{"id":175535,"date":"2021-03-21T14:02:47","date_gmt":"2021-03-21T17:02:47","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=175535"},"modified":"2021-03-21T14:03:00","modified_gmt":"2021-03-21T17:03:00","slug":"mulher-chamada-de-feia-e-esquisita-durante-o-trabalho-recebera-indenizacao-de-r-8-mil-por-danos-morais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=175535","title":{"rendered":"Mulher chamada de feia e esquisita durante o trabalho receber\u00e1 indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 8 mil por danos morais"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma empresa de gest\u00e3o e otimiza\u00e7\u00e3o de processos, com sede em Belo Horizonte (MG), foi condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 8 mil a uma ex-empregada. A trabalhadora alegou que foi v\u00edtima de ass\u00e9dio moral, sendo perseguida e humilhada pelo supervisor hier\u00e1rquico, que chegou at\u00e9 a cham\u00e1-la de feia e esquisita.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o trabalhista, a profissional contou que o supervisor exercia sobre ela uma press\u00e3o psicol\u00f3gica. E que costumava ser difamada na presen\u00e7a dos demais trabalhadores, com agress\u00f5es verbais e de cunho racista. A ex-empregada relatou que recebia tratamento diferenciado dos demais colegas, sofrendo, inclusive, limita\u00e7\u00e3o para uso do telefone e at\u00e9 mesmo para manifestar-se no local de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Testemunha ouvida no processo confirmou que at\u00e9 de feia e esquisita j\u00e1 ouviu o supervisor chamar a reclamante. Segundo a depoente, o chefe da equipe tratava todo mundo bem, mas com a reclamante era diferente.&nbsp;<em>\u201cEle fazia coment\u00e1rios sobre a reclamante, dizendo que ele n\u00e3o gostava dela, que achava ela feia, esquisita, que ele n\u00e3o gostava de conversar diretamente com ela, tanto que sempre pedia para que outros passassem os recados\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos casos de ofensa aconteceu, segundo a testemunha, durante hor\u00e1rio do almo\u00e7o e na aus\u00eancia da autora. A depoente relatou que presenciou o supervisor comentando sobre a ex-empregada, chamando-a de feia e que tinha o cabelo feio. Segundo a testemunha, ele chegou at\u00e9 a perguntar para os colegas se a reclamante n\u00e3o teria amigo que falasse isso para ela. A testemunha contou que pediu ao supervisor para parar com os coment\u00e1rios, os quais, na vis\u00e3o dela, n\u00e3o seriam adequados para um l\u00edder.&nbsp;<em>\u201cMas ele achou gra\u00e7a e riu\u201d<\/em>, disse a depoente, que ainda alertou o agressor que essa era uma atitude racista.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao examinar o caso, a desembargadora Cristiana Maria Valadares Fenelon, relatora, considerou que a prova testemunhal convenceu, de fato, a respeito do ass\u00e9dio alegado. Para a julgadora, n\u00e3o prospera o argumento do empregador de que a autora n\u00e3o se utilizou do sistema de den\u00fancia an\u00f4nima em casos de ass\u00e9dio moral dentro da empresa, visto que a medida n\u00e3o constitui elemento essencial para caracteriza\u00e7\u00e3o do il\u00edcito narrado.&nbsp;<em>\u201cComungo do entendimento adotado pelo ju\u00edzo de primeiro grau quanto \u00e0 intimida\u00e7\u00e3o exercida pelo supervisor, que teceu coment\u00e1rios indiretos maliciosos e discriminat\u00f3rios em face da autora. Indiscut\u00edvel, portanto, o dano moral\u201d,&nbsp;<\/em>avaliou a desembargadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, considerando a extens\u00e3o do dano sofrido e o padr\u00e3o remunerat\u00f3rio alcan\u00e7ado pela reclamante, o grau de culpa e a magnitude econ\u00f4mico-financeira das reclamadas, a julgadora majorou a repara\u00e7\u00e3o fixada na origem de R$ 4 mil para R$ 8 mil.\u00a0<em>\u201cNo caso, constata-se persegui\u00e7\u00e3o injusta e vexat\u00f3ria, que exp\u00f4s indevidamente a trabalhadora, havendo ind\u00edcios at\u00e9 mesmo de car\u00e1ter racista. Os fatos demonstrados s\u00e3o graves e desafiam repara\u00e7\u00e3o mais rigorosa\u201d<\/em>, concluiu a julgadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>PJe: <a href=\"https:\/\/pje.trt3.jus.br\/consultaprocessual\/detalhe-processo\/00103446920205030183\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">0010344-69.2020.5.03.0183<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br><em>Quer receber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? 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