui a 15 anos. \u201cEstamos no campo, com \u00e1reas de experimenta\u00e7\u00e3o, com diversas s\u00e9ries e milhares de plantas [clones de cana-de-a\u00e7\u00facar] sendo testadas para que gente possamos, naquela engrenagem, continuar a indica\u00e7\u00e3o de novas variedades.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos 15 anos, a Ridesa tem se programado para fazer libera\u00e7\u00f5es nacionais. Em 2010, houve uma grande libera\u00e7\u00e3o, com participa\u00e7\u00e3o das dez universidades que integram a rede; em 2015, foi feita outra; e neste ano, ocorre a terceira libera\u00e7\u00e3o nacional que coincide com o per\u00edodo de comemora\u00e7\u00e3o dos 30 anos da Ridesa.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ridesa \u00e9 conveniada com 298 usinas no pa\u00eds, o que representa 80% das empresas brasileiras produtoras de cana, a\u00e7\u00facar, etanol e bioeletricidade. \u201cA Rede ainda&nbsp;tem&nbsp;diversas a\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia de tecnologia para pequenos produtores que geram produtos como a\u00e7\u00facar mascavo, aguardente artesanal e alimenta\u00e7\u00e3o animal\u201d, destacou o professor da UFPR.<\/p>\n\n\n\n<p>Os reitores s\u00e3o conselheiros da Ridesa e, logo em seguida, aparece o supervisor geral, que \u00e9 eleito a cada dois anos por indica\u00e7\u00e3o dos coordenadores das universidades, que atuam, cada uma, em uma \u00e1rea federativa.\u00a0A\u00a0UFPR, por exemplo, \u00e9 respons\u00e1vel pela Regi\u00e3o Sul, enquanto a UFSCar atua na regi\u00e3o centro-sul, que engloba S\u00e3o Paulo e Mato Grosso do Sul. \u201cE assim vai. Cada universidade tem uma \u00e1rea de abrang\u00eancia para atuar e desenvolver o Programa de Melhoramento Gen\u00e9tico\u201d, concluiu Ricardo Augusto de Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br><em>Quer receber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? Siga-nos no Facebook <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/facebook.com\/aconteceunovale\" target=\"_blank\">@aconteceunovale<\/a>, Twitter <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/noticiadosvales\" target=\"_blank\">@noticiadosvales<\/a> e Instagram <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/aconteceunovale\" target=\"_blank\">@aconteceunovale<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Rede Interuniversit\u00e1ria para o Desenvolvimento Sucroenerg\u00e9tico (Ridesa), formada por acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre dez universidades federais, est\u00e1 lan\u00e7ando neste ano 21 novas variedades de cana-de-a\u00e7\u00facar, mat\u00e9ria-prima para a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar, \u00e1lcool combust\u00edvel, mela\u00e7o e biodiesel. Juntas, as dez institui\u00e7\u00f5es lideram\u00a0o\u00a0mercado e constituem os principais n\u00facleos de pesquisa e desenvolvimento de variedades de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":176707,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"amp_status":"","footnotes":""},"categories":[6],"tags":[242200,242201,242199,242202,242204,242203,22390,242192,242193,242197,242196,242195,242191,242194,168560,242190,242189,137892,159488,143666,110786,67178,37378,242198],"class_list":["post-176706","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-br","tag-federal-de-alagoas-ufal","tag-federal-de-goias","tag-federal-de-sao-carlos","tag-federal-de-vicosa","tag-federal-rural-de-pernambuco","tag-federal-rural-do-rio-de-janeiro","tag-ministerio-da-educacao","tag-novas-variedades-de-cana","tag-novas-variedades-de-cana-de-acucar","tag-planalsucar","tag-programa-nacional-de-melhoramento-da-cana-de-acucar","tag-rb","tag-rede-interuniversitaria-para-o-desenvolvimento-sucroenergetico","tag-republica-do-brasil","tag-ricardo-oliveira","tag-ridesa","tag-ridesa-lanca-21-variedades-de-cana-de-acucar","tag-ufg","tag-ufpr","tag-ufrpe","tag-ufrrj","tag-ufscar","tag-ufv","tag-universidade-federal-do-parana"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/176706","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=176706"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/176706\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":176708,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/176706\/revisions\/176708"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/176707"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=176706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=176706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=176706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}