{"id":176234,"date":"2021-04-01T10:48:58","date_gmt":"2021-04-01T13:48:58","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=176234"},"modified":"2021-04-01T10:50:29","modified_gmt":"2021-04-01T13:50:29","slug":"nova-especie-de-dinossauro-e-descoberta-na-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=176234","title":{"rendered":"Nova esp\u00e9cie de dinossauro \u00e9 descoberta na Argentina"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma nova esp\u00e9cie de dinossauro, com cerca de 80 milh\u00f5es de anos, batizada de\u00a0<em>Llukalkan aliocranianu<\/em>, foi descoberta na Argentina, de acordo com pesquisa\u00a0divulgada\u00a0na publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u00a0<em>Journal of Vertebrate Paleontology<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"406\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dinossauro_argentina.jpg\" alt=\"\" data-id=\"176235\" data-full-url=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dinossauro_argentina.jpg\" data-link=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?attachment_id=176235\" class=\"wp-image-176235\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dinossauro_argentina.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dinossauro_argentina-300x180.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><em>Cr\u00e9ditos: Jorge Blanco<\/em><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>O f\u00f3ssil \u00e9 de uma das dez&nbsp;esp\u00e9cies de abelissauro que proliferavam nos continentes do sul, no tempo&nbsp;em que os tiranossauros prosperavam no Hemisf\u00e9rio Norte, e estaria &#8220;entre os principais predadores&#8221; da Patag\u00f4nia durante o per\u00edodo do Cret\u00e1ceo Superior, dizem os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese baseia-se&nbsp;no tamanho do dinossauro, que podia chegar aos cinco metros de comprimento, e na sua mand\u00edbula poderosa, dentes afiados e nas enormes garras nos p\u00e9s. Os pesquisadores&nbsp;consideram&nbsp;que ele&nbsp;poderia tamb\u00e9m ter&nbsp;olfato muito apurado.<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e2nio do&nbsp;<em>Llukalkan<\/em>, que significa &#8220;aquele que mete medo&#8221;, era curto e com ossos \u00e1speros, por isso sua cabe\u00e7a devia exibir protuber\u00e2ncias e proemin\u00eancias como alguns r\u00e9pteis atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>A composi\u00e7\u00e3o do cr\u00e2nio sugere, diz&nbsp;o artigo publicado sobre a descoberta, que a&nbsp;esp\u00e9cie era dotada de uma audi\u00e7\u00e3o melhor do que a maioria dos outros abelissauros, bastante semelhante \u00e0 dos atuais crocodilos.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>Llukalkan aliocranianus<\/em>, cujo nome prov\u00e9m da l\u00edngua mapuche nativa &#8211; &#8220;aquele que mete medo&#8221; (<em>Llukalkan<\/em>) &#8211; e do latim &#8211; &#8220;cr\u00e2nio diferente&#8221; (<em>aliocranianus<\/em>) &#8211; teria&nbsp;vivido na mesma \u00e1rea e per\u00edodo de tempo que outro abelissauro (lagarto de dorso r\u00edgido), o &#8220;Viavenator exxoni&#8221;, apenas alguns milh\u00f5es de anos antes do fim da era dos dinossauros.<\/p>\n\n\n\n<p>Restos f\u00f3sseis das duas esp\u00e9cies foram encontrados a apenas 700 metros da forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica de Bajo de la Carpa, perto do famoso dep\u00f3sito de f\u00f3sseis de La Invernada, na Argentina.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Import\u00e2ncia da descoberta<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta \u00e9 uma descoberta particularmente importante porque sugere que a diversidade e abund\u00e2ncia de abelissauros era not\u00e1vel, n\u00e3o apenas na Patag\u00f4nia mas tamb\u00e9m em \u00e1reas mais locais durante o per\u00edodo de prosperidade dos dinossauros&#8221;, disse o paleont\u00f3logo da Universidade Nacional de San Juan e autor principal do estudo, Federico Gianechini.<\/p>\n\n\n\n<p>Os abelissauros eram uma fam\u00edlia dominante de dinossauros ter\u00f3podes (b\u00edpedes e com p\u00e9s com tr\u00eas dedos), com comprimento m\u00e9dio entre cinco e nove metros, que proliferaram sobretudo na Patag\u00f4nia e em outras \u00e1reas do supercontinente do sul Gondwana, que incorporava \u00c1frica, \u00cdndia, Ant\u00e1rtida, Austr\u00e1lia e Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da an\u00e1lise dos f\u00f3sseis encontrados, os especialistas&nbsp;conclu\u00edram que a nova esp\u00e9cie se locomovia verticalmente sobre os seus membros posteriores, e as suas enormes garras seriam usadas para esquartejar as presas.&nbsp;Tinha uma dentada poderosa e dentes muito afiados com os quais aprisionava as suas capturas, movendo-se rapidamente gra\u00e7as \u00e0s suas poderosas pernas traseiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Independentemente de como possa ter vivido, os vest\u00edgios f\u00f3sseis encontrados sugerem que os abelissauros estavam em expans\u00e3o pouco antes da extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da import\u00e2ncia da descoberta, a mesma significa que ainda h\u00e1 muito mais para descobrir, de acordo com os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sugere que provavelmente existem mais abelissauros que ainda n\u00e3o encontramos, por isso continuamos \u00e0 procura de outras esp\u00e9cies&#8221;, disse\u00a0Federico Gianechini.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br><em>Quer receber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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