{"id":175078,"date":"2021-03-07T20:24:06","date_gmt":"2021-03-07T23:24:06","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=175078"},"modified":"2021-03-07T20:36:21","modified_gmt":"2021-03-07T23:36:21","slug":"cinco-artesas-inspiradoras-para-conhecer-neste-dia-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/?p=175078","title":{"rendered":"Cinco artes\u00e3s inspiradoras para conhecer neste dia das mulheres"},"content":{"rendered":"\n<p>As mulheres s\u00e3o maioria no Brasil, equivalente a 51,8% da popula\u00e7\u00e3o segundo o censo do IBGE de 2019. Nas comunidades artesanais brasileiras esse n\u00famero \u00e9 ainda maior: as mulheres representam 90% de todo segmento. O fortalecimento do trabalho das artes\u00e3s no pa\u00eds acontece especialmente pelo trabalho cont\u00ednuo de comunidades e institui\u00e7\u00f5es de apoio, como a <a href=\"https:\/\/www.artesol.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ONG Artesol<\/a>, fundada h\u00e1 20 anos para fomentar toda a cadeia produtiva artesanal brasileira. Boa parte das profissionais apoiadas pela Artesol vivem em regi\u00f5es com poucas oportunidades de trabalho e em comunidades distantes dos centros urbanos, neste ano de maneira agravante, diante o enfrentamento \u00e0 pandemia do Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conhe\u00e7a algumas mulheres s\u00edmbolos de lideran\u00e7a feminina atrav\u00e9s do empreendedorismo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Z\u00e9lia Damasceno, do Projeto Sering\u00f4, na Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"268\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-175079\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_1.png 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_1-300x119.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption><em><span class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Z\u00e9lia Damasceno (\u00e0 esquerda), artes\u00e3 e uma das gestoras do Projeto Sering\u00f4, que produz pe\u00e7as de artesanato para decora\u00e7\u00e3o e moda atrav\u00e9s do l\u00e1tex extra\u00eddo da Amaz\u00f4nia &#8211; Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Rede Artesol<\/span><\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma das iniciativas mapeadas pela ONG Artesol \u00e9 o Projeto Sering\u00f4, que h\u00e1 mais de 30 anos capacita mulheres em toda a Amaz\u00f4nia para trabalhar com a produ\u00e7\u00e3o de artesanato de encauchado (um material emborrachado criado com l\u00e1tex). A proposta da Sering\u00f4 \u00e9 gerar renda digna para mulheres que vivem em aldeias ind\u00edgenas e povoados ribeirinhos. As pe\u00e7as produzidas, que v\u00e3o de centros de mesas e sousplats a biojoias, e j\u00e1 foram expostas em uma das maiores feiras de design do mundo, o Sal\u00e3o do M\u00f3vel de Mil\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A artes\u00e3 e uma das gestoras do projeto, Z\u00e9lia Damasceno conta que a grande dificuldade no processo de capacita\u00e7\u00e3o em algumas das comunidades est\u00e1 na resist\u00eancia dos maridos que n\u00e3o aceitam que suas esposas saiam de casa para participar das oficinas de forma\u00e7\u00e3o. Por isso, em alguns casos, Z\u00e9lia faz a capacita\u00e7\u00e3o indo at\u00e9 as casas das mulheres at\u00e9 que os c\u00f4njuges compreendam o trabalho e concordem com o envolvimento das esposas nas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Z\u00e9lia explica que essa aten\u00e7\u00e3o individual \u00e9 importante no processo&nbsp;de inser\u00e7\u00e3o das mulheres que sofrem&nbsp;com falta de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e renda para que consigam se desenvolver economicamente. Ao todo, o Projeto Sering\u00f4 j\u00e1 capacitou mais de 40 comunidades em todo o territ\u00f3rio amaz\u00f4nico. A l\u00f3gica a partir da cooperativa criada pelo projeto tamb\u00e9m inclui os homens, que recebem aprendizado para extra\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Milena Curado, do Projeto Cabocla Cria\u00e7\u00f5es, em Goi\u00e1s<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"269\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-175080\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_2.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_2-300x119.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption><em><span class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Artes\u00e3 e empreendedora do Projeto Caboclas, Milena Curado, com os vestidos de algod\u00e3o bordados delicadamente \u00e0 m\u00e3o; ao centro Milena compartilhando conhecimento com as detentas no programa de remiss\u00e3o de pena na cidade de Goi\u00e1s Velho &#8211; Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Rede Artesol<\/span><\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A empreendedora e artes\u00e3 Milena Curado \u00e9 criadora da <em>\u201cCabocla Cria\u00e7\u00f5es\u201d<\/em>,&nbsp;um dos n\u00facleos artesanais que integram a ONG Artesol em Goi\u00e1s. A marca de roupas bordadas autorais aposta em elementos que retratam a cultura da cidade de Goi\u00e1s Velho e refer\u00eancias da obra de Cora Coralina, famosa poetisa do munic\u00edpio.&nbsp;Priorizando as produ\u00e7\u00f5es artesanais das pe\u00e7as, Milena, que aprendeu a bordar ainda crian\u00e7a com sua av\u00f3 Wanda, buscou empreender muitos anos depois. <em>\u201cA ideia de abrir um neg\u00f3cio surgiu com a vontade de ressignificar a t\u00e9cnica de um bordado antigo, queria que nossas cria\u00e7\u00f5es tivessem identidade e originalidade. Minha av\u00f3, minha refer\u00eancia maior de mulher forte e determinada, me ensinou a bordar aos oito anos e depois bordou comigo at\u00e9 os 90 anos.\u201d&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com a boa recep\u00e7\u00e3o das roupas de sua marca, Milena decidiu compartilhar seu conhecimento com mulheres que se encontravam em regime de c\u00e1rcere na pris\u00e3o da cidade. Da\u00ed nasceu o Projeto Cabocla Cria\u00e7\u00f5es, um programa de remiss\u00e3o de pena, a partir do qual oferecia uma ocupa\u00e7\u00e3o, profiss\u00e3o e possibilidade de renda a pessoas na condi\u00e7\u00e3o prisional.&nbsp;<em>\u201cConsegui levar oportunidade a pessoas exclu\u00eddas quando ensinamos a criar, bordar e comercializar, em \u00e1reas de dif\u00edcil acesso como quilombos urbanos e rurais, periferias etc. Recebemos convites de associa\u00e7\u00f5es e prefeituras e desenvolvemos projetos de financiamento para nossas atividades junto a editais e fundos de arte e cultura\u201d<\/em>, conta Milena.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto trabalha com t\u00e9cnicas culturais tradicionais de bordado da regi\u00e3o de Goi\u00e1s, e por isso recebeu o pr\u00eamio m\u00e1ximo do Instituto de Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN), e Milena tornou-se a primeira mulher do Estado a ganhar o Trof\u00e9u Ouro do Sebrae para mulheres empreendedoras. Com a repercuss\u00e3o positiva do trabalho, posteriormente o projeto passou a envolver outros grupos de mulheres al\u00e9m das detentas.&nbsp;Para Milena <em>\u201cempreender s\u00f3 faz sentido se voc\u00ea conseguir transformar vidas. Tem que somar e multiplicar para construirmos um mundo melhor\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maria Jos\u00e9 Gomes da Silva, a Zezinha, ceramista refer\u00eancia no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"267\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-175081\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_3.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_3-300x118.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption><em><span class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Ceramista Zezinha, artes\u00e3 refer\u00eancia do Vale do Jequitinhonha e suas bonecas pintadas com tinta natural feita com barro e \u00e1gua &#8211; Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Rede Artesol<\/span><\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Outra integrante da ONG Artesol que merece destaque pelo protagonismo em sua regi\u00e3o \u00e9&nbsp;Maria Jos\u00e9 Gomes da Silva. Zezinha, como \u00e9 chamada, \u00e9 uma das mais prestigiadas artes\u00e3s do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Zezinha nasceu no povoado de Campo Alegre, na zona rural de Turmalina, e, sendo a primeira de dez irm\u00e3os, come\u00e7ou a trabalhar&nbsp;aos 14 anos. Depois aprendeu a moldar o barro ao observar a m\u00e3e ceramista, se tornando uma grande refer\u00eancia no Jequitinhonha.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua obra se destaca pela delicadeza das fei\u00e7\u00f5es e n\u00edvel de sofistica\u00e7\u00e3o dos figurinos de mulheres moldadas na argila.<em> \u201cEu me realizo nas roupas das minhas bonecas, porque quando era adolescente o meu sonho era ter vestidos chiques que minha fam\u00edlia nunca conseguiria comprar. Por isso, eu comecei a desenhar os vestidos das bonecas no barro, joias e enfeites que eu sonhava ter\u201d<\/em>.&nbsp; Aos 21 anos, Zezinha casou-se com Ulisses, que se tornou um grande parceiro, abrindo m\u00e3o de sua profiss\u00e3o para assumir as tarefas da casa e de duas filhas do casal para que Zezinha se dedicasse \u00e0 sua arte.<\/p>\n\n\n\n<p>Zezinha e Ulisses criaram uma esp\u00e9cie de museu a c\u00e9u aberto no jardim de sua pr\u00f3pria casa com pe\u00e7as da artista e ampliaram a casa para ministrarem oficinas de cer\u00e2mica a turistas interessados. O apoio do marido foi essencial para que Zezinha transmitisse seu conhecimento para tantas outras mulheres da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Joelma Silva, do Projeto Copartt, na Costa do Sau\u00edpe, Bahia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"265\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-175082\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_4.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_4-300x117.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption><span class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\"><em>Joelma Silva, artes\u00e3 membro da Cooperativa<\/em> <em>Artesanato do Tran\u00e7ado Tupinamb\u00e1, ap\u00f3s colher a fibra de pia\u00e7ava dos coqueiros da Costa do Sau\u00edpe<\/em> &#8211; <em>Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Rede Artesol<\/em><\/span><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Outra iniciativa mapeada pela ONG Artesol \u00e9 o Projeto Copartt (Cooperativa de Artesanato do Tran\u00e7ado Tupinamb\u00e1) na Costa do Sau\u00edpe, cidade de Entre Rios, Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p>A cooperativa representa cerca de 250 artes\u00e3s reunidas em torno de oito associa\u00e7\u00f5es que atuam com a produ\u00e7\u00e3o do chamado<em> \u201ctran\u00e7ado tupinamb\u00e1\u201d <\/em>em meio a uma paisagem privilegiada de reservas de Mata Atl\u00e2ntica, manguezais e as praias pontilhadas de coqueiros, no litoral baiano. Hoje, a Cooperativa fornece pe\u00e7as para grandes redes como a Tok&amp;Stok, desenvolve cole\u00e7\u00f5es em parceria com marcas renomadas como a Osklen e tem produtos sendo comercializados em todo o Brasil, nos EUA e na Europa. Antes de ganhar certo destaque internacional, as artes\u00e3s cresceram tramando a palha dos coqueiros como aprenderam com m\u00e3es, av\u00f3s ou vizinhas, herdaram o ritual de colher a palha de pia\u00e7ava com manejo sustent\u00e1vel: tratar, tingir a fibra e criar artefatos cotidianos vers\u00e1teis com um design que faz refer\u00eancia \u00e0s paisagens tropicais onde s\u00e3o criadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dona Vav\u00e1 Silva, m\u00e3e de Joelma, uma das&nbsp;artes\u00e3s membro da Copartt, se orgulha de ter ensinado seu of\u00edcio \u00e0s filhas, estimulando-as a preservar a natureza local que lhes d\u00e1 o sustento. <em>\u201cNa mesma palmeira em que eu colhia a pia\u00e7ava com minha m\u00e3e e minha av\u00f3, hoje eu colho com minha filha e minha neta\u201d<\/em>, conta. Joelma ressalta que a renda do artesanato foi essencial para oferecer melhores condi\u00e7\u00f5es de vida a sua filha, especialmente nos estudos. Na atual gera\u00e7\u00e3o de artes\u00e3s, a maioria das filhas conseguiu ter acesso ao ensino superior e hoje tem uma rela\u00e7\u00e3o afetiva com o artesanato.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Andreia Pereira, artista pl\u00e1stica e artes\u00e3 no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"156\" src=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-175083\" srcset=\"https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_5.jpg 678w, https:\/\/aconteceunovale.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/artesas_artesol_5-300x69.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption><em><span class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Rede Artesol<\/span><\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A artista pl\u00e1stica e ceramista Andreia Pereira, de Santana do Ara\u00e7ua\u00ed, distrito de Ponto dos Volantes (MG), que tamb\u00e9m faz parte da Rede Artesol, aprendeu com sua av\u00f3, dona Isabel Mendes, grande mestra do Vale do Jequitinhonha, a arte de criar sua pr\u00f3pria narrativa sobre a hist\u00f3ria do seu lugar e seu povo. Andreia come\u00e7ou a modelar o barro ainda crian\u00e7a e, aos 14 anos, vendeu sua primeira pe\u00e7a, exibida com a produ\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia numa exposi\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Andreia foi a primeira a buscar orienta\u00e7\u00e3o fora do c\u00edrculo familiar.&nbsp;Foi morar em Belo Horizonte para estudar artes pl\u00e1sticas na Escola Guignard. Especializou-se em pintura e cer\u00e2mica e construiu na escola, com os colegas, um forno de barro t\u00edpico dos artes\u00e3os do Jequitinhonha. Terminado o curso, foi lecionar aulas em Portugal e na Espanha, mas retornou a sua cidade natal para dar continuidade \u00e0 arte da fam\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Andreia se fortaleceu em suas linhagens anteriores para buscar aperfei\u00e7oar-se como artista. <em>\u201cAgrade\u00e7o a Deus pela minha querida av\u00f3-m\u00e3e que tem m\u00e3os aben\u00e7oadas e um dom divinal. E o m\u00ednimo que posso fazer \u00e9 agradecer a ela com um pouquinho do que aprendi com ela, e desejar que Deus nos permita dividir o aprendizado que me orgulha tanto\u201d<\/em>, comenta Andreia emocionada.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br><em>Quer receber as not\u00edcias do <strong>Aconteceu no Vale<\/strong> em primeira m\u00e3o? Siga-nos no Facebook <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/facebook.com\/aconteceunovale\" target=\"_blank\">@aconteceunovale<\/a>, Twitter <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/noticiadosvales\" target=\"_blank\">@noticiadosvales<\/a> e Instagram <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/aconteceunovale\" target=\"_blank\">@aconteceunovale<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mulheres s\u00e3o maioria no Brasil, equivalente a 51,8% da popula\u00e7\u00e3o segundo o censo do IBGE de 2019. 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